Línguas de imigração

Crianças imigrantes aprendem a nova língua

Fredye Chrisostome, 6 anos, diz que o português não é uma língua fácil: 'Mas eu já sei a letra G, a letra do cachorro e da tartaruga também'

Fredye Chrisostome, 6 anos, diz que o português não é uma língua fácil: “Mas eu já sei a letra G, a letra do cachorro e da tartaruga também”

Alunos haitianos do 1º ao 5º ano do fundamental são atendidos com aulas de português no contraturno, através do projeto da UEL em parceria com a Secretaria de Educação de Cambé

Na Escola Municipal Professora Lourdes Gobi Rodrigues, em Cambé (região metropolitana de Londrina), cerca de 15 crianças haitianas, do 1º ao 5º ano, estão sendo acompanhadas de perto na aprendizagem da língua portuguesa.
A cada aula, eles vão se familiarizando com a nova língua e, por enquanto, o conteúdo é direcionado com base nas necessidades apontadas por eles. Nesta semana, por exemplo, eles vão aprender as formas de apresentação, os dias da semana e as cores.

A ideia do projeto nasceu após relatos das equipes pedagógicas sobre a dificuldade das crianças em aprender e se comunicar na Língua Portuguesa, pois elas estão matriculadas nas turmas regulares da escola, no período vespertino. E a proposta só foi possível pela parceria entre a Secretaria de Educação de Cambé e a UEL (Universidade Estadual de Londrina), por meio do projeto de extensão Be UEL.

A coordenadora do Be UEL, Viviane Bagio Furtoso, explica que o projeto é do curso de Letras Estrangeiras Modernas e tem o objetivo de implementar ações para internacionalização da universidade. Para ministrar as aulas, que tiveram início há duas semanas, uma aluna do curso foi selecionada como estagiária.  Continue lendo

Carta do I Encontro Regional do Inventário do Hunsrückisch e II Encontro de Falantes do Hunsrückisch

Carta do I Encontro Regional do Inventário do Hunsrückisch e II Encontro de Falantes do Hunsrückisch

 

O Brasil, país bilíngue desde 2005 (português/Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS), é muito rico em diversidade linguística. Apesar de uma história orientada para o monolinguismo que oficializou e aparelhou somente a língua portuguesa como língua de ensino e oficial, o censo demográfico realizado em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta a existência de cerca de 274 línguas indígenas no país, inclusive línguas indígenas de sinais, como a dos Ka´apor. Pesquisas indicam, ainda, aproximadamente 56 línguas faladas por descendentes de imigrantes, há pelo menos três gerações, em vários municípios brasileiros, como é o caso do talian, pomerano, hunsrückisch, polonês, russo, entre outras. Igualmente há as línguas afro-brasileiras e as que se intercalam, como é o caso dos crioulos Galibi Marworno, Karipuna do Norte e Palikur, falados na região do Oipoque, na fronteira do Brasil com a Guiana Francesa, e do Portunhol, na fronteira com países hispano falantes.

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I Encontro Regional do Inventário do Hunsrückisch e II Encontro de Falantes do Hunsrückisch

Nos dias 24 e 25 de agosto de 2018, aconteceram em Florianópolis  o I Encontro Regional do Inventário do Hunsrückisch e o II Encontro de Falantes do Hunsrückisch em que foram apresentados e discutidos aspectos da execução e alguns resultados do Inventário do Hunsrückisch como Língua Brasileira de Imigração (IHLBrI). Este trabalho vem sendo realizado desde 2016 em vários Municípios de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Espírito Santo, impulsionado por uma parceria formal entre o IPOL Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística e o Projeto ALMA, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) com apoio do IPHAN.  Orientado para ações de sensibilização, documentação e promoção da língua, o IHLBrI contou com a participação de pesquisadores, colaboradores, gestores, lideranças comunitárias e falantes  em todo o processo, muitos dos quais estiveram participando do evento. Foram dois dias de rico diálogo, oficina sobre escrita,  lançamento do livro de Poesias e Contos em Hunsrückisch e do documentário Receitas da Memória. Além disso, os participantes compuseram uma Carta visando a contribuir para a promoção dessa língua e de todas as línguas brasileira. Continue lendo

Programação do Encontro do Inventário e de Falantes de Hunsrückisch.

Com o objetivo de reunir falantes de línguas alemã (Hunsrückisch / Deitsch) e mostrar os resultados obtidos com as pesquisas realizadas através do Inventário do Hunsrückisch como língua brasileira de imigração (IHLBrI), contemplando atividades como conversa sobre políticas linguísticas, amostra de filmes e documentários, atividades culturais em Hunsrückisch, a equipe do Inventário promove no próximo dia 24 o  I Encontro Regional do Inventário do Hunsrückisch e II Encontro de Falantes de Hunsrückisch.

Abaixo, você confere a programação e se organiza para participar também. Continue lendo

Encontro do Inventário e de Falantes do Hunsruckisch com lançamento de documentário

O Projeto Inventário do Hunsrückisch como Língua Brasileira de Imigração (IHLBrI) é uma parceria entre o IPOL (Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística – http://e-ipol.org/) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Projeto ALMA-H (UFRGS/ALMA) (https://www.ufrgs.br/projalma/ihlbri-inventario-do-hunsruckisch/). O projeto conta com o apoio do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), Ministério da Cultura e seu objetivo é conhecer a situação da língua no Brasil e reconhece-la como Referência Cultural Brasileira.

Entre as ações previstas no Projeto, está a realização de Encontros Regionais do Inventário do Hunsrückisch juntamente com Encontros de Falantes de Hunsrückisch, sendo um em Santa Catarina e um no Rio Grande do Sul. Continue lendo

Como traumas e conviver com compatriotas pode nos fazer esquecer a língua materna no exterior

A maioria dos migrantes longe do país natal há algum tempo sabe como é ficar um pouco enferrujado na sua língua de origem.

frio, celular (Foto: GETTY IMAGES via BBC)

(FOTO: GETTY IMAGES VIA BBC)

Estou sentada na minha cozinha em Londres, tentando entender uma mensagem de texto do meu irmão. Ele vive em nosso país natal, a Alemanha. Conversamos em alemão, uma língua cheia de palavras esquisitas. E eu nunca tinha ouvido esta: fremdschämen. Seria algo como “envergonhado por desconhecidos”?

Sou orgulhosa demais para perguntar-lhe o que significa. Sei que em algum momento vou entendê-la. Mas é um pouco doloroso perceber que, após anos vivendo no exterior, minha língua materna às vezes pode soar como estrangeira para mim. Continue lendo

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