Projeto Wikikaingáng fortalece a presença digital da língua Kaingáng
Por Emanuelli Oliveira
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A Cátedra UNESCO em Políticas Linguísticas para o Multilinguismo, sediada na Universidade Federal de Santa Catarina e coordenada pelo professor Gilvan Müller de Oliveira, concluiu, em maio de 2026, a assessoria ao projeto Wikikaingáng, iniciativa desenvolvida no âmbito da Ação Saberes Indígenas na Escolada Universidade Federal do Rio Grande do Sul, coordenada neste ano pelo professor Bruno Ferreira Kaingang, com foco na criação da primeira Wikipédia em uma língua indígena brasileira.
O povo Kaingáng está entre os povos indígenas mais numerosos do Brasil, com presença principalmente nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Sua língua pertence ao tronco linguístico Macro-Jê, mais especificamente ao grupo Jê Meridional, apresentando diferentes variantes linguísticas relacionadas às diversas regiões onde as comunidades estão localizadas. Além disso, o povo Kaingáng possui uma importante atuação no campo da educação indígena onde diferentes escolas indígenas desenvolvem ações voltadas ao fortalecimento da língua, da memória e dos conhecimentos tradicionais nas comunidades.
O encerramento das atividades de assessoria da UCLPM ocorreu durante o encontro presencial realizado entre os dias 4 e 6 de maio, na Faculdade de Educação da UFRGS, em Porto Alegre/RS, reunindo orientadores, professores e lideranças Kaingáng.

Ao longo dos três dias de atividades, os participantes compartilharam experiências pedagógicas desenvolvidas nas escolas indígenas, realizaram leituras coletivas de verbetes elaborados por eles, discutiram categorias próprias de organização do conhecimento Kaingáng, escreveram e aprimoraram novos verbetes e deram continuidade à tradução da interface da Wikipédia para a língua Kaingáng.
Os trabalhos envolveram diferentes eixos temáticos, como cantigas, alimentação, remédios, artesanato, histórias tradicionais, brincadeiras, frutas, memória coletiva, povo e escola indígena Kaingáng, fortalecendo a construção de uma plataforma digital alinhada às formas próprias de organização cultural e linguística do povo Kaingáng. Durante o encontro, houve um avanço expressivo no processo de tradução da interface da Wikipédia, alcançando a marca de 334 dos 584 principais termos traduzidos para o Kaingáng.
Por se tratar de um ambiente aberto e colaborativo, o projeto também foi pensado de modo a possibilitar a participação de diferentes regiões Kaingáng e de suas variedades linguísticas, buscando construir um espaço digital capaz de acolher a diversidade linguística presente entre as comunidades.
Outro ponto importante do encontro foi a discussão sobre a integração de recursos de áudio e vídeo aos verbetes, buscando valorizar a oralidade e os registros de memória da comunidade. Também houve troca de experiências com participantes da comunidade Mbyá-Guarani, fortalecendo o diálogo intercultural entre os povos indígenas envolvidos na iniciativa.
Desenvolvido entre novembro de 2025 e maio de 2026, o projeto contou com assessoria da UCLPM, com participação de Emanuelli Oliveira, do GT Geopolíticas do Multilinguismo, e de Artur Corrêa Souza, da Wikimedia Brasil. A iniciativa contou também com a participação ativa da equipe da Ação Saberes Indígenas nas Escolas do RS, composta pela profª Magali Mendes de Menezes, profª Daniela Pinheiro Machado Kern, Juliana Schneider Medeiros, Mariana Martins Maciel, Bianka Biazuz Vicente, Iracema Nascimento, Derli Bento e Sueli Krengre Candido.

Entre os principais resultados alcançados ao longo da assessoria, destacam-se a criação de 305 verbetes em língua Kaingáng na Incubadora Wikimedia, a formação de mais de 50 professores/as Kaingáng para atuação em ambientes digitais colaborativos e o fortalecimento das discussões sobre soberania linguística digital, circulação de conhecimentos indígenas e presença das línguas indígenas no ciberespaço. Mais do que uma proposta tecnológica, a Wikikaingáng consolidou-se como uma iniciativa voltada à valorização da língua Kaingáng, da memória coletiva e dos sistemas próprios de conhecimento indígena em ambientes digitais colaborativos, articulando universidade, comunidade e plataformas abertas de circulação do conhecimento.
Como encaminhamento final do projeto, está sendo elaborado o relatório técnico que será enviado ao Comitê de Novas Línguas da Fundação Wikimedia, etapa importante para a futura abertura oficial da Wikipédia em língua Kaingáng. O documento consolida os resultados alcançados ao longo da assessoria da UCLPM, fortalecendo a presença digital da língua Kaingáng e a circulação de conhecimentos indígenas em ambientes digitais.


