Covid-19

Nuevo número monográfico de la RIE. Educación y pandemia en Iberoamérica (2)

 

Este segundo número del monográfico de la Revista Iberoamericana de Educación, dedicado al estudio del impacto de la pandemia de la COVID-19 en la educación, da cuenta del profundo impacto negativo de la pandemia en la educación, en particular, como resultado de la prolongada suspensión de la formación presencial en muchas instituciones y países. El monográfico contiene artículos referidos al impacto de la COVID-19 en la educación universitaria, además de otros que dan cuenta del impacto en otros niveles educativos.

Morre Maria do Socorro Pimentel, professora da UFG com trajetória dedicada aos povos indígenas

Dos quadros da Faculdade de Letras e do Núcleo Takinahakỹ de Formação Superior Indígena, ela se contaminou com o coronavírus e estava internada desde o início de abril em hospital de Aparecida de Goiânia

A Universidade Federal de Goiás está de luto. Uma das referências da instituição no trabalho com os povos indígenas foi mais uma das perdas acadêmicas para a Covid-19.

Professora Maria do Socorro Pimentel, em uma de suas atividades com os indígenas | Foto: Reprodução

Professora da Faculdade de Letras e do Núcleo Takinahakỹ de Formação Superior Indígena, Maria do Socorro Pimentel da Silva estava internada havia quase um mês, em um hospital de Aparecida de Goiânia, contaminada pelo novo coronavírus.

Nesta segunda-feira, 3, ela não resistiu. Doutora em Línguística Aplicada ao Ensino de Línguas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), ela era professora da UFG desde 2002 e atualmente se dedicava especialmente à formação superior no curso de Licenciatura Intercultural e à pós-graduação de alunos indígenas.

A ligação com os povos indígenas era tamanha que membros da etnia Xavante chegaram a fazer um ritual de cura quando ela estava havia dez dias intubada, tratando a doença.

Nas redes sociais, o Núcleo Takinahakỹ publicou uma mensagem com um trecho que resume o grande carinho dedicado à professora pelos povos ancestrais:

“Queridas e queridos, Kaxiwera Karajá, grande pajé, vinha tratando a Socorro. Ele me dizia que ela estava indo em direção ao Grande Lago Sagrado. Que ainda faltava um pouco, mas que ela estava virada de costas para nós, que caminhava em direção ao lago, muito muito atenta à beleza daquelas águas límpidas. Ela fez sua travessia. Agora, encontra-se do outro lado, acenando para nós, sorrindo e nos enviando amor e carinho. E dizendo para seguirmos adiante com sua obra, com seu legado.”

A UFG publicou também uma nota de pesar pela morte da professora da Faculdade de Letras:

“É com imenso pesar que a Universidade Federal de Goiás informa o falecimento da professora Maria do Socorro Pimentel da Silva, da Faculdade de Letras e do Núcleo Takinahakỹ do curso de Educação Intercultural da UFG. A professora faleceu nesta segunda, 3/5. A docente foi uma das responsáveis pela criação do Núcleo Takinahakỹ e dedicou seu trabalho à formação de professores indígenas e ao estudo da língua e saberes indígenas. Neste momento de tristeza, a UFG se solidariza aos familiares, amigos, ex-alunos e admiradores do trabalho respeitável que a professora Maria do Socorro Pimentel vinha desenvolvendo neste anos todos.”

Por Elder Dias

Covid-19 em pauta: crianças indígenas e ribeirinhas ganham kit que ensina sobre a lavagem de mãos

Mais de 3 mil crianças no Amazonas e em Roraima receberam a cartilha lúdica. O material foi produzido em parceria com professores indígenas

Aprender brincando é o que promete a nova cartilha educacional desenvolvida pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) entregue no Amazonas e em Roraima. O material intitulado ‘Cecí, Ana e Dário em: Vamos lavar as mãos e reforçar a prevenção contra à Covid-19’ traz histórias e atividades lúdicas para despertar a conscientização e cuidados preventivos sobre doenças, em especial, a COVID-19.

O kit educacional é composto por lápis grafite e de cores, folder sobre lavagem de mãos e a cartilha, que traz atividades como caça-palavras, labirinto e pintura. As brincadeiras guiam o leitor mirim a aprender como lavar as mãos, em quais momentos lavá-las, além de alertar sobre possíveis sintomas da COVID-19 e como evitar a contaminação.

Na cartilha, os personagens Cecí, Ana e Dário também apresentam às crianças palavras do vocabulário de 8 línguas indígenas: Tukano, Kokama, Tikuna, Sataré Mawé, Baniwa, Nheengatú, Macuxi e Wapichana. Dessa maneira, as crianças poderão aprender a pronúncia e escrita de vocábulos como “sabão” e “água”, que incentivam a lavagem de mãos e criam um vínculo com avós e a população que só se comunica na língua nativa. Para crianças não indígenas, é uma oportunidade de conhecer a diversidade da região. Informações sobre a Língua Brasileira de Sinais (Libras) também foram incluídas.

