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Google Tradutor ganha 24 novas línguas, incluindo o guarani!

O Google anunciou, nesta quarta-feira (11) durante o Google I/O 2022, que a ferramenta Tradutor terá acesso a novos 24 línguas. Um dos novos idiomas é o Guarani, que é originalmente da população indígena da América do Sul e ainda falado pela etnia tupi-guarani em países como o Brasil.

O recurso de tradução também poderá identificar palavras e frases em bambara (Mali), concani (Índia), Sepedi (África do Sul) e Twi (Gana).

O CEO da gigante da tecnologia, Sundar Pichai, explicou que o serviço online consegue ter acesso a novas línguas por causa dos avanços em modelos neurais de inteligência artificial. Confira, abaixo, os idiomas que foram adicionados ao serviço:

Google Tradutor

De acordo com o Google, os 24 novos idiomas são falados por mais de 300 milhões de pessoas ao redor do mundo. A empresa cita o Mizo, falado por cerca de 800 mil pessoas no extremo nordeste da Índia e o Lingala, usado por mais de 45 milhões de pessoas na África Central.

Em relação aos indígenas das Américas, também foram contempladas as línguas Quechua e Ayamara. No dialeto inglês está o Krio, falado por habitantes da Serra Leoa.

Por Carlos Palmeira no Tecmundo

Indígenas agora têm espaço em Florianópolis para vendas de produtos

Desde o dia 27 do mês passado foi aberta a Casa de Artesanato Indígena Guarani Mbya localizada na região Central da Capital

Arte e a tradição de 11 comunidades indígenas localizadas na Grande Florianópolis agora podem ser vistas e adquiridas em um espaço no Centro da Capital. Desde o dia 27 do mês passado foi aberta no Largo da Alfândega, a Casa de Artesanato Indígena Guarani Mbya.

Graciele Ortiz é da aldeia Guarani Pirarupá, localizada no Massiambú, ao Sul no Município de Palhoça – Foto: Leo Munhoz/ND

Graciele Ortiz é da aldeia Guarani Pirarupá, localizada no Massiambú, ao Sul no Município de Palhoça – Foto: Leo Munhoz/ND

No espaço, há artesanatos como cocares, brincos, colares,esculturas em madeira, flautas, cestos, entre outros produtos. Com as vendas,os recursos serão destinados aos indígenas em uma forma de sustentabilidade para essas comunidades, de modo a expressar preceitos culturais.

Colares produzidos pelos índios da aldeia Guarani Pirarupá - Leo Munhoz/ND

Colares produzidos pelos indígenas da aldeia Guarani Pirarupá – Leo Munhoz/ND

A Casa de Artesanato será um lugar apropriado e com mais conforto, para os índios mostrarem o seu trabalho e criatividade em suas peças, seu artesanato de referência e assim imprimir ainda mais a sua história e costumes.

Segundo Roseli Pereira, diretora de Marketing da Secretaria de Turismo de Florianópolis, e administradora do Mercado Público e Largo da Alfândega, a Casa de Artesanato será um lugar apropriado e com mais conforto, para os Índios mostrarem o seu trabalho e criatividade em suas peças, seu artesanato de referência e assim imprimir ainda mais a sua história e costumes.

“A Casa do Artesanato Indígena Guarani Mbya reúne as aldeias da Grande Florianópolis e consolida uma política pública que visa afirmar os direitos da população indígena”, disse ela, ao lembrar que ao adquirir um artesanato indígena, automaticamente se contribui para o desenvolvimento social e sustentável desse povo.

A arte indígena é comercializada no Centro de Florianópolis – Foto: Leo Munhoz/NDA arte indígena é comercializada no Centro de Florianópolis – Foto: Leo Munhoz/ND

Gracieli Ortiz é uma das indígenas que está com seu artesanato na Casa. Da Aldeia Guarani Pirarupá localizada no Massiambú, ao Sul no Município de Palhoça, ela aprendeu com as primas a arte de fazer brincos e colares.