Emanuelli Oliveira
Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Linguística da Universidade Federal de Santa Catarina. Licenciada e bacharela em Letras – Língua Francesa e Literaturas e Graduada em Secretariado Executivo pela Universidade Federal de Santa Catarina.
Confira no link: https://geomultling.ufsc.br/projeto-wikikaingang-avanca-na-criacao-da-primeira-wikipedia-em-lingua-indigena-brasileira/
Multilinguismo Digital e Governança de Plataforma
Janny H. C. Leung (Universidade de Hong Kong)
Publicado online pela Cambridge University Press:23 de abril de 2026
De acordo com Leung, mais da metade dos oito bilhões de pessoas do mundo não têm um forte suporte digital para sua primeira língua. Isso resulta em uma falta desproporcional de acesso a informações vitais de saúde e segurança, oportunidades benéficas de comércio eletrônico e sites populares de mídia social. Essas disparidades para falantes de línguas minoritárias são exacerbadas pela abordagem de lucro das grandes plataformas de tecnologia para o mercado linguístico digital. Por exemplo, as plataformas digitais investem menos na moderação de conteúdo, deixando os palestrantes vulneráveis à violência causada por discurso de ódio; elas não fornecem sistemas de tradução automática confiáveis, levando a sérios erros de comunicação com consequências criminosas; e não fornecem acesso multilíngue a documentos legais importantes, deixando milhões de palestrantes sem os recursos necessários para participar de suas comunidades on-line de forma legal ou segura. Para abordar esses problemas sistêmicos na governança da plataforma, Leung fornece ideias práticas e soluções realistas em todo o seu Element, enfatizando que a linguagem é o proxy mais poderoso para entender e combater a injustiça digital global.
Resumo

Estreia Global do Filme Katô: Sonhos de Terra Preta (The Eternal Song)
(extraído do site https://theeternalsong.org/)
No coração da Amazônia brasileira, o povo Munduruku de Sawré Muybu resiste à destruição de seu território, ameaçado pela exploração madeireira ilegal e pela mineração de ouro. Na bacia do rio Tapajós, na Amazônia, o povo Munduruku de Sawré Muybu defende seu território tradicional da ameaça implacável do garimpo e da extração ilegal de madeira. Quando o Estado falha em agir, lideranças comunitárias se levantam para resistir à invasão e proteger a floresta como um arquivo vivo de seus conhecimentos e memórias ancestrais.
Katô: Dreams of Dark Earth segue líderes indígenas e um coletivo de mídia liderado por mulheres enquanto defendem sua terra, cultura e os pulmões da Mãe Terra.
Assista ao trailer: https://theeternalsong.org/kato-screenings/
O filme “Katô: Sonhos de terra preta” integra o projeto “The eternal song”. A série de documentários de 12 filmes SABEDORIA DOS ANCESTRAIS carrega a missão de honrar a resiliência indígena, iluminar a sabedoria sagrada mantida para a humanidade e a Terra e convidar a cura em comunidades que enfrentam trauma e apagamento colonial.
Para saber mais sobre a série de 12 filmes SABEDORIA DOS ANCESTRAIS, acesse a página https://theeternalsong.org/
Cátedra UNESCO, IPOL e GT GeoMultLing publicam e-book “Cooficialização e Regulamentação de Línguas”

Por GT Geopolíticas do Multilinguismo
Publicado em
Nos dias 1 e 2 de setembro de 2025, a Cátedra UNESCO em Políticas Linguísticas para o Multilinguismo (UCLPM/UFSC), em parceria com o Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística (IPOL), realizou o II Encontro Nacional de Municípios Plurilíngues (II ENMP), em Florianópolis. O evento teve como objetivo aprofundar as discussões sobre a regulamentação das políticas de cooficialização de línguas no Brasil.
Realizado presencialmente na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o encontro reuniu especialistas, acadêmicos, ativistas, autoridades e representantes da comunidade em geral. Durante os dois dias, foram compartilhadas experiências já desenvolvidas em municípios plurilíngues, evidenciando os avanços e os desafios da cooficialização no país. Além das palestras, o II ENMP contou com sessões de comunicações online, ampliando o debate e reunindo trabalhos que abordaram diferentes experiências de cooficialização em municípios brasileiros. As contribuições apresentadas deram origem ao e-book Cooficialização e Regulamentação de Línguas: debates e experiências no II Encontro Nacional de Municípios Plurilíngues, organizado pelo GT Geopolíticas do Multilinguismo e disponível gratuitamente abaixo.
