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Museu ativado por voz é inaugurado em Washington

Para combinar a arte com exposições interativas da influência das palavras na sociedade, foi inaugurado na cidade de Washington o museu Planet Word, o primeiro “museu ativado por voz” do mundo.

O espaço combina histórias com tecnologia de voz em dez galerias de aprendizagem. Entre as atividades, o museu traz uma conversa interativa com uma parede de palavras, que narra o desenvolvimento da língua inglesa até os dias de hoje.

Os visitantes também vão poder usar a tecnologia para conversas virtuais com línguas pouco faladas no mundo e, até mesmo, cantar em um karaokê enquanto aprendem sobre o processo de composição.

Para aqueles que não pretendem ir ao museu, mas querem ter algum tipo de contato com as atividades, é possível instalar a skill da Alexa “Audio Museum of Art”, disponível somente nos EUA.

A funcionalidade transforma a assistente de voz em um guia virtual do museu, que explica o contexto das exposições, além de tocar comerciais da década de 1940, para trazer uma imersão ao usuário.

Por conta da pandemia do coronavírus, a cerimônia de abertura do Planet Word foi feita de maneira online. Durante o período de distanciamento social, a capacidade do museu é limitada e o uso de máscara é obrigatório. Além disso, são fornecidas canetas eletrônicas de cortesia para interagir com as telas sem tocá-las.

Fonte: Voicebot

MIT cria inteligência artificial para traduzir línguas ‘mortas’

Uma equipe de pesquisadores do Laboratório de Ciência da Computação e Inteligência Artificial do MIT (CSAIL) anunciou na última quarta-feira (21) a criação de um algoritmo de decifração capaz de fornecer automaticamente o significado de linguagens perdidas há muito tempo, mesmo que não tenham qualquer relação com outros idiomas.

O projeto se baseia em um artigo escrito no ano passado pela professora Regina Barsilay, do MIT, e do estudante de doutorado Jiaming Luo, do MIT , que decifrou duas línguas mortas: o ugarítico e o Linear B, que levaram muitos anos para serem decifradas pelos humanos. Porém, essas línguas estavam relacionadas às primeiras formas do hebraico e do grego.

Com o novo sistema, a relação entre línguas é inferida diretamente pelo algoritmo. Essa questão era um dos maiores desafios da decifração. No caso do Linear B, um silabário utilizado pela Civilização Micênica entre os séculos XV a.C. e XII a.C., foram necessárias décadas de estudo para que se chegasse à sua decifração.

Fonte: alagunasr/Adobe Stock/Reprodução Fonte:  alagunasr/Adobe Stock 

Testando linguagens

Mas há línguas, como a ibérica, das quais não se conhece outras linguagens relacionadas, com alguns defendendo o basco, enquanto outros afirmam categoricamente que o ibérico não se relaciona com nenhum tipo de idioma conhecido.

Preparado para avaliar a proximidade entre duas línguas, o algoritmo foi testado no ibérico, comparando-o ao basco e a outros candidatos menos prováveis, como famílias românicas, germânicas, turcas e Uralic. Nenhuma das línguas foi considerada relacionada, nem mesmo o basco ou o latim.

Para chegar a essa conclusão, o algoritmo teve que categorizar palavras em um idioma antigo e vinculá-las a seus equivalentes em outros idiomas relacionados. Em outras palavras, o processo não consegue ser um Google Tradutor, traduzindo línguas “mortas” diretamente para o inglês, mas consegue identificar as raízes de diversas línguas antigas.

Para trabalhos futuros, a equipe pretende expandir a decifração para além do ato de conectar textos a palavras relacionadas a uma linguagem já conhecida. Uma nova abordagem envolveria identificar o significado semântico das palavras, mesmo sem saber lê-las.

Fonte: Tecmundo

 

Inscrições abertas – Assistentes brasileiros de língua portuguesa na França Ano letivo 2021-2022

Este programa está aberto a todos os estudantes brasileiros, 

– de 20 a 30 anos de idade, 

– matriculados em último ano de graduação no momento de sua candidatura, – caso já tenham um curso superior completo, matriculados em outro curso superior (uma  segunda graduação, mestrado, doutorado ou especialização), 

– matriculados numa universidade brasileira em letras, línguas estrangeiras ou qualquer  outro curso, 

– com bom conhecimento da língua francesa (nível B1 do Quadro Europeu Comum de  Referência para as Línguas). 

O objetivo geral do programa é oferecer a oportunidade a estudantes brasileiros de  familiarização com a língua e a cultura francesas, levando aos estabelecimentos escolares a  autenticidade de sua língua e a riqueza de sua cultura. Por conseguinte, apenas falantes de  língua materna brasileira, que estudem no Brasil, de onde são cidadãos de pleno direito, poderão ser selecionados para este programa.  

Durante sua permanência na França, os assistentes brasileiros, que beneficiarão do status de  funcionários temporários do Estado francês, terão a possibilidade de se inscrever numa  universidade, desde que a atividade e o curso escolhido não tragam prejuízo à sua função de  assistente no estabelecimento para onde tiverem sido designados. 

Desde julho de 2018, a França conseguiu o status de Estado observador associado da  Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Através desse novo status, a França  reforça os vínculos com os Estados membros da Comunidade, com a qual compartilha  princípios e objetivos, entre os quais a promoção do plurilinguismo e a diversidade cultural.  O programa de assistentes de língua portuguesa na França é um exemplo desses objetivos. 

