Política Linguística

Festa Pomerana é reconhecida pelo Poder Executivo como Patrimônio Cultural Imaterial de Rondônia

O reconhecimento garante a preservação e valorização desta cultura na regiãoFesta Pomerana é reconhecida pelo Poder Executivo como Patrimônio Cultural Imaterial de Rondônia

Por Richard Neves
Publicada em 25/09/2023 às 09h17

A Festa Pomerana, que mantém viva a tradição destes imigrantes, foi reconhecida pelo Governo do Estado, por meio do Decreto nº 28.455, de 21 de setembro de 2023, como patrimônio cultural de natureza imaterial de Rondônia. O evento tradicional acontece em Espigão do Oeste, garantindo sua proteção sob responsabilidade do Poder Público e assim, o reconhecimento garante a preservação e valorização desta cultura na região.

O parecer foi realizado pela Secretaria da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer – Sejucel e aprovado pelo Conselho Estadual de Política Cultural. A Festa Pomerana foi registrada no Livro das Celebrações.

FESTA POMERANA

A Festa Pomerana tem o objetivo de preservar a identidade cultural do povo europeu, como os hábitos, costumes, gastronomia e religião, por exemplo. A abertura da festa, é conduzida pela presidência da Associação dos Pomeranos, e se dá na língua oficial pomerana, com tradução ao português.

A Pomerânia foi extinta no século passado e agregada à uma região da Alemanha por ocasião da 2ª Guerra Mundial, o que serviu de motivação aos pomeranos a emigraram para as Américas do Norte e Sul. No mundo, o Brasil é considerado a localidade de maior concentração de pomeranos que ainda preservam a língua e se instalaram nos estados de Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Espírito Santo. O maior contingente migratório de descendentes que veio para Rondônia é o capixaba.

REGISTRO

O Decreto nº 27.147, de 11 de maio de 2022, instituiu o Registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial, reconhecendo assim, as manifestações históricas e culturais que contribuíram e continuam contribuindo para a formação da identidade do povo rondoniense, promovendo sua valorização.

Pesquisador colaborador do IPOL lança o Repositório Brasileiro de Legislações Linguísticas (RBLL)

 

Marcos Paulo, o mais novo pesquisador colaborador do IPOL, Doutor e Mestre em Letras na área de Estudos Linguísticos pela Universidade Federal de Sergipe e Doutorando em Direito na Universidade Federal da Bahia (UFBA), desenvolveu e apresenta o site Repositório Brasileiro de Legislações Linguísticas (RBLL)

Com a formação acadêmica iniciada emFilosofia, chegou a Licenciatura em Letras e através do PROUNI alcançou o Direito. Essa formação plural o conduziu a pesquisas que exploram interdisciplinaridades como Filosofia e Direito, mas foi a interface entre Linguística e Direito que o aproximou das comunidades nos cantos do país. Segundo Marcos, essa interface o conquistou “especialmente por ser uma questão sensível às minorias linguísticas, grupos radicalmente vulneráveis nos mais diversos contextos sociais, porque estão excluídos da comunicação considerada legítima e aceitável.”

Foi no percurso do desenvolvimento de sua tese que chegou ao entendimento de que “uma análise orgânica do sistema jurídico brasileiro em relação às línguas e aos direitos linguísticos seria mais útil e consistente”. Diz que “lidar com a intrincada amálgama entre relações jurídicas, práticas linguísticas e processos histórico-políticos que as conformaram, foi algo especialmente complexo porque a maior parte dos trabalhos que se propuseram a fazer algo semelhante quanto a regimes linguísticos de outros países situavam-se mais estritamente no campo das Ciências Jurídicas (é o caso da tese de Sophie Weerts da Universidade de Louvain, por exemplo). Considerando que nosso objeto já era em si mesmo interdisciplinar, nossa análise também foi construída a partir de interface: como método de trabalho e dispositivo analítico lançamos mão da Análise de Discurso de tradição pecheutiana; para situar, descrever e compreender (em parte) o corpus precisamos recorrer ao próprio Direito (especialmente os ramos Constitucional e Comparado), à Linguística Jurídica e a uma área de Linguística Aplicada denominado Política e Planejamento Linguístico.”

