Tecnologias e Línguas

Las lenguas indígenas encuentran un espacio para fortalecer su voz en Wikimedia

Riohacha, La Guajira, fue el escenario del primer Encuentro de Comunidades Indígenas en los proyectos Wikimedia, realizado del 11 al 13 de junio de 2026. Durante tres días, representantes de pueblos indígenas de América Latina y el Caribe participaron en un espacio de diálogo orientado al fortalecimiento de la preservación, documentación y difusión de sus lenguas en entornos digitales. El encuentro se desarrolló bajo el lema “Voces, Redes y Autonomía”.

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El evento reunió representantes de 19 lenguas indígenas, entre ellas wayuunaiki, mapudungun, aymara, quechua sureño, maya q’eqchi’, nasa yuwe y kamëntsá, provenientes de territorios de Colombia, Venezuela, Argentina, Bolivia, Brasil, Guyana, Surinam, Perú, Ecuador, México, Chile, Guatemala, Belice y El Salvador. La diversidad de pueblos y lenguas participantes evidenció el carácter continental del encuentro y la importancia de fortalecer redes de colaboración para la preservación y visibilización de las lenguas indígenas en los espacios digitales.
Un encuentro sin precedentes
Leonardis Fernández, coordinador general del encuentro, explicó que este espacio marca un precedente para los pueblos indígenas dentro del movimiento Wikimedia. “Esta es la primera vez que se organiza un encuentro de comunidades indígenas liderado directamente por un grupo indígena y pensado para los propios pueblos. Aunque espacios similares se han gestado en regiones como África y Europa, en América Latina existía una tarea pendiente para articular un evento de esta magnitud, convirtiendo este encuentro en un hito inédito para la región”.
Fernández señaló además que este propósito se refleja en el lema que acompañó el encuentro: “Voces, Redes y Autonomía”. Explicó que las voces representan la diversidad lingüística y cultural de los pueblos indígenas, así como la palabra como medio ancestral de transmisión de conocimientos. Las redes simbolizan los lazos de colaboración y hermandad entre los pueblos de Abya Yala, fortalecidos también a través de las tecnologías digitales. Por su parte, la autonomía reivindica el derecho de las comunidades a decidir cómo preservar, documentar y compartir sus saberes desde sus propios términos y formas de organización.
A lo largo de los tres días, los participantes intercambiaron experiencias sobre los desafíos y oportunidades que enfrentan las lenguas indígenas en el ámbito virtual.
Las sesiones abordaron temas relacionados con la autonomía digital, la soberanía lingüística, la documentación de memorias y saberes ancestrales, la preservación de las tradiciones orales, la enseñanza de las lenguas indígenas y el fortalecimiento del trabajo en red entre comunidades y organizaciones.
Entre las experiencias compartidas estuvieron iniciativas como Wikipedia Maya: un espacio de autonomía digital, Wikipedia en wayuunaiki: soberanía lingüística en acción, Tecnología con raíz: preservando la lengua Nasa en contextos de baja conectividad y Documentación de la memoria indígena Wayuu: voces y saberes. Estos espacios permitieron conocer diferentes estrategias para fortalecer la presencia de las lenguas indígenas en internet desde las realidades y necesidades de cada territorio.
El encuentro fue resultado de la coorganización entre Wikimedistas Wayuu, Wikimedia Colombia y Rising Voices. Asimismo, contó con el patrocinio de Wikimedia Foundation e Internet Society, además del respaldo de organizaciones e instituciones como el Área Cultural del Banco de la República en Riohacha, WikiAcción Perú, el Museo Wayuuwaa A’in, la Dirección de Cultura de la Alcaldía Distrital de Riohacha, Colnodo e ISOC Colombia. De acuerdo con la organización, estas alianzas fueron fundamentales para la construcción colectiva del encuentro, al aportar experiencias, conocimientos y espacios de diálogo que hicieron posible su realización.
Más allá de las jornadas de trabajo y los intercambios de experiencias, el encuentro dejó abierta la posibilidad de fortalecer una red de colaboración entre pueblos indígenas que comparten desafíos y aspiraciones comunes en el ámbito digital. Durante tres días, Riohacha se convirtió en un punto de encuentro para lenguas, memorias y saberes de distintos territorios de América Latina, reafirmando que la tecnología también puede ser un espacio para la preservación, el fortalecimiento y la proyección de las lenguas indígenas hacia las futuras generaciones
Saiba mais em :
https://meta.wikimedia.org/wiki/WikiMedistas_Way%C3%BAu/Encuentros/WIKI-KEPEIN_2026

Iphan lança plataforma digital do Inventário Nacional da Diversidade Linguística

Evento, no dia 22 de junho, celebra novo acervo de pesquisas, imagens, sons e vídeos sobre as línguas brasileiras.