Inscrições 

O formulário de inscrição pode ser consultado e retirado na página eletrônica do France  Education International, no seguinte endereço: 

https://www.ciep.fr/assistants-langue-france/pays-concernes 

 

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Curso gratuito de capacitação para agentes culturais

Facebook poderá traduzir até 100 idiomas sem usar inglês

O Facebook desenvolveu o primeiro modelo de tradução automática multilíngue, capaz de traduzir até 100 idiomas sem utilizar o inglês como intermediário. O sistema, batizado de M2M-100, utiliza inteligência artificial.

Segundo a assistente de pesquisa do Facebook, Angela Fan, isso é um importante passo em direção a um modelo universal que compreenda todos os idiomas em diferentes tarefas. A empresa ainda não divulgou informações de quando o modelo será implementado. Até o momento, a tecnologia é apenas um projeto de pesquisa.

Como o estudo foi realizado

Fonte:  Facebook/Divulgação 

Inicialmente, a equipe de pesquisadores coletou da internet 7,5 bilhões de pares de frases em 100 línguas diferentes, dando prioridade às traduções mais solicitadas pelos internautas.

Em seguida, os idiomas foram separados em 14 grupos, com base em semelhanças linguísticas, geográficas e culturais. Um desses grupos, por exemplo, inclui línguas comuns da Índia, como hindi, bengali e marata. Para facilitar o entendimento das pessoas, a equipe decidiu criar pontes de tradução.

No caso das línguas indianas, o hindi, bengali e tâmil serviram como intermediárias para as indo-arianas. Com essa técnica, a empresa diz que superou os sistemas centrados em inglês em 10 pontos na métrica BLEU, que avalia traduções automáticas, alcançado a marca de 20,1. 

Comparação entre o novo modelo de tradução, com 20,1 pontos na métrica BLEU; e o modelo atual, com apenas 16,7 pontos. Fonte:  Facebook/Divulgação 

“Ao traduzir, digamos, de chinês para francês, a maioria dos modelos multilíngues centrados em inglês treinam de chinês para inglês e de inglês para francês, porque os dados de treinamento em inglês estão amplamente disponíveis”, explicou Angela Fan. “Nosso modelo treina diretamente em dados chineses para franceses para preservar melhor o significado.”

Apesar de ainda não ter sido incorporado ao Facebook, onde usuários postam conteúdo em mais de 160 línguas, testes realizados pela equipe indicam que o modelo pode suportar uma grande variedade de traduções.

 

Eurodeputados analisam Pacote para a Salvaguarda das Minorias

Dezenas de milhões de pessoas vivem em comunidades consideradas minorias étnicas nativas da União Europeia, mas nem todos conseguem ver respeitados os seus direitos em termos de proteção da língua e das práticas culturais.

O eurodeputado de centro-direita Lóránt Vincze é membro da comunidade húngara na Roménia, onde manter a identidade cultural é uma luta constante. “A União Europeia deve dar atenção aos padrões de educação para as minorias, deve encorajar o uso das suas línguas maternas mesmo vivendo noutros países”, disse em entrevista à euronews.

“O multilinguismo não significa apenas o uso das línguas oficiais, mas também a existência de muitas pequenas línguas regionais que estão hoje em risco de desaparecerem”, acrescentou.

Mais de um milhão de assinaturas vai obrigar a debater o caso

Uma petição denominada Pacote para a Salvaguarda das Minorias reuniu mais de um milhão de assinaturas em vários Estados-membros no âmbito da Iniciativa de Cidadania Europeia.

Esta ferramenta legislativa obriga a Comissão Europeia a analisar um tema quando as assinaturas foram obtidas no conjunto de pelo menos sete Estados-membros. Os peticionários também vão ser ouvidos, quinta-feira, pelo Parlamento Europeu.

Angelika Mlinar, ex-eurodeputada da minoria eslovena que vive no sul da Áustria, lamenta que a sua língua esteja tão confinada nesse país, apesar dos eslovenos serem cerca de 25% da população da Caríintia.

Agora ativista pela diversidade cultural, Angelika Mlinar tem-se batido para que sejam abolidas limitações geográficas nos conteúdos audiovisuais digitais.

“Quando passo a fronteira, não tenho acesso a programas no meu próprio idioma, na minha língua materna. O impacto é muito grande porque não se trata de um questão de entretenimento mas de manter o vínculo com a minha língua materna”, explicou em entrevista à euronews.

Exemplos polémicos e caos bem sucedidos

A questão pode ser delicada quando as minorias têm programas políticos de independência como é o caso da Catalunha, em Espanha.

Contudo, os organizadores do Pacote para a Salvaguarda das Minorias defendem uma abordagem de cooperação e dão como exemplo a região do Tirol do Sul, em Itália, onde a minoria austríaca usa o alemão sem quaisquer restrições e se fala ainda italiano e ladino.

“Nos últimos 70 anos foi possível desenvolver esta política. As minorias têm as suas próprias escolas. Costumo dizer que é uma pequena Europa dentro da Europa, com todos a viverem juntos de maneira pacífica”, referiu Daniel Alfreider, representante do Partido Popular do Tirol do Sul.

Roménia e Espanha são dos Estados-membros mais céticos sobre a intervenção da lei comunitária nesta matéria pelo que conseguir consenso para nova legislação poderá ser difícil.

De  Isabel Marques da Silva  & Sandor Sziros

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