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Por que sentir orgulho do caipira?

Típica do Brasil, viola caipira é tocada por todo interior do país / Dilvulgação/YouTube

Dialeto caipira nasce da junção do tupi com o português e tenta resistir em meio ao preconceito

Quando o assunto é o caipira brasileiro, os dicionários trazem definições como “aquele que vive no mato” ou que tem “modos rudes”. Será que essa é a melhor definição para o caipira? Quem conhece esse verdadeiro representante da cultura regional brasileira diz que não.

Para o geógrafo e jornalista Mouzar Benedito, o caipira “não é uma cultura menor, é uma cultura diferente das outras, mas muito rica. O caipira é um cara que conhece sinais da natureza, sabe quando vem chuva.”  Continue lendo

Eu quero falar OFAYÉ: a (in)visibilidade linguística no ensino e na pesquisa da Língua Materna Indígena

“Eu quero falar Ofayé”:

A (in)visibilidade linguística no ensino e na pesquisa da língua materna indígena.

Prof. Me. Carlos Alberto dos Santos Dutra (Artigo apresentado ao Curso de Especialização em Cultura e História dos Povos Indígenas da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul-UFMS em 2015.

Resumo: O artigo traz considerações sobre a língua materna do povo Ofaié, pertencente ao tronco linguístico Macro-Jê que habita a aldeia Anodi, no município de Brasilândia-MS. Trata-se de um olhar de indigenista e historiador sobre a realidade de um povo dado como extinto, egresso de perseguições e massacres, e que hoje ocupa o espaço institucional sendo foco de diversas pesquisas acadêmicas e estudos científicos sobre a língua que se encontra em vias de extinção. Continue lendo

Museu Nacional realiza aulas abertas sobre línguas indígenas

Horto Botânico do Museu Nacional. Foto: Raphael Pizzino

O setor de Linguística do Museu Nacional (MN) realiza, até 30/11, o curso básico de línguas indígenas brasileiras. As aulas estão abertas a qualquer pessoa interessada e ocorrem todas as sextas-feiras, das 14h às 17h, no auditório da biblioteca do Horto Botânico, na Quinta da Boa Vista.

A atividade de extensão dá atenção especial às línguas da família tupi-guarani, tais como mbyá, nhandeva e assurini. Durante o curso, são apresentadas a gramática, o discurso e a visão de mundo de cada povo. Também são fornecidas informações sobre como está a movimentação dessas línguas no território fluminense: se são praticadas ou se estão ameaçadas de extinção. Continue lendo

Alfabantu: Professora cria aplicativo para ensinar idioma africano nas salas de aula

educação precisa ser inclusiva e abraçar a diversidade. Em tempos de ameaças de censura e projetos de despartidarização’ das salas de aula, a criação de instrumentos tecnológicos incentivadores da diversidade é mais que bem-vinda. É indispensável.

Odara Dèlé é professora da rede estadual de ensino de São Paulo e responsável pelo Alfabantu.Voltado ao público infantil, o aplicativo tem como proposta auxiliar na alfabetização de crianças por meio de jogos digitais e da contação de histórias sobre os povos africanos Bantu.

“Eu acredito que a infância é um momento importante construção de ideias e pensamentos. De identidade. E partir do momento que as crianças conseguem ter um contato ou com uma cultura diferente, ou mesmo com a sua cultura original, elas conseguem ter um fortalecimento identitário, se reconhecendo a entendo outras perspectivas sobre o mundo”, ressalta Odara em conversa com HypenessContinue lendo

Estudantes de escola pública criam dicionário de línguas indígenas

Mba’éichapa significa olá na língua indígena guarani. Foi esse simples cumprimento que inspirou o projeto Dicionário Indígena Ilustrativo: resgatando as línguas ofaié e guarani. Estudantes do 6°ano do ensino fundamental da Escola Municipal Antônio Henrique Filho, de Brasilândia (MS) produziram um dicionário com ilustrações próprias das duas línguas. O livro chegou a ser distribuído nas escolas do município e para a biblioteca da cidade.

O Dicionário Indígena Ilustrativo é um dos premiados no Desafio Criativos da Escola, cujos vencedores foram anunciados nesta terça-feira (13).  Continue lendo

A África do Sul e o estatuto das suas línguas

A República sul-africana (RSA) é uma sociedade multicultural e plurilingue, tal como a grande maioria dos Estados africanos. Mas, contrariamente a muitos outros, consagrou o multiculturalismo e o plurilinguismo na sua Constituição e passou a estar comprometida com estes dois princípios em todos os domínios da sua vida pública, procurando superar possíveis problemas relacionados com o uso das suas línguas maternas: conflitos étnicos; restrições, por razões linguísticas, de acesso dos cidadãos aos direitos e privilégios em todos os domínios importantes da vida em sociedade (participação política, desenvolvimento educativo, oportunidades económicas e mobilidade social); possibilidade de alienação; morte cultural e linguística. Contudo, devemos salientar, que já existiam experiências bilingues na instrução primária desde o tempo do apartheid, já que nas chamadas “escolas negras”, a língua materna era usada, durante os primeiros quatro anos de escolaridade, em cooperação com mais uma das duas línguas oficiais da altura: o inglês e o africkaans. Continue lendo

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