Indígenas recebem orientações sobre Covid-19 em seus idiomas

Projeto da UFPR

O indígena Ye’ kwana, Reinaldo Wandeyuna, dando orientações sobre os sintomas e prevenção à Covid-19. (Foto:Reprodução/UFRR)

Uma série de vídeos foi produzida pela Universidade Federal de Roraima (UFRR) com o objetivo de informar aos povos indígenas do estado, por meio das línguas da etnia Macuxi, Taurepang, Taurepang Penom, Wapichana, Wai wai, Yanomami e Ye’kwana, sobre os sintomas e as formas de evitar o contágio da Covid-19.

 

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Indígenas no espaço urbano: não foi a aldeia que chegou na cidade mas a cidade que chegou na aldeia

Quando se fala em indígenas sempre parece algo longe de nós, que não nos pertence, que está lá longe, na mata, na história etc. Para essa parcela da população, é reservado somente preconceitos e estereótipos. Até mesmo o termo “cultura indígena” costuma ser usado de forma romântica por quem se diz do meio, por desconhecimento, falta de acesso a informações mais coerentes ou preguiça. Mas o fato é: sempre tivemos indígenas entre nós.

Já nos séculos XIV e XVIII, há registros de cidades indígenas brasileiras, latino-americanas e dos povos polinésios. Somente no Brasil temos mais de 10 mil anos de presença humana. No estado de São Paulo, no mínimo 1700 anos levando em consideração exemplos de vestígios de cerâmica Guarani achados no interior do estado ao longo do Caminho do Peabiru, antiga e gigante trilha indígena que começava em Cuzco no Peru e terminava entre São Paulo e Rio de Janeiro, ou registros arqueológicos em cidades que até hoje mantém seu nome indígena, como por exemplo Indaiatuba. Também é sabido que na Amazônia brasileira tivemos cidades indígenas, assim como no nordeste.

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Contra Covid-19, IBGE antecipa dados sobre indígenas e quilombolas

#PraCegoVer foto de aldeia indígena
Divulgação foi antecipada para subsidiar políticas para enfrentar a Covid-19 junto aos povos tradicionais – Foto: Fernando Damasco/IBGE

O IBGE estima que no Brasil existiam 7.103 localidades indígenas e 5.972 localidades quilombolas em 2019, de acordo com a Base de Informações Geográficas e Estatísticas sobre os Indígenas e Quilombolas, feita a partir da base territorial do próximo Censo, adiado para 2021, e do Censo 2010. Na próxima semana, as informações estarão disponíveis também em mapas e planilhas interativas no hotsite covid19.ibge.gov.br, que reúne dados para combater a pandemia causada pelo novo coronavírus.

A divulgação foi antecipada para subsidiar o desenvolvimento de políticas, planos e logísticas para enfrentar a Covid-19 junto aos povos tradicionais. Os dados atualizados sobre os contingentes dessas populações serão conhecidos após o Censo 2021.

O estudo mostra que as localidades indígenas estão distribuídas em 827 municípios brasileiros. Do total de localidades, 632 são terras indígenas oficialmente delimitadas. O restante constitui 5.494 agrupamentos indígenas, sendo 4.648 dentro de terras indígenas e 846 fora desses territórios. As demais 977 são denominadas outras localidades indígenas, aquelas onde há presença desses povos, mas a uma distância mínima de 50 metros entre os domicílios.

O IBGE considera localidade todo lugar do território nacional onde exista um aglomerado permanente de habitantes. Já os agrupamentos são o conjunto de 15 ou mais indivíduos em uma ou mais moradias contíguas (até 50 metros de distância) e que estabelecem vínculos familiares ou comunitários.

A base mostra também que do Censo 2010 até as estimativas de 2019, o número de localidades indígenas deu um salto de 1.856 para 7.103. De acordo com o gerente de Territórios Tradicionais e Áreas Protegidas do IBGE, Fernando Damasco, isso decorre do aperfeiçoamento da capacidade técnica do Instituto na identificação dessas comunidades tradicionais nos últimos anos.

“Esse mapeamento dá um panorama detalhado da presença indígena nos municípios brasileiros. Ele poderá ser usado por órgãos públicos e organizações da sociedade civil nas diversas ações de enfrentamento à pandemia, já que associa dados do cadastro de localidades indígenas com informações geoespaciais e populacionais geradas a partir do Censo 2010, fornecendo informações das novas dinâmicas dessa população no território”, disse ele. De acordo com o Censo daquele ano, havia 896.917 indígenas no Brasil, sendo que 517.383 viviam em terras indígenas.