“Temos os artesanatos que tanto o Mbya quanto os Nhandedeva fizeram. Têm brincos, colares, cocais e até cestinhas”, disse a jovem. “O dinheiro das vendas vai para a nossa comunidade. Vai ajudar a aldeia em geral”, reforçou.

A Casa do Artesanato Indígena Guarani Mbya está aberta de segunda a sábado das 07h às 17h.

Via ND – Mais

Tribunal de Justiça do Amazonas convoca indígenas para audiência de conciliação em línguas nativas

Cartaz de audiência de custódia indígena: línguas nativas (Foto: TJAM/Divulgação)

Cartaz de audiência de custódia indígena: línguas nativas (Foto: TJAM/Divulgação)

 

O Tribunal de Justiça do Amazonas fará audiência de custódia em aldeias indígenas. A convocação para participar das reuniões é nas línguas Nheengatu, Baniwa e Tukano.

A audiência foi lançada em São Gabriel da Cachoeira, cidade próxima à fronteira com Colômbia e Venezuela, e considerada a mais indígena do Brasil.

Oito cartazes serão fixados em locais estratégicos, como delegacia, defensoria, fórum e câmara dos vereadores. A tradução ocorreu em parceria com a Foirn e com o Instituto Socioambiental (ISA) a partir das versões em português lançadas em 2021.

Museu da Língua Portuguesa celebra o Dia Internacional da Língua Portuguesa

Shows, performances, mesas de debate, lançamentos de livros e leituras de obras literárias estão entre as atrações, entre 5 e 7 de maio

O Museu da Língua Portuguesa celebra o Dia Internacional da Língua Portuguesa (5 de maio) com uma série de atividades presenciais e gratuitas. Shows, performances, mesas de debate, lançamentos de livros e leituras de obras literárias vão ocupar vários espaços da instituição do Governo do Estado de São Paulo, como a Praça da Língua e o Auditório, e também locais como o saguão central da CPTM.

A programação acontece entre 5 e 7 de maio, quando a língua portuguesa, nas suas mais variadas dimensões, vai pulsar ainda mais dentro e fora do Museu.

A edição 2022 do Dia Internacional da Língua Portuguesa tem direção artística do diretor teatral e de cinema Felipe Hirsch, convidado para criar uma programação inspirada em sua peça “Língua Brasileira”, que fez temporada no início deste ano no Teatro Anchieta, do Sesc Consolação.  O convite para Hirsch partiu da curadora especial do Museu da Língua Portuguesa, Isa Grinspum Ferraz.

Confira a programação completa:    

5 de maio (quinta-feira)   

10h  
AULA ABERTA – Língua Brasileira  
A programação do Dia Internacional da Língua Portuguesa será aberta com uma conversa de Caetano Galindo com estudantes do 6º e do 7º anos da EMEF Infante Dom Henrique. Galindo é professor e autor do livro “Sim, eu digo sim: uma visita guiada ao Ulysses de James Joyce”. 
Na Praça da Língua (evento fechado para os alunos da escola)   

16h  
MESA – Camões com Dendê  
A professora e etnolinguista Yeda Pessoa de Castro bate um papo com o professor Caetano Galindo na mesa “Camões com Dendê” sobre a influência dos falares africanos na língua portuguesa do Brasil. Após o encontro, ela lança o livro de mesmo nome. 
No Auditório   

18h  
MESA – Os mitos de criação  
A muralista e educadora Daiara Tukano e a agricultora e agente ambiental Jera Guarani se reúnem para participar da mesa “Os mitos de criação”. Na conversa, as duas pretendem debater sobre as diferentes cosmovisões dos povos originários do Brasil.  
No Auditório   

20h  
SHOW – “Padê”  
Faixas do álbum “Padê”, lançado em 2018, estão no repertório do show que a cantora Juçara Marçal e o músico Kiko Dinucci apresentam na Praça da Língua. 
Na Praça da Língua 

6 de maio (sexta-feira)   

