Leituras Recomendadas

Primeira infância: o desafio da educação indígena

saga do jovem Puré Juma, do Amazonas, para conseguir estudar é uma síntese do descaso que marca o ensino específico para crianças e jovens indígenas na Amazônia. A falta de estrutura e de material didático mostra que há muita luta pela frente, apesar das conquistas do movimento indígena. Puré, hoje com 20 anos, viu de perto a montagem da estrutura da escola, mas precisou concluir o ensino fundamental em Humaitá (AM). Atualmente, é um dos professores das crianças e lida com a situação precária: goteiras, falta de ventilação, carteiras quebradas e ausência de materiais didáticos. Os povos indígenas lutaram muito pela conquista de uma educação escolar específica e, segundo especialistas ouvidos pela reportagem especial da série “Eleições 2022: Escolha pelas Mulheres e pelas Crianças”, ainda enfrentam o drama de não ter todas as condições previstas em lei.

Puré com sua mãe Borehá Juma e os irmãos Borep, Awipi e Thiago (no colo) (Foto: Odair Leal/Amazônia Real/2014)

 

LEIA a reportagem na INTEGRA AQUI

FONTE: Amazônia Real

As contribuições dos povos indígenas para o desenvolvimento da ciência no Brasil

Artigo da nova edição da Ciência & Cultura discute como os povos originários colaboram de diversas formas com o País

whatsapp-image-2022-09-21-at-12-43-19Da perspectiva dos povos originários da América, a história contada oficialmente sobre os 522 anos do Brasil está baseada em muitas inverdades criadas pelos colonizadores para atender seus interesses geopolíticos e de acordo com suas cosmovisões. Isso é o que discute artigo da nova edição da revista Ciência & Cultura: 200 anos de ciência e tecnologia no Brasil.

No território brasileiro estima-se que viviam mais de 12 milhões de indígenas, de mais de 1600 povos ou etnias e mais de 1400 línguas faladas. São sociedades autóctones das Américas que desenvolveram e continuam desenvolvendo civilizações complexas, autônomas e altamente sustentáveis, cujas histórias não acabaram, porque continuam vivas e cada vez mais enraizadas na sociedade de hoje.

Segundo Gersem José dos Santos Luciano, indígena do povo Baniwa e professor do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília (UnB), para os povos originários, o que aconteceu em 22 de abril de 1500 na região de Porto Seguro na Bahia foi uma invasão portuguesa aos seus territórios, seguido de declaração de guerra com fins de extermínio que ainda não acabou.

As contribuições dos povos indígenas à sociedade brasileira tiveram início logo após a chegada dos portugueses às terras brasileiras. Os índios ensinaram as técnicas de sobrevivência na selva e como lidar com várias situações perigosas nas florestas ou como se orientar nas expedições realizadas. Em todas as expedições empreendidas pelos colonizadores estavam os nativos como guias e prestadores de serviços, assim como aliados na expulsão de outros invasores estrangeiros ou como mão de obra nas frentes de expansão agrícola ou extrativista.

“Durante séculos de contato com os povos europeus, os povos indígenas não foram apenas vítimas da colonização. Eles também colonizaram os colonizadores com suas línguas, culturas, valores, saberes e fazeres e protagonizaram intercasamentos com não indígenas”, afirma o pesquisador em artigo para a revista. “Os povos indígenas são povos com suas histórias e da História que permanentemente (re)afirmam suas contemporaneidades e suas autoctonias em seus territórios e na vida nacional e global”, finaliza.

