África

Ministra defende resgate das manifestações artísticas

A ministra da Cultura defendeu ontem, em Cabinda, o resgate das manifestações artísticas de cada região do país.

Carolina Cerqueira orienta Conselho Consultivo Fotografia: Rafael Tati | Cabinda|Edições Novembro

Carolina Cerqueira, que falava na abertura do VI Conselho Consultivo Alargado do Ministério da Cultura, sublinhou que este desafio passa pelo “reforço do projecto de municipalização da cultura”.
A ministra disse ser fundamental o contributo dos municípios nesta tarefa, promovendo feiras de artesanato e outras exposições de vária índole com recursos próprios.
Carolina Cerqueira anunciou que o sector que dirige vai, nos próximos doze meses, desenvolver tarefas ligadas ao resgate e preservação do património cultural e imaterial, à preservação dos monumentos, divulgação da  história de Angola e dedicar atenção particular à cidade de Mban-za Kongo, que celebrou no dia 8 do mês em curso o primeiro aniversário de elevação a Património Mundial.

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“A Língua Portuguesa em Nós” patente ao público em Luanda

A exposição “A Língua Portuguesa em Nós”, patente ao público desde quarta-feira, no Centro Cultural Brasil-Angola, na Baixa de Luanda, inclui actividades paralelas para todas as idades.

Exposição itinerante sobre a Língua Portuguesa está patente no Centro Cultural Brasil-Angola Fotografia: Edições Novembro

Teatro, feiras de livros, exibição de filmes, sessões musicais, recitais de poesias e jogos digitais constam entre as actividades paralelas abertas para crianças e adultos, entre 10h00 e 20h00, sob coordenação do escritor Ondjaki.
Os visitantes podem ver filmes, ouvir canções e histórias, além de apreciar as fotografias e diversos materiais digital que contam a história das diferentes fases do português no Brasil, Cabo Verde e Angola.
A mostra é uma iniciativa do Itamaraty, em parceria com o Governo do Estado de São Paulo, a Fundação Roberto Marinho, o Museu da Língua Portuguesa e o Instituto Internacional da Língua Portuguesa, com a coordenação da Expomus.
Depois da exposição, que encerra dia 3 de Agosto,  há um conjunto de obras literárias vão ficar disponíveis de forma gratuita para os leitores. Continue lendo

Prémio Camões para Germano Almeida, o prosador irónico

O escritor Germano Almeida é o vencedor da 30.ª edição do Prémio Camões, uma decisão por unanimidade a distinguir um escritor que mudou a forma de escrever sobre Cabo Verde. “Sou profundamente cabo-verdiano”, disse ao PÚBLICO enquanto celebrava na ilha de S. Vicente.

“Estou feliz. É o reconhecimento do trabalho que a gente faz. Embora eu considere que escrever não seja trabalho, é prazer”, disse Germano Almeida ao PÚBLICO pouco depois de saber que era o vencedor da 30.ª edição do Prémio Camões, o mais celebrado prémio literário de língua portuguesa, no valor de 100 mil euros.

Aos 73 anos, o escritor natural da Ilha da Boavista, onde nasceu em 1945, é autor de uma vasta obra publicada em Portugal, toda ela escrita em português. “Para mim a língua portuguesa tem o mesmo peso que a língua cabo-verdiana. Sou filho de pai português e de mãe crioula, cresci com as duas línguas, mas aprendi a escrever em português e não pretendo começar a escrever em crioulo. Eu expresso a cultura cabo-verdiana usando a língua portuguesa”, referiu numa altura em que se discute o papel da língua crioula na literatura do arquipélago. Continue lendo

Quase 90% das crianças em Moçambique começam a estudar sem saber falar português

Cerca de 90% das crianças moçambicanas começam a frequentar as aulas sem saber falar a língua portuguesa, o que constitui um obstáculo para o processo de ensino e aprendizagem, indicam dados do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano. Os dados foram divulgados na quarta-feira durante o Fórum Nacional Bilingue pela ministra da Educação e Desenvolvimento Humano, Conceita Sortone, citada esta quinta-feira pelo diário O País.

A governante entende que esta pode ser uma das causas dos maus resultados nas escolas do ensino primário no país, propondo o ensino bilingue como a solução para o problema. “Um olhar atento sobre as nossas estatísticas permite perceber, claramente, o quanto os nossos concidadãos não podem usufruir dos serviços de saúde, de justiça e acesso à informação porque não conseguem permanecer no sistema de ensino por não saberem falar a língua portuguesa”, disse Conceita Sortone. Continue lendo

Educadores criam app que resgata alfabeto angolano

Serviço Lançamento do app Alfabantu
Crédito: divulgação

Projeto desenvolvido por professores negros mostra novas práticas educacionais por meio da tecnologia

Para resgatar e exaltar a ancestralidade de povos africanos, os educadores Odara Dèlé, de 29 anos e Edson Pereira, de 31 anos, lançam, no próximo dia 21 de novembro, o aplicativo Alfabantu, voltado ao público infantil, para auxiliar na alfabetização por meio de jogos digitais através da língua falada pelo povo kimbundu. O aplicativo estará disponível, inicialmente, para sistema Android e o download é gratuito.

A cerimônia de lançamento acontece Ação Educativa, com uma mesa sobre “Tecnologias e Línguas Africanas” com participação dos criadores do projeto e de Carlos Machado e Mwalala Kalele. A entrada é gratuita. Continue lendo

Palestra “A Língua Portuguesa, Identidades e Diferenças: um olhar a partir de Moçambique

“De acordo com dados do Ethnologue, maior catálogo de línguas do mundo, a língua portuguesa é falada como língua materna por aproximadamente 250 milhões de pessoas. Soma-se a esse número um número de aprendizes da língua como segunda língua ou língua estrangeira. A língua portuguesa que, em priscas eras, era a língua de Camões e de uma comunidade linguística presente nos domínios do Velho Mundo, é hoje a língua de muitos outros poetas e povos que, devido a variadas situações de contato por meio de empreitadas colonizadoras dos Portugueses e de uma herança histórica, apropriaram-se dela, transformaram-na e imprimiram à língua as novas cores e matizes de suas línguas-culturas.

Apesar do caráter dinâmico da língua portuguesa, viva e em constante estado de mudança, resguarda-se certa unidade mantida pelos gestores dessa língua tão pluricêntrica. Falamos português no Brasil, fala-se em Portugal, em Cabo-Verde, Angola, Moçambique, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor Leste, compondo a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CPLP, em diversos territórios asiáticos, tais como Macau (atualmente sob soberania da China), Diu, Damão e Goa (atualmente sob soberania da Índia), e em outras regiões do mundo com os quais compartilhamos essa ‘unidade’ da língua, ao mesmo tempo em que construímos tantas identidades e demarcamos as diferenças.

Essa palestra, voltada ao público acadêmico e demais interessados, tematiza as políticas linguísticas em torno da língua portuguesa com enfoque em Moçambique, visando a prover conhecimento ao público participante em torno do tema proposto, bem como estabelecer relações entre essa língua-cultura e as língua (s)-cultura(s) do português no Brasil.”

Fonte: http://palestra-unioeste.webnode.com/saiba-mais-sobre-a-palestra/

 

 

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