Como um desdobramento que surgiu a partir do levantamento de leis que fez na pesquisa doutoral, Marcos esclarece que “o  Repositório Brasileiro de Legislações Linguísticas (RBLL) procura ser um instrumento útil à tutela jurídica das línguas minoritárias do Brasil. Para os beneficiários dessa proteção, ele oferece acesso direto aos instrumentos legais que contém a formalização de seus direitos linguísticos. Para pesquisadores da área e estudiosos em geral, possibilita não apenas o acesso à materialidade textual das leis, mas também a recursos de busca e de agrupamento por língua, tipo de língua, Município, Estado etc. “

Marcos comenta “que durante a pesquisa realizada no Brasil e América Latina se deparou com uma intrincada e complexa teia de questões jurídicas e linguísticas que devem ser continuamente revisitadas do ponto de vista cientifico e acadêmico, mas também político e jurídico. Considerando que estas legislações são publicadas por força da lei mas que acabam ficando dispersas, se não ocultas, nos meandros da web, esboçou o Repositório como uma ferramenta que contribui para a divulgação do valoroso trabalho de cooficialização de línguas iniciado no Município de São Gabriel da Cachoeira, em 2002, contando com a intensa colaboração do IPOL, e que já alcança mais de 67 jurisdições (aí incluídos 66 Municípios e 1 Estado) e 38 línguas (26 indígenas, 10 alóctones e 2 gestuais). O Repositório possui atualmente a coleção “Normas de Cooficialização”, mas pretendemos ampliá-lo para exibir outras coleções de normas relacionadas a línguas minoritárias, bem como apresentar o levantamento de projetos legislativos em andamento, tendo em vista que essa é a fase mais sensível e crucial em termos políticos.”

Por fim, Marcos anota que “somando-se a tudo isso, há o fato de que o Brasil está entre os dez países com a maior diversidade linguística do planeta, mas dispõe de uma proteção jurídica notadamente frágil em relação às línguas minoritárias e às suas comunidades de falantes; precisamos avançar em termos de justiça linguística e para isso é extremamente útil termos acesso aos passos já dados, às conquistas legais que podem tomar como ponto de partida para novas empreitadas. Então o Repositório foi construído animado por múltiplos propósitos: divulgar as leis que já conseguimos promulgar e publicar, que são conquistas a serem conhecidas por seus beneficiários e acompanhadas para que sejam efetivamente implementadas e não apenas documentos de arquivos; fornecer aos pesquisadores que queiram se aventurar pelo Direito Linguístico materialidades a serem melhor investigadas e também uma indicação mínima de seus efeitos jurídicos; ser um espaço de memória no que diz respeito às legislações linguísticas brasileiras.”

 

Siga o link para conhecer a primeira versão do RBLL:

https://direitolinguistico.com.br/repositorio/

RBLL – página de entrada com listagem de municípios (imagem do site)

 

RBLL – procura por municipios, estados, etnia, ou línguas (imagem do site)

RBLL – Distribuição geográfica(imagem do site)

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Saiba mais.

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Em 2015 o IPOL lançou durante a realização do 1 ENMP (Encontro Nacional de Municípios Plurilingues), realizado em Florianópolis, a publicação Leis e línguas no Brasil: o processo de cooficialização e suas potencialidades. Florianópolis: IPOL, 2015. 137p. MORELLO, Rosângela. (Org.).  A coordenadora do IPOL Rosangela Morello comenta que “este livro foi concebido no momento em que se imaginava o 1ºENMP. Considerando o objetivo do Encontro de promover uma discussão multifacetada sobre a diversidade linguística e a política de cooficialização de línguas por municípios no Brasil, decidimos reunir, comentando, as leis e demais documentos ligados ao processo de cooficialização com o intuito de oferecer ao leitor uma compreensão histórica desse fato político e social.”

 

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Mesa redonda com a participação de representantes dos municípios plurilíngues - Foto: IPOL Comunicação.

Veja a matéria sobre o livro: http://ipol.org.br/?s=leis+e+l%C3%ADnguas

 

IPOL participa de Congresso Internacional “DESAFÍOS EN LA DIVERSIDAD” em setembro

Quito, septiembre 12–15, 2023

Ecuador será la sede de uno de los encuentros transdisciplinarios de la Fundación Humboldt “Humboldt Kolleg 2023” que se enfocará en la diversidad y las complejidades que implica vivir en ella, así como en las estrategias emergentes surgidas desde los y las hablantes, la academia, sectores políticos, y activistas lingüístico-culturales.

