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Livro infantil Coronavírus ganha versão no idioma indígena Macuxi

Por G1 MT


Livro infantil Coronavírus — Foto: UFMT

Livro infantil Coronavírus — Foto: UFMT

Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em parceria com Universidade Federal de Roraima (UFRR), lança nova tradução do livro infantil Coronavírus. A obra ganha versão no idioma indígena Macuxi, maior etnia do estado de Roraima. Apresenta de forma simples, ilustrada e lúdica os conceitos da microbiologia, abordando a origem do vírus, as formas de contágio, iniciativas para prevenção e os sintomas da doença.

O livro faz parte da série Pequenos Cientistas, do projeto de extensão MT Ciência, Campus Sinop. Tem o objetivo de levar conhecimento científico às crianças de forma simplificada, popularizando os conceitos e estreitando os laços entre Universidade e sociedade.

Já ganhou versão em inglês, espanhol, Libras, Macuxi e está prestes a lançar o idioma indígena Waiwai, que está em processo de diagramação. O grupo trabalha ainda na tradução para outras etnias, o Wapichana, Xavante e o Ingarikó.

“Os indígenas hoje são um dos grupos mais vulneráveis ao coronavírus e não possuem políticas específicas. Esse livro foi uma ferramenta que encontramos para tentar minimizar o impacto desta terrível doença sobre essa comunidade”, afirma a professora Roberta Martins Nogueira, uma das autoras da obra, ressaltando a importância dessa tradução.

A população Macuxi, no estado de Roraima, conta com população em torno de 30 mil habitantes. Em comunidades distantes é comum encontrar quem fale apenas esse idioma. “Nós consideramos importante fazer com que essa população falante de língua macuxi consiga entender melhor o que é que está acontecendo e de uma forma bem interessante, de fácil entendimento. Eu, enquanto adulta, também aprendi com esse livro”, conta Ananda Machado, coordenadora do Programa de Valorização das Línguas e Culturas Macuxi e Wapichana da UFRR.

A coordenadora destaca também outro aspecto importante dessa tradução, a valorização da língua, como uma forma de prestigiar o idioma. “Estamos correndo atrás de uma versão impressa do livro, como muitas comunidades têm problema de luz e internet, vai ser ótimo. Fica também como material para a posteridade dentro da comunidade”, conclui.

Participaram do desenvolvimento do livro as professoras Fabiana Donofrio, Roberta Vieira de Morais Bronzoni, Roberta Martins Nogueira, o professor Evaldo Martins Pires e a médica especialista em imunologia, Leticiane Munhoz Socreppa. A tradução da obra para os idiomas indígenas foi uma iniciativa do Programa de Educação Tutorial (PET) Intercultural, coordenada pela professora Fabíola Almeida de Carvalho.

24 anos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)

Em  17 de julho, comemoram-se os 24 anos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Presente em 4 continentes e reunindo quase 300 milhões de membros, a CPLP promove a amizade, o entendimento e a cooperação entre seus membros.
Além do Brasil, integram a CPLP Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Portugal e Timor-Leste.
Também prova de sua importância são os vários países e organizações internacionais que participam da Comunidade como Observadores Associados.
O Brasil,  por meio da ABC, mantém com os países da CPLP projetos de cooperação em áreas como saúde, educação, recursos hídricos, justiça, administração pública, segurança alimentar e nutricional e inclusão de pessoas com deficiência.
No combate à Covid-19, o Brasil fez doações para a aquisição de medicamentos e insumos médico-hospitalares para parceiros da CPLP.
A promoção da língua portuguesa constitui outro pilar essencial da CPLP.
Abrigando o maior número de falantes do idioma e uma diversificada indústria criativa em língua portuguesa, o Brasil está ciente de suas responsabilidades para o fortalecimento e difusão do português no contexto internacional.
O presente aniversário da CPLP é particularmente especial, pois, em 2020, comemorou-se, pela primeira vez, o dia 5 de maio como Dia Mundial da Língua Portuguesa, após o reconhecimento dessa data pela UNESCO.

 

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PDL nº 330/20 que susta efeitos do Decreto de recomposição do Conselho Nacional de Educação (CNE) é encaminhado à Câmara

O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 330/20 que susta efeitos do Decreto de 9 de Julho, que designa novos membros do Conselho Nacional de Educação (CNE), foi protocolado na Câmara na tarde desta segunda-feira, 13. O PDL é de autoria da deputada federal Joenia Wapichana (REDE-RR).

A nova composição do CNE foi publicada na sexta-feira (10), e o assento que, há mais de 20 anos era ocupada por uma representação indígena, deixou de existir. O Prof. Dr. Gersem Baniwa, comprometido com a educação escolar indígena e com bastante formação profissional na área de educação, foi o último membro. Baniwa atuava desde 2016 na Câmara de Educação Básica.

A ausência de um representante indígena no Conselho representa mais uma afronta aos direitos indígenas garantidos na Constituição e organizações internacionais. Os novos conselheiros são indicações do ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, o que reforça as inúmeras afrontas e desrespeitos aos direitos indígenas e direitos sociais.

No §5º, do Art. 8º da Lei nº 9.131, de 24 de novembro de 1995 é garantida a escolha dos nomes levando em conta a necessidade de representatividades de todas as regiões do País, bem como a especificidade de cada colegiado. Para a Deputada Joenia esse é o principal motivo de afronta aos direitos e a negação dos povos indígenas terem a sua representatividade no Conselho.

No mesmo dia da publicação, a Deputada também publicou nota de repúdio pela forma como foram definidos os novos conselheiros. O ato também revoltou várias instituições de ensino superior, a União dos Dirigentes Municipais de Educação, o Conselho Nacional de Secretários de Educação, os Fóruns de Educação Escolar Indígena e outras instâncias de representatividades da educação básica e superior.

