O conteúdo das notícias replicadas por este blog é de responsabilidade dos autores.

Belarus comemora o Dia Internacional da Língua Materna

Belarus comemora o Dia Internacional da Língua Materna

 

Por Milton Atanazio

Em 21 de fevereiro, o Dia da Língua Materna é comemorado em todo o mundo e na República da Belarus tem uma comemoração especial.

Foi proclamado na 30ª sessão da UNESCO, sendo comemorado anualmente desde 2000.

O objetivo deste feriado é promover a diversidade linguística, a educação multicultural e propiciar a consciência das tradições linguísticas e culturais com base na compreensão mútua, tolerância e diálogo.

As línguas são essenciais para a identidade de indivíduos, grupos e para sua coexistência pacífica. Eles constituem um fator estratégico de progresso para o desenvolvimento sustentável e a relação harmoniosa entre o contexto global e local. Somente a plena aceitação do multilinguismo permitirá que todos os idiomas encontrem seu lugar em um mundo globalizado.

O Dias da Língua Materna foi lançado em Belarus no ano de 2009, após a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura ter incluído a língua belarussa na lista das línguas ameaçadas de extinção.

A língua materna continua sendo a fonte de força e sabedoria do povo belarusso, a base de sua rica cultura. Graças a grandes escritores belarussos como Yanka Kupala, Yakub Kolas, Maksim Bogdanovich, Vasil Bykov, Vladimir Korotkevich e Ivan Shamyakin, a literatura belarussa é conhecida em todo o mundo.

Embaixada de Belarus realizou uma transferência solene Biblioteca Nacional do Brasil da edição fac-similar de obras de Francysk Skaryna (primeiro tipógrafo belarusso, filósofo humanista, escritor, figura pública e cientista médico), publicada em homenagem ao 500º aniversário da impressão gráfica belarussa.

O Dia da Língua Materna em Belarus já tem muitas tradições próprias. Entre outras, as livrarias oferecem descontos na compra de livros em belarusso.  Mas especialmente os programas ricos são preparados por universidades e escolas. Há encontros literários de estudantes de filologia com escritores belarussos e estrangeiros, apresentações de traduções da literatura popular mundial para a língua belarussa, jogos intelectuais e cognitivos para crianças em idade escolar e ditados universitários.

O Dia da Língua Materna é especial para cada nação, cada povo, porque não há nação sem língua, não há língua sem seu portador.

Com informações da Embaixada da Belarus no Brasil

Fonte: Embaixada da Belarus no Brasil

Nova tecnologia consegue (finalmente) traduzir a linguagem inuíte

Catherine Tedford / Flickr

No final de janeiro, a Microsoft anunciou que o inuctitute ia ser adicionada ao seu tradutor de texto online. É a primeira vez que uma língua indígena falada no Canadá é adicionada.

De acordo com o Vice, qualquer um dos 70 idiomas que existem no Microsoft Translator pode ser agora traduzido de ou para o inuctitute, o principal dialeto dos inuítes que é falado por 40 mil pessoas do Alasca à Gronelândia e a língua materna de 65% da população de Nunavut.

“A capacidade de comunicar através desses meios é vital para a preservação do inuctitute”, disse Margaret Nakashuk, ministra da Cultura e Património de Nunavut.

Como o inuctitute é o idioma oficial de Nunavut, juntamente com o inglês e o francês, o Microsoft Translator pode ser uma ferramenta útil para ajudar a garantir a conformidade com a legislação linguística. “Eu testei e é uma ótima ferramenta para ser o primeiro passo para garantir que as obrigações estão a ser cumpridas pelo setor privado e pelas instituições territoriais”, disse Karliin Aariak, comissária de idiomas de Nunavut.

Para criar o tradutor, a Microsoft trabalhou em estreita colaboração com o Governo de Nunavut, e falantes voluntários validaram e testaram as traduções.

Um projeto de tradução padronizado para o inuctitute é complicado pela diversidade de dialetos falados no Ártico, que geralmente são mutuamente compreensíveis, mas têm diferenças locais.