Esta iniciativa parte de un esfuerzo conjunto entre asociaciones e individuos relacionados con la Fundación Humboldt y que tienen como objetivo reforzar el quehacer investigativo transdisciplinar con la creación de redes y la motivación a investigadores jóvenes, en la búsqueda de propuestas contextualizadas sustentables.

 

 

 

 

 

 

Desafíos en la Diversidad

CONGRESO INTERNACIONAL TRANSDISCIPLINARIO DESAFÍOS EN LA DIVERSIDAD (IV)

LENGUAS Y VARIEDADES EN DESPLAZAMIENTO: DOCUMENTACIÓN-REVITALIZACIÓN CON JUSTICIA SOCIAL

Este encuentro se propone, al igual que los tres encuentros que le precedieron (2011, 2016, 2018, 2019), reunir múltiples voces, lenguas, historias, cosmovisiones, culturas así como muchos otros aspectos de los pueblos indígenas y las lenguas minorizadas en todo el mundo, con el fin de crear conciencia hacia la complejidad de la diversidad y la necesidad de comprender mejor cómo un enfoque constructivo hacia otras lenguas puede contribuir a combatir el estigma y la discriminación, para favorecer la construcción de sociedades más justas.

 

 

Rosangela Morello, coordenadora do IPOL (Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística), participará dos trabalhos com a   apresentação Políticas para reparar la represión y la discriminación lingüística no dia 15/09/23

Con el regreso a la democracia, a partir de la década de 1990, Brasil se convirtió en escenario de un conjunto de iniciativas destinadas a garantizar los derechos lingüísticos y educativos para numerosas partes de la población brasileña históricamente excluida de las políticas públicas. Entre estas iniciativas, hay dos específicamente dirigidas a la promoción y el reconocimiento de las lenguas brasileñas: la Política del Inventario Nacional de la Diversidad Lingüística de Brasil, una política pública creada por el Decreto Federal número 7.387, del 9 de diciembre de 2010, y la Política de Cooficialización de Lenguas por Municipios, que comenzó en 2002 en el Municipio de São Gabriel da Cachoeira, Amazonas. Ambas son políticas públicas de reconocimiento y producción de conocimiento sobre las lenguas brasileñas, con importantes impactos para cuestionar la ideología del monolingüismo que predomina en el país y para proponer una política de gestión de las lenguas destinada a fomentar la diversidad lingüística. Comenzamos este texto con una breve contextualización histórica y política de la actuación del Estado brasileño en el tratamiento de las lenguas y, a continuación, presentamos de manera concisa las políticas de cooficialización e inventario, señalando algunos de sus resultados. Por último, indicamos, a modo de ejemplo, vías de articulación para planificar acciones futuras destinadas a apoyar las lenguas brasileñas.

 

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Saiba mais IPOL puxando a rede:

Visite o site OralidModernidad, desenvolvido por Marleen Haboud, uma das coordenadoras do evento, no Equador.

 

 

El Ecuador es un país multiétnico, multilingüe y multicultural en el que existen al menos 13 lenguas indígenas todavía vitales. Oralidad Modernidad es un programa de investigación interdisciplinaria que busca determinar la situación de las lenguas indígenas en el Ecuador mediante la recopilación de entrevistas sociolingüísticas, testimonios, conversaciones libres y el desarrollo de actividades comunitarias que facilitan la creación de espacios de intercambio multicultural. A partir del contacto permanente y el trabajo conjunto con comunidades indígenas del país, Oralidad Modernidad trata de comprender la compleja situación de las lenguas indígenas del Ecuador de hoy. Para esta ardua tarea desarrolla, desde la Lingüística, actividades interdisciplinarias con estudiosos de la Antropología, Sociología, Literatura, Comunicación, Arte, Diseño y Geografía.

Visite o site Oralidad Modernidad

Renascença do talian

Renascença do talian: cursos, projetos e concursos culturais ajudam a valorizar a língua em Caxias e na região

Reconhecimento como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro foi divisor de águas na luta para manter viva a língua de referência cultural dos imigrantes italianos

ANDREI ANDRADE

 

Neimar De Cesero / Agencia RBS
Vida dedicada ao talian: Ladir Brandalise, radialista e vocalista do Girotondo, irá receber o título de cidadão caxiense no próximo dia 31( Neimar De Cesero / Agencia RBS)

Pelo menos nove grupos musicais e uma polenta de mais de 70 quilos irão transformar a Câmara Municipal de Caxias do Sul no palco de um grande filó na sessão do próximo dia 31. Pelo menos assim promete o músico e radialista Ladir Brandalise, que nesta data irá receber dos vereadores o título de cidadão caxiense, reconhecendo uma trajetória que tem no esforço pela preservação da língua Talian o sentido maior.