A obra reúne nove capítulos que abordam diferentes dimensões da temática da cooficialização e regulamentação de línguas. Além da discussão central, o volume contempla também experiências vinculadas ao ensino público. Nos capítulos I, VI e VII, são analisados, respectivamente, o papel do Programa de Educação Escolar Pomerana (Proepo) na promoção do pomerano e no fortalecimento das identidades culturais no Espírito Santo; a inserção do espanhol no currículo escolar como instrumento de diversidade e integração em regiões fronteiriças a partir do caso do município de Ramilândia (PR), localizado na divisa com Paraguai e Argentina; e os desafios e implicações da política curricular bilíngue na rede municipal de Blumenau. Numa perspectiva semelhante, o capítulo IV apresenta livros de herança nos espaços públicos a partir da experiência de uma biblioteca polonesa na Universidade Estadual do Paraná. Em um recorte político e jurídico, o capítulo III discute as recentes iniciativas de promoção e salvaguarda da língua polonesa no Brasil, enquanto o capítulo V, de forma mais específica, apresenta leis ordinárias municipais de cooficialização de línguas nas Missões Sul-Rio-Grandenses. O capítulo II, por sua vez, aborda os usos contemporâneos do talian em Garibaldi (RS), relacionando-os às políticas linguísticas passadas e atuais. Finalmente, o capítulo VIII, escrito em espanhol, sensibiliza o leitor para a compreensão da relação entre serviços de saúde e políticas linguísticas, destacando o papel central dos intérpretes em uma comunidade no sul do Peru.
A Carta do II Encontro Nacional de Municípios Plurilíngues, redigida coletivamente no último dia do evento, encerra o e-book destacando a relevância da iniciativa por meio de uma retomada histórica das conquistas dos direitos linguísticos no Brasil e apresenta nove recomendações voltadas à continuidade desses avanços. A publicação do e-book, portanto, reforça os passos a serem dados, de modo que a próxima década propicie resultados tão significativos quanto os já alcançados.
Confira a matéria na fonte em https://geomultling.ufsc.br/catedra-unesco-ipol-e-gt-geopoliticas-do-multilinguismo-publicam-e-book-cooficializacao-e-regulamentacao-de-linguas/
Saiba mais sobre Políticas Linguísticas para o Multilinguismo visitando as páginas do IPOL
IV Congreso Internacional de Lenguas–Migraciones-Culturas (CILMiC-2026)
En el marco del IV Congreso Internacional de Lenguas–Migraciones-Culturas (CILMiC-2026): “Subjetividades Migrantes frente a la crueldad: debates relacionales políticos, discursivos y culturales en los territorios y los medios” que se realizará los días 27, 28 y 29 de mayo de 2026 en la Facultad de Lenguas, Universidad Nacional de Córdoba (Córdoba, Argentina), nos dirigimos a Ud. para compartirle la Tercera Circular del congreso. En esta circular podrán ver una extensión en el plazo para el envío de propuestas y los nuevos costos.
Acompanhe a preparação do evento aqui: https://www.lenguas.unc.edu.ar/jornadasycongresos/cilmic
A língua vietnamita no contexto da integração.
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Hoje, quando línguas estrangeiras, especialmente o inglês, se tornaram quase obrigatórias para a educação e o emprego, a língua vietnamita corre o risco de ser negligenciada em nossa comunicação e comportamento diários.

Hoje, quando línguas estrangeiras, especialmente o inglês, se tornaram quase obrigatórias para a educação e o emprego, a língua vietnamita corre o risco de ser negligenciada em nossa comunicação e comportamento diários.
Reflete o nível cultural
Não é incomum encontrarmos no dia a dia exemplos de mistura aleatória de vietnamita e línguas estrangeiras na fala e na escrita. Os jovens tendem a usar gírias, desrespeitando as regras básicas de ortografia e gramática do vietnamita. Com o tempo, isso diminuiu a beleza e a pureza de sua língua materna, levando a um empobrecimento cada vez maior das habilidades de expressão em vietnamita.
Na conferência “100 Anos da Escrita Nacional Vietnamita”, organizada pela Associação de Ciências Históricas de Da Nang, a pesquisadora Chau Yen Loan destacou que a escrita nacional vietnamita representa o ápice da história, da cultura e da identidade nacional. Segundo ela, o uso descuidado, híbrido ou passageiro do vietnamita enfraquece inadvertidamente os alicerces da nossa própria cultura. A integração sustentável exige, antes de tudo, uma base sólida no território linguístico da nossa nação.
Na realidade, a integração internacional não significa perder a língua materna. Muitos países ao redor do mundo ainda utilizam línguas estrangeiras com proficiência, mas sempre colocam seu idioma nacional no centro da educação , da comunicação e da vida social. No Vietnã, o inglês e outros idiomas estrangeiros são ferramentas necessárias para expandir o conhecimento e acessar a ciência e a tecnologia modernas, mas o vietnamita permanece a “raiz”, o meio de pensar e expressar a identidade cultural vietnamita.
