multilinguismo

A África do Sul e o estatuto das suas línguas

A República sul-africana (RSA) é uma sociedade multicultural e plurilingue, tal como a grande maioria dos Estados africanos. Mas, contrariamente a muitos outros, consagrou o multiculturalismo e o plurilinguismo na sua Constituição e passou a estar comprometida com estes dois princípios em todos os domínios da sua vida pública, procurando superar possíveis problemas relacionados com o uso das suas línguas maternas: conflitos étnicos; restrições, por razões linguísticas, de acesso dos cidadãos aos direitos e privilégios em todos os domínios importantes da vida em sociedade (participação política, desenvolvimento educativo, oportunidades económicas e mobilidade social); possibilidade de alienação; morte cultural e linguística. Contudo, devemos salientar, que já existiam experiências bilingues na instrução primária desde o tempo do apartheid, já que nas chamadas “escolas negras”, a língua materna era usada, durante os primeiros quatro anos de escolaridade, em cooperação com mais uma das duas línguas oficiais da altura: o inglês e o africkaans. Continue lendo

Vagas para professores de portugês aumentam nas universidades norte-americanas

A contratação de professores de português nas universidades norte-americanas está a demonstrar uma recuperação, após anos de redução, disse à Lusa o presidente da Organização Americana de Professores de Português (AOTP, na sigla original), Luís Gonçalves.

Entre setembro e novembro, surgiram vários anúncios de vagas para professores de português em universidades e outras instituições nos Estadps Unidos, avançou o professor, à margem do I Simpósio Virtual Português como Língua de Herança no Mundo. Continue lendo

O acolhimento de alunos estrangeiros em sala de aula

O Brasil não está entre os países que mais acolhem estrangeiros, em nível mundial ou latino-americano. De acordo com números recentes da Polícia Federal, cerca de 750 mil imigrantes vivem em terras brasileiras, o que corresponde a apenas 0,4% da população total (207 milhões de habitantes).

Mesmo diante deste universo, é fundamental que a escola, seja pública ou privada, esteja pronta a acolher o estudante imigrante, seja qual a origem que ele tenha. Para ter no horizonte algumas ideias de como este processo pode acontecer, conversamos com a professora Olívia Nakaema, do curso de Letras do Instituto Singularidades. Confira a seguir alguns pontos ressaltados pela docente e que devem ser levados em conta pelas instituições de ensino.

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Um mundo, muitas línguas! ONU celebra o multilinguismo

Nações Unidas destacam importância das línguas faladas em todo o mundo.

Fonte: ONU Brasil

 

Medalhista na Olimpíada Internacional de Linguística, carioca de 15 anos fala quatro idiomas e aprende outros quatro

João Henrique acumula 13 medalhas olímpicas Foto: Arquivo pessoal

Aos 15 anos, o carioca João Henrique Fontes já acumula 13 medalhas olímpicas. Mas as provas que ele venceu não exigiram esforço físico. Foram, isso sim, verdadeiras maratonas de raciocínio. A última delas foi disputada há 20 dias, na República Tcheca. Um dos oito representantes do Brasil na Olimpíada Internacional de Linguística, o jovem voltou para casa com a medalha de prata.

A vitória é resultado de anos de estudo, motivados por um interesse nato por idiomas. João começou a ler precocemente, aos 3 anos, e desde então foi incentivado pelo pai a estudar japonês. Com o tempo, tomou gosto pela coisa. Hoje, o adolescente fala, escreve e entende bem quatro línguas: inglês, francês, alemão e japonês. E já está aprendendo outras quatro: espanhol, italiano, mandarim e russo.

— Sempre gostei de aprender línguas. Meu pai me apresentou o japonês. O francês era ensinado na minha primeira escola. Comecei a estudar alemão pela internet, e fiz curso de inglês desde pequeno. Hoje, aprendo muito sozinho, assistindo a vídeos ou comprando bons livros — diz João.

O adolescente, que mora na Tijuca e cursa o 2º ano do ensino médio no Colégio Militar, também tem aulas particulares em casa: às terças, de mandarim, às quintas, de japonês, e às sextas, de francês. Ainda faz natação e estuda piano. Continue lendo

I Encontro Regional do Inventário do Hunsrückisch e II Encontro de Falantes do Hunsrückisch

Nos dias 24 e 25 de agosto de 2018, aconteceram em Florianópolis  o I Encontro Regional do Inventário do Hunsrückisch e o II Encontro de Falantes do Hunsrückisch em que foram apresentados e discutidos aspectos da execução e alguns resultados do Inventário do Hunsrückisch como Língua Brasileira de Imigração (IHLBrI). Este trabalho vem sendo realizado desde 2016 em vários Municípios de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Espírito Santo, impulsionado por uma parceria formal entre o IPOL Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística e o Projeto ALMA, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) com apoio do IPHAN.  Orientado para ações de sensibilização, documentação e promoção da língua, o IHLBrI contou com a participação de pesquisadores, colaboradores, gestores, lideranças comunitárias e falantes  em todo o processo, muitos dos quais estiveram participando do evento. Foram dois dias de rico diálogo, oficina sobre escrita,  lançamento do livro de Poesias e Contos em Hunsrückisch e do documentário Receitas da Memória. Além disso, os participantes compuseram uma Carta visando a contribuir para a promoção dessa língua e de todas as línguas brasileira. Continue lendo

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