Língua Tupi e Língua Indígena Potiguara de Sinais são oficializadas como língua cooficiais do território indígena de Monte-Mor em Rio Tinto (PB)
| 29 de abril de 2026

O legislativo do município de Rio Tinto (PB), no Litoral Norte do Estado, realizou na tarde de hoje (29/04), a sua 7ª Sessão Ordinária, do 2º Período Legislativo, sobre o comando do vice-presidente, vereador Felipe Pessoa, na ausência do presidente Sandro Gomes, por conta de compromisso no Recife (PE).
A recente sessão ordinária foi marcada por intensos debates e uma pauta recheada, com destaque para Projeto de Lei Indicativo, nº 15/2026, de autoria da vereadora Claudecir Braz – Cacica Cal, que dispõe sobre a oficialização da Língua Tupi e da Língua Indígena Potiguara de Sinais, como língua cooficiais do território indígena de Monte-Mor, no município de Rio Tinto.
Durante a sessão, os vereadores apresentaram demandas da comunidade, fizeram o uso da tribuna para registrar cobranças e discutiram temas relevantes para o desenvolvimento do município. As falas reforçaram a importância do diálogo entre Legislativo, gestão municipal e população, especialmente em áreas que necessitam de atenção mais urgente.
Luan Potigura

O vereador Lua Potiguara parabenizou a vereadora Cacica Cal, pela propositura da lei. “Somos cinco vereadores indígenas na Casa de Ponciano Pessoa. Então é importante que a gente traga mais Projeto de Lei. Esse espaço que a gente ocupa faça com que assegure cada vez mais os nossos direitos”, disse.
Felipe Pessoa

“Eu acompanho o raciocínio do vereador Luan Potiguara. Parabenizo também a vereadora Cal, muito louvável e dizer que essa casa vai está aqui de portas abertas, irmanadas, para a gente garantir o direito do nosso povo, de quem tanto reivindica a cada um de nós, sendo a voz de quem mais precisa”, disse.
Gratidão

A vereadora Cacica Cal agradeceu a todos da ‘Casa de Ponciano Pessoa’. “Agradeço aos pares da casa pela colaboração, não só em relação a esse projeto que acaba de ser aprovado, mais por todas as proposituras acolhidas por todos. Minha gratidão”, disse Cal.
Acesse a matéria na fonte: https://www.valenoticiapb.com.br/lingua-tupi-e-lingua-indigena-potiguara-de-sinais-sao-oficializadas-como-lingua-cooficiais-do-territorio-indigena-de-monte-mor-em-rio-tinto-pb/
O IFMA realiza, em Santa Inês, a aula inaugural de um curso técnico voltado à formação de professores indígenas, fortalecendo a educação nas comunidades tradicionais.
Esse projeto está sendo desenvolvido em parceria com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas e o Ministério da Educação. Ele é considerado inédito porque é voltado para uma comunidade indígena de recente contato.
Segundo Batista Botelho, Diretor de Direitos Humanos e Inclusão Social do IFMA
“O curso é uma iniciativa da FUNAI que pensou junto com o povo Awa Guajá a proposta do curso e o Instituto Federal do Maranhão entrou como executor do projeto. É uma parceria importante que a gente está se dando, entre FUNAI, MEC e Instituto Federal do Maranhão, executado aqui em Santa Ines, através do campus local. É um curso da modalidade EJA, Educação de Jovens e Adultos, um magistério intercultural para a formação de professores indígenas ao EJA que será executado também na modalidade de alternância, onde teremos a atividade campo na sede do campus aqui em Santa Inês e atividades comunitárias.”
Acesse o link abaixo para conferir a matéria no G1: https://globoplay.globo.com/v/14560328/
Saiba mais sobre os Awá Guajá:
Os Awa: uma escola na língua da gente, matéria publicada em 24 de junho de 2024, por
José Bessa Freire, Escritor. Indigenista. Conselheiro da Revista Xapuri.
https://taquiprati.com.br/cronica/1746-os-awa-uma-escola-na-lingua-da-gente
Povo indígena de recente contato fortalece educação intercultural no Maranhão
Iniciativa integra o projeto do Curso Médio Técnico em Magistério Awa Pape Mumu’ũha Ma’a Kwa Mataha, voltado à formação de professores indígenas do povo Awa Guajá. Por Redação
25 de janeiro de 2026
https://portalamazonia.com/educacao/indigenas-educacao-maranhao/
Por que e para quem cantam, fazem filmes e escolas os Awa Guajá?