O conteúdo foi desenvolvido com o apoio do Instituto Insikiran, da Universidade Federal de Roraima (UFRR), Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) e lideranças das comunidades indígenas para que fosse adaptado culturalmente.

“Chegamos a comunidade Parque das Tribos, região de Manaus, com uma proposta que foi sendo adaptada com o apoio dos moradores, que davam sugestões sobre todo o processo criativo da história e dos personagens, avaliando o que era mais significativo para eles”, informa a assistente de projeto da OIM responsável pelo desenvolvimento da cartilha, Mariana Camargo.

A professora indígena Claudia Baré, educadora na comunidade Parque das Tribos, que participou do processo, destaca que a inclusão da comunidade é essencial para trazer representatividade indígena. “É sempre importante quando as organizações abrem essa porta para a gente. É a nossa fala, a nossa língua, tem alguns grafismos na cartilha que são símbolos da nossa cultura”, comenta a professora.

A estratégia do material foca ainda em disseminar a informação das crianças para as suas famílias. “Crianças são mobilizadoras para a educação, então quando conseguimos levar essa informação para compreensão e prática do dia a dia delas, elas acabam incentivando suas famílias também”, informa a coordenadora de Atenção Direta da OIM, Clara Seguro.

Em Roraima, o material será entregue nos municípios de Caracaraí, Rorainópolis e comunidade indígenas de Bonfim, beneficiando mais de 1.500 crianças. No Amazonas, as cartilhas serão distribuídas em mais de 26 comunidades indígenas e não indígenas urbanas e ribeirinhas, estimando-se atender cerca de 1.600 crianças.

Essa atividade conta com o apoio financeiro da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).

Fonte: OIM

27 profissionais da Educação morreram de covid em 2021

Em Roraima, morreram 31 profissionais da educação, sendo que 27 foi em decorrência do novo coronavírus, segundo o Sinter-RR

Por Folha Web

Os óbitos por covid de profissionais da educação foram registrados em janeiro e fevereiro (Foto: Arquivo FolhaBV)

Em decorrência da covid-19, muitas pessoas têm falecido desde o início da pandemia. Em Roraima, 1.117 mortes pelo vírus foram contabilizadas no último boletim epidemiológico divulgado pela Sesau-RR (Secretaria de Saúde).

Em janeiro e fevereiro deste ano, faleceram 31 trabalhadores em Educação entre professores, gestores escolares, vigias, copeiros, secretários de escolas e demais trabalhadores de uma unidade escolar, segundo um levantamento feito pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Roraima (Sinter).

Desse número, 27 em consequência de covid-19 e quatro foram contabilizados em decorrência de outras causas. Esse total representa cerca de 50% do registrado em 2020, que foram 60 mortes, sendo 50 óbitos por covid-19 e uns 10 por outras causas.

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A importância da Vacina nas línguas rionegrinas

Defesa Póstuma da dissertação de Ely Ribeiro de Souza (Macuxi)

“RELAÇÕES INTERÉTNICAS EM CONTEXTO URBANO: Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e Entorno – COPIME”.

O quê: Defesa Póstuma da Dissertação de Mestrado em Antropologia Social de Ely Ribeiro de Souza (Ely Macuxi), Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

Quando: 12 de fevereiro de 2021, sexta-feira, às 14h Manaus, 15h Brasília

Onde: Transmissão ao vivo via Youtube:  https://bit.ly/DefesaEliMacuxi

Docentes e discentes organizaram atividade online em homenagem ao pesquisador vítima da covid-19 que se dedicou à ciência, educação e trajetória à causa indígena.

O Programa de Pós-graduação em Antropologia Social (PPGAS), da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), realiza defesa póstuma da dissertação de mestrado de Ely Ribeiro de Souza, conhecido como Ely Macuxi, no dia 12 de fevereiro, às 14h horário Manaus e as 15h horário Brasília, com transmissão ao vivo via youtube https://bit.ly/DefesaEliMacuxi

O aluno indígena, às vésperas de defender seu mestrado, perdeu a luta para a covid-19. Ely faleceu no dia 21 de janeiro e o colegiado do PPGAS/Ufam, em acordo com seu orientador, decidiu realizar a defesa de seu trabalho “RELAÇÕES INTERÉTNICAS EM CONTEXTO URBANO: Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e Entorno – COPIME”.

A Abertura da Sessão terá pronunciamento do professor Carlos Machado Dias Jr., coordenador do PPGAS/Ufam. Na sequência haverá apresentação do professor Raimundo Nonato Pereira da Silva (PPGAS/Ufam), orientador. Participam também os professores Antônio Carlos de Souza LIma (PPGAS/Museu Nacional/UFRJ), João Pacheco de Oliveira Filho (PPGAS/Museu Nacional/UFRJ/Ufam), representante da COPIME, representante do Colegiado Indígena PPGAS/Ufam. No final da defesa, a família receberá o certificado (Ata) como homenagem.

Ely participou do curso de licenciatura Indígena “Políticas Educacionais e Desenvolvimento Sustentável”, atuando como professor no curso de formação de professores indígenas, Projeto PiraYawara, no município de São Gabriel do Rio Negro (AM).

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