O legado de colonização e assimilação do Canadá resultou na perda de falantes de muitas comunidades indígenas, mas as iniciativas lideradas pelos indígenas estão ativamente a tentar tornar as línguas maternas antes ameaçadas mais acessíveis.

Hoje, existem mais de 70 línguas indígenas faladas por cerca de 260 mil pessoas no Canadá, mas mais da metade delas estão em risco de extinção. Apesar dos esforços recentes para revitalizar as línguas inuítes em Nunavut, os falante caíram de 72% para 65% entre 2001 e 2016.

“A língua faz parte da identidade, mesmo que não a fale ou não a use regularmente, por isso é importante que o Governo reconheça que os povos indígenas têm a sua própria língua e isso é importante para a  forma de pensar”, disse Louis-Jacques Dorais, falante e investigador da língua e cultura inuíte na Université Laval.

Por enquanto, os falantes dizem que o tradutor precisa de um “segundo par de olhos” para examinar as traduções, mas muitos consideram a ferramente uma forma significativa de preservar o inuctitute.

A ferramenta da Microsoft, contudo, está longe de ser perfeita. Solomon Awa, gerente de marketing linguístico da Inuit Uqausinginnik Taiguusiliuqtiit, uma organização sediada em Nunavut que promove e protege a língua inuíte, disse que falantes fluentes reconheceriam as traduções de baixa qualidade, mas pessoas menos familiarizadas com o idioma talvez não.

“Às vezes está perto, mas às vezes dava o significado oposto ou um que era enganoso”, afirmou Awa.

O inuctitute é uma linguagem polissintética, o que significa que constrói frases ao adiconar elementos que descrevem lugar, tempo, tamanho e muito mais numa palavra raiz. Com cada sufixo ou afixo adicionado, o significado da palavra raiz muda completamente. Por esse motivo, o inuctitute usa palavras simples para expressar o que outras línguas precisam de uma frase completa para dizer.

Associações na diáspora são decisivas na promoção de língua materna

por Lusa

A docente da Universidade de Toronto Manuela Marujo considera que as associações portuguesas e as manifestações culturais na diáspora desempenham um papel importantíssimo na promoção da “língua materna”.

Falando à Lusa por ocasião do Dia Internacional da Língua Materna, a docente, 72 anos, destaca o papel das associações, no esforço de manter unidos às raízes as gerações mais novas.”Muitas pessoas criticam porque as associações não fazem isto, considero que em comunidades como a que temos em Toronto, temos a sorte de ter muitas oportunidades para ouvir e para comunicarmos em português. Seja ir a um clube para um jantar, em que há música portuguesa, com muitos convidados vindos de Portugal ou de países de expressão portuguesa”, afirmou Manuela Marujo.

A professora associada emérita da Universidade de Toronto, natural de Santa Vitória (Beja), está no Canadá desde 1985, lecionando português como segunda língua na instituição de ensino canadiana durante mais de três décadas.

“Há muitas forças linguistas que nos contrariam e nos metem muitos obstáculos, mas o papel das associações, da rádio, da televisão em português, não se pode deixar de valorizar porque uma palavra aqui, uma música, uma dança, tudo isso vai influenciar um dia os alunos para compreender de onde vieram”, destacou Manuela Marujo.

Na opinião da docente, pela sua experiência durante os 33 anos em que “ensinou” na universidade, só com a aprendizagem da língua “é que os lusodescendentes podem compreender certas tradições e costumas” trazidos pelos pais e avós, com “muitos alunos a procurarem uma ligação à cultura e língua portuguesa” já no ensino secundário, ou mesmo na universidade.

“Tenho a experiência de muitos alunos que chegaram aos 18 anos e não sabiam uma palavra de português, mas agora querem aprender a língua, querem compreender algo que lhes falta na sua entidade”, frisou.

A docente realçou ainda que muitas das vezes “não nos apercebemos que é importante preservar e manter uma língua”.

