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SEJEL/AM prestigia Jogos Indígenas do Alto Solimões, em Benjamin Constant

O secretário da Sejel, Manoel Almeida, esteve presente da abertura dos jogos e disse que o esporte ajuda a diminuir a violência nas comunidades

Cerca mil pessoas participaram da abertura da 2ª Copa Indígena do Alto Solimões, em Benjamin Constant, município distante 1.100 quilômetros de Manaus. O evento, que conta com o apoio do Governo do Amazonas, e está sendo realizado na comunidade Filadélfia, área indígena da cidade de Benjamin Constant, e foi inteiramente traduzido para a língua materna dos Tikunas.

Participaram da cerimônia o secretário de Estado de Juventude, Esporte e Lazer (Sejel), Manoel Almeida; o diretor de Política Intersetorial do Ministério do Esporte, Rafael Azevedo; a gerente de Política de Esporte para a população indígena do Ministério do Esporte, Débora Nascimento; o prefeito de Benjamin Constant, David Nunes; o vice- prefeito de Tabatinga, Plínio Cruz; lideranças indígenas; parlamentares da região; representantes das Forças Armadas; e da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Continue lendo

EF abre primeira escola de português

EF abre primeira escola de português

A EF – Education First está à procura de professores de português, directores de estudos, responsáveis de alojamento e responsáveis de actividades comerciais. Tudo porque decidiu avançar com a sua primeira escola de português em Lisboa.

A estreia da multinacional sueca no ensino da língua portuguesa está marcada para Novembro deste ano. A EF irá ocupar o Palacete Castilho, na zona do Príncipe Real, mas primeiro precisa de recrutar todos os profissionais necessários para a implementação de um novo programa. Continue lendo

Pesquisa de Aluno do Uniaraxá é destaque em eventos nacionais

Pesquisa de Aluno do Uniaraxá é destaque em eventos nacionais
O Uniaraxá marcará presença no 38º Encontro Nacional de Engenharia de Produção que acontecerá em Maceió (AL), entre os próximos dias 16 e 19 de outubro. O trabalho de autoria do Aluno Egresso do Curso de Engenharia de Produção do Uniaraxá, Rafael dos Santos Guimarães, intitulado “Processo Produtivo de Batata Pré-Frita na Empresa Bem Brasil” foi aprovado e representará o Centro Universitário de Araxá, no evento de âmbito nacional.

O Encontro Nacional de Engenharia de Produção (Enegep) acontece, anualmente, desde 1981. A partir de 1986, passou a ser organizado pela Associação Brasileira de Engenharia de Produção (Abepro); Entidade que agrega profissionais, pesquisadores, estudantes e professores interessados no desenvolvimento da Engenharia de Produção no país. Continue lendo

Como traumas e conviver com compatriotas pode nos fazer esquecer a língua materna no exterior

A maioria dos migrantes longe do país natal há algum tempo sabe como é ficar um pouco enferrujado na sua língua de origem.

frio, celular (Foto: GETTY IMAGES via BBC)

(FOTO: GETTY IMAGES VIA BBC)

Estou sentada na minha cozinha em Londres, tentando entender uma mensagem de texto do meu irmão. Ele vive em nosso país natal, a Alemanha. Conversamos em alemão, uma língua cheia de palavras esquisitas. E eu nunca tinha ouvido esta: fremdschämen. Seria algo como “envergonhado por desconhecidos”?

Sou orgulhosa demais para perguntar-lhe o que significa. Sei que em algum momento vou entendê-la. Mas é um pouco doloroso perceber que, após anos vivendo no exterior, minha língua materna às vezes pode soar como estrangeira para mim. Continue lendo

Como amansar a escola? O barro, o jenipapo, o giz

Duas mestras Xakriabá que trabalham com barro – dona Libertina Ferro e dona Lurdes Evaristo – foram convidadas pela Faculdade de Arquitetura da UFMG para serem professoras da disciplinaArquitetura e Cosmociência. Elas moram na terra indígena de São João das Missões, norte de Minas, e viajaram pela primeira vez a Belo Horizonte. Encerraram o Programa Saberes Tradicionaiscom aulas práticas, construindo no campus Pampulha da Universidade Federal uma casa tradicional de pau-a-pique com pinturas artísticas de pigmentos de toá e telhas de barro. Foi quando um aluno, com calculadora à mão, perguntou:

– Como é que se mede o espaçamento da madeira? Qual a quantidade de barro?

– São três mãos cheias de barro para cada quadrado – foi a resposta de uma das mestras, que encheu a mão e mostrou na hora como se fazia.

Os futuros arquitetos indagaram quanto tempo durava uma casa xakriabá e foram informados que entre quatro a seis anos, dependendo da fase da lua no momento de retirar o barro. Um deles, então, ofereceu uma técnica capaz de manter em pé durante a vida toda casas tão bonitas como aquela.

– Não, meu filho. Obrigado, mas isso é perigoso. Se aceito sua oferta, como é que vou ensinar meus filhos e netos a construir? Não é a casa que tem que durar, mas o conhecimento. A casa usada se desfaz justamente para que eles observem como se faz uma nova. A casa cai, mas se fica a forma de aprender, a gente levanta outras e é assim que o conhecimento permanece, circula e se renova.

A construção da casa, em 2015, foi narrada por Célia Xakriabá Mīndã Nynthê nesta terça-feira (31), na Universidade de Brasília (UnB) durante a defesa de sua dissertação de mestrado, que discute a reativação da memória e a lógica territorializada, com reflexões epistemológicas sobre os caminhos da educação numa temporalidade marcada pelo barro, o jenipapo e o giz. Continue lendo

“Se Cabo Verde não é capaz de organizar um discurso histórico, alguém será capaz”

Professor da Universidade da Universidade de Évora, Portugal, investigador na área de património, com passagens frequentes por Cabo Verde, onde já deu aulas, Filipe Themudo Barata é um crítico da forma como o mundo anda a tratar a história. De passagem pelo Campus África, na Universidade de La Laguna, conversou com o Expresso das Ilhas e a Rádio Morabeza sobre a importância de preservar a memória.

Estamos a pôr a história de lado?

Estamos a pôr a história de lado. Aquilo que se chama ‘perda de memória’ tem a ver com uma obra que saiu há pouco tempo, de dois autores americanos, “O Manifesto da História”, e que está relacionada com as razões pelos quais a história se foi afastando, pouco a pouco, do espaço publico e as pessoas que a produziam, ou foram afastadas, ou não se importaram. Nos territórios onde a história tem por base a escrita, a bacia do mediterrâneo, onde a história se escrevia, as fontes estão disponíveis, mas nos países onde a história é construída através da oralidade, isto é mais complicado. Continue lendo

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