Clube Poliglota reúne amantes de idiomas para conversas em outras línguas
Trupe de Maceió se reúne duas vezes por mês; feira acontece na capital alagoana para ensinar iniciantes

Clube Poliglota se reúne para bate-papo em outras línguas
FOTO: DIVULGAÇÃO
Eles se encontram duas vezes por mês e, quando estão juntos, todas as línguas são permitidas. É mais ou menos assim que funciona o Clube Poliglota de Maceió, surgido em 2013 a partir de encontros para a prática de inglês, os chamados English Meetings. Seria no ano seguinte, porém, que todos os idiomas passariam a ser bem vindos.
Danilo Belo Daniel é fundador da iniciativa e conta que a ideia surgiu a partir da necessidade de praticar “Foi devido à necessidade de praticar inglês, sendo que não tinha muita oportunidade para isso aqui em Maceió e, como todos nós sabemos se não praticarmos algum idioma vamos esquecendo gradativamente do que aprendemos”. Continue lendo
Professor Kaingang é primeiro docente indígena da Unicamp
O docente Selvino Kókáj Amaral é o primeiro indígena a dar aulas na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Selvino será um dos responsáveis pelas disciplinas Línguas Indígenas I e Tópicos de Línguas Indígenas, do curso de graduação em Linguística do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da instituição. O indígena dará aulas sobre seu idioma materno, o Kaingang, aprendido na comunidade onde nasceu, Terra Indígena do Guarita, que fica no noroeste do Rio Grande do Sul.
Selvino Kókáj Amaral é formado em magistério pela rede estadual e foi contratado por meio do Programa Professor Especialista Visitante em Graduação, da Pró-Reitoria de Graduação (PGR) da Unicamp. Como docente visitante, Selvino já ministra o curso extracurricular “Língua Kaingang viva: pesquisa e prática em uma língua Jê” e realiza palestras abertas ao público e reuniões de trabalho com docentes e alunos. Outra participação importante do indígena na Unicamp é na finalização de um dicionário escolar do dialeto Kaingang paulista, que já vem sendo elaborado pelo grupo de pesquisa liderado pelo docente Wilmar D’Angelis. Continue lendo
O que o mundo perde quando morre uma língua
Quando Yang Huanyi faleceu, em 2004, morreu também o nushu, um sistema de escrita silábico conhecido apenas pelas mulheres de uma área remota da província chinesa de Hunan. Aos 98 anos, ela era a última detentora de um conhecimento passado de mãe para filha que, durante séculos, permitiu que as mulheres se comunicassem secretamente entre si e burlassem o controle dos homens, ainda que fossem proibidas de receber educação formal.
De acordo com o Atlas Interativo das Línguas em Perigo, da UNESCO, mais de 100 línguas desapareceram nos últimos 10 anos e outras 2.572 são consideradas vulneráveis ou em risco de extinção. Dessas, 519 estão em situação crítica e 51 são faladas por uma única pessoa. A organização afirma que uma língua morre a cada 14 dias. Nesse ritmo, metade dos 7.000 idiomas falados hoje no mundo desaparecerá até o final do século 21, alguns deles sem nunca terem sido gravados ou documentados. Continue lendo
Está no ar o fórum online da diversidade linguística brasileira
Conhecer um pouco mais sobre as línguas faladas no Brasil. Este é o objetivo do Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística (Ipol) ao lançar o Fórum Online da Diversidade Linguística Brasileira.
As informações coletadas estarão disponíveis e poderão apoiar ações em defesa das comunidades linguísticas. Além disso, o Fórum proporcionará um mapeamento das línguas brasileiras oferecendo bases para ampliar o seu reconhecimento no âmbito de duas políticas linguísticas importantes: a Política da Diversidade Linguística do Brasil (INDL), criada pelo Decreto nº 7.387/2010 e a Cooficialização de Línguas por Municípios, criadas por leis Municipais. Continue lendo
LES ASSISES DE LA FRANCOPHONIE & DE LA LUSOPHONIE 2017
Comme d’autres langues de grande diffusion qui ont essaimé à travers le monde, la langue française et portugaise occupent une place de choix : la maîtrise de multiples formes de communication orale et écrite est exigée sur le marché du travail et conditionne l’accès à l’information, à la culture, à la vie sociale et à la citoyenneté ; le développement du secteur des services fait de cette langue un véritable acteur de l’économie. Dans l’avenir, il faut pour que la Francophonie et la Lusophonie, jouent pleinement leur rôle à la fois linguistique, culturel, politique et économique, respecter ces trois cercles.
Estados Unidos se retira da UNESCO, Israel acompanha.
Declaração de Irina Bokova, Diretora Geral da UNESCO, sobre a decisão dos Estados Unidos de se retirarem da UNESCO
12 de outubro de 2017
Como Diretora-Geral da UNESCO, lamento profundamente a decisão dos Estados Unidos da América de retirar-se da UNESCO, do que recebi notificação formal por carta do Secretário de Estado, o Sr. Rex Tillerson .
A universalidade é essencial para a missão da UNESCO de construir a paz e a segurança internacionais diante do ódio e da violência através da defesa dos direitos humanos e da dignidade humana.
Em 2011, na 36ª sessão da Conferência Geral da UNESCO, quando anunciei a suspensão da contribuição financeira dos Estados Unidos, expressei minha convicção de que a UNESCO nunca foi Estados Unidos, bem como os Estados Unidos para a UNESCO.
Esta verdade é ainda mais evidente hoje, já que o aumento do extremismo violento e do terrorismo exige novas respostas a longo prazo para a paz e a segurança mundiais, combater o racismo e o terrorismo, antisemitismo, luta contra a ignorância e a discriminação.
Estou convencida de que o trabalho da UNESCO para promover alfabetização e educação de qualidade responde às preocupações do povo americano.
Estou convencida de que a ação da UNESCO para mobilizar novas tecnologias para melhorar a aprendizagem responde às preocupações do povo americano.
Estou convencida de que a ação da UNESCO para fortalecer a cooperação científica para a sustentabilidade do oceano responde às preocupações do povo americano.
Estou convencida de que a ação da UNESCO para promover a liberdade de expressão, para defender a segurança dos jornalistas, responde às preocupações do povo americano.
Estou convencida de que a ação da UNESCO para o empoderamento das meninas e das mulheres como atores da mudança e da criação da paz responde às preocupações do povo americano.
Estou convencida de que a ação da UNESCO para apoiar as sociedades em tempos de emergência, diante de desastres e conflitos, atende às preocupações do povo americano.
Apesar da suspensão de sua contribuição financeira desde 2011, aprofundamos a parceria entre os Estados Unidos e a UNESCO, e nunca foi mais forte.
Esta é uma perda para a UNESCO.
É uma perda para a família das Nações Unidas.
É uma perda para o multilateralismo.
O trabalho da UNESCO não acabou e continuaremos a avançar para construir um século XXI mais justo, mais pacífico e equitativo, e para isso a UNESCO precisa do compromisso de todos os Estados.
A UNESCO continuará a trabalhar pela universalidade desta Organização, pelos valores que compartilhamos, pelos nossos objetivos comuns, para fortalecer uma ordem multilateral mais eficaz e um mundo mais pacífico e justo.