Em 21 de fevereiro de 1952, um grupo de estudantes e ativistas em Bengala Oriental (Bangladesh) desafiaram o exército do Paquistão, para o reconhecimento do bengali como língua oficial, levando à criação do Bangladesh.

Atualmente o bengali é a língua oficial daquele estado soberano criado em 1971, tem cerca de 265 milhões de falantes. O protesto foi um exemplo mundial relacionado na “língua materna como parte dos direitos humanos”, que levou a UNESCO em 1999 a estabelecer o 21 de fevereiro, como o Dia Internacional da Língua Materna.

“É sempre bom recordar que há um Dia Internacional da Língua Materna. Não é só para nós, mas para todas as diásporas do mundo pensar em como a nossa identidade é muito afetada pela nossa língua, a língua em como nos podemos expressar de uma maneira mais natural”, sublinhou Manuela Marujo.

Segundo a UNESCO, o Dia Mundial da Língua Materna 2021, tem como tema “promover o multilinguismo para inclusão na educação e na sociedade” e reconhece que as línguas e o multilinguismo podem promover a inclusão e os objetivos de desenvolvimento sustentável concentram-se em não deixar ninguém para trás.

Existem pelo menos 7.117 línguas no mundo, segunda a plataforma de estatísticas das línguas Ethnologue, muitas delas correm o risco do desaparecimento.

O português, a quinta língua mais utilizada online, é falada globalmente por 265 milhões de pessoas, 3,7 por cento da população mundial. Estima-se que em 2050 haverá cerca de 400 milhões de falantes de português.

Segundo dados do Governo canadiano, residem no país mais de 480 mil portugueses e lusodescendentes.

Dia Internacional da Língua Materna promove inclusão por meio do multilinguismo

ONU alerta para desaparecimento de um idioma a cada duas semanas; cerca de 43% das 6 mil línguas existentes estão ameaçadas de extinção; somente menos de 100 idiomas circulam na esfera digital.

Eventos realizados em várias regiões do mundo celebram o Dia Internacional da Língua Materna neste 21 de fevereiro. O tema de 2021 é “Fomentando o multilinguismo para a inclusão na educação e na sociedade”.

Para além de permitir uma maior integração, a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, defende que os idiomas e o multilinguismo podem promover a meta dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável de “não deixar ninguém para trás”.

Foto: Pnud Povos indígenas criaram e falam uma grande maioria das 7 mil línguas mundiais

Primeira infância

A agência ressalta ainda que a educação com base na primeira língua deve começar nos primeiros anos de vida, porque os cuidados e a instrução durante a primeira infância são a base da aprendizagem.

Em Paris, a Unesco marca a data acolhendo um evento virtual coorganizado com o Bangladesh. Na sexta-feira, uma conferência online abordou políticas e práticas inclusivas no ensino e aprendizagem multilíngues e como melhorar a integração pelo multilinguismo, a linguagem de sinais, a educação e os cuidados na primeira infância.

Em Addis Abeba, na Etiópia, outro evento abordará a questão de professores e a educação na língua materna na África. O evento agendado para a próxima quarta-feira será realizado em parceria com o Instituto Internacional para o Desenvolvimento de Capacidades no continente.

Foto: Unicef/Pirozzi De acordo com a ONU, a cada duas semanas uma língua deixa de existir e com ela a herança cultural e intelectual local

Extinção

De acordo com a ONU, a cada duas semanas uma língua deixa de existir e com ela a herança cultural e intelectual local. Pelo menos 43% dos cerca de 6 mil idiomas atualmente falados no mundo poderão desaparecer.

Algumas centenas de idiomas estão integrados em sistemas educacionais e no domínio público, e menos de 100 são usados no mundo digital. Globalmente, 40% da população não tem acesso à educação na língua que fala ou compreende.

A Unesco assinala progressos na educação multilíngue quando é compreendida a importância da língua materna, em especial na primeira fase de escolaridade. A agência fala ainda do compromisso com avanços nesta questão no setor público.