Fonte: Ascom/ Dep. Joenia Wapichana

Mortes de indígenas idosos por Covid-19 colocam em risco línguas e festas tradicionais que não podem ser resgatadas

Por Carolina Dantas, G1

Aripã e Katica em terra indígena Karipuna, em Rondônia, em 2019 — Foto: Fabio Tito/G1

Aripã e Katica em terra indígena Karipuna, em Rondônia, em 2019 — Foto: Fabio Tito/G1

Covid-19 mata mais os idosos e são eles a fonte histórica dos indígenas brasileiros. Os antigos Guajajara, no Maranhão, cantam os rituais. Na aldeia dos karipuna, em Rondônia, Katica e Aripã têm as tatuagens tradicionais e mantêm a língua tupi-kawahib. Os anciãos, que ensinam os mais jovens, correm risco de morrer ou já foram perdidos para a doença.

Não há um balanço oficial de mortes indígenas por Covid-19 por idade. Sabe-se que são 187 mortes até esta quinta-feira (9), de acordo com a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde. Ou, como diz o levantamento da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), 453 mortos. Não há consenso também sobre o número geral de vítimas da doença.

Cada caso é divulgado, então, por quem vive perto das aldeias. Aloisio Cabalzar, antropólogo do Instituto Socioambiental (ISA) no Rio Negro, diz que a tradição das sociedades indígenas é basicamente oral. Em geral, são as pessoas mais velhas que passam o conhecimento para as mais jovens.

“Os idosos são o principal grupo de risco. É o que está acontecendo: estamos perdendo o conhecimento” – Aloisio Cabalzar, antropólogo

São mais de 300 povos no Brasil e 200 línguas.

Feliciano Lana, ilustrador da cultura indígena, morre de Covid-19 — Foto: Cortesia/Instituto Socioambiental

Feliciano Lana, ilustrador da cultura indígena, morre de Covid-19 — Foto: Cortesia/Instituto Socioambiental

Na região do Rio Negro, o ilustrador Feliciano Lana, de 82 anos, desenhou por mais de 30 anos o que assistia na Amazônia. Era “calmo e generoso”, como descreveu Cabalzar.

“Produziu uma obra sensível, expressiva da cosmologia dos povos Tukano e quase onipresente nos trabalhos de antropólogos, historiadores e artistas que tratam do Rio Negro. Seus trabalhos estão em instituições diversas como o Museu de Arte de Belém, o Museu da Amazônia e o Museu Britânico, com o qual estava colaborando recentemente”.

Obra de Feliciano Lana — Foto: Cortesia/Instituto Socioambiental

Obra de Feliciano Lana — Foto: Cortesia/Instituto Socioambiental

Feliz, como era conhecido Lana, morreu em maio de Covid-19. Pouco mais de um mês depois, o Rio Negro também perdeu Poani Higino Pimentel Tenório. Ele pegou a doença em São Gabriel da Cachoeira, chegou a ser tratado, e foi transferido para Manaus. O governo do Amazonas informou que ele foi internado na UTI em uma ala indígena, mas que apresentou um quadro agravado por insuficiência respiratória aguda.

Cabalzar diz: “Tenório foi o principal líder do povo Tuyuka e por 20 anos foi educador da língua original aos mais novos”. Ele tinha muitas profissões: construtor de canoa, artesão, químico, professor, tradutor trilíngue e intercultural, gestor de organização indígena, pesquisador, especializado em petróglifos, escritor, produtor cultural.

Higino, em fotografia de Aloisio Cabalzar, em sua comunidade Tuyuka em 2008 — Foto: Cortesia/Instituto Socioambiental

Higino, em fotografia de Aloisio Cabalzar, em sua comunidade Tuyuka em 2008 — Foto: Cortesia/Instituto Socioambiental

“Ele buscou os filhos indígenas em outras escolas, ensinou a língua tuyuka. Garantiu muito material escrito, vários trabalhos publicados. Ele foi a principal liderança do processo de retomada da língua tuyuka”, disse o antropólogo.

No Maranhão, Sônia Guajajara, líder indígena e coordenadora da Apib, vê um processo parecido. Os idosos morrem e levam o que sabem, diz ela. A doença já chegou em territórios próximos a povos isolados: Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, no Amapá; terra indígena Momoadate, no Acre; Vale do Javari, no Amazonas.

Mortes de indígenas por Covid-19 no Brasil — Foto: Arte/G1

Mortes de indígenas por Covid-19 no Brasil — Foto: Arte/G1

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Pesquisa analisa diferenças entre as línguas indígenas faladas em Mato Grosso do Sul

A presença marcante dos povos indígenas no estado é motivo de orgulho para o sul-mato-grossense. Mato Grosso do Sul possui, hoje, a segunda maior população indígena do país, contando com povos Guarani-Kaiuá, Terena, Kinikinau, Kadiwéu, Guató e Ofayé.

Acompanhando a importância da cultura indígena no contexto regional, a UFMS tem, em sua história, empregado esforços para se aprofundar, aprender e valorizar as práticas e conhecimentos  desses povos. Em Aquidauana, destaca-se a institucionalização do curso de Licenciatura Intercultural Indígena, que desde 2019 oferece ingresso anual, em graduação específica, para os pertencentes às comunidades indígenas.

Além do ensino, a Universidade também atua de forma coordenada para a pesquisa indígena. São diversos os pesquisadores da Instituição que se dedicam ao saber científico na área. E os seus resultados têm contribuído para descobertas importantes, que se agrupam a um esforço mundial para desmistificar e desvendar os saberes dos povos nativos.

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