Línguas de imigração

Dicionário de Luzzatto perpetua língua Talian

Presidente da Associação dos Difusores do Talian, Juvenal Dal Castel, que é pesquisador e escritor da língua Talian, autor do drama de ficção bilíngue em Português e Talian “Grigialda Galina Contadina”, entre outras obras literárias, natural do município de Dois Lajeados e atualmente residindo em Porto Alegre, recentemente exibiu no seu perfil no Facebook a aquisição do Dicionário Talian/Português. Com 656 páginas tem como autor o professor Darcy Loss Luzzatto. A obra está sendo comercializada por meio do site de compras on line da Amazon. Ele está disponível impresso e também como e-book.

“Estou muito feliz em ter conseguido este dicionário. Todos que falam o Talian devem ter esta obra porque cada palavra é uma memória e cada frase é uma história”, recomendou Castel. Luzzatto, autor de mais de uma dezena de livros em talian é considerado o homem do Talian. Aos 84 anos de idade é quem mais estudou e conhece a língua, que já é idioma co-oficial em vários municípios do país, colonizados por imigrantes italianos.

Na apresentação do dicionário, o autor explica que a formação do Talian ocorreu na mistura de dialeto vêneto, lombardo, trentino, com um pouco de português “venetizado” que é falado na Serra Gaúcha, no Vale do Taquari, Região de Santa Maria, Norte do Estado, em Santa Catarina, Paraná e Espírito Santo. As famílias italianas chegaram ao Brasil, a partir de 1875. A Itália foi unificada naqueles anos e era um amontoado de diferentes dialetos. Os imigrantes enviados ao interior do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, provinham especialmente das regiões no entorno de Veneza, dos campos de Treviso, Pádua, Belluno, das vilas do norte da Lombardia (Bérgamo, Bréscia) e dos Alpes do Trentino. Não falavam o italiano.

No Brasil, eles se misturaram e criaram uma língua comum que incluía termos dos vários dialetos e alguns em português. Assim nasceu o Talian, que em 2014, com o Guarani e o Asurini do Tocantins, esteve entre as primeiras línguas reconhecidas como Referência Cultural Brasileira pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Este idioma está sendo eternizado através do Dicionário de Darcy Loss Luzzatto.

Castel divulga o dicionário Talian – Português

 

Via https://www.jornalahora.com.br/

Comissão aprova projeto que torna idioma indígena língua cooficial em municípios com aldeias

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Uma língua cooficial possui o mesmo status jurídico do português, idioma oficial do País. No Brasil, as línguas cooficiais são adotadas apenas em nível municipal

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (10) proposta do deputado Dagoberto Nogueira (PDT-MS) segundo a qual os municípios brasileiros que possuem comunidades indígenas passarão a ter os idiomas indígenas como línguas cooficiais.

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Pesquisa identifica 25 línguas faladas em Cuiabá; qual é a sua?

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Cuiabá é multicultural. Basta se pensar que gente de todas as regiões do país a escolheram como morada. Mas você já parou para pensar que neste exato momento pessoas se comunicam em diversos idiomas na Capital? Faz ideia de quantos são? Continue lendo

Escritor apresenta um mergulho na imigração italiana

O funcionário público e vice-presidente do Fogolar Friulano, de Sobradinho, Roberto Elesbão Tonelotto, 33 anos, é um meticuloso escavador de histórias não contadas – ou narradas pela metade

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O livro deve ser lançado ainda este ano, e promete ser um bom guia para os descendentes de imigrantes italianos nas localidades de Cortado e Linha dos Pomeranos, além dos friulanos da Quarta Colônia

Hungria dificulta aprovação de comunicado da NATO sobre a Ucrânia

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Delegação húngara vetou versões iniciais que não incluíam referência aos direitos linguísticos da minoria étnica húngara na Ucrânia. No mesmo dia, Putin esteve em Budapeste para se reunir com Orban.

Por insistência da Hungria, a declaração conjunta da NATO sobre a Ucrânia acabou por incluir uma referência à protecção dos direitos da minoria húngara que vive no país. Continue lendo

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Em maio de 2013, um grupo de amigos de Westfália, formado por professores, representantes do Executivo e do Legislativo, setor agropecuário e funcionários públicos, se reunia com um objetivo: iniciar trabalho para resgatar o vocabulário westfaliano, dialeto utilizado no município e arredores, em uma região onde predomina a presença de descendentes de imigrantes alemães. Assim nasceu um dicionário reunindo cerca de seis mil verbetes, hoje transformado em língua westfaliana brasileira, com tradução para as línguas alemã e portuguesa. Continue lendo

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