12h  
PERFORMANCE – Zion Gate Sound System e Batalha do Santa Cruz – Ritmo e Poesia na Gare da Luz  
Zion Gate Sound System e a Batalha do Santa Cruz são os responsáveis pela apresentação Ritmo e Poesia na Gare da Luz. A performance acontece na hora do almoço. Para esta apresentação, não é necessário retirar ingresso. 
No Saguão Central da CPTM  
(sem a necessidade de retirada de ingressos)  

14h  
MESA – Experimentos com Linguagem 
A mesa “Experimentos com Linguagem”, que reúne a escritora Veronica Stigger, o filósofo Juliano Pessanha e a crítica literária Noemi Jaffe, debaterá aspectos da literatura experimental.  
No Auditório   

17h30  
MESA – A ideia de nação  
O ativista do movimento socioambiental e de defesa dos direitos indígenas Ailton Krenak apresenta seus pensamentos sobre a vida das comunidades ribeirinhas e indígenas no Brasil contemporâneo na mesa “A ideia de nação”. 
Na Praça da Língua 

19h30  
SHOW – “Ciranda Sem Fim” 
Presente na experiência Falares, da exposição principal do Museu da Língua Portuguesa, Lia de Itamaracá apresenta o show “Ciranda Sem Fim”. A performance contará com a participação do DJ Dolores.  
Na Praça da Língua 

7 de maio (sábado)   

11h  
Abertura da instalação “O Conto da Ilha Desconhecida”  
No último dia da semana do Dia Internacional da Língua Portuguesa, o Museu inaugura a Ocupação O Conto da Ilha Desconhecida. O Saguão B vai receber uma barca inflável, criada pela companhia Pia Fraus, inspirada na história do livro homônimo de José Saramago. A ação é uma homenagem ao centenário do escritor, único autor em língua portuguesa a ganhar um Nobel de Literatura. 
No Saguão B   

12h  
SHOW – Orquestra Mundana Refugi  
Orquestra Mundana Refugi, que reúne músicos brasileiros, imigrantes e refugiados, toca no Saguão Central da CPTM. 
No Saguão Central da CPTM  
(sem a necessidade de retirada de ingressos)  

13h  
PERFORMANCE – “Ciranda do Gatilho: CAIXA PRETA”
Com Bernardo Oliveira, Saskia (e Negro Leo) 
No Mini Auditório 
(para visitantes regulares do Museu) 

14h  
MESA – Línguas Portuguesas  
A língua portuguesa é falada por milhões de pessoas em diferentes partes do mundo. Nascida num pequeno recanto da Galícia, espalhou-se pelo planeta e ganhou variantes. A jornalista Pilar del Río e o escritor Milton Hatoum falam sobre as línguas portuguesas no plural. Com mediação de Danilo Santos de Miranda.
No Auditório   

15h30  
MESA – Marrom e Amarelo – Conversas e Leituras com Paulo Scott e Semayat Oliveira  
A jornalista Semayat Oliveira lê trechos do premiado livro “Marrom e Amarelo”, de Paulo Scott
No Auditório   

17h30  
MESA – Glotocídio e Incêndios  
Críticos da atual política ambiental, a jornalista Eliane Brum e o líder indígena André Baniwa participam da mesa “Glotocídio e Incêndios”. Na pauta, o desmatamento da Amazônia e os violentos crimes contra os povos originários. A mediação será da jornalista Maria Fernanda Ribeiro.  
No Auditório   

19h30  
SHOW – Cenas e músicas da peça “Língua Brasileira”  
A partir da música “Língua Brasileira”, de Tom Zé, nasceu a colaboração entre o compositor, Felipe Hirsch e o coletivo Ultralíricos. Desse trabalho conjunto surgiu o espetáculo “Língua Brasileira”, uma epopeia dos povos que formaram a língua que falamos. Cenas e músicas da peça serão apresentadas no encerramento da programação. 
Na Praça da Língua 

Filmes no Mini Auditório do Museu  

No dia 5, será exibido em looping o filme “Marcha à Ré”, de Eryk Rocha, sobre performance realizada por Nuno Ramos e o Teatro da Vertigem (nesta data, às 17h, Rocha conversa com o público presente). No dia 6, é a vez do filme “KOPENAWA”, uma entrevista com Davi Kopenawa registrada dentro do Museu. No dia 7, é exibido “Eduardo Coutinho, 7 de Outubro”, de Carlos Nader.  Os eventos no Mini Auditório são para os visitantes regulares do Museu da Língua Portuguesa.

