MEC Idiomas: saiba como fazer curso gratuito de idiomas pelo celular
Plataforma do Ministério da Educação disponibiliza teste de nivelamento, aulas do nível A1 ao C2 e certificado por etapa concluída
09/08/26 às 18:01h

Ministério da Educação (MEC) disponibiliza cursos gratuitos de línguas estrangeiras por meio da plataforma MEC Idiomas. O serviço pode ser acessado pelo celular, tablet ou computador e, nesta primeira etapa, oferece cursos de inglês e espanhol.
A plataforma permite que o usuário escolha o idioma, faça um teste de nivelamento e siga uma trilha de aprendizagem de acordo com seu nível de conhecimento. Os cursos abrangem do nível A1, considerado básico, ao C2, nível avançado.
Segundo o Ministério da Educação, o MEC Idiomas reúne cerca de 800 aulas. O conteúdo inclui atividades de aprendizagem, exercícios de fixação e recursos para prática de conversação com auxílio de inteligência artificial. A plataforma também permite acompanhar o progresso e oferece certificado ao final de cada nível.
Para utilizar o serviço, é necessário acessar a plataforma com uma conta Gov.br. O usuário pode fazer o teste de nivelamento antes de começar as aulas ou iniciar diretamente pelo nível A1.
Aplicativo MEC Idiomas
O MEC Idiomas também está disponível em formato de aplicativo para dispositivos móveis, com download gratuito nas lojas para Android e iOS. Além do aplicativo, o serviço pode ser acessado pelo site oficial do MEC Idiomas.
A proposta é ampliar gradualmente a oferta de línguas estrangeiras. Nesta primeira fase, estão disponíveis inglês e espanhol, e a previsão é que outros idiomas sejam incorporados nas próximas etapas do projeto. Entre as línguas que podem integrar a expansão estão alemão, árabe, francês, italiano, mandarim e japonês, entre outras. A inclusão dependerá da disponibilização dos conteúdos e da implementação das novas etapas do programa.
Universidades federais também oferecem cursos de idiomas
Além do MEC Idiomas, universidades federais de diferentes regiões do país mantêm centros de línguas, programas e projetos de extensão voltados ao ensino de idiomas. A oferta varia conforme a instituição: há universidades que disponibilizam cursos presenciais e online para a comunidade, enquanto outras direcionam vagas para estudantes, servidores ou integrantes da comunidade acadêmica.
Os cursos oferecidos pelas universidades podem incluir idiomas ainda não disponíveis no aplicativo do MEC, como alemão, francês, italiano e japonês. Com a expansão do MEC Idiomas, a expectativa é que a plataforma passe a reunir uma quantidade maior de opções de línguas estrangeiras em um mesmo ambiente digital.
Como acessar os cursos
Para utilizar o MEC Idiomas, o interessado deve acessar a plataforma oficial, entrar com a conta Gov.br e escolher o idioma disponível. Depois do teste de nivelamento, o sistema indica o nível de aprendizagem correspondente.
Atualmente, inglês e espanhol são os idiomas disponíveis na plataforma, com a inclusão de novas línguas prevista para as próximas etapas do projeto. O serviço pode ser acessado pelo portal oficial do MEC Idiomas e pelos aplicativos disponibilizados para dispositivos móveis.
Confira o link na fonte: https://redeondadigital.com.br/geral/mec-idiomas-saiba-como-fazer-curso-gratuito-de-idiomas-pelo-celular
Seminário de Pesquisa em Política Linguística – Alena Mikolášková (Univerzita Karlova – República Tcheca) Assista!
Realizado na manhã de 4 de agosto, na modalidade remota, este Seminário de Pesquisa em Política Linguística aprofundou as teorias de gestão de línguas e sua aplicação a contextos locais, com a participação da pesquisadora Alena Mikolášková (Univerzita Karlova – República Tcheca).
O evento foi uma realização conjunta do Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística (IPOL), da Cátedra UNESCO em Políticas Linguísticas para o Multilinguismo (UCLPM) e do Grupo de Trabalho Geopolíticas do Multilinguismo (GT-GM).
