Línguas Africanas

NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras (ISSN: 2764-1244) lança nova publicação

v. 6 n. 4 (2026): Educação inclusiva e inovação pedagógica: desafios e competência para a educação do futuro

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Prezados leitores, Prezadas leitoras!

Voltamos mais uma vez com uma produção científica. Trata-se do Vol.6, nº 4 (2026)composto por vinte artigos que somam 367 páginas. O interesse pela pesquisa e pela publicação é de salutar e faz parte da vida acadêmica e profissional.  Criamos  esta revista (Njinga & Sepé)  gratuita e de acesso livre para permitir a circulação do conhecimento de qualidade e proporcionar debates permanentes entre investigadores, docentes e estudantes. Pesquisar é examinar, é observar um fenomeno, um objeto a partir de uma prisma ou por uma perspectiva. Todas as perspectivas podem ser válidas a partir do ponto em que observamos e isso torna o conhecimento científico mais democrático. Nenhuma sociedade evoluiu sem apostar em estudos e pesquisas que  revelam novas reflexões, caminhos e descobertas. Por isso, a Njinga & Sepé: Revista Internacional de Culturas, Linguas Africanas de Brasileiras (ISSN: 2764-1244) aposta no compartilhamento de estudos e pesquisas redigidas por pesquisadores brasileiros e dos países africanos, europeus, asiáticos, americanos e australianos. Esta revista é a única no Brasil (talvez no mundo) que respeita as linguas dos povos minoritários (muitas dellas não oficiais) e aceita a publicação de materiais em línguas brasileiras, em línguas africanas (incluindo as  línguas de sinais).

Esta publicação resulta de parcerias entre a Revista Njinga & Sepé (UNILAB) e as universidades africanas. Desta feita convidamos três docentes angolanos para organizar a publicação. Convidamos o Prof.  Leonardo Tuyenikumwe Pedro (FCSH – Universidade do Namibe), o Prof. Dinis Fernando da Costa (FCSH – Universidade do Namibe) e o Prof. Reginaldo Ngola dos Santos Brinco (ISCED-Huila). Eles aceitaram o desafio e nos proporcionam este momento rico de aprendizagem a quem agradecemos.

Agora convidamos ao leitor e à leitora a percorrer a revista, compartilhando e lendo os trabalhos publicados. A democratização do conhecimento passa necessariamente por permitir que pesquisadores, docentes e estudantes de outros países (muitos deles sem revista na sua universidade) possam ter a oportunidade de divulgar seus trabalhos, estudos e pesquisas. Por isso caro e caro leitor aproveite o máximo nesta revista revista. No fim de cada artigo colocamos as possiveis formas de apresentar as referências em trabalhos acadêmico-científicos. Copie e cole as referências do seu artigo lido e citado.

Caso deseja organizar uma publicação entre em contato com o Editor-Chefe por meio do e-mail da revista. Agradecemos aos avaliadores, aos tradutores e aos organizadores pela dedicação na organização desta obra. O nosso muito obrigado, pois sem vocês seria impossivel. Esta publicação é uma das primeiras de tantas outras que serão publicadas ao longo do semestre.  Encontrem nesta publicação temáticas linguisticas, literárias, de educação, de Gestão, de Psicopedagogia,  entre várias.

Desejamos a todos uma boa leitura!

Alexandre António Timbane (Editor-Chefe)

Conheça o Repositório institucional da UNILAB. Lá encontra muitos livros, anais, revistas e outras publicações que podem ser úteis para a sua pesquisa. Visite:

1.A gramaticalização do português nas suas variedades e as políticas linguísticas para a autoestima e democracia linguística

https://repositorio.unilab.edu.br/jspui/handle/123456789/7815

2.Ensino-aprendizagem de línguas e estudos literários na perspectiva cultural no século XXI

https://repositorio.unilab.edu.br/jspui/handle/123456789/7816

3.As línguas africanas e o português na África lusófona: reflexões, descrições e políticas de ensino

https://repositorio.unilab.edu.br/jspui/handle/123456789/4424

4.A lexicografia, a lexicologia e a onomástica em português: a língua em constante evolução
https://repositorio.unilab.edu.br/jspui/handle/123456789/7814

