Povos indígenas

Conheça a Yandê, a primeira rádio indígena online do Brasil

O surgimento da Yandê, primeira rádio indígena online do Brasil, vem para mudar a concepção que temos sobre a música e até sobre a cultura geral desses povos.

Toda mistura é bem vinda e, indo muito além dos maravilhosos cânticos e músicas tradicionais, a programação da Yandê contempla diferentes nacionalidades, etnias e línguas, oferecendo rap, rock, dub, forró e MPB da melhor qualidade, produzida por artistas de origens indígenas diversas.

A rádio foi fundada por três amigos, Anápuáka Tupinambá, Renata Tupinambá e Denilson Baniwa, que realizam o resgate, manutenção e afirmação de suas raízes olhando para o futuro, procurando aquilo de novo que essas tradições podem oferecer hoje, e para seus pares – uma programação indígena, para indígenas, mas que pode e deve ser apreciada por todos.

Pelos videos abaixo, podemos conhecer e nos deleitar com alguns dos artistas que fazem parte do repertório da Yandê.

Luanko, rapper do povo Mapuche, no Chile.

Acesse para maiores informações: https://www.hypeness.com.br/2016/04/conheca-a-yande-a-primeira-radio-indigena-online-do-brasil/

Nota de Pesar – Prof. Peppe Assurini

Nota de pesar

Eu Waremoa Assurini, o popular prof. Peppe, venho através deste informar o falecimento daqueles que em vidas se chamaram cacique Puraké Assurini e Iranoa Assurini, carinhosamente chamada de dona Luzia, ambos irmãos, ocorrido ontem entre 22:00 as 23:00 horas da noite. Seu puraké se encontrava no HRT e dona Luzia estava internada na UPA aguardando leito. A comunidade Assurini lamenta muito dessas duas perdas imensuráveis que ficaram em nossas memórias. Uma enciclopédias vivas de conhecimentos tradicionais históricas e milenares do povo Assurini que se fecha e vai para a biblioteca divina. Eu enquanto filho do cacique Puraké Assurini fico muito abalado e muito triste com tudo isso que esta acontecendo, até porque dia 22 perdi minha mãe, dia 23 o cacique Sakamiramé e ontem dia 24 perdi meu pai. Então isso é muito doloroso para mim.

Ass: Prof. Peppe Assurini

#AssuriniEmLuto

 

Direitos Linguísticos dos povos Indígenas é tema do representante do Programa de Pós-Graduação em Linguística da UFSC no Prêmio CAPES de Teses 2019

A tese indicada pela Comissão para representar o Programa de Pós-Graduação em Linguística no Prêmio CAPES de Teses/2019 foi DIREITOS LINGUÍSTICOS DOS POVOS INDÍGENAS NO ACESSO À JUSTIÇA: A DISPUTA PELO DIREITO AO USO DAS LÍNGUAS INDÍGENAS EM JUÍZO A PARTIR DA ANÁLISE DE TRÊS PROCESSOS JUDICIAIS, de Julia Izabelle da Silva. De acordo com a Comissão, a tese escolhida atende aos critérios estabelecidos pelo Edital N. 10/2020, a saber: originalidade, caráter inovador e relevância científica, cultural e social. Além de atender a tais critérios, a Comissão destacou o caráter transdisciplinar do referido trabalho, à medida que este aborda e relaciona, com cuidadoso embasamento teórico, aspectos linguísticos, culturais, sociais e jurídicos relativos a um problema cuidadosamente delineado, a saber, o cerceamento do direito de cidadãos indígenas de acessarem o sistema de justiça utilizando suas línguas nativas. Dessa forma, a Comissão entende que o trabalho indicado coloca a Linguística em interface com outras áreas do conhecimento, destacando como o saber linguístico pode contribuir para aprimorar leis e, consequentemente, direitos dos cidadãos. Além disso, por este caráter transdisciplinar e pela admirável qualidade textual, teórica e empírica, a referida tese tende a alcançar uma gama maior de leitores, contribuindo, assim, para a divulgação da ciência Linguística em outras esferas da sociedade.

Projeto Ibaorebu forma 200 indígenas Munduruku como Técnicos em Agroecologia, Enfermagem e Magistério Intercultural

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Foto: Acervo Funai/CGPC

Todos já ouviram falar que os Munduruku são um povo guerreiro, que persiste em sua luta até alcançar os objetivos. Poucos sabem, no entanto, o quanto são organizados na hora de reunir muita gente das aldeias e fazer uma festa que integra alegria, debates de propostas e troca de conhecimentos. Estas características foram reafirmadas, durante a Semana de Conclusão do I Ciclo do Projeto Ibaorebu de Formação Integral do Povo Munduruku, realizada no período de 8 a 16 de dezembro.