Sobre a convidada:Alena Mikolášková é doutoranda em Estudos Germânicos na Faculdade de Letras da Universidade Carolina (Univerzita Karlova), em Praga, República Tcheca, onde desenvolve pesquisa sobre o status contemporâneo da língua alemã no sul do Brasil. Mestre em Estudos Germânicos e Estudos Portugueses, dedica-se aos estudos de políticas linguísticas e da Teoria da Gestão Linguística, com especial atenção aos processos de cooficialização de línguas. Atualmente realiza estágio de pesquisa no IPOL. Seus interesses acadêmicos incluem política e planejamento linguístico, línguas minoritárias, direitos linguísticos e gestão linguística.
Acesse o link abaixo para assistir a apresentação
VI CONGRESSO IBERO-AMERICANO DE HUMANIDADES, CIÊNCIA E EDUCAÇÃO: Inteligência Artificial e Saberes em Conexão: Ciência, Cultura e Sociedade em Diálogo
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A inteligência artificial, cada vez mais presente no cotidiano, na ciência, na educação, na comunicação e nas relações humanas, tem provocado mudanças significativas na forma como produzimos conhecimento, nos conectamos e compreendemos o mundo. Ao mesmo tempo em que amplia possibilidades de inovação e desenvolvimento, também desperta importantes reflexões éticas, políticas, ambientais e sociais, exigindo diálogo entre diferentes áreas do saber e diferentes perspectivas da sociedade.

(https://digital.unesc.net/blog/inteligencia-artificial-da-ficcao-a-realidade)
É nesse contexto que o VI Congresso Ibero-Americano de Humanidades, Ciências e Educação propõe a temática “Inteligência Artificial e Saberes em Conexão: Ciência, Cultura e Sociedade em Diálogo”. O Ibero 2026 busca promover um espaço plural, interdisciplinar e internacional de troca de experiências, debates e construção coletiva de conhecimento, reunindo pesquisadores(as), professores(as), estudantes e profissionais de diferentes áreas e países ibero-americanos.
O evento será realizado de 16 a 18 de setembro de 2026, na Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), em formato presencial. A programação contará com conferências, mesas temáticas, Grupos Temáticos (GTs), apresentações de trabalhos científicos, atividades culturais e espaços de diálogo, cooperação científica e integração da comunidade acadêmica ibero-americana.
As discussões estarão organizadas em cinco eixos temáticos: Ciência, Ética e Transformações Contemporâneas; Educação, Cultura e Produção de Saberes; Tecnologia, Inovação e Inteligência Artificial; Sustentabilidade, Território e Desenvolvimento Humano; e Saúde, Sociedade e Bem-Estar Coletivo. A proposta é fortalecer conexões entre ciência, cultura e sociedade, ampliando reflexões sobre os desafios contemporâneos e sobre os caminhos possíveis para uma atuação mais ética, humana e socialmente comprometida diante das transformações impulsionadas pela inteligência artificial.
Venha discutir o tema conosco! Inscreva-se!
Visite a página do evento:
INDL – IPOL realiza o Inventário da Língua Polonesa/Polaca Brasileira PNPI 05/2023
O IPOL realiza, após o guarani m’bya, hunsrick, pomerano e libras, mais um inventário de línguas brasileiras. Agora o foco é a língua polaca brasileira através do Projeto Inventário da Língua Polonesa/Polaca Brasileira, executado conforme o Termo de Colaboração nº 947721, celebrado entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e o Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística (IPOL) pelo EDITAL DE CHAMAMENTO PÚBLICO Nº 05/2023 – PROGRAMA NACIONAL DO PATRIMÔNIO IMATERIAL.
As línguas eslavas chegaram ao Brasil, sobretudo, a partir da segunda metade do século XIX, anos 1860 e 1889, e se estenderam até 1950, no período Pós-Segunda Guerra Mundial. Dentre tais língua está a polonesa, cujos primeiros núcleos de colonização datam de 1847, com poloneses que chegaram ao Espírito Santo, provenientes da Prússia Oriental e da Silésia (Vicroski,2022).

Retrato de uma família de imigrantes / Museu Museu Sto Lat (Museu dos 100 Anos) fundado pela BRASPOL em 19/11/2005
Dentre os imigrantes eslavos estão os que entraram como russos, os quais vieram em três levas, também a partir de 1847 (BYTSENKO,2006). Os imigrantes ucranianos vieram por volta de 1895 e 1897 (Maciel, 2010). São considerados os primeiros imigrantes ucranianos a se instalarem no Brasil. De qualquer forma, mais justo e adequado se torna considerar as territorialidades constituídas por esses grupos, que abrangem seguramente uma área bem superior à atual Polônia.
