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Kichwa Yachay – Aulas de língua e filosofia Kichwa

Comunicado – Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – APIB

Comunicado Geral

Diante da disseminação do Coronavírus, e seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde e decretos do governo do Distrito Federal para evitar aglomerações na tentativa de mitigar a propagação do vírus, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) vem informar sobre a necessidade de adiar a realização do Acampamento Terra Livre, que estava previsto para o período de 27 a 30 de abril de 2020, para uma nova data que será divulgada conforme as recomendações das instituições de saúde e governamentais.

Com a ocorrência dessa pandemia, vemos como mais urgente ainda a necessidade de se ampliar o serviço de saúde pública e a garantia dos subsistemas de saúde indígena, por meio da SESAI e Distritos Sanitários Especiais Indígenas, com condições adequadas de assistência de saúde aos povos indígenas.

Ressaltamos também, que pandemia como estas, alertam para o quanto gravoso pode significar uma política de contato com os povos isolados e de recente contato, em razão dos riscos não só de etnocídio, mas também a um doloso genocídio.

É importante ressaltar que com o aumento das alterações climáticas, cientistas já atestam que epidemias serão mais recorrentes. Aproveitamos para elencar aqui algumas recomendações de medidas preventivas colocadas pelas instituições de saúde:
1. lavar as mãos com água e sabão, evitando levar aos olhos, nariz e boca;
2. Não compartilhar objetos pessoais como talheres, toalhas, pratos e copos;
3. Evitar aglomerações e frequência a espaços fechados e muito cheios;
4. Manter os ambientes bem ventilados;
5. Quando possível, evitar viagens para locais que tenham casos de contaminação e reuniões e eventos com a presença de pessoas que venham de países ou estados que tenham confirmação do vírus.
6. E por último, não entrar em pânico. É uma doença que médicos e cientistas já têm conhecimento e estão na tentativa de seu controle. Essas orientações são preventivas, para evitar que a doença se propague.

Os sintomas do Coronavírus são ocorrência de febre, tosse, dificuldade para respirar e dores do corpo. Em caso de ocorrência dos sintomas, procurar atendimento o mais rápido possível e seguir orientações médicas.

E tão logo o vírus esteja controlado, definiremos uma nova data para nossa maior mobilização nacional, que neste momento de ataques, invasões, conflitos e retiradas de direitos se faz tão urgente necessária.

Sangue indígena, nenhuma gota a mais!

 

Lei mais em:  COMUNICADO GERAL 01

Com escola, cinema e rituais, aldeia dos Fulni-ô mantém a única língua indígena viva em Pernambuco.

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Aldeia dos Fulni-ô, no sertão de Pernambuco, mantém viva o Yaathe (iatê, em ‘português moderno’)
  • Língua está no currículo de três escolas da aldeia desde 2005
  • Professores criam o próprio material didático para o ensino da língua materna
  • Coletivo de cinema também produz filmes narrados em Yaathe

Na escola estadual Marechal Rondon, em Águas Belas, no sertão de Pernambuco, alunos do sétimo ano prestam atenção na fala do professor Taity Correia. Para quem é de fora da aldeia dos Fulni-ô, não é tão simples entender o que ele explica. A aula é de Yaathe — ou iatê, em “português moderno”—, única língua indígena ainda viva no Nordeste brasileiro.

Para a Funai (Fundação Nacional do Índio), a definição de única língua da região não considera as línguas dos povos do Maranhão, devido à inclusão do estado no território compreendido pela Amazônia Legal.

 

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Novo curso da Fiocruz trata da gestão e compartilhamento de dados abertos de pesquisa

 Novo curso da Fiocruz trata da gestão e compartilhamento de dados abertos de pesquisa

O compartilhamento de dados fortalece cada vez mais a produção e a disseminação do conhecimento. Pela importância do tema, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) lança o curso Dados Abertos — que se tornaram um dos ativos mais importantes na sociedade contemporânea. A iniciativa faz parte da Formação Modular em Ciência Aberta, que oferece cursos gratuitos, na modalidade à distância (EAD), que estão disponíveis a todos os interessados.

O novo curso, Dados Abertos, é composto por seis aulas online (totalizando 10h). Os participantes vão aprender o que são dados abertos, sua importância no campo científico, e como utilizá-los: quando abrir, por que e quais os princípios a observar (saiba mais e inscreva-se aqui). O curso é coordenado pelas doutoras em Ciência da Informação, Vanessa Jorge e Anne Clinio.

Vanessa comenta que algumas frentes da Ciência Aberta já estão mais maduras, como o acesso aberto e o uso de softwares abertos. Atualmente, os dados abertos estão no centro da discussão do movimento. “Estamos mudando para uma nova cultura do fazer científico e esta é a dimensão em destaque, agora. Isso porque há muitas possibilidades de uso e apropriações dos dados abertos por diversas áreas da sociedade. Na nossa área, particularmente, o debate engloba diferentes questões: desde privacidade, acesso à informação, governo aberto e transparência pública até os avanços em pesquisa e o combate a emergências em saúde pública, por exemplo”, afirma ela, que atua na Coordenação de Informação e Comunicação da Fiocruz.