Os Awa Guajá cantam, filmam e criam escolas como forma de resistência política, valorização cultural e proteção de seu modo de vida caçador-coletor frente aos impactos do contato com não indígenas. Essas ações visam fortalecer sua identidade para as novas gerações e comunicar sua visão de mundo e denúncias de invasão territorial
Por Renata Otto e Ruben Caixeta
https://www.forumdoc.org.br/ensaios/por-que-e-para-quem-cantam-fazem-filmes-e-escolas-os-awa-guaja
Acesse e assista vídeos
https://www.youtube.com/user/forumdoc/videos?app=desktop
https://www.forumdoc.org.br/mostras/cine-takaja-awa-guaja-modos-de-inventar-o-passado-futuro
Cantos do povo Awá-Guajá são eternizados em livros e gravações no MA
Registro dos cantos representam a valorização e preservação da cultura do último povo indígena a ser contactado no estado. Por Jane Mendes, TV Mirante e g1 MA — São Luís
Roda de conversa com cantores e cantoras Awa Guajá
O canto, jãnaha, é a principal forma de expressão musical dos Awa Guajá. A música vocal está presente em muitos momentos da sua vida, sejam eles rituais, mundanos, de celebração ou de luto. As crianças desde cedo brincam de cantar, imitando os adultos que cantam o tempo todo. O canto é também a forma de comunicação dos karawara, os seres que habitam as camadas celestes do cosmos, o iwa. É na viagem ao iwa que se aprende a cantar com os karawara. Uma das ocasiões privilegiadas para se cantar e ouvir os cantos é o ritual no qual os homens awa sobem ao céu, acompanhados dos cantos femininos, e os karawara descem ao chão para cantar e dançar. Preocupados com a transmissão intergeracional dos cantos e o registro de um repertório quase infindável, os Awa Guajá têm experimentado se apresentar fora das aldeias para que mais pessoas os conheçam e fortalecer o canto entre os Awa mais jovens. Nesse evento, um grupo de cantores e cantoras awa das Terras Indígenas Caru e Awa, ambas localizadas na Amazônia Maranhense, irão contar sua história, apresentar alguns desses cantos, falar dos seus significados e da experiência de compartilhá-los com plateias indígenas e não indígenas.
Pesquisadores: Guilherme Ramos Cardoso (Doutor em Antropologia em Social – Unicamp) Flávia de Freitas Berto (Doutora em Linguística e Língua Portuguesa – Unesp, professora da U.I.E.E.I. Pape Japoharipa ‘Yruhu)
Acesse o link:
O mistério do município brasileiro que preserva uma língua que não existe mais na Europa
Localizado no Espírito Santo, o município de Santa Maria de Jetibá se tornou uma cápsula do tempo para o pomerano, língua que foi apagada do mapa europeu após a Segunda Guerra Mundial

A cidade de Santa Maria de Jetibá tornou-se o principal refúgio global do pomerano / Imagem ilustrativa
No entanto, um fenômeno linguístico raro transformou as montanhas do Espírito Santo em um “cofre” vivo. A cidade de Santa Maria de Jetibá tornou-se o principal refúgio global do pomerano, um idioma que foi praticamente apagado do continente europeu, mas que encontrou solo fértil no Brasil para sobreviver ao tempo.
A Pomerânia era uma região histórica entre a Alemanha e a Polônia que foi desmembrada após a Segunda Guerra Mundial.
Enquanto na Europa a língua original desapareceu devido às pressões políticas e geográficas, no interior capixaba o pomerano continuou a ecoar nas lavouras e no cotidiano das famílias.
Esse tipo de isolamento cultural não é um caso isolado em solo brasileiro.
O país abriga outros refúgios fascinantes, como o município onde o tempo parou para guardar os segredos de uma Ucrânia antiga, provando que o Brasil é um mosaico de culturas globais preservadas.
O idioma que sobreviveu ao próprio país
O pomerano não é uma curiosidade de museu em Santa Maria de Jetibá; ele é a língua do dia a dia.
É comum ouvir o dialeto nas feiras livres, nas rádios locais e nas conversas entre vizinhos no comércio.

Por décadas, o isolamento das comunidades agrícolas permitiu que o pomerano se mantivesse intacto, sem a influência direta do português.