Segundo a pesquisadora Chau Yen Loan, preservar a pureza da língua vietnamita não significa negar ou rejeitar línguas estrangeiras, mas sim usar a língua de forma consciente, ponderada e responsável. Cada palavra escolhida, cada frase proferida, reflete o nível cultural e a consciência nacional de quem a utiliza. Quando a língua vietnamita é mal utilizada, distorcida ou mal interpretada, não só a língua é prejudicada, como também a profundidade do pensamento e da emoção humana é afetada.
Ela também enfatizou o importante papel da educação no fomento do amor e da proficiência na língua vietnamita entre as novas gerações. As escolas precisam inspirar os alunos a apreciar a beleza, a riqueza e a sutileza da língua vietnamita por meio de atividades e seminários de literatura, jornalismo e comunicação.
Compartilhando dessa visão, a Dra. Ho Tran Ngoc Oanh, da Faculdade de Letras e Comunicação da Universidade de Educação (Universidade de Da Nang ), acredita que a prática da língua vietnamita precisa ser feita de forma regular e sistemática, não apenas nas aulas de Literatura, mas também em outras disciplinas. Os alunos devem ser incentivados a ler livros, escrever, discutir e debater em vietnamita com seriedade, formando assim o hábito de usar uma língua diversificada, padronizada e academicamente rica, mas ainda próxima do cotidiano.
Escolha a abordagem adequada .
A partir da análise acima, percebe-se que o problema não reside em aprender uma língua estrangeira cedo ou tarde, mas sim no modelo e na filosofia de ensino de línguas escolhidos. Em muitas famílias jovens hoje em dia, o inglês é visto como um passaporte garantido para o futuro, enquanto o vietnamita é considerado algo que se desenvolverá naturalmente, sem investimento. Essa forma de pensar, segundo educadores, acarreta diversas consequências negativas a longo prazo.
Uma professora de pré-escola no bairro de Hai Chau relatou que muitos pais pedem que a escola se comunique com seus filhos inteiramente em inglês, mesmo nas atividades diárias. Algumas crianças falam inglês com bastante fluência, mas quando precisam expressar suas emoções em vietnamita, encontram dificuldades, pois seu vocabulário é limitado e têm dificuldade em contar uma história completa. Segundo ela, se o vietnamita não for adequadamente cultivado nos primeiros anos de vida, as crianças não terão a base necessária para o desenvolvimento integral do pensamento e das emoções.
Alguns estudos também indicam que a língua materna é a primeira língua do pensamento humano. Quando essa base é frágil, o aprendizado de uma língua estrangeira facilmente se torna uma memorização mecânica e imitação, carecendo de profundidade. Segundo a Dra. Ho Tran Ngoc Oanh, as crianças podem, sim, aprender o bilinguismo de forma eficaz se o vietnamita desempenhar um papel central na comunicação. Além disso, as línguas estrangeiras devem ser vistas como ferramentas para expandir o conhecimento, e não como substitutas da língua materna.
Do ponto de vista linguístico, a língua materna não é apenas um meio de comunicação inicial, mas a base para a formação do pensamento abstrato, da capacidade de raciocínio e das emoções sociais. Quando as crianças não possuem vocabulário suficiente em vietnamita para nomear emoções, expressar pensamentos ou relatar experiências, a transição para o aprendizado de uma língua estrangeira facilmente se torna um processo de “nomear conceitos em outro idioma” que elas não compreendem plenamente. A consequência é que as crianças podem até falar bastante a língua estrangeira, mas sua compreensão não é profunda e suas habilidades de pensamento crítico e expressão pessoal são limitadas.
Entretanto, estudos em algumas escolas bilíngues mostram que alunos com uma base sólida em vietnamita tendem a aprender um idioma estrangeiro rapidamente. Além de aprender vocabulário e estruturas de frases, eles sabem como comparar, relacionar e transferir ideias entre os dois idiomas. Por outro lado, aqueles com habilidades fracas na língua materna frequentemente têm dificuldades para escrever redações e apresentar opiniões, mesmo que suas habilidades de comunicação em inglês não sejam inferiores.
A professora Vo Thi Thuy Ngan, da Escola Internacional de Singapura em Da Nang, afirmou que manter o papel central da língua vietnamita é um fator decisivo para a qualidade da educação bilíngue. Segundo ela, o bilinguismo não se resume a ser “meio vietnamita, meio inglês”, mas sim a dois sistemas linguísticos paralelos, com a língua materna desempenhando um papel fundamental no pensamento. De uma perspectiva privilegiada, a professora Ngan acredita que os pais precisam ajustar suas expectativas ao matricular seus filhos em aulas de línguas estrangeiras desde cedo. Embora as crianças possam adquirir proficiência em inglês muito cedo, a questão mais importante é se elas conseguem contar uma história com emoção em vietnamita com facilidade.
Fonte: https://baodanang.vn/tieng-viet-trong-moi-truong-hoi-nhap-3320535.html





