Questões indígenas

Saúde Indígena: Recado importante para os povos Guarani

COMIN – Conselho de Missão entre Povos Indígenas – Campos de Trabalho

Na última semana, parte da equipe do COMIN esteve em Rio Branco (AC) para conhecer e acompanhar as ações do campo de trabalho do Acre e Sul do Amazonas. A visita foi acompanhada também por Rodrigo Mariano, indígena Guarani Mbya do Rio Grande do Sul.

No primeiro dia, o grupo visitou o Centro Huwã Karu Yuxibu do povo indígena Huni Kui. O centro, localizado na Transacreana, zona rural da capital acreana, existe desde agosto de 2015 e tem o objetivo de fortalecer a identidade cultural do povo Huni Kui. Entre as atividades que contribuem para isso, estão as oficinas de Tecelagem e Miçanga organizadas com o apoio do COMIN.

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Comunicado – Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – APIB

Comunicado Geral

Diante da disseminação do Coronavírus, e seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde e decretos do governo do Distrito Federal para evitar aglomerações na tentativa de mitigar a propagação do vírus, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) vem informar sobre a necessidade de adiar a realização do Acampamento Terra Livre, que estava previsto para o período de 27 a 30 de abril de 2020, para uma nova data que será divulgada conforme as recomendações das instituições de saúde e governamentais.

Com a ocorrência dessa pandemia, vemos como mais urgente ainda a necessidade de se ampliar o serviço de saúde pública e a garantia dos subsistemas de saúde indígena, por meio da SESAI e Distritos Sanitários Especiais Indígenas, com condições adequadas de assistência de saúde aos povos indígenas.

Ressaltamos também, que pandemia como estas, alertam para o quanto gravoso pode significar uma política de contato com os povos isolados e de recente contato, em razão dos riscos não só de etnocídio, mas também a um doloso genocídio.

É importante ressaltar que com o aumento das alterações climáticas, cientistas já atestam que epidemias serão mais recorrentes. Aproveitamos para elencar aqui algumas recomendações de medidas preventivas colocadas pelas instituições de saúde:
1. lavar as mãos com água e sabão, evitando levar aos olhos, nariz e boca;
2. Não compartilhar objetos pessoais como talheres, toalhas, pratos e copos;
3. Evitar aglomerações e frequência a espaços fechados e muito cheios;
4. Manter os ambientes bem ventilados;
5. Quando possível, evitar viagens para locais que tenham casos de contaminação e reuniões e eventos com a presença de pessoas que venham de países ou estados que tenham confirmação do vírus.
6. E por último, não entrar em pânico. É uma doença que médicos e cientistas já têm conhecimento e estão na tentativa de seu controle. Essas orientações são preventivas, para evitar que a doença se propague.

Os sintomas do Coronavírus são ocorrência de febre, tosse, dificuldade para respirar e dores do corpo. Em caso de ocorrência dos sintomas, procurar atendimento o mais rápido possível e seguir orientações médicas.

E tão logo o vírus esteja controlado, definiremos uma nova data para nossa maior mobilização nacional, que neste momento de ataques, invasões, conflitos e retiradas de direitos se faz tão urgente necessária.

Sangue indígena, nenhuma gota a mais!

 

Lei mais em:  COMUNICADO GERAL 01

XIV Assembleia do Conselho do Povo Terena – 25 a 28 de março de 2020

14º Grande Assembleia do Conselho do Povo Terena (Hánaiti Ho`únevo Têrenoe), que será realizado na aldeia Mãe Terra, Município de Miranda – Mato Grosso do Sul.

Com escola, cinema e rituais, aldeia dos Fulni-ô mantém a única língua indígena viva em Pernambuco.

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Aldeia dos Fulni-ô, no sertão de Pernambuco, mantém viva o Yaathe (iatê, em ‘português moderno’)
  • Língua está no currículo de três escolas da aldeia desde 2005
  • Professores criam o próprio material didático para o ensino da língua materna
  • Coletivo de cinema também produz filmes narrados em Yaathe

Na escola estadual Marechal Rondon, em Águas Belas, no sertão de Pernambuco, alunos do sétimo ano prestam atenção na fala do professor Taity Correia. Para quem é de fora da aldeia dos Fulni-ô, não é tão simples entender o que ele explica. A aula é de Yaathe — ou iatê, em “português moderno”—, única língua indígena ainda viva no Nordeste brasileiro.

Para a Funai (Fundação Nacional do Índio), a definição de única língua da região não considera as línguas dos povos do Maranhão, devido à inclusão do estado no território compreendido pela Amazônia Legal.

 

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Sebastião Salgado na Amazônia

IanomâmisAventureiros do ouro e seus rastros nos rios e na selva põem em risco o maior grupo indígena de pouco contato com os brancos, que há mil anos vive em seu shangri-lá entre picos, vales e cachoeiras, no extremo norte do Brasil

As índias Cecilia e Edna; os ianomâmis têm tabus relacionados a nomes: uma pessoa jamais é tratada por seu nome indígena, embora os outros possam usá-lo para se referir a ela, mas não na sua frente. Quando pequena, a criança é chamada pelos pais de “filho” ou “filha” (ôse). Outros membros da família lhe dão um apelido, pelo qual será conhecida na comunidade. Para se comunicar com não índios, o grupo passou a adotar nomes brancos. Continue lendo

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