Capa Aviso de Pauta
Publicado em 18/06/2026

O Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan) lança na próxima segunda-feira (22/6), às 14h, a plataforma digital oficial do Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL). O evento acontece na sede do Instituto, em Brasília, e poderá ser acompanhado ao vivo pelo Canal do Iphan no YouTube. A plataforma centraliza mais de 2 mil itens entre pesquisas, registros, imagens, sons e vídeos produzidos no âmbito do inventário.

Convite para o evento de lançamento da plataforma digital oficial do INDL.

“O lançamento da plataforma do INDL é um marco na difusão da diversidade linguística brasileira, pois permite fácil acesso a diagnósticos sociolinguísticos, informações gerais sobre as línguas e conteúdos qualificados para o público em geral. É uma forma de mostrar que o Brasil é mais do que apenas o português”, afirma a diretora do Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan, Marina Lacerda.

Estarão presentes o presidente do Iphan, Deyvesson Gusmão, e a diretora do Patrimônio Imaterial do Iphan, Marina Lacerda, o diretor da Faculdade de Ciências da Informação, Dalton Martins, e demais representantes da Universidade de Brasília (UnB), parceira no projeto.

Estima-se que, no Brasil, são faladas mais de 250 línguas entre indígenas, de imigração, de sinais, crioulas e afro-brasileiras, além do português e de suas variedades.

Desenvolvida pelo Iphan, em parceria com Laboratório de Inteligência de Redes da Faculdade de Ciências da Informação da Universidade de Brasília (FCI/UnB), a ferramenta oferece ao público a possibilidade de conhecer diferentes aspectos das línguas brasileiras, compreender o funcionamento do Inventário e acompanhar informações sobre as línguas já reconhecidas e aquelas em processo de inclusão. Atualmente, o acervo contempla pesquisas sobre 27 línguas, com diferentes níveis de documentação.

O Inventário 

Fruto da mobilização de setores da sociedade civil e de instâncias governamentais, o  Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL) foi criado em 2010 e é o instrumento federal de identificação, documentação, reconhecimento e valorização das línguas portadoras de referência à identidade, à ação e à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira.

A atuação se estrutura em cinco eixos: promoção e valorização; engajamento comunitário; documentação linguística; pesquisa e estudo; publicação e disseminação.

A plataforma 

A plataforma reúne mais de 2 mil itens produzidos ao longo dos anos de execução do INDL, organizados entre línguas indígenas, de imigração, de sinais, crioulas e afro-brasileiras. O conjunto reúne pesquisas, registros, imagens, sons e vídeos que documentam e difundem a pluralidade linguística do país.

Além de registrar essa diversidade, os estudos sociolinguísticos disponibilizados estimulam a mobilização das comunidades em torno de suas línguas maternas, fortalecendo seu protagonismo na preservação e gestão do próprio patrimônio cultural.

O Inventário é construído de forma colaborativa. Órgãos e instituições públicas federais, estaduais, distritais e municipais, além de entidades da sociedade civil e representações de falantes, podem solicitar a inclusão de línguas ou a complementação das informações já existentes.