 

Leia o artigo completo em:

https://revistacienciaecultura.org.br/?p=3105

FONTE: NOTÍCIAS DA SBPC

Conheça o “Manual de Libras para Ciências: A Célula e o Corpo Humano”

“Manual de Libras para Ciências: A Célula e o Corpo Humano” é um livro voltado para profissionais de educação. O livro busca melhorar o ensino e a aprendizagem na Ciência de alunos com surdez. Ele é dividido em onze capítulos, que tratam sobre células, tecidos, músculos, ossos e os diferentes sistemas do corpo humano (circulatório, digestivo, nervoso etc). Sendo disponibilizado em forma de e-book, apresenta cerca de 300 novos sinais que não existiam antes na Língua Brasileira de Sinais (Libras), como “glóbulos brancos”, “ureteres”, “suco pancreático” e “meninges craniais”. O livro está dividido em partes do corpo e, para cada termo, apresenta o nome em português, a soletração em datilologia – representação em sinais das letras do alfabeto manual – e fotografias com os sinais sugeridos. A cada página, ilustrações e textos contextualizam os assuntos.

Objetivo

Proporcionar uma educação de qualidade e acessível ao aluno surdo – desde o ensino fundamental, médio e superior.

Problema Solucionado

A tecnologia “Manual de libras para ciências inova no ensino científico para surdos” já está sendo utilizada por professores e interpretes para um entendimento de alunos surdos sobre ciências, células e corpo humano. Diversos pais e professores relatam uma melhoria na compreensão dos alunos sobre os determinados assuntos. Além disso, o livro em questão tem auxiliado no atendimento de pessoas surdas em serviços de saúde. Já que o manual apresenta sinais relacionados ao corpo humano – como um todo.

Descrição

A produção do livro foi baseada em livros didáticos utilizados na rede pública de ensino do Piauí. Após realizada uma leitura criteriosa em todos os livros do oitavo ano do ensino fundamental utilizados pela rede pública de ensino, foram selecionados os conteúdos que seriam abordados no livro a ser produzido. Posteriormente, palavras chaves que iriam servir de conexão entre os assuntos foram selecionadas, e uma busca, para saber se existiam sinais em libras para as palavras selecionadas, foi realizada. Vale ressaltar que base de dados especializadas em libras ainda são escassas no Brasil. Desse modo, foi preciso realizar pesquisas no “Google”, “YouTube” e artigos científicos. Após a verificação das palavras, um glossário foi montado com as palavras que já tinha sinais registrados e as palavras que não tinha sinais registrados. Em seguida, surdos e interpretes criaram sinais para as palavras que não possuíam sinais, e, posteriormente, os sinais foram fotografados. Em seguida, a fotos foram editadas e organizadas em seus respectivos capítulos. É importante ressaltar que o manual descreve o significada de cada palavra, e contextualiza todo o conteúdo abordado para que haja uma melhor compreensão do aluno que for utilizar como material de estudos.

Recursos Necessários

O livro “Manual de Libras para Ciências: A Célula e o Corpo Humano” já foi lançada e publica – de maneira gratuita. Porém, se faz necessário recursos mais especializados para que manuais como esse sejam publicados, e destinados a outra séries de ensino e abordando outras disciplinas. Tendo em vista que esse material é inédito no país. Desse modo, para que outros manuais sejam publicados, se faz necessário contados direto com editoras nacionais de educação, e uma equipe especializada para captação e pesquisas acerca de sinais existentes. Bem como, recursos como: câmeras fotográficas, estúdio fotográfico, computadores para edição de fotos e montagem e diagramação do manual.

Resultados Alcançados

Até o momento o livro apresenta bons resultados – isso mesmo logo após o lançamento do livro. Por se tratar de uma publicação em forma de e-book e gratuita, a publicação já foi acessada por todo o território nacional. Além disso, relatos de mães, famílias, professores, surdos e interpretes são constantes sobre o beneficio, proporcionado pelo livro, na aprendizagem do aluno.