Anne, por sua vez, lembra que todo pesquisador faz gestão de dados, mas que nem sempre tem uma visão sobre sua ampla reutilização a médio e longo prazo. “Um dos nossos objetivos é mostrar o ciclo completo da gestão de dados num projeto de pesquisa, para que os alunos saibam como atuar em função de cada etapa — do planejamento à abertura e compartilhamento futuro”, diz. Anne lembra, ainda, que apresentar o Plano de Gestão de Dados tem sido uma exigência dos órgãos de financiamento.

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Diagrama mostra as línguas mais faladas no mundo

O site WordTips publicou um diagrama com o ranking dos 100 idiomas mais falados do mundo. O número de falantes nativos de cada língua e a árvore de origem da qual cada uma se ramificou aparecem na ilustração que utilizou como fonte o site Ethnologue, cuja base é alimentada pela organização não governamental Sil, especialista em linguagem e cultura.
Segundo a publicação, o idioma mais falado no mundo, não é o mandarim, como você pode ter pensado. É o inglês. Mas sim, o mandarim é o idioma mais falado no mundo se levarmos em conta o número de falantes nativos. “Como primeira língua, cerca de 918 milhões de pessoas falam mandarim, com mais de 1,11 bilhão de falantes no mundo todo”, comenta acrescentando que o chinês mandarim tem uma grande variedade de dialetos, como o chinês padrão que é o idioma oficial do estado chinês e o dileto de Pequim. “30% da população do país [China] não falam mandarim”. No mapa mais abaixo, você pode acompanhar a ramificação da língua sino-tibetana e conferir a variedade de línguas chinesas, por exemplo, além dos demais idiomas do planeta.
Então vamos aos números!

Os 5 mais falados idiomas do mundo (pelo número de falantes):

1) Inglês: 1.132.366.680 total de falantes
2) Chinês Mandarim: 1.116.596.640 total de falantes
3) Hindi: 615.475.540 total de falantes
4) Espanhol: 534.335.730 total de falantes
5) Francês: 279.821.930 total de falantes

Os 5 mais falados idiomas do mundo (pelo número de falantes nativos):

1) Chinês mandarim: 917.868.640 falantes nativos
2) Espanhol: 460.093.030 falantes nativos
3) Inglês: 379.007.140 falantes nativos
4) Hindi: 341.208.640 falantes nativos
5) Bengali: 228.289.600 falantes nativos

Confira o mapa:

 

 

“Sua Excelência, de Corpo Presente”, de Pepetela, ganha o prêmio Correntes d’Escrita

Pepetela, escritor angolano

 

O escritor angolano Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos, conhecido pelo pseudônimo de Pepetela, autor de obras de referência como Mayombe,  A Geração da Utopia e Predadores, entre outras, ganhou no último dia 20 de fevereiro, o prêmio Correntes d’Escrita com seu último livro “Sua Excelência, de Corpo Presente”.

Leia a reportagem e ouça a entrevista divulgadas pelo Voz da América.

A “humanidade está muito conflituosa”, diz-nos Pepetela por um lado, mas por outro o escritor angolano tem esta crença incurável nessa mesma humanidade que o inspira a escrever obras que o tornaram um autor premiado mundialmente.

Mas o que nos fez embarcar numa longa conversa com Artur Pestana, Pepetela, não foram as suas crenças, mas os seus prémios. O escritor angolano foi distinguido com o prémio literário Correntes d’Escrita a 20 de fevereiro, pelo seu mais recente livro “Sua Excelência, de Corpo Presente”.

 

Pepetela habituou o leitor à sátira, à crítica e esta obra não é muito diferente, mas o escritor ressalva que é um livro que destaca a mudança nas sociedades africanas, numa altura em que se vive um contra-ciclo no mundo. Desta vez, a realidade africana é o exemplo positivo e não o mau exemplo.

Ouça aqui a entrevista:

Educação, um bem que vai de mal a pior

Pepetela vê em si um optimista, com esperança na juventude, mas ao mesmo tempo assume uma posição realista no que toca ao estado da literatura e educação angolanas, descrevendo um cenário pouco auspicioso nesse campo: “O ensino da língua portuguesa está muito mau e eu não vejo quando é que para de piorar”.

Pepetela refere que além da falta de domínio da língua portuguesa, os jovens angolanos não aprendem a escrever e não têm referências de obras em línguas nacionais, pelo que não têm portanto uma alternativa à língua portuguesa.

Com dezenas de obras publicadas e traduzido em 15 línguas, o ex professor universitário, ex-vice ministro da Educação, lamenta a falta de investimento no departamento que um dia ajudou a gerir, mas mais um vez o seu optimismo não o deixa desesperar: “Um dia vai ter que ser”, referindo-se à melhoria do sistema angolano.

Nesta conversa, o autor de obras mundialmente conhecidas como Lueji, Mayombe, Jaime Bunda, Yaka, Os Predadores, Geração da Utopia ou o Cão e os Calús, vencedor do Prémio Camões em 1997, falou também de possíveis adaptações dos seus livros ao cinema e como tudo emperra no obstáculo dinheiro. Por isso, ainda que gostasse de ver uma obra sua adaptada ao ecrã, é algo que não tira o sono a Pepetela: “Se acontecer, aconteceu, se não acontecer não aconteceu”.

 

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