Diante de tais circunstâncias, além do desafio da manutenção de uma língua eslava (o polonês), havia o contato interétnico que ocorria tanto com língua portuguesa, língua latina e oficial do Brasil, quanto com as demais línguas de outros grupos europeus que igualmente passaram a ocupar e colonizar o território brasileiro, particularmente a região sul do Brasil.

As famílias mantinham vivos os laços através de correspondências onde se contava sobre as terras e realidade brasileiras (Reprodução correspondência acervo famíliar de Dona Cacimira Nadloviski)
A história da imigração no Brasil está marcada, portanto, por fluxos de diferentes grupos étnico-linguísticos que, ao se estabelecerem em território nacional, trouxeram consigo suas línguas, culturas e tradições. Entre esses grupos, destaca-se a comunidade polonesa/polaca, cuja presença no país remonta ao século XIX. Nesse contexto, o Inventário da Língua polonesa/polaca brasileira configura-se como uma ação fundamental para o resgate, valorização e preservação dessa herança linguística, que ainda se mantém viva em algumas comunidades por meio da transmissão intergeracional.
Assim, entre os dias 7 e 16 de junho, uma das equipes do Instituto de Desenvolvimento em Política Línguística- IPOL responsável pelo Inventário da Língua Polonesa/Polaca Brasileira realizou mais uma etapa de pesquisa de campo em comunidades dos estados do Paraná e Santa Catarina.

Comunidade reunida na Igreja Centenária da Comunidade Água Branca – São Mateus do sul, responde a pesquisa
Durante a etapa de campo, foram desenvolvidas atividades de aplicação de questionários sociolinguísticos, realização de entrevistas, coleta de autorizações para participação na pesquisa e registro de listas de palavras, procedimentos metodológicos que permitem compreender a vitalidade linguística, as práticas culturais e os processos de transmissão intergeracional da língua. As atividades abrangeram as localidades de Colônia Dom Pedro, São Bento do Sul (Distrito de Bateias de Baixo), São Mateus do Sul (Colônia Iguaçu e comunidade Água Branca), Mallet (Distrito de Rio Claro), Paulo Frontin, Cruz Machado (incluindo a comunidade de Santana), União da Vitória, Porto União e Itaiópolis, contemplando diferentes contextos de manutenção da língua polonesa/polaca brasileira.
O material reunido constitui importante fonte para a caracterização das comunidades pesquisadas, contribuindo para a documentação da diversidade linguística brasileira e para a consolidação de informações que subsidiarão estudos, ações de salvaguarda e futuras políticas públicas voltadas ao patrimônio cultural de natureza imaterial.
A etapa também evidenciou o comprometimento das comunidades participantes com a preservação de seu patrimônio linguístico. Em localidades como Massaranduba e a comunidade Legru, em Porto União, os moradores manifestaram interesse na continuidade das atividades e solicitaram novos agendamentos em finais de semana, ampliando as possibilidades de participação da população local nas ações de pesquisa.

Josiane Choynaski, ativista de Paulo Frontin; Professor Evaldo José Drabeski de São Mateus; Sra. Ana Milczuk em Cruz Machado, distrito de Santana; izabel Landovski Kollross, Moinho Kollroos no bairro Paraguaçu, Itaiópolis, tombado pelo IPHAN; Irmãos Szymanak: Leon Szymanak e Polan Szymanak, Edvino Pedro Gaias e dona Francisca Szymaonska Gaia Cruz Machado – Distrito de Santanta; Aurea Lis e Aline Lis proprietárias do Restaurante Pierogarnia, Bairro Paraguaçu / Itaiópolis; a cruz está no cemitério de Paraguaçu / Itaiópolis
O Inventário da Língua Polonesa/Polaca Brasileira integra as ações de documentação do patrimônio cultural de natureza imaterial desenvolvidas pelo IPHAN com responsabilidade do IPOL e reafirma o compromisso institucional com a valorização da diversidade linguística brasileira. Por meio da pesquisa de campo e do diálogo com as comunidades detentoras desse patrimônio, o projeto contribui para registrar memórias, práticas culturais e formas de transmissão da língua, fortalecendo sua preservação e reconhecimento como parte da riqueza cultural do Brasil.