5.O português de/em Angola: peculiaridades linguísticas

https://repositorio.unilab.edu.br/jspui/handle/123456789/2305

6.O cabo-verdiano e o português em convivência: descrição, ensino, literatura e cultura

https://repositorio.unilab.edu.br/jspui/handle/123456789/3527

7.Estudos linguísticos, literários e culturais da Guiné-Bissau

https://repositorio.unilab.edu.br/jspui/handle/123456789/7487

8.Descrição linguística, educação e cultura em contextos pós-coloniais

https://repositorio.unilab.edu.br/jspui/handle/123456789/2966

 

Publicado: 17-09-2026

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GOVERNO ANGOLANO LANÇA MAPEAMENTO DAS LÍNGUAS NATIVAS DO PAÍS

 

O Estado angolano está a proceder ao mapeamento das línguas nativas em Angola. Sob execução do Ministério da Cultura, o mapeamento procura dar um estatuto as línguas que por essa altura não passa de línguas étnicas. Entretanto, o processo conhece casos complicados devido a grandes emigrações de pessoas do campo para as cidades. Mas ainda assim, o Ministro da Cultura Filipe Zau diz que o trabalho vai ser concluído, sem, no entanto, definir um horizonte temporal.

Siga a leitura conferindo o link abaixo e ouça comentários em trechos de áudio do ministro Filipe Zau:  https://rna.ao/rna.ao/2025/12/27/governo-angolano-lanca-mapeamento-das-linguas-nativas-do-pais/


 

Para saber mais, acesse o artigo “Línguas de Angola”, de Cristine G. Severo – Linguista e profa. da UFSC, pesquisadora do Instituto Kadila.

A distribuição estatística das línguas angolanas foi um dos focos do primeiro Censo Geral realizado em 2014. As línguas em Angola são faladas por diferentes grupos etnolinguísticos, distribuídos geograficamente pelo país. A classificação e distribuição das línguas em Angola seguem modelos de distribuição étnica. Por exemplo, Kajibanga (2003) propõe, a partir de uma perspectiva endógena, a existência de três “espaços socioculturais” que não se restringem aos limites territoriais e políticos:

  • Khoisan ou hotentote-bochimanes
  • Vá­twa ou pré-bantu
  • Bantu

Os espaços socioculturais Khoisan incluem os kede, nkung, bochimanes e kazama; os Vá­twa agregam os cuissis e cuepes; e os Bantu incluem os seguintes agrupamentos: ovibundu (umbundu), ambundu (kimbundu), bakongo (kikongo), lunda-tucôkwe (ucokwe), ngangela, ovambo, nyaneka, nkumbi, helelo, axindonga e luba.

Essas classificações usam o aspecto linguístico como critério de agrupamento étnico e cultural. Contudo, mesmo esse critério não é uniforme e homogêneo, pois se apoia em um conceito estrutural de língua que por vezes não considera as práticas comunicativas entre os indivíduos.

Para uma classificação das línguas de Angola, são apresentadas duas abordagens vinculadas entre si. (Siga a leitura no link https://kadila.cfh.ufsc.br/linguas-de-angola/#:~:text=Dentre%20as%20l%C3%ADnguas%20consideradas%20nacionais,do%20kimbundu%2C%20kikongo%20e%20chokwe.&text=O%20ensino%20nas%20escolas%20%C3%A9,ser%20ministrado%20nas%20l%C3%ADnguas%20nacionais.

 

Visite a página do Instituto Kadila:  https://kadila.cfh.ufsc.br/


 

Confira também o artigo “A PROBLEMÁTICA SOBRE A IMPLEMENTAÇÃO DAS LÍNGUAS NACIONAIS NO SISTEMA ESCOLAR D’ANGOLA: UM CASO DE NEGLIGÊNCIA E DESVALORIZAÇÃO CULTURAL”, de autoria de Octavio Bengui José Hinda, Makosa Tomás David e  Justino Jorge José, publicado em  REVISTA EM FAVOR DE IGUALDADE RACIAL

Resumo:

