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Ministro cabo-verdiano quer debate sobre crioulo como língua oficial

O ministro da Cultura de Cabo Verde, Abraão Vicente, afirmou hoje que na próxima revisão constitucional “será obrigatório” um “debate aprofundado” sobre o tema da inclusão do crioulo como língua oficial cabo-verdiana.
Ministro cabo-verdiano quer debate sobre crioulo como língua oficial

Em causa está o artigo 9.º da Constituição da República de Cabo Verde, de 1992, que define apenas o português como língua oficial, mas também prevê que o Estado deve promover “as condições para a oficialização da língua materna cabo-verdiana, em paridade com a língua portuguesa”.

“Na próxima revisão constitucional será obrigatório que o artigo 9.º da nossa Constituição seja algo de debate aprofundado, consciente e que todos se envolvam com ciência e sentido de estado na sua alteração, a bem da nação cabo-verdiana“, refere o ministro da Cultura e Indústrias Criativas de Cabo Verde, numa mensagem colocada hoje na sua conta oficial no rede social Facebook.

A posição surge depois de esta semana, também nas redes sociais, o ex-primeiro-ministro José Maria Neves (PAICV, 2001 a 2016), ter defendido a elevação do crioulo cabo-verdiano a língua oficial, “a par do português”.

“Os ‘experts’ já demonstraram que o ensino bilingue é essencial para aprendizagem e domínio do português, de outras línguas, das ciências e da matemática”, defendeu José Maria Neves, que também já admitiu uma candidatura às eleições presidências de 2021 em Cabo Verde.

Na mensagem colocada hoje, Abraão Vicente acusa ainda José Maria Neves de “populismo”, por não ter avançado com esse propósito enquanto esteve em funções e recordando que o atual Governo (MpD) aprovou em 2019 a classificação da língua crioula como Património Imaterial Nacional.

“Ao cidadão comum é lhe permitido esse modelo de questionamento “para quando”, não a um ex-primeiro ministro. Alguém terá de explicar ao JMN [José Maria Neves] que quem esteve durante 15 longos anos como primeiro-ministro, com maioria parlamentar e presidente do partido que suportava o Governo jamais poderá se colocar na posição de um cidadão comum que questiona como se não soubesse de nada e não tivesse responsabilidade nenhuma sobre o seu próprio legado”, apontou o ministro cabo-verdiano.

Em entrevista à Lusa em julho passado, o primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, afastou a possibilidade de propor uma revisão constitucional no atual mandato, que termina com as eleições legislativas previstas para o primeiro semestre de 2021.

22/01/20 11:08 ‧ HÁ 8 HORAS POR LUSA

MUNDO CABO VERDE

Encontro Mebengokrê: mobilização indígena para garantia dos direitos sociais no Brasil

No último dia do Encontro Mebengokrê Raoni promoveu uma reunião histórica com a presença de lideranças indígenas que fizeram parte da construção da Constituição Cidadã de 1988. Os que não estavam presentes em vida, foram representados por seus filhos e netos.

Os indígenas foram fundamentais na construção das leis que hoje regem o Brasil, garantindo no papel alguns dos direitos originários dos povos que habitam as terras brasileiras há milhares de anos. Hoje esses direitos estão ameaçados por um governo declaradamente anti-indígena e centenas de projetos em tramitação no Congresso Federal que querem interferir nas terras indígenas, além de projetos relacionados à grandes empreendimentos, como as hidrelétricas, mineração ou exploração de madeira e caça.

Durante o encontro o líder Kayapó fez uma fala ressaltando a importância da organização e mobilização dos povos indígenas do Xingu e do Brasil e denunciou, mais uma vez, o ataque aos povos tradicionais feito pelo atual governo.

Foto: @MidiaNINJA

#Mebengokrê #xingu #povosindigenas #direitosindigenas

Multilinguismo: hierarquias, desigualdades e marginalização

Acontece nessa semana (22 a 24 de janeiro 2020), no Institut National des Langues et Civilizations Orientales (INALCO), em Paris, o III Seminário Internacional da Cátedra Unesco Políticas Linguísticas para o Multilinguismo.

Confira a programação!

 

 

 

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Narração multilíngue do CMG faz o desfile do Dia Nacional mais espetacular

No dia 1º de outubro, data do Dia Nacional da China, o Grupo de Mídia da China (CMG, na sigla em inglês) transmitiu ao vivo o grande desfile na Praça da Paz Celestial em 53 idiomas, incluindo 43 línguas estrangeiras, quatro dialetos chineses, cinco línguas de etnias minoritárias e o mandarim.

A narração dos locutores do CMG ajudou muitos os espetadores do mundo todo a entenderem melhor as atividades comemorativas. Além de explicarem as imagens, contaram também muitas histórias importantes da República Popular da China.

Antes da transmissão, os locutores de línguas estrangeiras precisaram fazer traduções de alta qualidade, o que foi um trabalho bastante árduo e complicado.

Li Zhongqing, locutor do Departamento de Russo, já tem mais de 50 anos de idade. Para garantir o sucesso da transmissão, ele preparou até remédios anti-hipertensivos e apaziguadores de coração de ação rápida. Li disse que foi uma grande honra participar dessa transmissão e teve que fazer preparações detalhadas.

Depois da transmissão, alguns convidados franceses no Pavilhão da Paz Celestial perguntaram ao pessoal de serviços se as locutoras eram francesas, porque elas falavam um francês autêntico. De fato, as duas locutoras do Departamento de Francês, Liu Huazhen e Deng Yingping, são chinesas puras.