Hoje, o município reconhece oficialmente o pomerano como língua cooficial.
Isso significa que placas de sinalização costumam ser bilíngues e o idioma tem o mesmo peso jurídico que o português em diversas instâncias municipais, um nível de reconhecimento raríssimo para línguas de imigrantes no Brasil.
Resistência nas salas de aula
A maior prova de vitalidade dessa cultura está nas novas gerações. Diferente de outros redutos europeus no Brasil onde a língua de origem se perdeu com o passar dos anos, em Santa Maria de Jetibá o pomerano é ensinado obrigatoriamente nas escolas municipais.
O ensino formal garante que os jovens mantenham o vínculo com a história de seus antepassados e consigam conversar com os mais velhos.
Como um patrimônio cultural imaterial, o pomerano deixou de ser apenas a herança de uma terra que não existe mais para se tornar um símbolo de identidade e resistência cultural no coração do Sudeste brasileiro.
Cátedra UNESCO, IPOL e GT GeoMultLing publicam e-book “Cooficialização e Regulamentação de Línguas”

Por GT Geopolíticas do Multilinguismo
Publicado em
Nos dias 1 e 2 de setembro de 2025, a Cátedra UNESCO em Políticas Linguísticas para o Multilinguismo (UCLPM/UFSC), em parceria com o Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística (IPOL), realizou o II Encontro Nacional de Municípios Plurilíngues (II ENMP), em Florianópolis. O evento teve como objetivo aprofundar as discussões sobre a regulamentação das políticas de cooficialização de línguas no Brasil.
Realizado presencialmente na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o encontro reuniu especialistas, acadêmicos, ativistas, autoridades e representantes da comunidade em geral. Durante os dois dias, foram compartilhadas experiências já desenvolvidas em municípios plurilíngues, evidenciando os avanços e os desafios da cooficialização no país. Além das palestras, o II ENMP contou com sessões de comunicações online, ampliando o debate e reunindo trabalhos que abordaram diferentes experiências de cooficialização em municípios brasileiros. As contribuições apresentadas deram origem ao e-book Cooficialização e Regulamentação de Línguas: debates e experiências no II Encontro Nacional de Municípios Plurilíngues, organizado pelo GT Geopolíticas do Multilinguismo e disponível gratuitamente abaixo.
A obra reúne nove capítulos que abordam diferentes dimensões da temática da cooficialização e regulamentação de línguas. Além da discussão central, o volume contempla também experiências vinculadas ao ensino público. Nos capítulos I, VI e VII, são analisados, respectivamente, o papel do Programa de Educação Escolar Pomerana (Proepo) na promoção do pomerano e no fortalecimento das identidades culturais no Espírito Santo; a inserção do espanhol no currículo escolar como instrumento de diversidade e integração em regiões fronteiriças a partir do caso do município de Ramilândia (PR), localizado na divisa com Paraguai e Argentina; e os desafios e implicações da política curricular bilíngue na rede municipal de Blumenau. Numa perspectiva semelhante, o capítulo IV apresenta livros de herança nos espaços públicos a partir da experiência de uma biblioteca polonesa na Universidade Estadual do Paraná. Em um recorte político e jurídico, o capítulo III discute as recentes iniciativas de promoção e salvaguarda da língua polonesa no Brasil, enquanto o capítulo V, de forma mais específica, apresenta leis ordinárias municipais de cooficialização de línguas nas Missões Sul-Rio-Grandenses. O capítulo II, por sua vez, aborda os usos contemporâneos do talian em Garibaldi (RS), relacionando-os às políticas linguísticas passadas e atuais. Finalmente, o capítulo VIII, escrito em espanhol, sensibiliza o leitor para a compreensão da relação entre serviços de saúde e políticas linguísticas, destacando o papel central dos intérpretes em uma comunidade no sul do Peru.
A Carta do II Encontro Nacional de Municípios Plurilíngues, redigida coletivamente no último dia do evento, encerra o e-book destacando a relevância da iniciativa por meio de uma retomada histórica das conquistas dos direitos linguísticos no Brasil e apresenta nove recomendações voltadas à continuidade desses avanços. A publicação do e-book, portanto, reforça os passos a serem dados, de modo que a próxima década propicie resultados tão significativos quanto os já alcançados.