O colonialismo português em Angola trouxe grandes consequências irreparáveis, sobretudo no extermínio das línguas nacionais (David, 2023). Com o fim da colonização e a chegada da independência as línguas africanas foram colocadas em segundo plano ou mesmo em último lugar. Com o uso de uma abordagem qualitativa, baseada em análise bibliográfica e documental, o artigo examina a relação entre currículo, multiculturalismo e políticas educacionais em Angola, com foco na inclusão das línguas nacionais no sistema de ensino, ou seja, como o discurso político angolano justifica a exclusão das línguas nacionais, alegando obstáculos práticos, enquanto a hegemonia do português reforça a alienação cultural e a extinção progressiva dessas línguas. O multiculturalismo é apresentado como uma abordagem essencial para a construção de um currículo inclusivo, capaz de integrar as realidades culturais e linguísticas dos estudantes. A adoção de um currículo multicultural que valorize as línguas e culturas locais é essencial para combater a alienação cultural e promover um ensino equitativo. Os dados analisados mostram que as barreiras políticas e práticas, associadas à hegemonia do português, perpetuam a exclusão das línguas autóctones, mesmo estas sendo fundamentais para a identidade cultural e social de Angola.

.LÍNGUAS NACIONAIS Angola

NJINGA e SEPÉ: Revista Internacional de Culturas, Línguas Africanas e Brasileiras – nova publicação

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v. 5 n. Especial I (2025): A cultura e as literaturas em línguas africanas: estudos e pesquisas/Culture and literature in African languages: studies and research_ Parte I

 

 

A presente publicação especial resulta de parcerias entre o Prof. Dr. Alexandre António Timbane (Editor da Revista Njinga & Sepé) e Prof.Dr. Bayọ Ọmọlọla, docente do Department of World Languages and International Studies, da Morgan State University (USA). Trata-se de uma parceria de trocas e compartilhamento de materiais com vista a preservação, valorização e divulgação das linguas africanas além fronteiras. As linguas africanas existem, estão vivas e são meios de comunicação e precisam de cada vez mais divulgadas e ensinadas para as novas gerações. A Declaração Universal dos Direitos Linguisticos (1996) defende que “Todas as comunidades linguísticas têm direito a um ensino que permita aos seus membros adquirirem um conhecimento profundo do seu patrimônio cultural (história e geografia, literatura e outras manifestações da própria cultura), assim como o melhor conhecimento possível de qualquer outra cultura que desejem conhecer.” (Art.28). Esta é a primeira publicação de tantas outras que vamos promover e divulgar em favor da divulgação da cultura africana e das línguas locais. As línguas indigenas brasileiras e da américa latina também podem publicar seus trabalhos nesta revista. Há espaço para todas as línguas do mundo que desejam compartilhar suas culturas e línguas. Na qualidade de Editor-chefe da Revista Njinga & Sepé agradeço muito a colaboração do Prof. Dr. Bayọ Ọmọlọla pela ideia de divulgar os artigos publicados. Agradecemos aos avaliadores que gentilmente apreciaram e deram parecer dos textos aqui publicados. Muito obrigado professor Bayọ Ọmọlọla pela sua colaboração com a Revista Njinga e Sepé.

 

Saiba mais sobre a Revista no link https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/about

Acesse a revista no link:

https://revistas.unilab.edu.br/index.php/njingaesape/issue/view/64

Encontro Nacional dos Municípios Plurilíngues – segundo encontro acontece em setembro

2ª Circular


 

O II Encontro Nacional de Municípios Plurilíngues (II ENMP), organizado pela Cátedra
UNESCO em Políticas Linguísticas para o Multilinguismo (UCLPM/UFSC) e pelo
Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística (IPOL), ocorrerá nos
dias 1º e 2 de setembro, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e tem como
objetivo aprofundar as discussões sobre a regulamentação das políticas de cooficialização de
línguas no Brasil. Este encontro será um espaço de troca de experiências, capacitação e
debate sobre a regulamentação e a implementação da cooficialização, seus desafios e
oportunidades, reunindo gestores públicos, pesquisadores, educadores, agentes culturais e
demais interessados na promoção do multilinguismo brasileiro.

O II ENMP se propõe a discutir as ricas experiências já realizadas pelos 80 municípios plurilíngues do Brasil e avançar para o processo de regulamentação, abrindo para as administrações municipais novas possibilidades.