SERVIÇO 

Data: 22/06/2026

Horário: 14h às 18h

Local: Auditório Heloísa Alberto Torres – Iphan sede

Endereço: SEPS 702/902 Centro Empresarial Brasília Torre Iphan – Asa Sul, Brasília – DF, 70390-025

Programação 

14h – Mesa de Abertura com a presença de autoridades

14h45 – Apresentação de vídeo sobre o INDL

15h – 16h – Mesa 1: Panorama da Diversidade Linguística brasileira

16h – 16h45 – Mesa 2: Dados e informações sobre cultura e o diálogo com o cidadão

16h45 – 17h30 – Mesa 3: Acervos Digitais do Patrimônio Cultural no Tainacan na Perspectiva do ensino e pesquisa

 

Confira a matéria na página do IPHAN: https://www.gov.br/iphan/pt-br/sala-de-imprensa/notas-e-avisos-de-pauta/iphan-lanca-plataforma-digital-do-inventario-nacional-da-diversidade-linguistica

Projeto Wikikaingáng fortalece a presença digital da língua Kaingáng

Por Emanuelli Oliveira

A Cátedra UNESCO em Políticas Linguísticas para o Multilinguismo, sediada na Universidade Federal de Santa Catarina e coordenada pelo professor Gilvan Müller de Oliveira, concluiu, em maio de 2026, a assessoria ao projeto Wikikaingáng, iniciativa desenvolvida no âmbito da Ação Saberes Indígenas na Escolada Universidade Federal do Rio Grande do Sul, coordenada neste ano pelo professor Bruno Ferreira Kaingang, com foco na criação da primeira Wikipédia em uma língua indígena brasileira.

O povo Kaingáng está entre os povos indígenas mais numerosos do Brasil, com presença principalmente nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Sua língua pertence ao tronco linguístico Macro-Jê, mais especificamente ao grupo Jê Meridional, apresentando diferentes variantes linguísticas relacionadas às diversas regiões onde as comunidades estão localizadas. Além disso, o povo Kaingáng possui uma importante atuação no campo da educação indígena onde diferentes escolas indígenas desenvolvem ações voltadas ao fortalecimento da língua, da memória e dos conhecimentos tradicionais nas comunidades.

O encerramento das atividades de assessoria da UCLPM ocorreu durante o encontro presencial realizado entre os dias 4 e 6 de maio, na Faculdade de Educação da UFRGS, em Porto Alegre/RS, reunindo orientadores, professores e lideranças Kaingáng.

Profº Gilvan M. de Oliveira, Profº Bruno F. Kaingang, Emanuelli Oliveira e Artur Correa. Fonte: GT Geopolíticas do Multilinguismo.

Ao longo dos três dias de atividades, os participantes compartilharam experiências pedagógicas desenvolvidas nas escolas indígenas, realizaram leituras coletivas de verbetes elaborados por eles, discutiram categorias próprias de organização do conhecimento Kaingáng, escreveram e aprimoraram novos verbetes e deram continuidade à tradução da interface da Wikipédia para a língua Kaingáng.

Os trabalhos envolveram diferentes eixos temáticos, como cantigas, alimentação, remédios, artesanato, histórias tradicionais, brincadeiras, frutas, memória coletiva, povo e escola indígena Kaingáng, fortalecendo a construção de uma plataforma digital alinhada às formas próprias de organização cultural e linguística do povo Kaingáng. Durante o encontro, houve um avanço expressivo no processo de tradução da interface da Wikipédia, alcançando a marca de 334 dos 584 principais termos traduzidos para o Kaingáng.

Por se tratar de um ambiente aberto e colaborativo, o projeto também foi pensado de modo a possibilitar a participação de diferentes regiões Kaingáng e de suas variedades linguísticas, buscando construir um espaço digital capaz de acolher a diversidade linguística presente entre as comunidades.

Outro ponto importante do encontro foi a discussão sobre a integração de recursos de áudio e vídeo aos verbetes, buscando valorizar a oralidade e os registros de memória da comunidade. Também houve troca de experiências com participantes da comunidade Mbyá-Guarani, fortalecendo o diálogo intercultural entre os povos indígenas envolvidos na iniciativa.

Desenvolvido entre novembro de 2025 e maio de 2026, o projeto contou com assessoria da UCLPM, com participação de Emanuelli Oliveira, do GT Geopolíticas do Multilinguismo, e de Artur Corrêa Souza, da Wikimedia Brasil. A iniciativa contou também com a participação ativa da equipe da Ação Saberes Indígenas nas Escolas do RS, composta pela profª Magali Mendes de Menezes, profª Daniela Pinheiro Machado Kern, Juliana Schneider Medeiros, Mariana Martins Maciel, Bianka Biazuz Vicente, Iracema Nascimento, Derli Bento e Sueli Krengre Candido.