A questão é que Ladir e outros abnegados, que ao longo de décadas se esforçam para manter viva a língua que unifica dialetos falados nas regiões de colonização italiana, já não parecem tão utópicos em sua missão – que continua árdua. Desde 2014, quando o talian foi reconhecido como Língua de Referência Cultural Brasileira pelo Instituto de Patrimônio Artístico e Histórico Nacional (Iphan), sendo alçado à qualidade de Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro, percebe-se um movimento de valorização e resgate, pontuado por iniciativas especialmente no âmbito da cultura e da educação.

– Acho que vivemos um momento espetacular de resgate e salvaguarda, desde que se passou a reconhecer o talian como uma língua com gramática própria, com professores habilitados ao ensino e com muitos projetos sendo apresentados e aprovados, dentro desta temática de valorização. Durante a pandemia, por exemplo, fizemos uma série de filós formativos, com recursos da Lei Aldir Blanc, que foram muito emocionantes e serviram de impulso para iniciativas futuras – destaca Ladir Brandalise, que é natural de São Jorge, na Serra.

 

Siga a leitura… leia mais aqui neste link!

Em Manaus, especialistas discutem formas de revitalizar línguas dos povos indígenas

Por Nicoly Ambrosio Publicado em: 18/08/2023

Siga a leitura diretamente no portal da Amazônia Real, uma agência de jornalismo independente e investigativo Amazônia Real é uma organização sem fins lucrativos criada pelas jornalistas Kátia Brasil e Elaíze Farias em 20 de outubro de 2013, em Manaus, no Amazonas, Norte do Brasil, para fazer jornalismo ético e investigativo, pautado nas questões da Amazônia e de seu povo. A linha editorial é voltada à defesa da democratização da informação, da liberdade de expressão, da liberdade de imprensa e dos direitos humanos.

O jornalismo produzido pela Amazônia Real conta com o trabalho de profissionais com sensibilidade na busca de grandes histórias da Amazônia e de suas populações, em especial daquelas que não têm espaço na grande imprensa.

Siga a matéria no portal e depois navegue em mais conteúdos.

https://amazoniareal.com.br/em-manaus-especialistas-discutem-formas-de-revitalizar-linguas-dos-povos-indigenas/

Vídeo: Os últimos falantes da língua munduruku do Amazonas: os profetas da ancestralidade

Assista o documentário “Os últimos falantes da língua munduruku do Amazonas: os profetas da ancestralidade” realizado por Ytanajé Cardoso e postado em 29 de jul. de 2017. Entre os entrevistados aparece Ester Caldeira Cardoso, a última falante Munduruku do território, biblioteca ancestral,  que faleceu neste último 28 de julho de 23. “O povo Munduruku do Amazonas perde a última árvore de sabedoria da terra indígena Kwatá-Laranjal, mas que também deixou muitos frutos. Ytanajé é um deles.” Portal Coatá-Laranjal

“Esse breve documentário tem como objetivo apresentar o capital linguístico e discursivo dos últimos falantes da língua munduruku do Amazonas. Embora esse anciãos e anciãs tenham que nos deixar em algum momento – alguns inclusive já se foram – seus enunciados se eternizarão na história dos munduruku. Ester, Manduca, Cecília e José, a história sempre lembrará de vocês.”

Ytanajé Cardoso. Doutorado em Educação (2019-2023), pela Universidade Federal do Amazonas. Mestrado em Letras e Artes (2015-2017), pela Universidade do Estado do Amazonas. Graduação em Letras – Língua Portuguesa (2011-2014), pela Universidade do Estado do Amazonas. Possui experiência em Linguística, com ênfase na área de Línguas Indígenas, especificamente a língua munduruku. Também atua na linha da Etnolinguística e Análise de Discurso.