Confira a matéria na fonte em https://geomultling.ufsc.br/catedra-unesco-ipol-e-gt-geopoliticas-do-multilinguismo-publicam-e-book-cooficializacao-e-regulamentacao-de-linguas/
Saiba mais sobre Políticas Linguísticas para o Multilinguismo visitando as páginas do IPOL
Primer noticiario de TV en lengua indígena
.

Por Gabriel Sosa Plata*
La televisión mexicana ha funcionado como si el país hablara una sola lengua y no es así.
Es una expresión persistente de la discriminación histórica estructural, pero que ahora busca romperse con la llegada de “Nocturno Plural”, un noticiario conducido en lengua zoque y transmitido por Plural TV, canal de la Suprema Corte de Justicia de la Nación (SCJN), antes llamado Justicia TV.
El proyecto es congruente con los cambios democráticos en la Corte, donde su mismo presidente, Hugo Aguilar Ortiz, es indígena, al igual que el director de la televisora, Mardonio Carballo, reconocido poeta, periodista y exservidor público que ha dedicado buena parte de su trayectoria a la defensa y promoción de las lenguas originarias.
El impulso de un noticiario en una lengua indígena y desde la máxima tribuna de justicia es un acontecimiento inédito en la industria televisiva nacional y en el periodismo televisivo, lo que desmonta la idea de que solo el español es apto para hablar de política, justicia o asuntos públicos.
La elección de la conductora refuerza esa apuesta. Mikeas Sánchez, originaria de Chapultenango, Chiapas, es poeta, narradora y maestra, con una trayectoria sólida en la literatura y en la formación cultural.
Su obra ha sido traducida a diversas lenguas y ha dialogado de manera constante con la memoria, el territorio y la identidad del pueblo zoque. Su presencia no solo da visibilidad a una lengua, sino que introduce una voz con autoridad cultural y simbólica en un espacio históricamente vedado.
En México, informar en lenguas indígenas no es una experiencia nueva, pero ha tenido en la radio su principal territorio.
Las radios comunitarias e indígenas, así como las emisoras que forman parte del Instituto Nacional de los Pueblos Indígenas (INPI), han sostenido durante años espacios informativos en lenguas originarias, con un periodismo cercano, contextual y profundamente arraigado en las comunidades.
La televisión, en cambio, había permanecido al margen de esa transformación, aferrada a una lógica monolingüe, a veces bilingüe (en inglés, of course) centralista y no pocas veces discriminatoria, sobre todo en el ámbito comercial.
La experiencia internacional muestra que este camino es posible.
En Perú, el noticiero Ñuqanchik abrió la pantalla pública al quechua como lengua informativa cotidiana.
En los países nórdicos, Ođđasat se transmite desde hace años en lengua sami como parte de los sistemas públicos de radiodifusión.
En Estados Unidos, proyectos como First Nations Experience han consolidado una oferta televisiva indígena con contenidos informativos y culturales propios.
En todos los casos, la lengua no funciona como para quedar bien o para ser “culturalmente correcto”, sino como eje editorial.
Estos proyectos también van en sintonía con los derechos culturales y los derechos de las audiencias.
El acceso a la información en la propia lengua es una condición básica para ejercer plenamente el derecho a la comunicación, a la identidad cultural y a recibir contenidos comprensibles y pertinentes.
De igual manera, incorporar una lengua originaria a un noticiario cotidiano amplía el horizonte informativo, diversifica los puntos de vista y reconoce a las audiencias como sujetos plurales y culturalmente situados.
Por eso, lo que hace Plural TV es un acontecimiento cultural, político y periodístico, y le da un aire fresco a la televisión pública.
Muchas felicidades a Mardonio Carballo por hacer realidad este proyecto, el cual no se limita a coberturas en lenguas indígenas, sino a la producción de otros contenidos, muy atractivos, impensables en la televisión comercial, que ya se pueden disfrutar.
Para quienes quieran asomarse a este ejercicio inédito de convivencia lingüística, “Nocturno Plural” se transmite de lunes a viernes a las 22:30 horas por la señal Plural TV, disponible en Izzi 190, Dish 360 y Sky y Totalplay 639, así como en www.pluraltv.mx y en línea en https://acortar.link/OZbpr7.
Crítica a radio automatizada llega tarde
Fernando Solís, dirigente del STIRTT, declaró estar en contra de la automatización, pero sí favor de una radio y una televisión más humanas en México.