Damasco ressalta que o mapeamento divulgado hoje tem como foco as localidades. “É importante destacar que uma mesma comunidade pode ser constituída de várias localidades, conforme as características territoriais locais. O levantamento completo das comunidades indígenas e quilombolas será realizado por quesitos específicos no Censo 2021”.

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Premios al Activismo Quechua en Redes Sociales

Convocatoria #PremiosActivismoQuechua

Fecha límite para enviar postulaciones: 7 de mayo de 2020

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Herança Tupi: descubra palavras cotidianas que têm ligação com a língua indígena

Indígenas da aldeia Ekeruá (SP) comemoram o dia do Índio — Foto: Nicolle Januzzi/Arquivo Pessoal

Indígenas da aldeia Ekeruá (SP) comemoram o dia do Índio — Foto: Nicolle Januzzi/Arquivo Pessoal

Dia 19 de abril é considerado o dia do índio no Brasil. A data remete ao primeiro Congresso Indigenista Interamericano, que ocorreu no mesmo dia em 1940 para discutir questões ligadas à situação dos povos indígenas.

Mais do que uma data comemorativa, o dia é uma oportunidade para apoiar a luta diária travada por esses povos que ainda sofrem para ganhar espaço e reconhecimento no cotidiano do homem branco, se engajando em diversas formas de manifestação para atingirem esse propósito.

A língua é, com certeza, uma das contribuições dos indígenas em nosso dia a dia. Segundo o último censo do IBGE, 274 línguas indígenas são faladas no Brasil.

Segundo o IBGE, no Brasil existem 305 etnias indígenas. — Foto: Ananda Porto/Arquivo Pessoal

Parte dessas línguas pertence à família Tupi-Guarani, que é considerada a maior família linguística no país. O professor do Departamento de Linguística da Unicamp, Wilmar D’Angelis, é especializado em línguas indígenas. Ele explica que quando os portugueses chegaram na costa brasileira, em 1500, perceberam uma grande semelhança nas línguas faladas pelos indígenas.

“Pode-se mesmo dizer que a maior parte dos povos indígenas que ocupavam esse litoral, entre São Luís do Maranhão e o Sul de Santa Catarina, era falante de alguma língua (da família) Tupi-Guarani: Tupinambás, Potiguaras, Caetés, Temiminós, Tupinaés, Tupiniquins, Tamoios, Carijós e vários outros”, conta.

Por esse motivo, os lusitanos reconheceram o Tupi como a língua geral da costa brasileira. “Muitas línguas deixaram algumas marcas no léxico do português brasileiro, mas nenhuma forneceu tantas palavras ao português como o Tupi, em suas diversas variantes”, afirma D’Angelis.

Na história a seguir, por exemplo, os termos em destaque indicam palavras de origem indígena:

“O Terra da Gente ama a natureza. Assistindo aos programas ou lendo os textos do site, é possível aprender mais sobre o mundo das aves. Se encantar com as cores das araras, descobrir o comportamento dos tucanos e até procurar o urutau entre os trocos. Na beira do rio, o encontro com as capivaras é rotineiro, mas às vezes um jacaré também aparece. A pescaria traz aventura e diversão na companhia dos pirangueiros, que vão atrás das enormes pirararas e das piraíbas e tentam evitar as piranhas. Na “Hora do Rancho”, todo mundo está pronto para a refeição. As receitas diversas ensinam desde churrasco, até pamonha e mousse de maracujá”.

Capivara (do tupi, kapi'wara) significa "comedor de capim". — Foto: Gabriel Arroyo/Arquivo Pessoal

Capivara (do tupi, kapi’wara) significa “comedor de capim”. — Foto: Gabriel Arroyo/Arquivo Pessoal

Isso mesmo, são onze palavras de origem Tupi-Guarani, entre milhares de outras opções. Arara (a’rara) significa aves de muitas cores, e os nomes tucano (tu’kã) e o urutau (uruta’ ui) eram usados para designar as espécies. A capivara (kapi’wara) é traduzida por comedor de capim e o jacaré ( îakaré ou jaeça-karé), significa “aquele que olha de lado”.