Encontro na UFRGS: parte da equipe da Ação Saberes Indígenas na Escola e professores orientadores. Fonte: Ação Saberes Indígenas na Escola do RS.

Entre os principais resultados alcançados ao longo da assessoria, destacam-se a criação de 305 verbetes em língua Kaingáng na Incubadora Wikimedia, a formação de mais de 50 professores/as Kaingáng para atuação em ambientes digitais colaborativos e o fortalecimento das discussões sobre soberania linguística digital, circulação de conhecimentos indígenas e presença das línguas indígenas no ciberespaço. Mais do que uma proposta tecnológica, a Wikikaingáng consolidou-se como uma iniciativa voltada à valorização da língua Kaingáng, da memória coletiva e dos sistemas próprios de conhecimento indígena em ambientes digitais colaborativos, articulando universidade, comunidade e plataformas abertas de circulação do conhecimento.
Como encaminhamento final do projeto, está sendo elaborado o relatório técnico que será enviado ao Comitê de Novas Línguas da Fundação Wikimedia, etapa importante para a futura abertura oficial da Wikipédia em língua Kaingáng. O documento consolida os resultados alcançados ao longo da assessoria da UCLPM, fortalecendo a presença digital da língua Kaingáng e a circulação de conhecimentos indígenas em ambientes digitais.

Cacica Iracema Gãh Té e professora kaingáng. Fonte: Ação Saberes Indígenas na Escola do RS.

Emanuelli Oliveira

Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Linguística da Universidade Federal de Santa Catarina. Licenciada e bacharela em Letras – Língua Francesa e Literaturas e Graduada em Secretariado Executivo pela Universidade Federal de Santa Catarina.

 

Confira no link: https://geomultling.ufsc.br/projeto-wikikaingang-avanca-na-criacao-da-primeira-wikipedia-em-lingua-indigena-brasileira/

Multilinguismo Digital e Governança de Plataforma

Janny H. C. Leung (Universidade de Hong Kong)

Publicado online pela Cambridge University Press:23 de abril de 2026

De acordo com Leung, mais da metade dos oito bilhões de pessoas do mundo não têm um forte suporte digital para sua primeira língua. Isso resulta em uma falta desproporcional de acesso a informações vitais de saúde e segurança, oportunidades benéficas de comércio eletrônico e sites populares de mídia social. Essas disparidades para falantes de línguas minoritárias são exacerbadas pela abordagem de lucro das grandes plataformas de tecnologia para o mercado linguístico digital. Por exemplo, as plataformas digitais investem menos na moderação de conteúdo, deixando os palestrantes vulneráveis à violência causada por discurso de ódio; elas não fornecem sistemas de tradução automática confiáveis, levando a sérios erros de comunicação com consequências criminosas; e não fornecem acesso multilíngue a documentos legais importantes, deixando milhões de palestrantes sem os recursos necessários para participar de suas comunidades on-line de forma legal ou segura. Para abordar esses problemas sistêmicos na governança da plataforma, Leung fornece ideias práticas e soluções realistas em todo o seu Element, enfatizando que a linguagem é o proxy mais poderoso para entender e combater a injustiça digital global.

Resumo

Como guardiões do discurso público global hoje, as plataformas tecnológicas transnacionais governam quem pode falar, com quem e como. Embora tenham ajudado a documentar e revitalizar as línguas minoritárias e conectar as comunidades diásporas, também tomam decisões relacionadas à linguagem que podem prejudicar desproporcionalmente os falantes dessas línguas. Em plataformas como o Facebook, usuários que não são ingleses navegam em um ambiente linguístico onde a moderação de conteúdo geralmente é severamente insuficiente em comparação com a disponível para falantes de inglês. Eles podem não receber avisos sobre desinformação ou conteúdo perturbador, podem não ser informados sobre quais regras se aplicam e podem ter seu conteúdo removido incorretamente – ou violar conteúdo deixado intocado – porque nem moderadores humanos nem sistemas automatizados podem entender sua linguagem. Este Elemento examina formas de justiça linguística global que as plataformas criam e reproduzem, destacando uma dimensão crítica, mas subexplorada, da desigualdade estrutural na governança de plataformas contemporâneas. Este título também está disponível como Acesso Aberto no Cambridge Core.
“Multilinguismo Digital e Governança de Plataformas” examina as formas de justiça linguística global que as plataformas criam e reproduzem, expondo as desigualdades linguísticas estruturais na governança das plataformas. Recomendo este artigo, pois oferece uma perspectiva ampla, senão abrangente, sobre a importância da justiça multilinguística no âmbito digital.