El pronunciamiento del dirigente sindical coloca un tema relevante en la agenda pública, aunque llega tarde. Desde hace años, numerosas emisoras de radio operan con programación automatizada, cabinas sin locutor y contenidos pregrabados; una práctica que se normalizó sin debate público ni regulación.
Esta automatización, que se ha reforzado mucho más con el uso de la inteligencia artificial, ha reducido puestos de trabajo, ha desplazado funciones creativas y técnicas y ha debilitado la identidad local de muchas estaciones.
Es cierto, la lógica de eficiencia y reducción de costos se impuso sobre el valor humano de la radio y la televisión, lo cual ha afectado también la relación con las audiencias, que reciben contenidos cada vez más homogéneos y menos cercanos.
¿Qué hacer? No hay tantas opciones. La tecnología es avasalladora. Sin regulación, la automatización no parará, e invadirá derechos laborales, derechos de las audiencias y quizás, en algún momento, terminará por vaciar de sentido social a los medios tradicionales.
*Profesor e investigador de la UAM-Xochimilco y periodista. Defensor de audiencias. Conduce el programa Media 20.1 en TV UNAM
Plural TV. El canal de la Suprema Corte de Justicia de la Nación. Un lugar desde la televisión habitado por todas, habitado por todos. El canal debe ser un espacio para el encuentro entre los distintos integrantes de un país como México. Deberá dar cátedra de la cultura y el pluralismo jurídico mexicano, pueblos indígenas incluidos. Deberá enfocarse también a los derechos humanos, así como dotar al público mexicano de la diversidad lingüística de nuestro país. Igualmente deberá ampliar su cobertura y convenios con distintas televisoras, tanto públicas como privadas, para hacer que su contenido inunde las pantallas de nuestro país. La justicia se traduce, para los que integramos este equipo, en todo aquello que dote al ser humano de una vida digna. Por una vida digna, justicia para todxs.
Assista aqui um programa: https://www.youtube.com/watch?v=KMqfVMrJEa4
A língua vietnamita no contexto da integração.
.
Hoje, quando línguas estrangeiras, especialmente o inglês, se tornaram quase obrigatórias para a educação e o emprego, a língua vietnamita corre o risco de ser negligenciada em nossa comunicação e comportamento diários.

Hoje, quando línguas estrangeiras, especialmente o inglês, se tornaram quase obrigatórias para a educação e o emprego, a língua vietnamita corre o risco de ser negligenciada em nossa comunicação e comportamento diários.
Reflete o nível cultural
Não é incomum encontrarmos no dia a dia exemplos de mistura aleatória de vietnamita e línguas estrangeiras na fala e na escrita. Os jovens tendem a usar gírias, desrespeitando as regras básicas de ortografia e gramática do vietnamita. Com o tempo, isso diminuiu a beleza e a pureza de sua língua materna, levando a um empobrecimento cada vez maior das habilidades de expressão em vietnamita.
Na conferência “100 Anos da Escrita Nacional Vietnamita”, organizada pela Associação de Ciências Históricas de Da Nang, a pesquisadora Chau Yen Loan destacou que a escrita nacional vietnamita representa o ápice da história, da cultura e da identidade nacional. Segundo ela, o uso descuidado, híbrido ou passageiro do vietnamita enfraquece inadvertidamente os alicerces da nossa própria cultura. A integração sustentável exige, antes de tudo, uma base sólida no território linguístico da nossa nação.
Na realidade, a integração internacional não significa perder a língua materna. Muitos países ao redor do mundo ainda utilizam línguas estrangeiras com proficiência, mas sempre colocam seu idioma nacional no centro da educação , da comunicação e da vida social. No Vietnã, o inglês e outros idiomas estrangeiros são ferramentas necessárias para expandir o conhecimento e acessar a ciência e a tecnologia modernas, mas o vietnamita permanece a “raiz”, o meio de pensar e expressar a identidade cultural vietnamita.
Segundo a pesquisadora Chau Yen Loan, preservar a pureza da língua vietnamita não significa negar ou rejeitar línguas estrangeiras, mas sim usar a língua de forma consciente, ponderada e responsável. Cada palavra escolhida, cada frase proferida, reflete o nível cultural e a consciência nacional de quem a utiliza. Quando a língua vietnamita é mal utilizada, distorcida ou mal interpretada, não só a língua é prejudicada, como também a profundidade do pensamento e da emoção humana é afetada.