Todas as atividades do evento serão filmadas. As gravações resultarão em um documentário dirigido pelo próprio Hirsch e com produção da Café Royal. 

Ingressos  

Toda a programação do Dia Internacional da Língua Portuguesa é gratuita. A distribuição dos ingressos acontece na bilheteria do Saguão B a partir do meio-dia de cada data. Cada pessoa poderá pegar dois ingressos para uma ou mais atividades daquele dia específico. O ingresso também dará ao Museu da Língua Portuguesa, que estará aberto normalmente (até as 18h) para quem quiser conferir a sua exposição principal e a mostra temporária Sonhei em português!.

É obrigatória a apresentação do Passaporte da Vacina antes de entrar no Museu para todas as pessoas com cinco anos ou mais, sendo exigida a comprovação de ao menos duas doses ou dose única do imunizante contra Covid-19 (a exigência é do Decreto Municipal nº 60.989/22 da Prefeitura de São Paulo).

Transmissão

As mesas terão transmissão ao vivo pelo YouTube e Facebook do Museu da Língua Portuguesa, com interpretação em Libras.  
www.facebook.com/museudalinguaportuguesa  
www.youtube.com/museudalinguaportuguesa   

 

VIA Governo de SP

SP Escola de Teatro cria campanha em espanhol, inglês e francês para atrair imigrantes e refugiados para aulas de português gratuitas

As inscrições para o SP Oficinas de Língua Portuguesa continuam abertas para refugiados e imigrantes que desejam aprender a língua portuguesa de forma gratuita, rápida e acolhedora na sede Brás da instituição.

As aulas começam no dia 5 de maio, quinta-feira, e serão realizadas todas às quintas das 19h30 às 22h, e no último sábado do mês, das 10h às 14h.

Como forma de se aproximar do público-alvo, o Programa Oportunidades e a Comunicação da SP Escola de Teatro criaram uma campanha para atrair mais estudantes estrangeiros com posts em inglês, francês e espanhol, as principais línguas faladas pelas comunidades imigrantes moradoras da macrorregião do Brás.

Além das postagens nas redes sociais e aplicativos de mensagens, panfletos serão distribuídos nas escolas e pontos comerciais do bairro, como forma de atrair o público na “boca a boca”.

A oficina será orientada por João Martins, que é mestre em Antropologia Social pela UFSC e colaborador da Instituição como analista de projetos. Além disso, os estudantes inscritos nas atividades obrigatórias de contrapartida do programa também ministrarão aulas em conjunto com o professor.

Para participar basta preencher a ficha de inscrição (neste link)

Contatos: (11) 97193.8566

oportunidades@spescoladeteatro.org.br

Veja os exemplos dos cards:

 

 

Terra Livre: Essa luta é de todos nós

Na Terra Brasilis todo dia era dia de índio e tudo que por aqui existia lhe pertencia.

Na Terra Brasilis todo dia era dia de índio e tudo que por aqui existia lhe pertencia. E eles eram tantos e de tantas etnias, que foram classificados pelas línguas que falavam. Segundo dados oficiais, eram mais de 3 milhões de indígenas distribuídos em mais de mil povos diferentes. Grande parte vivia no litoral brasileiro e, aproximadamente, 1 milhão no interior do país.

Hoje, no Brasil colonizado e colonizador – de que outra maneira poderíamos definir a imposição da presença do “branco” na cultura, território e no extermínio dos povos indígenas? – são cerca de 897 mil indígenas, 305 etnias e 274 línguas. A maioria deles está concentrada nas regiões Norte (Amazonas, principalmente) e Nordeste (Bahia). Mas estão presentes em todas as outras regiões do país.

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