A palavra pirangueiro deriva do Tupi pirá (peixe) e designa os pescadores. Com o mesmo prefixo, temos a pirarara (pirá + a’rara), piraíba (pirá + aíba, que traduz para ruim) e piranha. A palavra piranha é considerada por alguns como a junção dos termos pirá e anha (dente), significando “peixe com dente” ou pirá e raim (o que corta), significando “peixe que corta a pele”.

Nos alimentos, a mandioca (maniok) faz referência à uma narrativa mítica sobre a origem do alimento e maracujá (mara kuya) é conhecido como o “fruto que se serve”.

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Coronavírus: Florianópolis tem o maior crescimento de casos entre as capitais mais afetadas no Brasil

Proporcionalmente, Florianópolis é a quarta capital do Brasil com mais casos de Covid-19 a cada 100 mil habitantes

 

Coronavírus Florianopolis

Capital catarinense foi uma das primeiras no país a adotar medidas de isolamento social (Foto: Diorgenes Pandini / Diário Catarinense)

Florianópolis entrou nos últimos dias no radar do Ministério da Saúde como uma das capitais brasileiras com números mais preocupantes de pessoas com coronavírus. Com 114 casos registrados até terça-feira (8), segundo os números do governo do Estado, a capital catarinense é a 11ª cidade do Brasil com mais pacientes confirmados com Covid-19.

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Além dos números totais de pessoas com coronavírus, a cidade registrou na última semana um dos maiores crescimentos percentuais do Brasil, conforme os dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde. Com um salto de 30 casos no dia 28 de março para 91 no último sábado (4), Florianópolis viu as confirmações de Covid-19 subirem 203% em uma semana. O percentual é maior dos que as dez cidades brasileiras com mais registros até agora.

São Paulo, por exemplo, que tem o maior volume de pacientes infectados no país, viu o número crescer 185% no mesmo período, enquanto Porto Alegre e Curitiba tiveram crescimentos de 125% e 116%, respectivamente.

Outro índice utilizado para monitorar o avanço da pandemia no Brasil também deixou Florianópolis em foco. Em coletiva de imprensa em Brasília, o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira, apresentou pela primeira vez nesta terça-feira um painel com números de Covid-19 comparando as capitais brasileiras.

Com uma taxa de incidência de 18,8 casos a cada 100 mil habitantes, Florianópolis é a quarta capital da lista, atrás apenas de Fortaleza (34,7), São Paulo (30,6) e Manaus (21,7). Pelas contas do Ministério da Saúde, municípios com taxa acima de 16 casos a cada 100 mil habitantes estão em uma zona de alerta maior.

– Quando olhamos para as capitais, pegamos o número de caso e dividimos pela população. Observamos que 25% das capitais tem mais de 16 casos para cada 100 mil habitantes, e são as que têm uma maior atenção no momento. Obviamente essa incidência está relacionada ao número da população da região, e como são capitais acabam concentrando casos do interior, nem todos são de residentes da cidade – explicou Oliveira.

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Painel do Ministério da Saúde com incidência de Covid-19 nas capitais (Foto: Ministério da Saúde)

Painel do Ministério da Saúde com incidência de Covid-19 nas capitais

(Foto: Ministério da Saúde)

Contraponto

Em nota enviada pela assessoria de comunicação, a prefeitura de Florianópolis apontou que foi uma das primeiras do Brasil a adotar medidas de isolamento social e que tem, também, testado mais pacientes de Covid-19, o que pode explicar o volume maior de casos confirmados.

“O número de casos na cidade, no estado e no Brasil são subestimados, já é de conhecimento de todos. Desta maneira, se há número muito subestimado, é impossível detectar cidades que estão com mais ou menos casos confirmados, apenas ter noção de tendências. Florianópolis, por exemplo, comprou testes por conta própria e tem feito mais que outras cidades, ou seja, tem conseguido detectar mais casos. Não dá para comparar com outra cidade que não possui teste, ou possui poucos, e, portanto, nem sequer consegue detectar todos os seus doentes”, diz a nota da prefeitura.

Sobre o aumento no número de casos, a prefeitura ressalva também que muitos exames de Covid-19 ficam represados no Laboratório Central de Saúde Pública de SC (Lacen) e são divulgados pelo Governo do Estado de uma só vez, o que explicaria o crescimento exponencial em algumas datas.

A prefeitura de Florianópolis aponta também que ao menos 43 casos confirmados vieram em cruzeiros e não são moradores da cidade.

Via: https://www.nsctotal.com.br/home

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