Diversidade Linguística e Cultural

Herança Tupi: descubra palavras cotidianas que têm ligação com a língua indígena

Indígenas da aldeia Ekeruá (SP) comemoram o dia do Índio — Foto: Nicolle Januzzi/Arquivo Pessoal

Indígenas da aldeia Ekeruá (SP) comemoram o dia do Índio — Foto: Nicolle Januzzi/Arquivo Pessoal

Dia 19 de abril é considerado o dia do índio no Brasil. A data remete ao primeiro Congresso Indigenista Interamericano, que ocorreu no mesmo dia em 1940 para discutir questões ligadas à situação dos povos indígenas.

Mais do que uma data comemorativa, o dia é uma oportunidade para apoiar a luta diária travada por esses povos que ainda sofrem para ganhar espaço e reconhecimento no cotidiano do homem branco, se engajando em diversas formas de manifestação para atingirem esse propósito.

A língua é, com certeza, uma das contribuições dos indígenas em nosso dia a dia. Segundo o último censo do IBGE, 274 línguas indígenas são faladas no Brasil.

Segundo o IBGE, no Brasil existem 305 etnias indígenas. — Foto: Ananda Porto/Arquivo Pessoal

Parte dessas línguas pertence à família Tupi-Guarani, que é considerada a maior família linguística no país. O professor do Departamento de Linguística da Unicamp, Wilmar D’Angelis, é especializado em línguas indígenas. Ele explica que quando os portugueses chegaram na costa brasileira, em 1500, perceberam uma grande semelhança nas línguas faladas pelos indígenas.

“Pode-se mesmo dizer que a maior parte dos povos indígenas que ocupavam esse litoral, entre São Luís do Maranhão e o Sul de Santa Catarina, era falante de alguma língua (da família) Tupi-Guarani: Tupinambás, Potiguaras, Caetés, Temiminós, Tupinaés, Tupiniquins, Tamoios, Carijós e vários outros”, conta.

Por esse motivo, os lusitanos reconheceram o Tupi como a língua geral da costa brasileira. “Muitas línguas deixaram algumas marcas no léxico do português brasileiro, mas nenhuma forneceu tantas palavras ao português como o Tupi, em suas diversas variantes”, afirma D’Angelis.

Na história a seguir, por exemplo, os termos em destaque indicam palavras de origem indígena:

“O Terra da Gente ama a natureza. Assistindo aos programas ou lendo os textos do site, é possível aprender mais sobre o mundo das aves. Se encantar com as cores das araras, descobrir o comportamento dos tucanos e até procurar o urutau entre os trocos. Na beira do rio, o encontro com as capivaras é rotineiro, mas às vezes um jacaré também aparece. A pescaria traz aventura e diversão na companhia dos pirangueiros, que vão atrás das enormes pirararas e das piraíbas e tentam evitar as piranhas. Na “Hora do Rancho”, todo mundo está pronto para a refeição. As receitas diversas ensinam desde churrasco, até pamonha e mousse de maracujá”.

Capivara (do tupi, kapi'wara) significa "comedor de capim". — Foto: Gabriel Arroyo/Arquivo Pessoal

Capivara (do tupi, kapi’wara) significa “comedor de capim”. — Foto: Gabriel Arroyo/Arquivo Pessoal

Isso mesmo, são onze palavras de origem Tupi-Guarani, entre milhares de outras opções. Arara (a’rara) significa aves de muitas cores, e os nomes tucano (tu’kã) e o urutau (uruta’ ui) eram usados para designar as espécies. A capivara (kapi’wara) é traduzida por comedor de capim e o jacaré ( îakaré ou jaeça-karé), significa “aquele que olha de lado”.

A palavra pirangueiro deriva do Tupi pirá (peixe) e designa os pescadores. Com o mesmo prefixo, temos a pirarara (pirá + a’rara), piraíba (pirá + aíba, que traduz para ruim) e piranha. A palavra piranha é considerada por alguns como a junção dos termos pirá e anha (dente), significando “peixe com dente” ou pirá e raim (o que corta), significando “peixe que corta a pele”.

Nos alimentos, a mandioca (maniok) faz referência à uma narrativa mítica sobre a origem do alimento e maracujá (mara kuya) é conhecido como o “fruto que se serve”.

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Mensagem do Governo do Peru : Amachakusun coronavirusmanta ! – Protejámonos del coronavirus !