Participe enviando seu resumo simples (200-300 palavras): 15 de julho de 2025

Acesse a segunda circular aqui: https://geomultling.ufsc.br/wp-content/uploads/2025/07/2a-Circular-II-Encontro-Nacional-de-Municipios-Plurilingues.pdf

Confira a página e novidades do evento no link:

https://geomultling.ufsc.br/ii-encontro-nacional-de-municipios-plurilingues/

 

Atenção para o Cronograma para Submissão de Trabalhos e Inscrições
● Inscrição no evento (ouvinte): até 15 de agosto de 2025
● Inscrição no evento (comunicação): até 15 de julho de 2025
● Prazo para envio de resumos simples (200-300 palavras): 15 de julho de 2025
● Divulgação dos trabalhos aprovados: 31 de julho de 2025
● Submissão dos slides de apresentação: 15 de agosto de 2025
● Submissão do resumo expandido (3-5 páginas): 30 de agosto de 2025

Pós-Graduação online gratuita em Literaturas Africanas de Língua Portuguesa e Literaturas Afro-brasileira

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A Secretaria de Relações Internacionais (SINTER), a Secretaria de Educação a Distância (SeAd) e a Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PROPG) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) convidam professores da educação básica dos países e regiões de língua portuguesa, exceto do Brasil, a se inscreverem no processo seletivo para o curso de pós-graduação lato sensu em Literaturas Africanas de Língua Portuguesa e Afro-Brasileira da UFSC, Brasil.

O curso faz parte da Universidade Aberta do Brasil (UAB/Capes) e tem como objetivo do Curso formar, em nível de especialização, professores da educação básica na área de literaturas africanas e afro-brasileiras, para atuação em disciplinas de língua portuguesa e correlatas, bem como em projetos interdisciplinares.

Serão oferecidas 100 vagas para estudantes internacionais dos países e regiões de língua portuguesa, exceto do Brasil, conforme Projeto de Extensão da UFSC cadastrado sob no 202500388.

Entenda-se como países de língua portuguesa: os membros plenos da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP); os observadores associados da organização como região de língua portuguesa; e a Região Administrativa Especial (RAE) de Macau, na República Popular da China (RPC)

Para mais informações siga o link na publicação.
Participe! Divulgue!

Caçula, babá, cafuné: como mulheres negras escravizadas ajudaram a criar o português brasileiro

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  • Julia Braun – BBC Brasil em Londres

Caçula, babá, moleque, dengo, cafuné. Algumas palavras que usamos no nosso dia a dia escondem traços e fonemas de uma herança africana que está profundamente ligada às mulheres e ao trabalho doméstico exercido pelas negras escravizadas no Brasil dos séculos 16 a 19.

Estima-se que cerca de 4 a 5 milhões de africanos foram traficados para o país durante o período. Destes, cerca de 75% eram bantos, um grupo que se espalhou por uma vasta área ao sul da Linha do Equador na África.

A característica mais evidente que une esses povos é justamente o fato de eles falarem línguas da família linguística banto — de onde emprestamos algumas palavras que seguem até hoje em nosso vocabulário.

A maioria dos que foram enviados à força ao Brasil tinha origem em Angola e República Democrática do Congo, e posteriormente, Moçambique.

No ambiente da família colonial, esses escravizados aprenderam o português na convivência diária com seus senhores — e também imprimiram em seu falar hábitos e características de suas próprias línguas.

Ao mesmo tempo, os colonizadores portugueses foram se apropriando pouco a pouco de termos africanos, que passaram a ser usados principalmente para designar os objetos e atividades do dia a dia.

Nesse contexto, as mulheres africanas tiveram um papel especial, seja por meio do cuidado com as crianças, do seu trabalho na cozinha ou como amas de companhia e curandeiras.

‘Grande mãe ancestral dos brasileiros’

Autora de diversos livros e artigos sobre o tema, a etnolinguista baiana Yeda Pessoa de Castro vê no passado brasileiro um processo que invisibilizou a força de trabalho da mulher negra escravizada na historiografia.

Mas para a pesquisadora, que se dedica ao estudo das línguas africanas e sua influência no Brasil, essas mulheres tiverem um protagonismo na família e vida diária do colonizador que foi muito além do serviço doméstico prestado.

Em seu livro Camões com Dendé, Castro descreve como as mulheres africanas influenciaram as famílias brasileiras por meio da contação de histórias do seu universo fantástico afrorreligioso, do compartilhamento de seu conhecimento nato de folhas e ervas medicinais, como cozinheiras introduzindo elementos de sua dieta nativa na comida diária da casa e como amas de companhia das jovens solteiras e cuidadoras das crianças.

Siga a leitura na fonte:

Influência africana no português: como mulheres negras escravizadas ajudaram a moldar a língua no Brasil – BBC News Brasil

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