Tradução: Luís Zhao

Revisão: Gabriela Nascimento

Fonte: Português

Third International Seminar of the UNESCO Chair LANGUAGE POLICIES FOR MULTILINGUALISM: Multilingualism : Hierarchies, Inequalities, Marginalization Structures, Issues, Policies

O prazo para submissão de proposta é até 31 de agosto 2019. Participe!

Data: 23-24 January 2020

National Institute Of Oriental Languages and Civilisations (Inalco) – Paris, France

Languages ​​have been recognized as being of central importance for people and for the planet, because of their complex implications for identity, communication, social integration, education, development and ecology. Given the vital role of languages, UNESCO has committed itself to multilingualism and linguistic diversity, especially to the issues of marginalized and endangered languages. The latter issue has been the focus of the International Year of Indigenous Languages declared by UNESCO in 2019.

Multilingualism as an area of research has addressed the question of language hierarchies and conflict, and how language planning may be brought to bear on the consequent issues of inequalities of access to services, education, information, knowledge and opportunity, and the related question of linguistic rights. The information and communication technologies revolution of recent decades has shifted to the digital plane these different concerns.

The seven research axes of the UNESCO Chair on Language Policies for Multilingualism – Internationalization, Intercultural mediation, Language education, Translation and Accessibility, Economy and Linguistic Rights, Information and Communication Technologies, Borders and Diasporas – address all of the above dimensions, with a contemporary vision of languages as resources rather than as problems.

Concepts

“We Need a Forest of Tongues,” Homer-Dixon writes in 2001 (Toronto Globe and Mail, July). It is a way of asserting that linguistic diversity is just as indispensable as biodiversity: each of the languages ​​contains a set of linguistic particularities and cultural references that make it possible to better understand the evolution of societies and the complexity of human language.  Whether majority, minority, global, national, regional, local, recognized, ignored, acclaimed or disparaged, the profusion of languages across diverse contexts and geographies constitute our ‘Forest of Tongues’.

It is a reality that languages, speakers, skills and linguistic repertoires do not have the same weight. The diffusion of languages ​​and the circulation of knowledge illuminate various types of hierarchies between ethno-linguistic groups.  The presence (or absence) of languages ​​/ cultures in cyberspace, or tangible artefacts such as grammatical descriptions, dictionaries and manuals, mark the existence (or omission) of a language community.  In the play of identities, the status of a language is the expression of power relations between social groups.  These factors play a key role in access to different kinds of resources and thus in shaping socio-economic outcomes as well as the vitality of languages.

The diversity of languages ​​appears as a de facto feature of globalized information society: in a world where communication needs have never been greater, the multilingual web and widespread translation are the most spectacular illustrations of heterogeneous and intensified language contact; but they are also the sites of marked ‘linguistic divides’ – while certain languages ​​are ubiquitous and ‘over-exposed’, others, ‘underexposed’, seek their place in the universe, or are eclipsed.

The integration of hierarchically ordered languages ​and cultures can be experienced in a more or less painful manner.  In a multilingual world, for dialogue to take place between different communities with differential levels of language resources and access to knowledge, it is vital to learn the skills of transculturality.

Further, languages ​​are not just defined as singular linguistic systems existing in themselves, but also by the differential capital that their mastery represents for those who speak or learn them; this capital serves as an instrument to legitimize, or not, a set of speakers. The knowledge of languages ​​appears in the collective imaginary as an attribute of the social elite: while we marvel at the multilingual children of European parents, we remain indifferent to the rejection or the gradual abandonment of languages of origin of migrant families.

However, no language is inherently ‘pre-destined’ ​​to be disseminated and taught, or to fade away and vanish – all languages, including those that are poorly disseminated, are both ‘local’ and ‘modern’, and all linguistic communities, however numerically small, convey the principles of universality in their own way.

To examine the world linguistic order to reveal its contradictions and asymmetries is, in a certain manner, to not accept it, and thus to find pathways to understand and address the structures of inequality and marginalization so as to enable the greatest number of language communities to survive and thrive in the global information age.

Themes of contributions

The objective of the conference is to facilitate a multidisciplinary reflection on the issues arising from language related hierarchies, inequalities and mechanisms of marginalization in multilingual societies, and the elaboration of appropriate language policies to address such issues.

  • How are linguistic hierarchies and inequalities manifested? What is their significance ?
  • How do they shape other types of social inequalities?
  • How are they manifested in multilingual urban environments?
  • What is their impact on access to education?
  • Academic and professional language(s) and the status of English
  • What role can language policies play in combating linguistic inequalities?

This reflection will benefit from the articulation of various experiences of the members of the Chair from a wide range of contexts.

Contributions (20 minutes) may be based on the following axes:

  • Education, and teaching/learning of languages and cultures;
  • Internationalization of education
  • Access to Information and Communication Technologies and participation in the information society;
  • Transculturality and intercultural mediation across linguistic borders;
  • Role of translation in assuring accessibility;
  • Realization of Sustainable Development Goals;
  • Articulation of linguistic rights.

Terms of participation and contact information

Proposals of a maximum of 250 words and 5 bibliographical references must be sent by August 31, 2019 to the e-mail address of the conference leaders:
Pr. Thomas SZENDE, Europe Department, INALCO, Director Research Center PLIDAM, thomas.szende@yahoo.fr
Dr. Anuradha KANNIGANTI, South Asia Himalaya Department, INALCO, akannig@inalco.fr
Proposals must be accompanied by the attached form.

 

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