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Primer noticiario de TV en lengua indígena

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Primer noticiario de TV en lengua indígena

Por Gabriel Sosa Plata*

 

La televisión mexicana ha funcionado como si el país hablara una sola lengua y no es así.

Es una expresión persistente de la discriminación histórica estructural, pero que ahora busca romperse con la llegada de “Nocturno Plural”, un noticiario conducido en lengua zoque y transmitido por Plural TV, canal de la Suprema Corte de Justicia de la Nación (SCJN), antes llamado Justicia TV.

El proyecto es congruente con los cambios democráticos en la Corte, donde su mismo presidente, Hugo Aguilar Ortiz, es indígena, al igual que el director de la televisora, Mardonio Carballo, reconocido poeta, periodista y exservidor público que ha dedicado buena parte de su trayectoria a la defensa y promoción de las lenguas originarias.

El impulso de un noticiario en una lengua indígena y desde la máxima tribuna de justicia es un acontecimiento inédito en la industria televisiva nacional y en el periodismo televisivo, lo que desmonta la idea de que solo el español es apto para hablar de política, justicia o asuntos públicos.

La elección de la conductora refuerza esa apuesta. Mikeas Sánchez, originaria de Chapultenango, Chiapas, es poeta, narradora y maestra, con una trayectoria sólida en la literatura y en la formación cultural.

Su obra ha sido traducida a diversas lenguas y ha dialogado de manera constante con la memoria, el territorio y la identidad del pueblo zoque. Su presencia no solo da visibilidad a una lengua, sino que introduce una voz con autoridad cultural y simbólica en un espacio históricamente vedado.

En México, informar en lenguas indígenas no es una experiencia nueva, pero ha tenido en la radio su principal territorio.

Las radios comunitarias e indígenas, así como las emisoras que forman parte del Instituto Nacional de los Pueblos Indígenas (INPI), han sostenido durante años espacios informativos en lenguas originarias, con un periodismo cercano, contextual y profundamente arraigado en las comunidades.

La televisión, en cambio, había permanecido al margen de esa transformación, aferrada a una lógica monolingüe, a veces bilingüe (en inglés, of course) centralista y no pocas veces discriminatoria, sobre todo en el ámbito comercial.

La experiencia internacional muestra que este camino es posible.

En Perú, el noticiero Ñuqanchik abrió la pantalla pública al quechua como lengua informativa cotidiana.

En los países nórdicos, Ođđasat se transmite desde hace años en lengua sami como parte de los sistemas públicos de radiodifusión.

En Estados Unidos, proyectos como First Nations Experience han consolidado una oferta televisiva indígena con contenidos informativos y culturales propios.

En todos los casos, la lengua no funciona como para quedar bien o para ser “culturalmente correcto”, sino como eje editorial.

Estos proyectos también van en sintonía con los derechos culturales y los derechos de las audiencias.

El acceso a la información en la propia lengua es una condición básica para ejercer plenamente el derecho a la comunicación, a la identidad cultural y a recibir contenidos comprensibles y pertinentes.

De igual manera, incorporar una lengua originaria a un noticiario cotidiano amplía el horizonte informativo, diversifica los puntos de vista y reconoce a las audiencias como sujetos plurales y culturalmente situados.

Por eso, lo que hace Plural TV es un acontecimiento cultural, político y periodístico, y le da un aire fresco a la televisión pública.

Muchas felicidades a Mardonio Carballo por hacer realidad este proyecto, el cual no se limita a coberturas en lenguas indígenas, sino a la producción de otros contenidos, muy atractivos, impensables en la televisión comercial, que ya se pueden disfrutar.

Para quienes quieran asomarse a este ejercicio inédito de convivencia lingüística, “Nocturno Plural se transmite de lunes a viernes a las 22:30 horas por la señal Plural TV, disponible en Izzi 190, Dish 360 y Sky y Totalplay 639, así como en www.pluraltv.mx y en línea en https://acortar.link/OZbpr7.

