A experiência da Lombardia
O pesquisador Humberto Cunha encerra séria com artigo sobre legislação cultural da região italiana

O carnaval de Milão: proteção do patrimônio cultural imaterial na região italiana da Lombardia permite paralelos com a legislação brasileira, em especial o caso cearense
Revista Internacional em Língua Portuguesa (RILP)
A Revista Internacional em Língua Portuguesa (RILP), editada desde o ano de 1989, é uma publicação interdisciplinar da Associação das Universidades de Língua Portuguesa. A RILP surgiu como manifestação do desejo de interconhecimento e de intercâmbio de todos os que, na América, na Europa e na África falam português no seu quotidiano, e se preocupam com a sua utilização e o seu ensino. A Revista surge como um modo de aproximar as culturas que na língua portuguesa encontram expressão, ou que a moldam para se exprimirem, e se este é o destino do português, não é mais do que a continuação da sua própria historia em que esse destino – como todos os destinos – já estava contido. O Número Internacional Normalizado das Publicações em Série (ISSN) desta coleção é 2182-4452 (formato papel) e 2184-2043 (formato digital). A Revista Internacional em Língua Portuguesa (RILP) está indexada ao catálogo Latindex, Qualis/CAPES e European Reference Index for The Humanities and Social Sciences (ERIH PLUS) da European Science Foundation (ESF). A RILP está em avaliação nos catálogos da Scielo e Scopus. Normas de publicação disponíveis aqui: http://aulp.org/node/
Programa brasileiro de tradução para Libras é finalista em premiação no México
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VLibras ‘traduzindo’ trecho de página na internet (Foto: Gabriel Luiz/G1)
O software público brasileiro VLibras – que permite traduzir textos, áudios e vídeos para a Língua Brasileira de Sinais, usada por pessoas com deficiência auditiva – é finalista em uma premiação internacional no México. A cerimônia celebra iniciativas para tornar as cidades “mais inteligentes”.
Criado pelo Ministério do Planejamento em parceria com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), o programa concorre com outros dois finalistas na categoria “sociedade igualitária e colaborativa”. Os vencedores desta edição poderão expor o projeto no próximo congresso, em um stand de 9 metros quadrados. Continue lendo
“Indianos acham que português é língua que cria boas oportunidades de carreira”
Almoço com Shiv Kumar Singh, professor de Estudos Indianos na Universidade de Lisboa e autor do Dicionário Hindi-Português-Hindi
Estou já sentado no Natraj, restaurante indiano na lisboeta rua do Sol ao Rato, quando chega Shiv Kumar Singh, que, sabedor, foi quem escolheu o local. Não está atrasado o professor de Estudos Indianos e de Hindi na Faculdade de Letras, fui sim eu que cheguei um pouco antes, minutos suficientes para perceber pela ementa que se trata de um restaurante de comida do Norte da Índia, tão diferente da do Sul do país. Recebo logo um presente: o Dicionário de Hindi-Português-Hindi que Singh publicou em 2017 (o ano da visita do primeiro-ministro António Costa à Índia e de Narendra Modi a Portugal) e que é o primeiro por cá editado dedicado à mais falada das línguas indianas. No passado, pela ligação histórica à costa do Malabar e a Goa, foi dada primazia aos dicionários de Malaiala-Português e de Konkani-Português, explica o meu convidado, num português fluente. Continue lendo
Crianças imigrantes aprendem a nova língua

Fredye Chrisostome, 6 anos, diz que o português não é uma língua fácil: “Mas eu já sei a letra G, a letra do cachorro e da tartaruga também”
Alunos haitianos do 1º ao 5º ano do fundamental são atendidos com aulas de português no contraturno, através do projeto da UEL em parceria com a Secretaria de Educação de Cambé
Na Escola Municipal Professora Lourdes Gobi Rodrigues, em Cambé (região metropolitana de Londrina), cerca de 15 crianças haitianas, do 1º ao 5º ano, estão sendo acompanhadas de perto na aprendizagem da língua portuguesa.
A cada aula, eles vão se familiarizando com a nova língua e, por enquanto, o conteúdo é direcionado com base nas necessidades apontadas por eles. Nesta semana, por exemplo, eles vão aprender as formas de apresentação, os dias da semana e as cores.
A coordenadora do Be UEL, Viviane Bagio Furtoso, explica que o projeto é do curso de Letras Estrangeiras Modernas e tem o objetivo de implementar ações para internacionalização da universidade. Para ministrar as aulas, que tiveram início há duas semanas, uma aluna do curso foi selecionada como estagiária. Continue lendo
Medalhista na Olimpíada Internacional de Linguística, carioca de 15 anos fala quatro idiomas e aprende outros quatro

João Henrique acumula 13 medalhas olímpicas Foto: Arquivo pessoal
Aos 15 anos, o carioca João Henrique Fontes já acumula 13 medalhas olímpicas. Mas as provas que ele venceu não exigiram esforço físico. Foram, isso sim, verdadeiras maratonas de raciocínio. A última delas foi disputada há 20 dias, na República Tcheca. Um dos oito representantes do Brasil na Olimpíada Internacional de Linguística, o jovem voltou para casa com a medalha de prata.
A vitória é resultado de anos de estudo, motivados por um interesse nato por idiomas. João começou a ler precocemente, aos 3 anos, e desde então foi incentivado pelo pai a estudar japonês. Com o tempo, tomou gosto pela coisa. Hoje, o adolescente fala, escreve e entende bem quatro línguas: inglês, francês, alemão e japonês. E já está aprendendo outras quatro: espanhol, italiano, mandarim e russo.
— Sempre gostei de aprender línguas. Meu pai me apresentou o japonês. O francês era ensinado na minha primeira escola. Comecei a estudar alemão pela internet, e fiz curso de inglês desde pequeno. Hoje, aprendo muito sozinho, assistindo a vídeos ou comprando bons livros — diz João.
O adolescente, que mora na Tijuca e cursa o 2º ano do ensino médio no Colégio Militar, também tem aulas particulares em casa: às terças, de mandarim, às quintas, de japonês, e às sextas, de francês. Ainda faz natação e estuda piano. Continue lendo