Ela também enfatizou o importante papel da educação no fomento do amor e da proficiência na língua vietnamita entre as novas gerações. As escolas precisam inspirar os alunos a apreciar a beleza, a riqueza e a sutileza da língua vietnamita por meio de atividades e seminários de literatura, jornalismo e comunicação.
Compartilhando dessa visão, a Dra. Ho Tran Ngoc Oanh, da Faculdade de Letras e Comunicação da Universidade de Educação (Universidade de Da Nang ), acredita que a prática da língua vietnamita precisa ser feita de forma regular e sistemática, não apenas nas aulas de Literatura, mas também em outras disciplinas. Os alunos devem ser incentivados a ler livros, escrever, discutir e debater em vietnamita com seriedade, formando assim o hábito de usar uma língua diversificada, padronizada e academicamente rica, mas ainda próxima do cotidiano.
Escolha a abordagem adequada .
A partir da análise acima, percebe-se que o problema não reside em aprender uma língua estrangeira cedo ou tarde, mas sim no modelo e na filosofia de ensino de línguas escolhidos. Em muitas famílias jovens hoje em dia, o inglês é visto como um passaporte garantido para o futuro, enquanto o vietnamita é considerado algo que se desenvolverá naturalmente, sem investimento. Essa forma de pensar, segundo educadores, acarreta diversas consequências negativas a longo prazo.
Uma professora de pré-escola no bairro de Hai Chau relatou que muitos pais pedem que a escola se comunique com seus filhos inteiramente em inglês, mesmo nas atividades diárias. Algumas crianças falam inglês com bastante fluência, mas quando precisam expressar suas emoções em vietnamita, encontram dificuldades, pois seu vocabulário é limitado e têm dificuldade em contar uma história completa. Segundo ela, se o vietnamita não for adequadamente cultivado nos primeiros anos de vida, as crianças não terão a base necessária para o desenvolvimento integral do pensamento e das emoções.
Alguns estudos também indicam que a língua materna é a primeira língua do pensamento humano. Quando essa base é frágil, o aprendizado de uma língua estrangeira facilmente se torna uma memorização mecânica e imitação, carecendo de profundidade. Segundo a Dra. Ho Tran Ngoc Oanh, as crianças podem, sim, aprender o bilinguismo de forma eficaz se o vietnamita desempenhar um papel central na comunicação. Além disso, as línguas estrangeiras devem ser vistas como ferramentas para expandir o conhecimento, e não como substitutas da língua materna.
Do ponto de vista linguístico, a língua materna não é apenas um meio de comunicação inicial, mas a base para a formação do pensamento abstrato, da capacidade de raciocínio e das emoções sociais. Quando as crianças não possuem vocabulário suficiente em vietnamita para nomear emoções, expressar pensamentos ou relatar experiências, a transição para o aprendizado de uma língua estrangeira facilmente se torna um processo de “nomear conceitos em outro idioma” que elas não compreendem plenamente. A consequência é que as crianças podem até falar bastante a língua estrangeira, mas sua compreensão não é profunda e suas habilidades de pensamento crítico e expressão pessoal são limitadas.
Entretanto, estudos em algumas escolas bilíngues mostram que alunos com uma base sólida em vietnamita tendem a aprender um idioma estrangeiro rapidamente. Além de aprender vocabulário e estruturas de frases, eles sabem como comparar, relacionar e transferir ideias entre os dois idiomas. Por outro lado, aqueles com habilidades fracas na língua materna frequentemente têm dificuldades para escrever redações e apresentar opiniões, mesmo que suas habilidades de comunicação em inglês não sejam inferiores.
A professora Vo Thi Thuy Ngan, da Escola Internacional de Singapura em Da Nang, afirmou que manter o papel central da língua vietnamita é um fator decisivo para a qualidade da educação bilíngue. Segundo ela, o bilinguismo não se resume a ser “meio vietnamita, meio inglês”, mas sim a dois sistemas linguísticos paralelos, com a língua materna desempenhando um papel fundamental no pensamento. De uma perspectiva privilegiada, a professora Ngan acredita que os pais precisam ajustar suas expectativas ao matricular seus filhos em aulas de línguas estrangeiras desde cedo. Embora as crianças possam adquirir proficiência em inglês muito cedo, a questão mais importante é se elas conseguem contar uma história com emoção em vietnamita com facilidade.
Fonte: https://baodanang.vn/tieng-viet-trong-moi-truong-hoi-nhap-3320535.html






