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Gobernanza territorial indígena para proteger Territorios de Vida

Representantes indígenas acuerdan “establecer una alianza entre las diversas formas de gobernanza territorial indígena para compartir experiencias y elaborar mandatos y directrices comunes para fortalecer las áreas conservadas”.

Servindi, 22 de octubre, 2018.- Representantes de trece pueblos indígenas amazónicos coincidieron en exigir al Estado peruano brinde apoyo para la gobernanza territorial indígena “por ser esta la mejor estrategia para la conservación de la naturaleza y la diversidad biológica”.

En tal sentido demandaron que el Estado “reconozca y garantice el derecho de los pueblos indígenas a gobernar nuestros territorios integrales” y los “reconozca (…) como legítimos protectores en el manejo y conservación de nuestros territorios ancestrales”. Continue lendo

Estudantes de Brasilândia (MS) criam dicionário indígena ilustrado para preservar idioma em risco de extinção

niciativa foi premiada no Desafio Criativos da Escola 2018 e garantiu pela segunda vez a representação do estado do Mato Grosso do Sul na premiação

O ofaié costumava ser um idioma falado pelos indígenas “ofaié”, que habitam a região de Brasilândia (MS), localizada a 352 quilômetros da capital Campo Grande. Com o passar dos anos, essa língua praticamente se perdeu, restando, na aldeia, apenas cinco idosos falantes. Ao notar que esse idioma nativo estava prestes a desaparecer, estudantes do 6º ano do ensino fundamental da Escola Municipal Antônio Henrique Filho se uniram para pensar em como manter viva essa língua. Era o início do projeto “Dicionário indígena Ilustrativo: resgatando a língua ofaié e guarani”, um dos premiados da 4ª edição do Desafio Criativos da Escola, selecionado em conjunto com o programa Parceria Votorantim pela Educação – e mais especificamente com uma das empresas vinculadas ao grupo, a Fibria Celulose.

O primeiro desafio dos jovens indígenas foi romper a barreira cultural que existia na própria escola. Eles se sentiam excluídos pelos colegas, que não interagiam com o grupo por que não entendiam sua língua. A situação começou a mudar quando uma professora sugeriu aos ofaiés que citassem, durante uma aula, algumas palavras de sua etnia, despertando a curiosidade dos demais. Junto com o interesse, surgiu também a vontade de contribuir para a preservação desse idioma. E por que não compilar essas palavras em um dicionário ilustrado e distribuí-lo na região?

Após muitas pesquisas, conversas com um ex-cacique, com um professor da língua na aldeia, e com os últimos falantes do idioma e seus familiares, o grupo selecionou as ilustrações e palavras que fariam parte do material. Comerciantes locais abraçaram o projeto e contribuíram com recursos para o que os jovens pudessem fazer várias cópias e deixá-las nas bibliotecas do município. Essa mobilização entusiasmou os jovens indígenas, pois além de disseminarem sua cultura, essa experiência tornou o convívio com os demais estudantes mais amigável e promoveu a valorização da identidade desses povos por toda a região.

Esta é a segunda vez consecutiva que um projeto do Mato Grosso do Sul é premiado no Desafio Criativos da Escola. A cerimônia de premiação dos 11 projetos selecionados será no dia 4 de dezembro, no Teatro Carlos Câmara, em Fortaleza (CE), com a participação de três estudantes e um educador de cada um dos grupos selecionados. A transmissão do evento será feita ao vivo pelo canal do Youtube o Criativos da Escola.

Pelo terceiro ano consecutivo, o Desafio contou com o apoio do programa Parceria Votorantim pela Educação, do Instituto Votorantim, nos 104 municípios onde desenvolve suas atividades. Este projeto desenvolvido na cidade de Brasilândia é fruto desta parceria.