Crítica a radio automatizada llega tarde

Fernando Solís, dirigente del STIRTT, declaró estar en contra de la automatización, pero sí favor de una radio y una televisión más humanas en México.

El pronunciamiento del dirigente sindical coloca un tema relevante en la agenda pública, aunque llega tarde. Desde hace años, numerosas emisoras de radio operan con programación automatizada, cabinas sin locutor y contenidos pregrabados; una práctica que se normalizó sin debate público ni regulación.

Esta automatización, que se ha reforzado mucho más con el uso de la inteligencia artificial, ha reducido puestos de trabajo, ha desplazado funciones creativas y técnicas y ha debilitado la identidad local de muchas estaciones.

Es cierto, la lógica de eficiencia y reducción de costos se impuso sobre el valor humano de la radio y la televisión, lo cual ha afectado también la relación con las audiencias, que reciben contenidos cada vez más homogéneos y menos cercanos.

¿Qué hacer? No hay tantas opciones. La tecnología es avasalladora. Sin regulación, la automatización no parará, e invadirá derechos laborales, derechos de las audiencias y quizás, en algún momento, terminará por vaciar de sentido social a los medios tradicionales.

*Profesor e investigador de la UAM-Xochimilco y periodista. Defensor de audiencias. Conduce el programa Media 20.1 en TV UNAM


pluraltv.mx

www.youtube.com/@PluralTV_MX

Plural TV. El canal de la Suprema Corte de Justicia de la Nación. Un lugar desde la televisión habitado por todas, habitado por todos. El canal debe ser un espacio para el encuentro entre los distintos integrantes de un país como México. Deberá dar cátedra de la cultura y el pluralismo jurídico mexicano, pueblos indígenas incluidos. Deberá enfocarse también a los derechos humanos, así como dotar al público mexicano de la diversidad lingüística de nuestro país. Igualmente deberá ampliar su cobertura y convenios con distintas televisoras, tanto públicas como privadas, para hacer que su contenido inunde las pantallas de nuestro país. La justicia se traduce, para los que integramos este equipo, en todo aquello que dote al ser humano de una vida digna. Por una vida digna, justicia para todxs.

Assista aqui um programa: https://www.youtube.com/watch?v=KMqfVMrJEa4

 

A nova ferramenta científica que finalmente mede o domínio real de idiomas — e mostra o quão multilíngue uma pessoa é de verdade

Falar mais de um idioma é comum, mas medir esse domínio sempre foi um desafio. Agora, cientistas criaram uma ferramenta que transforma habilidades linguísticas em números, revelando com precisão qual língua cada pessoa domina e em que grau — com implicações que vão da sala de aula ao consultório.
Pesquisadores quebram mistério sobre como o cérebro processa sinais© https://x.com/NeuroscienceNew/

Em um mundo cada vez mais conectado, ser bilíngue ou multilíngue deixou de ser exceção. Ainda assim, por décadas, a ciência careceu de uma forma objetiva de medir o real domínio de diferentes idiomas em uma mesma pessoa. As classificações tradicionais eram vagas demais. Isso começa a mudar com uma nova ferramenta desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Nova York, que propõe uma abordagem quantitativa, simples e cientificamente validada para mapear perfis linguísticos individuais.

 

O problema de medir o multilinguismo

Chinês, coreano e português dominam o ranking global de idiomas — e o mundo está estudando como nunca
© https://x.com/CookLibrary

Mais da metade da população mundial utiliza dois ou mais idiomas no dia a dia. Apesar disso, a maioria dos questionários e testes disponíveis até hoje se limitava a coletar informações gerais, sem traduzir essas respostas em métricas claras sobre o grau de multilinguismo ou sobre qual idioma é realmente dominante.

Segundo publicações da Cambridge University Press, faltava um padrão capaz de comparar indivíduos de forma objetiva. Ser “bilíngue” podia significar desde alguém fluente em duas línguas até alguém que apenas compreende uma segunda língua de forma limitada.

