comunidades indígenas

Portal de Saberes divulga a cultura da Terra Indígena Laklãnõ

Lançado na última quarta-feira, 8 de junho, o Portal de Saberes Laklãno/Xokleng, é um site desenvolvido para compartilhar registros e materiais sobre os saberes do povo Laklãnõ/Xokleng da Terra Indígena (TI) Ibirama Laklãnõ, do Alto Vale do Itajaí, Santa Catarina. Com o objetivo de divulgar sua história, identidade e cultura para outros povos e pessoas não indígenas, a página reúne patrimônio oral, artístico-cultural e produção científica Laklãnõ/Xokleng.

O projeto foi selecionado pelo Prêmio Elisabete Anderle de Apoio à Cultura – Edição 2020 e executado com recursos do Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense de Cultura. O site tem curadoria do estudante de jornalismo da UFSC Jucelino de Almeida Filho e da egressa da UFSC e atual doutoranda em Arqueologia na Universidade de São Paulo (USP) Walderes Coctá Priprá, ambos do povo Laklãnõ. Também conta com a participação de todas as aldeias da terra indígena, onde vivem também os povos Guarani e Kaingang. A TI é dividida nas aldeias Takaty, Bugio, Sede, Pavão, Kóplág, Toldo, Coqueiro, Figueira, Palmeira e Plipatól.

Com ilustrações do artista João Pedro Ruiz, também indígena, e projeto gráfico e webdesign de Marcos Walickosky, o site é dividido em 11 áreas: arqueologia, arte, audiovisual, biblioteca, comida, cura, fotografias, línguas, mapa, sons e quem somos. Parte do acervo apresentado é resultado de contribuições dos moradores da TI e da pesquisa para o documentário Vãnh gõ tõ Laklãnõ, sobre a resistência do povo Laklãnõ, dirigido por Barbara Pettres, Flávia Person e Walderes Coctá Priprá. O portal é vivo, aceita contribuições de materiais e permite baixar as informações, depois de preencher um formulário indicando a finalidade de uso.

Primeiro Museu Multimídia Kaingang é lançado em Santa Catarina

Projeto online preserva e difunde patrimônio imaterial de comunidade indígena de Chapecó

O primeiro Museu Multimídia Kaingang do oeste de Santa Catarina, lançado nesta semana, nasceu a partir da escuta dos povos originários da região. Através de fotos e áudios, “Origens: rituais de resistência” traz histórias contadas por indígenas Kaingang moradores da Terra Indígena Toldo Chimbangue, em Chapecó/SC. O museu pode ser visitado virtualmente.

“Pensamos em um museu online, democrático, que possa ser acessado por pessoas de qualquer lugar no mundo, para que conheçam essas histórias e a diversidade cultural da nossa região, para que ela se dissemine, se difunda”, explica a fotojornalista e pesquisadora do projeto, Sirli Freitas.

Em uma abertura simbólica, na quarta-feira, 20 de abril, a equipe entregou uma placa com um QR Code impresso na escola indígena Fen’No, que direciona a comunidade para o Museu.

Placa com nome do projeto e QR Code que direciona para página do museu é instalada em aldeia indígena. Foto: Sirli Freitas.

O conteúdo disponibilizado na plataforma trata ao menos de sete temas importantes para a comunidade: saúde e saberes de cura, o parto, lideranças femininas, lugares sagrados, a história de Índio Condá, arte e cosmologia Kaingang. A ausência dessas perspectivas na história oficial, que aprendemos muitas vezes na escola, é um dos motivos que impulsionou esse projeto.

“Conhecemos a nossa história a partir do que nos é ensinado pelos livros na escola, mas eles não trazem o ponto de vista dos povos indígenas. Eu acredito ser imprescindível e urgente que a nossa história possa ser contada pelos povos originários, por quem já estava aqui desde antes da chegada do colonizador, para que possamos realmente conhecê-la”, enfatiza Sirli.

Os saberes de cura Kaingang são temas de um dos vídeos disponibilizados no museu. Foto: Sirli Freitas.

O Museu integra o projeto “Origens” que foi desenvolvido ao longo de dois anos na TI Toldo Chimbangue. Durante esse tempo, uma equipe de pesquisadores, jornalistas e produtores culturais, orientados por lideranças e professores indígenas, vivenciaram a comunidade e registraram suas memórias, escolhendo a oralidade e a imagem como elementos de construção dessas narrativas.

O projeto, contemplado pelo Edital de Fomento e Circulação das Linguagens Artísticas de Chapecó, traz como objetivo preservar o patrimônio imaterial da comunidade. De acordo com Jandir Santin, produtor executivo, a ideia é que os indígenas Kaingang possam seguir gerando e difundindo conteúdo através dos canais de comunicação criados.

“Nós desenvolvemos um projeto, contemplado pelo edital do Governo do Estado através da Fundação Catarinense de Cultura, onde desenvolvemos oficinas com estudantes e professores da Escola Fen`nó, ensinando e repassando elementos técnicos do audiovisual. Trabalhamos o processo de inclusão digital na comunidade para que eles possam ter conhecimento técnico e autonomia para contar e salvaguardar as suas histórias.”

Comunidade indígena participa de oficina de inclusão digital promovida pelo projeto. Foto: Sirli Freitas.

Os conteúdos disponibilizados pelo projeto estão disponíveis nas seguintes plataformas:

Site do Museu: https://www.rituaisderesistencia.com.br/

Instagram: @rituaisderesistencia

Spotify: Podcast Fabular Kaingang

Youtube: Origens Rituais de Resistência

 

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Curta de animação “Teyxokawa Puri” (Resistência Puri), produzido pela‘Txâma Xmabé Puri’ – Assista!

 

Curta bilíngue (Puri-Port) estreia no agosto Indígena da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo.

O filme conta a História de resistência do povo Puri e sua retomada linguística.
Foi produzido reunindo desenhos da família de Chicão Puri, em sua memória.

A importância da Vacina nas línguas rionegrinas

Evento de Extensão -Decolonialidade: línguas sinalizadas nas comunidades indígenas do Brasil

O Núcleo de Assessoria Pedagógica da Universidade Federal do Paraná (NAP-UFPR) convida e gentilmente pede a colaboração na divulgação do evento “Decolonialidade: línguas sinalizadas nas comunidades indígenas do Brasil” que será ministrado pelas professoras Shirley Vilhalva (UFMS) e Profa Kelly Priscilla Lóddo Cezar (UFPR) e mediado pelo professor Sergio Ferreira (UFPR) no dia 27 de outubro de 2020 das 14h30 às 16h30. Este evento ocorrerá em plataforma online e o link do evento será divulgado às pessoas inscritas por e-mail.

Para realizar sua inscrição, por favor, utilize o formulário disponível aqui: https://forms.gle/fMYh533YE55c8h6y9 

Período de Inscrição: de 12 a 27 de outubro de 2020.

Este evento é uma iniciativa conjunta do Grupo de Pesquisa Formação de Professores de Línguas (UFPR), NAP, DELEM e Letras Libras e é gratuito para todas as pessoas participantes e com direito a certificação.

Processo seletivo do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Unicamp para Mestrado e Doutorado para candidatos indígenas

Já está disponível o edital do processo seletivo do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Unicamp para Mestrado e Doutorado para candidatos indígenas. As inscrições serão das 08h do dia 01/08/2020 às 16h do dia 15/09/2020.

O edital pode ser acessado aqui:

https://www.ifch.unicamp.br/ifch/pf-ifch/public-files/pos-graduacao/edital-resultado/edital_02_2020.pdf

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