En Runa Simi

Amachakusun coronavirusmanta (Protejámonos del coronavirus)🏡 #YoMeQuedoEnCasa🤝 #TodosUnidos #ContraElCoronavirus💪 #VamosBien

Publicado por Gobierno Regional Puno – Proyecto PECSA em Quinta-feira, 19 de março de 2020

 

 

Acontece no Peru: Informações sobre o coronavírus disponíveis nas línguas originarias

Ministerio de Cultura
Estimadas y estimados:
En concordancia con las disposiciones del Ministerio de Salud (MINSA) y la Comisión Multisectorial de Alto Nivel contra el Coronavirus, desde el Ministerio de Cultura les hacemos llegar mensajes de prevención ante el coronavirus en 11 lenguas originarias (y en 5 variedades de quechua). Estos materiales informativos facilitarán el acceso de información clara y precisa para la población indígena u originaria a nivel nacional.
Las traducciones en lenguas indígenas u originarias se centran en la aplicación de un correcto lavado de manos o de cuidarse al toser, así como la recomendación de quedarse en casa para detener la propagación de la enfermedad.
Las 11 lenguas indígenas u originarias y 5 variedades de quechua son: aimara, ashaninka, awajún, matsigenka, ocaina, quechua Ancash, quechua Cajamarca norteño, quechua Cusco Collao, quechua huanca, kiwcha del Napo, shipibo-konibo, urarina, wampis, yanesha y yine.
Acciones en protección para los pueblos en situación de aislamiento y situación de contacto inicial-PIACI.
Asimismo, desde el sector Cultura venimos coordinado con el MINSA los protocolos sanitarios de seguridad a implementar, para las atenciones básicas a los pueblos indígenas en situación de contacto inicial de la Reserva Territorial Kugapakori, Nahua, Nanti y otros (RTKNN) y el Parque Nacional del Manu.
Adicionalmente, estamos trabajando para implementar los protocolos específicos para la identificación y vigilancia epidemiológica en el cordón sanitario de las Reservas Indígenas y Territoriales, las Áreas Naturales Protegidas con presencia de PIACI y otras áreas en donde el Ministerio de Cultura haya identificado la presencia de dichos pueblos.
Finalmente, hemos coordinado con el Servicio Nacional de Áreas Naturales Protegidas por el Estado (SERNANP) para la suspensión de actividades de investigación, turismo, patrullajes, entre otros, en las áreas naturales protegidas con presencia de los PIACI.

Via http://www.gob.pe/coronavirus

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https://forms.gle/8neECCNvpX4bJSXn6

Kichwa Yachay – Aulas de língua e filosofia Kichwa

Chamada para artigos: Imigração, práticas de linguagem e políticas linguísticas

homepageimage_pt_brA revista Gragoatá (ISSN (online) 2358-4114, Qualis A1)  abre chamada para submissão de artigos para sua edição de número 42 que tem como tema Imigração, práticas de linguagem e políticas linguísticas. O prazo para o envio de artigos vai até o 30 de dezembro, e a revista tem publicação prevista para abril de 2017.

A revista Gragoatá é editada pelos Programas de Pós-Graduação em Letras da UFF. São aceitos originais sob forma de artigos inéditos e resenhas de interesse para estudos de língua e literatura, em língua portuguesa, inglesa, francesa e espanhola. Os originais devem ser redigidos por doutores ou por doutores e colaboradores.

Ementa Gragoatá 42: Imigração como fenômeno geopolítico e histórico que envolve diversidade linguística, plurilinguismo, línguas de fronteira, multiculturalismo. Políticas e direitos linguísticos. Descrição de línguas de fronteira e de fenômenos de mescla linguística. Práticas de linguagem que tematizam e instituem questões identitárias. Saberes, memórias e patrimônio. O português em uso em regiões de fronteira e em comunidades de imigrantes.

Organizadoras: Monica Savedra (UFF) e Konstanze Jungbluth (Europa – Universität Viadrina Frankfurt (Oder))

Fonte: Plataforma 9

 

 

Semana da Lusofonia, 29 a 30 de setembro, ISCED-Uige, Angola

lusoO Departamento de Letras Modernas do ISCED-Uíge convida pesquisadores(as) docentes, estudantes  e profissionais em geral para submeterem propostas de trabalhos para o Io encontro da Semana de Lusofonia, conforme as especificações desta chamada. O tema do encontro será Lusofonia, identidade e diversidade cultural.O processo de recepção e selecção dos trabalhos ficará a cargo da comissão científica.

OBJECTIVOS

É objectivo deste encontro aprofundar a reflexão acerca da lusofonia, incidindo na sua caracterização, naquilo que a identifica junto das diferentes comunidades, bem como na sua diversidade. Pretende-se, ainda, diagnosticar as suas principais fragilidades e pontos fortes num contexto internacional, aos níveis linguístico, político, social e cultural, bem como apontar caminhos para o seu desenvolvimento. Continue lendo

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