Línguas Africanas

Primeira obra cênica brasileira em iorubá é apresentada no Mercado Iaô

A promoção das línguas africanas no Quénia

A política linguística do Quénia responde aos pressupostos ideológicos adoptados aquando da independência, que dão ênfase à empresa livre, à realização individual e ao investimento estrangeiro. Esta política dá grande valor ao Inglês, como meio facilitador de contacto internacional e catalizador do desenvolvimento técnico e industrial.

Paralelamente, tende a mesma a assegurar a protecção da herança cultural local, incluindo as suas línguas africanas, a preservação da independência nacional e da identidade cultural. Esta combinação de finalidades resultou, segundo Kembo Sure, em «Educação Bilingue num ambiente desigual», nas seguintes decisões:
– “Que a língua materna seja a língua de instrução nos três primeiros anos do ensino primário, enquanto, o Inglês e o Kiswahili são introduzidos como disciplinas durante este período; Continue lendo

O Congo Democrático e a sua experiência educativa na utilização de línguas africanas

Tal como a grande maioria dos países africanos, a República Democrática do Congo é um país multicultural e plurilingue, mas com poucas línguas africanas consideradas predominantes. Estima-se, segundo A. Bamgbose, em «Language and the Nation. The Language Question in Sub-Saharan Africa», que sejam falados um total de 206 idiomas por uma população correspondente a cerca de 82 milhões de habitantes.

Apesar da longa tradição no uso de línguas africanas no Ensino, que remonta ao período colonial, estava em curso, nos anos 50, a transição para um sistema cujo paradigma era próximo do sistema francês. Esta política continuou em vigor depois da independência e estava em funcionamento quando, em princípios dos anos 70, após 15 anos de ensino exclusivos em língua francesa, mas, com magros resultados, foi retomada a ideia da educação em línguas africanas.  Continue lendo

Alfabantu: Professora cria aplicativo para ensinar idioma africano nas salas de aula

educação precisa ser inclusiva e abraçar a diversidade. Em tempos de ameaças de censura e projetos de despartidarização’ das salas de aula, a criação de instrumentos tecnológicos incentivadores da diversidade é mais que bem-vinda. É indispensável.

Odara Dèlé é professora da rede estadual de ensino de São Paulo e responsável pelo Alfabantu.Voltado ao público infantil, o aplicativo tem como proposta auxiliar na alfabetização de crianças por meio de jogos digitais e da contação de histórias sobre os povos africanos Bantu.

“Eu acredito que a infância é um momento importante construção de ideias e pensamentos. De identidade. E partir do momento que as crianças conseguem ter um contato ou com uma cultura diferente, ou mesmo com a sua cultura original, elas conseguem ter um fortalecimento identitário, se reconhecendo a entendo outras perspectivas sobre o mundo”, ressalta Odara em conversa com HypenessContinue lendo

Línguas africanas no ensino e seu estatuto político

Nos dias de hoje, a realidade face à utilização ou não das línguas africanas no ensino é caracterizada pelos seguintes três aspectos: monolinguismo de origem europeia; bilinguismo de origem afro-europeia; monolinguismo de origem africana. As duas primeiras representam as situações existentes nos sistemas escolares africanos, sendo o monolinguismo africano uma excepção.

Joseph Poth, especialista em didáctica de línguas junto do Instituto Nacional de Educação da República Centro Africana, informa-nos que a mera prática pedagógica, permite concluir que “as frequentes referências aos factos psicológicos próprios da criança europeia escondem e deformam a personalidade profunda da criança africana”. Justifica esta sua afirmação no facto de a “(…) criança africana ser marcada, desde o início da sua escolaridade, por uma situação de conflito grave, resultante do facto da sua língua materna, na qual até então se exprimiu e se afirmou correr o risco de ser brutalmente rejeitada.” Continue lendo

Televisão de Moçambique passa a transmitir notícias nas línguas moçambicanas para todo o país

O canal público Televisão de Moçambique passa a emitir noticiários em cadeia nacional nas 15 línguas moçambicanas, permitindo a difusão de notícias para todo o país.

O canal público Televisão de Moçambique (TVM) passa a partir de esta segunda-feira a emitir noticiários em cadeia nacional nas línguas moçambicanas, como forma de alargar o acesso à informação aos telespectadores que não falam português, anunciou esta segunda-feira a emissora.

O administrador para a Área de Conteúdos da TVM, Cláudio Jone, disse à Lusa que o canal vai difundir notícias em 15 línguas locais para todo o país, de segunda a sexta-feira entre as 17h00 e as 18h00 locais (entre as 15h00 e as 16h00 em Lisboa). Continue lendo

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