Nova edição da NJINGA e SEPÉ: v. 2 n. Especial I (2022), confira!

v. 2 n. Especial I (2022): A educação na África lusófona e no Brasil: práticas, metodologias, métodos e gestão da educação
					Visualizar v. 2 n. Especial I (2022): A educação na África lusófona e no Brasil: práticas, metodologias, métodos e gestão da educação

A educação na África lusófona e no Brasil sempre foi um grande desafio. O grande desafio se prende nas metodologias de ensino, nas políticas educacionais falhas e na falta de compromisso por parte de governos com as novas gerações. Os esforços no desenvolvimento  e na qualidade da educação são esporáticas e não atendem a grande maioria das crianças, adolescentes e jovens. O problema da língua usada no ensino é ainda um desafio e que em muitos momentos impede a aprendizagem dos alunos. É nesse olhar que se organizou este Nº Especial , do Vol. 2 (2022) justamente para refletir sobre a gestão escolar, as metodologias e métodos de ensino por forma a encontrar caminhos que possam melhorar a qualidade de ensino na África lusófona e no Brasil. Atenção ao ler os textos porque os autores usam o português africano  e brasileiro e essas variedades devem ser respeitadas sem preconceito. Alguns autores nos brindam com a tradução do resumo  uma das suas línguas maternas.

Conhecimento dos Povos Indígenas é essencial nas políticas climáticas

Relatório destaca como o reconhecimento dos sistemas de conhecimento dos Povos Indígenas e das comunidades locais pode fazer mais para lidar com as mudanças climáticas do que muitas abordagens atuais

Também defende a garantia da inclusão plena e equitativa dos Povos Indígenas e das comunidades locais nos processos políticos.

University of East Anglia (UEA)*

relatório , publicado como um white paper, foi produzido por uma equipe internacional de 12 autores liderada pelo professor Ben Orlove da Universidade de Columbia nos EUA, e incluindo o Dr. Victoria Reyes-García da Instituição Catalã de Pesquisa e Estudos Avançados (ICREA) e Instituto de Ciências e Tecnologia Ambientais da Universidade Autônoma de Barcelona (ICTA-UAB), na Espanha. A equipe também incluiu cinco estudiosos indígenas.

Copatrocinado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios, o documento foi uma resposta aos crescentes pedidos de atenção internacional. à cultura na ciência e política das mudanças climáticas.

Supõe-se frequentemente que as respostas às mudanças climáticas devem envolver novas tecnologias ou mudanças comportamentais impulsionadas por governos e grandes empresas. No entanto, os autores baseiam-se em diversas literaturas e estudos de caso para ilustrar por que o reconhecimento dos sistemas de conhecimento dos Povos Indígenas e das comunidades locais acrescentaria muito às abordagens científicas ocidentais e representaria uma mudança transformadora necessária dos atuais esforços de cima para baixo.

Esse conhecimento, detido pelos 400 milhões de Povos Indígenas do mundo, além de muitas comunidades tradicionais locais, traz formas alternativas de compreensão e formas comprovadas, de baixo para cima, de abordar problemas globais complexos, como mudanças climáticas e perda de biodiversidade.

 

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Nova edição da NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras, confira!

v. 2 n. 2 (2022): Descrição e análise de línguas africanas e estudos socioculturais no Brasil

 Visualizar v. 2 n. 2 (2022): Descrição e análise de línguas africanas e estudos socioculturais no Brasil

O Vol.2, nº2, 2022 foi organizado e editado pela Profa. Dra. Ezra Alberto Chambal Nhampoca (Universidade Eduardo Mondlane, Moçambique/Universidade Trás-os-Montes e Alto Douro, Portugal) e pelo Prof. Dr. David Alberto Seth Langa (Universidade Eduardo Mondlane, Moçambique/Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil).  A publicação agrupa pesquisas científicas que têm o intuito de analisar e descrever as línguas nos aspectos Fonético-Fonologicos, Lexicográficos,  da Lexicologia, da Pragmática, da Semântica, da Sintaxe, da Terminologia e da Literatura. Os trabalhos apresentados revelam a necessidade de se continuar com estudos por forma a que as línguas não oficiais e ágrafas tenham o seu espaço no espaço científico e na sociedade.

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