Foto: Pnud Filipinas/Orange Omengan Especialistas alertam que 40% das línguas indígenas correm o risco de desaparecer por completo.

Conhecimento e culturas

A Unesco realça que os idiomas sustentam sociedades multilíngues e multiculturais, porque “transmitem e preservam o conhecimento e as culturas tradicionais de forma sustentável”.

A celebração do Dia Internacional da Língua Materna foi proposta pelo Bangladesh na Conferência Geral da Unesco de 1999. A data foi proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2002.

Celebrating International Mother Language Day- 2021

Webinar and International Virtual Calligraphy Exhibition
Theme: “Fostering Multilingualism for Inclusion in Education and Society”.

Organized by: Indira Gandhi National Centre for the Arts, New Delhi & BHASHAKRITI

Knowledge Partner: UNESCO New Delhi.

Register in advance for this webinar:
https://us02web.zoom.us/webinar/register/WN_hNh7nRTjTpCQTAKGH0JmLw 

After registering, you will receive a confirmation email containing information about joining the webinar.

Government of Canada Unveils Plan to Modernize Official Languages Act

News release

OTTAWA, February 19, 2021

After holding extensive consultations with Canadians, the Government of Canada has presented its vision for modernizing and strengthening the Official Languages Act. More than ever, the time has come to examine the linguistic situation in Canada, acknowledge the evolution of official languages over half a century, and to address the challenges they face.

The Honourable Mélanie Joly, Minister of Economic Development and Official Languages, presented the Government of Canada’s intentions to modernize and strengthen the Official Languages Act and its related instruments today. Titled English and French: Towards a Substantive Equality of Official Languages in Canada, the document proposes a range of changes and new measures to establish a new linguistic balance across the country.

The proposed reform addresses the official languages issues that most concern Canadians. The world is changing and the dramatic growth of digital technology and international trade encourages the use of English. That is why the Government of Canada must assume its responsibility to further protect the use of the French language, support the vitality of official language minority communities and improve the governance of federal institutions. The vast project stemming from this reform is divided into six main priorities:

  1. Recognize the different linguistic dynamics in the provinces and territories and the explicit addition that the Act could not undermine the maintenance and enhancement of Indigenous languages.
  2. Provide opportunities for learning both official languages by encouraging, among other things, the offer of French immersion classes.
  3. Foster the development of the full potential of official language minority communities by supporting the vitality of their institutions in key sectors such as immigration, the education continuum, health, culture and justice.
  4. Protect and promote the use of French everywhere in Canada, including Quebec, through, among other things, new rights regarding language of work and services in enterprises under federal jurisdiction in Quebec and in other regions of the country with a strong Francophone presence.
  5. Strengthen the exemplary nature of the State and the bilingualism of the Government of Canada, from the appointment of bilingual judges to improving the support offered to federal public servants in learning their second language.
  6. Include a periodic review of the Act and its implementation to ensure its relevance to Canada today and in the future.

The Honourable David Lametti, Minister of Justice and Attorney General of Canada, and the Honourable Jean-Yves Duclos, President of the Treasury Board, as well as all government ministers, will help Minister Joly ensure the success of the measures targeting the justice system and federal institutions.

The Government of Canada is committed to modernizing and strengthening the act so it can better meet the hopes and expectations of Canadians who speak both official languages and expect the Government of Canada to do more to protect them. This commitment is reflected in the most recent Speech from the Throne, which explored the special situation French faces in North America, including Quebec. It also mentioned that defending the rights of francophone minorities outside Quebec and defending the rights of the anglophone minority in Quebec are a priority for the government. The official languages reform document is an important step in achieving these commitments.

Minister Joly invites all Canadians in official language minority communities and linguistic majorities, including Francophones in Quebec, to explore this document and make it their own. This reform, which will pave the way for Canada’s official languages for the next 50 years, is a priority for all Canadians.

 

Continue lendo

IPOL Pesquisa

Receba o Boletim

Facebook

Revista Platô

Visite nossos blogs

Clique na imagem

Clique na imagem

Visitantes

Arquivo