As próximas etapas do projeto darão continuidade às atividades de campo no Espirito Santo e no Rio Grande do Sul, comunidades de referências escolhidas para compor o inventário neste momento. E consequentemente ampliando a documentação e aprofundando o diálogo com os detentores desse patrimônio cultural, em consonância com as diretrizes do Programa Nacional do Patrimônio Imaterial.
Mullu, la plataforma de cine y comunicación desde los pueblos originarios de Abya Yala!
¡Por fin, una plataforma de cine desde los pueblos!
Nuestras historias han vivido en la palabra, en las imágenes, en la memoria de los pueblos y en la defensa de los territorios y la vida. Hoy se encuentran en un espacio propio y común: Llega Mullu.tv, una plataforma de acceso libre para encontrarnos, compartir películas, memorias y narrativas, y cuidar las historias que nacen en los territorios. Un archivo vivo donde el cine de los pueblos circula desde la soberanía narrativa, el cuidado colectivo y la justicia climática.
confira… https://www.instagram.com/reels/DaWDmwaBKmr/
O que é Abya Yala?
Santa Maria de Jetibá e a complementação da lei de cooficialização da língua pomerano
CÂMARA DE VEREADORES APROVA COMPLEMENTAÇÃO DA LEI DE COOFICIALIZAÇÃO DA LÍNGUA POMERANA
Santa Maria de Jetibá deu mais um importante passo na valorização de seu patrimônio linguístico e cultural. Na noite desta segunda-feira, a Câmara Municipal aprovou o Projeto de Lei de autoria do vereador Luciano da Silva que complementa a Lei Municipal nº 1.136/2009, responsável pela cooficialização da língua pomerana no município.
A proposta visa fortalecer os mecanismos de promoção, valorização e uso da língua pomerana nos espaços públicos, educacionais, culturais e institucionais, ampliando a efetividade da legislação já existente e reafirmando o compromisso do município com a preservação de sua diversidade linguística.
A sessão contou com a presença de autoridades municipais, educadores, representantes da comunidade e lideranças envolvidas na promoção da língua pomerana. Entre os participantes esteve a coordenadora do Programa de Educação Escolar Pomerana (PROEPO), Sintia Bausen, que foi convidada a contribuir com o debate e apresentar reflexões sobre a importância da política linguística para a preservação da língua e da cultura pomeranas.
Durante sua fala, foi destacada a trajetória construída ao longo das últimas décadas em Santa Maria de Jetibá, marcada por ações educacionais, culturais e comunitárias voltadas ao fortalecimento da língua pomerana, reconhecida como um importante patrimônio histórico e cultural do município.
A aprovação da complementação da lei ocorre em um momento simbólico, próximo às comemorações dos 167 anos da imigração pomerana no Espírito Santo, reforçando o reconhecimento da contribuição dos imigrantes e de seus descendentes para a formação histórica, cultural, econômica e social da região.
Autor da proposta, o vereador Luciano da Silva destacou a importância de fortalecer os instrumentos legais de proteção à língua pomerana e de garantir condições para que ela continue sendo transmitida às futuras gerações.
A iniciativa representa o resultado de um diálogo construído com educadores, pesquisadores, lideranças comunitárias e instituições comprometidas com a valorização da herança cultural pomerana.
A Lei de Cooficialização da Língua Pomerana, aprovada em 2009, colocou Santa Maria de Jetibá entre os municípios pioneiros do Brasil na adoção de políticas públicas voltadas à proteção das línguas de imigração. A complementação agora aprovada busca ampliar e consolidar essas ações, fortalecendo a presença da língua pomerana nos diferentes espaços da vida pública municipal.
Mais do que uma medida legislativa, a aprovação do projeto representa o reconhecimento da língua pomerana como patrimônio vivo da comunidade, reafirmando o compromisso do município com a diversidade linguística, os direitos culturais e a preservação da memória de seu povo.
Confira a lei complementar aqui: L30272026
Saiba mais sobre a região dos imigrantes visitando https://regiaodosimigrantes.com.br/cidades/santa-maria-de-jetiba/

