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Puxando a rede:

1. Leia a dissertação de mestrado de Ytanajé Cardoso

“OS ÚLTIMOS FALANTES DA LÍNGUA MUNDURUKU DO AMAZONAS: HABITUS, DIALOGISMO E INVENÇÃO CULTURAL NO CAMPO DISCURSIVO”

http://repositorioinstitucional.uea.edu.br//handle/riuea/1944

O objetivo geral deste trabalho é documentar o discurso dos últimos falantes da língua munduruku do Amazonas, e tem como orientação três objetivos específicos: o primeiro é evidenciar o dialogismo inscrito no discurso dos anciãos(ãs) por meio da análise do habitus; o segundo é demonstrar como o discurso dos últimos falantes da língua munduruku do Amazonas acaba por ser constituído em capital histórico e simbólico no campo político; e o terceiro é delinear a invenção cultural no campo discursivo enquanto estratégia de resistência dos munduruku no cenário etnolinguístico. O corpus é constituído de dez entrevistas, cujo conteúdo está circunscrito à língua e à história da língua munduruku. Os principais agentes da entrevista são os anciãos e anciãs, últimos falantes da língua munduruku do Amazonas.

 

2. Visite o canal Youtube de Ytanajé Cardoso

https://www.youtube.com/@Ytanaje

3. Educador indígena da rede estadual lança livro sobre a vida Munduruku

https://www.acritica.com/manaus/educador-indigena-da-rede-estadual-lanca-livro-sobre-a-vida-munduruku-1.70502

Encomende seu exemplar aqui e conheça a Livraria Maracá, uma livraria on-line especializada em literatura indígena produzida no Brasil. Nosso catálogo conta com obras de escritores de diferentes povos e regiões do país, que compartilham seus conhecimentos, tradições e histórias através da escrita. Desse modo, nosso desejo é de que os povos indígenas sejam respeitados e tenham suas culturas reconhecidas pelo grande valor que possuem.

O maracá, do tupi mbara’ká, é um objeto ritual, capaz de ligar os mundos físico e espiritual.

Visite a Livraria e conheça as publicações.

https://www.livrariamaraca.com.br/loja/

4. Mekukradjá : círculo de saberes

 

 

 

 

 

 

 

Projeto realizado por Itaú Cultural e parceria com programa Povos Indígenas no Brasil / ISA, Instituto Socioambiental

Mekukradjá é uma palavra de origem caiapó – etnia que ocupa o Mato Grosso e o Pará – e significa “sabedoria”, “transmissão de conhecimentos”. Com esse ideal em perspectiva, o evento Mekukradjá – círculo de saberes se firmou como um dos principais espaços de reflexão e troca a respeito dos múltiplos saberes dos povos originários. Desde 2016, ciclos de conversas, com diálogos traçados nos diversos campos das artes – como a literatura, o cinema e as artes visuais – e nas áreas dos direitos, do território e das questões sociais e econômicas, tematizaram a preservação da tradição, a demanda por políticas públicas e culturais, o papel da memória, identidade e linguagem, questões de gênero e política cultural, entre outros assuntos. Língua, terra, território.

https://www.itaucultural.org.br/sites/mekukradja/

5. Artigo A IMPORTÂNCIA DA LITERATURA INDÍGENA PARA A REVITALIZAÇÃO DAS LÍNGUAS INDÍGENAS NO BRASIL, publicado em OLHARES SOBRE LÍNGUAS E LITERATURAS EM AMBIENTES MULTICULTURAIS, UNEMAT. Página 89

“O objetivo deste texto é discutir a importância da literatura indígena para o fortalecimento das políticas de revitalização linguística que vêm ocorrendo no Brasil. Apesar de recente nas discussões educacionais brasileiras, a literatura indígena está ganhando visibilidade, impulsionada por ações dos próprios escritores e escritoras indígenas. Esse movimento literário tem possibilitado um diálogo bastante promissor entre as vozes dos povos indígenas e as vozes dos povos não indígenas: um diálogo que pode se desdobrar em atitudes linguísticas positivas para os povos indígenas, os quais, durante séculos, tiveram sua cultura e sua língua estigmatizadas por uma percepção ocidental logocêntrica.”

Ytanajé Cardoso e sua avó Ester Cardoso

6. Luto por Ester Cardoso

https://oprimeiroportal.com/povos-originarios-em-luto-matriarca-mais-idosa-do-povo-munduruku-falece-em-borba-am/

 

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