Sobre o Instituto Alana

Instituto Alana é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que aposta em programas que buscam a garantia de condições para a vivência plena da infância. Criado em 1994, é mantido pelos rendimentos de um fundo patrimonial desde 2013. Tem como missão “honrar a criança”.

Fonte: Jornal Dia Dia

Clube do livro em Libras busca acessibilidade para surdos e ouvintes

LiteraSurda, que se autodenomina a primeira iniciativa desse tipo, tem tradutor para o português, mas protagonismo é da língua brasileira de sinais; projeto realiza encontros mensais em São Paulo

SÃO PAULO – Pouco mais de 40 pessoas participavam de um clube de literatura no Sesc Avenida Paulista, na região central, em uma quinta-feira à noite. Em um canto, dois intérpretes eram responsáveis pela “acessibilidade” do evento, traduzindo a Língua Brasileira de Sinais (Libras) para o português.

“É uma forma de reverter a ideia de acessibilidade, de pensar a acessibilidade para pessoas ouvintes que não dominam essa língua, que é a segunda língua oficial do País”, explica Sylvia Sato, uma das idealizadoras do LiteraSurda, autodenominado primeiro clube do livro em Libras do Brasil.  Continue lendo

O peso das palavras das histórias indígenas

Quantos quilos tem uma palavra? Palavrão pesa mais do que palavrinha? E por acaso palavras têm peso? Os participantes do “Amazônia das Palavras” conferiram isso numa balança da expedição literária iniciada em Manaus.

Por José Ribamar Bessa Freire, de Niterói:

Contando histórias nos rios da Amazônia: o peso das palavrasPesaram suas palavras, navegando 1.300 km pelos rios Negro, Amazonas e Madeira. Trabalho intenso. De manhã e de tarde, oficinas com alunos de escolas de oito cidades ribeirinhas e de uma aldeia indígena. À noite, aula-espetáculo e apresentação do palhaço engolidor de letras. Descanso, só no trajeto de barco de uma cidade à outra.

Os estivadores da cultura desceram em cada porto se equilibrando em pranchas. Subiram barrancos, enfiaram o pé na lama, enfrentaram chuva torrencial e sol escaldante, brigaram com mosquito, mutuca, muriçoca, pium e potó – um inseto parente do besouro que queima a pele. Tudo isso para levar e recolher vozes, frases, narrativas.

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O Congo Democrático e a sua experiência educativa na utilização de línguas africanas

Tal como a grande maioria dos países africanos, a República Democrática do Congo é um país multicultural e plurilingue, mas com poucas línguas africanas consideradas predominantes. Estima-se, segundo A. Bamgbose, em «Language and the Nation. The Language Question in Sub-Saharan Africa», que sejam falados um total de 206 idiomas por uma população correspondente a cerca de 82 milhões de habitantes.

Apesar da longa tradição no uso de línguas africanas no Ensino, que remonta ao período colonial, estava em curso, nos anos 50, a transição para um sistema cujo paradigma era próximo do sistema francês. Esta política continuou em vigor depois da independência e estava em funcionamento quando, em princípios dos anos 70, após 15 anos de ensino exclusivos em língua francesa, mas, com magros resultados, foi retomada a ideia da educação em línguas africanas.  Continue lendo

Por que sentir orgulho do caipira?

Típica do Brasil, viola caipira é tocada por todo interior do país / Dilvulgação/YouTube

Dialeto caipira nasce da junção do tupi com o português e tenta resistir em meio ao preconceito

Quando o assunto é o caipira brasileiro, os dicionários trazem definições como “aquele que vive no mato” ou que tem “modos rudes”. Será que essa é a melhor definição para o caipira? Quem conhece esse verdadeiro representante da cultura regional brasileira diz que não.

Para o geógrafo e jornalista Mouzar Benedito, o caipira “não é uma cultura menor, é uma cultura diferente das outras, mas muito rica. O caipira é um cara que conhece sinais da natureza, sabe quando vem chuva.”  Continue lendo

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