 A semana se dividiu em três momentos: Encontro Munduruku de Educação, Seminário de Apresentação das Pesquisas e Cerimônia de Formatura do Ibaorebu. Foi uma verdadeira festa do conhecimento, com a presença de vários caciques e cacicas, lideranças, pajés, parteiras, sábios e sábias, professores e professoras, anciões e crianças, com a participação de cerca de 2.400 pessoas por dia.

 Encontro Munduruku de Educação

 O Encontro Munduruku de Educação foi realizado no período de 8 a 10 de dezembro e teve como objetivo discutir assuntos relacionados à educação nas aldeias, ressaltando a importância de refletir sobre a situação atual dos processos educativos próprios e sobre a educação escolar oferecida pelas Instituições do Estado brasileiro. Desta forma, o Encontro também foi uma oportunidade de retomar as discussões que vêm ocorrendo há alguns anos, nas Assembleias Gerais realizadas pelo Povo Munduruku, onde sempre esteve presente a pauta da educação.

 O evento discutiu propostas que contribuem na construção de diretrizes para a educação escolar nas aldeias, visando fortalecer propostas pedagógicas específicas e incentivar o trabalho integrado, formando assim uma rede de experiências e conhecimentos entre as 53 escolas das comunidades Munduruku. É sobretudo a busca pela autonomia na gestão escolar uma das principais motivações do Povo Munduruku, que possui o maior número de escolas, professores e alunos indígenas no estado do Pará, com aproximadamente 3.800 estudantes matriculados no ensino fundamental, conforme o último censo escolar.

 Foi um momento de retomada, como disseram os Munduruku, que deliberaram sobre a necessidade de um segundo Encontro de Educação, a ser realizado no próximo ano para dar continuidade às discussões e amadurecê-las, avançando rumo à autonomia da educação escolar nas aldeias. Continue lendo

REBEP – Revista Brasileira de Estudos da População lança número 32

capa_rebepv32n2_s4A REBEP – Revista Brasileira de Estudos da População divulga o número 32/2016. Neste número, destaque aos textos da pesquisadora Rosângela Morello, que publica o texto Censos nacionais e perspectivas políticas para as línguas brasileiras e ao texto Avanços na captação de dados sobre a população indígena no Censo Demográfico 2010, da pesquisadora Nilza de Oliveira Martins Pereira.  Os textos lançam olhares importantes ao Censo de 2010

Leia os textos completos e conheça outros artigos presentes no número em: https://www.rebep.org.br/revista/index

 REBEP é uma publicação da Associação Brasileira de Estudos Populacionais criada em 1984. Trata-se do único periódico publicado no Brasil que tem por objetivo estimular e difundir a produção brasileira sobre demografia e população e desenvolvimento sustentável, assim como garantir o diálogo entre este campo e áreas afins. Em 2005, a REBEP passou a integrar a rede SciELO, o que permitiu maior disseminação do conhecimento publicado na revista, tanto no âmbito nacional como no internacional. A REBEP também está disponível na Scopus e indexada no SJR, assim como em outras bases de dados científicas.

Email de contato é E-mail: rebep@rebep.org.br.

Site da revista: https://www.rebep.org.br/revista/index

Fonte: Site Rebep/IPOL Comunicação

 

 

VII Fórum Estadual de Educação Escolar Indígena – FOREEIMS divulga Carta de Dourados

CARTA DE DOURADOS

Comissão do Fórum Estadual de Educação Escolar Indígena[1]

Nós professores, lideranças e indigenistas, presentes no VII Fórum Estadual de Educação Escolar Indígena – FOREEIMS, realizado nos dias 26 a 28 de maio de 2016, na Terra Indígena Dourados, Aldeia Jaguapiru, Mato Grosso do Sul, cientes da dignidade humana e em defesa do bem viver, manifestamos ao Estado e à sociedade brasileira nossas preocupações, reafirmando, em primeiro lugar a necessidade de demarcar nossos Territórios Tradicionais, conforme prometido na Constituição Federal de 1988.

Repudiamos toda forma de exclusão dos direitos já conquistados e garantidos nas legislações deste País com intuito de violar os diretos fundamentais do ser humano.

Repudiamos a criminalização das lideranças indígenas, legítimos defensores dos direitos indígenas, pois lutar pela sobrevivência é a única opção que restou frente à violência colonial que abate e confina os povos ameríndios há 516 anos. A voz do conquistadores se faz ouvir diariamente em todas em práticas e legislações injustas em todas as esferas do poder: legislativo, executivo e judiciário.

Entre as reformas neocoloniais cogitadas pelo governo brasileiro provisório, que somos contrários, está a extinção no âmbito do Ministério da Educação da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão – SECADI. Entendemos que a extinção da SECADI, por sua vez, arrancará do âmbito do Ministério da Educação a Secretaria que representa princípios de cidadania, inclusão e combate a todas as formas de intolerância e discriminação, presentes na Constituição da República Federativa do Brasil. Continue lendo

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