 

A calculadora que transforma idiomas em números

Para resolver essa lacuna, um grupo liderado por Esti Blanco-Elorrieta e Xuanyi Jessica Chen desenvolveu uma calculadora linguística baseada em dois pilares fundamentais: a idade de aquisição de cada idioma e uma autoavaliação estruturada das principais habilidades linguísticas.

A ferramenta solicita que o usuário informe, para cada idioma, quando começou a desenvolver compreensão oral, fala, leitura e escrita, além de avaliar seu nível de competência em cada uma dessas áreas. Esses dados são processados por uma fórmula validada cientificamente, que gera dois resultados centrais.

O primeiro é um índice de multilinguismo, que representa o grau global de domínio de múltiplas línguas. O segundo é um perfil de dominância, que indica qual idioma é efetivamente o mais forte para aquela pessoa — algo que nem sempre coincide com a língua materna.

Por que a autoavaliação funciona

À primeira vista, basear-se na autoavaliação pode parecer subjetivo. No entanto, os pesquisadores explicam que, quando estruturada de forma rigorosa, ela pode ser tão precisa quanto testes padronizados, com a vantagem de ser mais rápida, acessível e menos invasiva.

Os dados analisados mostram que esse método explica mais de 97% da variabilidade nas habilidades linguísticas medidas em compreensão, produção, leitura e escrita. Os resultados foram publicados e analisados em estudos acadêmicos citados por Neuroscience News.

A importância da idade de aquisição

Outro elemento-chave da ferramenta é o peso dado à idade em que cada idioma foi aprendido. Os resultados confirmam algo que a neurociência já vinha apontando: línguas adquiridas antes dos dez anos tendem a alcançar níveis mais altos de proficiência, enquanto aquelas aprendidas mais tarde têm menor probabilidade de atingir um domínio comparável ao nativo.

Esse ajuste torna o perfil final mais realista e alinhado ao que se sabe sobre plasticidade cerebral e aprendizado linguístico ao longo da vida.

Validação científica e precisão

A calculadora foi testada em jovens, adultos, idosos e até em pessoas com alterações linguísticas. Os perfis gerados foram comparados com métodos estatísticos avançados, como a análise de componentes principais (PCA), usada para resumir grandes volumes de dados complexos.

O resultado impressiona: mais de 94% dos participantes receberam a mesma classificação de dominância linguística nos dois sistemas, indicando uma concordância quase perfeita.

Aplicações práticas além da pesquisa

Um dos grandes diferenciais da ferramenta é sua simplicidade. Enquanto outros modelos exigem informações detalhadas sobre contexto social, frequência de uso ou histórico educacional, essa calculadora se concentra em apenas duas variáveis essenciais — sem perder precisão.

Ela permite avaliar até 50 idiomas diferentes, incluindo línguas de sinais e variantes personalizadas. Isso abre caminho para aplicações diretas na educação, no diagnóstico clínico, na seleção acadêmica e no desenvolvimento de estratégias de aprendizado personalizadas.

Repensando o que significa ser multilíngue

Para Blanco-Elorrieta, quantificar o domínio linguístico representa uma mudança de paradigma. Em vez de rótulos genéricos, a ferramenta oferece clareza baseada em evidências. Chen resume a proposta de forma direta: não se trata mais de dizer se alguém é bilíngue ou monolíngue, mas de medir o quão multilíngue essa pessoa realmente é.

Em um mundo globalizado, onde idiomas moldam oportunidades acadêmicas, profissionais e sociais, essa nova abordagem promete trazer rigor científico a algo profundamente cotidiano — e, até agora, surpreendentemente difícil de medir.

 

[ Fonte: Infobae ]

 

Leia matéria em : https://www.gizmodo.com.br/a-nova-ferramenta-cientifica-que-finalmente-mede-o-dominio-real-de-idiomas-e-mostra-o-quao-multilingue-uma-pessoa-e-de-verdade-39720

Saiba mais conferindo as fontes:

https://www.nyu.edu/about/news-publications/news/2026/january/neuroscientists-devise-formulas-to-measure-multilingualism.html?challenge=d06e90d7-4d8f-4b88-9d8c-10b73beb60f1

 

Multilingualism Calculator Reveals True Language Strengths

 

https://neurosciencenews.com/multilingual-neurotech-language-30084/

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