CPLP

Revista Internacional em Língua Portuguesa (RILP)

Por Alexandre António Timbane

A Revista Internacional em Língua Portuguesa (RILP), editada desde o ano de 1989, é uma publicação interdisciplinar da Associação das Universidades de Língua Portuguesa. A RILP surgiu como manifestação do desejo de interconhecimento e de intercâmbio de todos os que, na América, na Europa e na África falam português no seu quotidiano, e se preocupam com a sua utilização e o seu ensino. A Revista surge como um modo de aproximar as culturas que na língua portuguesa encontram expressão, ou que a moldam para se exprimirem, e se este é o destino do português, não é mais do que a continuação da sua própria historia em que esse destino – como todos os destinos – já estava contido. O Número Internacional Normalizado das Publicações em Série (ISSN) desta coleção é 2182-4452 (formato papel) e 2184-2043 (formato digital). A Revista Internacional em Língua Portuguesa (RILP) está indexada ao catálogo Latindex, Qualis/CAPES e European Reference Index for The Humanities and Social Sciences (ERIH PLUS) da European Science Foundation (ESF). A RILP está em avaliação nos catálogos da Scielo e Scopus. Normas de publicação disponíveis aqui: http://aulp.org/node/114462; Declaração Princípios Éticos da RILP: http://aulp.org/node/114927LÍNGUA PORTUGUESA EM ÁFRICA: POLÍTICAS LINGUÍSTICAS E OS CRIOULOS EM DEBATE IV SÉRIE, Nº31 (2017).

“Se Cabo Verde não é capaz de organizar um discurso histórico, alguém será capaz”

Professor da Universidade da Universidade de Évora, Portugal, investigador na área de património, com passagens frequentes por Cabo Verde, onde já deu aulas, Filipe Themudo Barata é um crítico da forma como o mundo anda a tratar a história. De passagem pelo Campus África, na Universidade de La Laguna, conversou com o Expresso das Ilhas e a Rádio Morabeza sobre a importância de preservar a memória.

Estamos a pôr a história de lado?

Estamos a pôr a história de lado. Aquilo que se chama ‘perda de memória’ tem a ver com uma obra que saiu há pouco tempo, de dois autores americanos, “O Manifesto da História”, e que está relacionada com as razões pelos quais a história se foi afastando, pouco a pouco, do espaço publico e as pessoas que a produziam, ou foram afastadas, ou não se importaram. Nos territórios onde a história tem por base a escrita, a bacia do mediterrâneo, onde a história se escrevia, as fontes estão disponíveis, mas nos países onde a história é construída através da oralidade, isto é mais complicado. Continue lendo

A falar ainda não nos entendemos

O JN comemorou 130 anos com uma Grande Conferência que teve como mote “A falar nos entendemos: a língua como ativo estratégico”. Celebrar 130 anos de um jornal de grande circulação é já de si uma forma de afirmar a língua portuguesa, ainda por cima porque tem sabido chegar a mais públicos, em particular às comunidades portuguesas no Mundo, apostando numa versão digital dinâmica e apelativa. A conferência teve a intervenção de dois presidentes da República, de Cabo Verde e Portugal, que de forma eloquente e assertiva expuseram as potencialidades de uma língua comum que é das mais faladas no Mundo.

Os dados mais recentes apontam para 260 milhões de falantes na América, África, Europa e Oceânia, sendo ainda língua oficial em Macau. A China tem sido um caso de crescimento exponencial de ensino do português que, em 2002, era ensinado em três universidades (Pequim, Xangai, Cantão) e, em 2018, em mais de 40, com o número a subir. Outros indicadores são relevantes, como a presença do português na Internet (5.ª língua mais utilizada) e nas redes sociais (3.ª língua). Mas o indicador mais significativo é o crescimento demográfico, prevendo-se que seja a língua que mais crescerá, sobretudo em África, cujo número de falantes de português ultrapassará o Brasil. A China aposta sempre no tempo longo e África é um dos seus objetivos estratégicos. Continue lendo

Roteiro para o Português como língua global

A língua portuguesa não é um ativo estratégico porque não gera rendimento, pelo contrário, é um passivo que as empresas da comunidade lusófona têm de suportar.

Foi Daniel David, presidente do Conselho de Administração do grupo SOICO (Sociedade Independente de Comunicação) – o maior grupo de comunicação social em Moçambique -, quem o afirmou, numa declaração que contrariou o tom global mais positivo do debate sobre o Português como ativo estratégico, na tarde desta sexta-feira. Continue lendo

Na ONU, países da Cplp mostram otimismo com futuro da língua portuguesa

Da Redação
Com ONU News em Nova Iorque

O Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na Cplp foi comemorado na noite de quarta-feira, em Nova Iorque, com uma recepção para todas as delegações que servem nas Nações Unidas. Oficialmente, a data é marcada em 5 de maio.
Centenas de pessoas de todos os países que falam português e também de outras nações participaram da festa que reuniu os embaixadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, e a chefe de gabinete do secretário-geral, Maria Luiza Ribeiro Viotti, que discursou em nome de António Guterres.
Maria Luiza Ribeiro Viotti citou a admiração de António Guterres pela Cplp. “O secretário-geral nutre grande apreço pela Cplp e pelo que representa: uma comunidade que promove a aproximação entre países membros, embora geograficamente distantes, compartilham a mesma língua, uma rica cultura e fortes laços históricos e uma histórica tradição muito importante. Espero que a nossa Cplp possa continuar a reforçar as boas relações entre todos seus membros e com o resto do mundo. Isso nos ajudará a avançar com os nosso objetivos comuns de paz, justiça, direitos humanos e dignidade para todos.”
A chefe de gabinete de Guterres falou ainda sobre a ONU News em português. Falando em inglês, ela disse que apesar de o português não ser um dos idiomas oficiais das Nações Unidas, o Departamento de Informação Pública da ONU tem um serviço em português. Ela afirmou que o programa em língua portuguesa atinge milhões de pessoas em todo o mundo com informações sobre as Nações Unidas.
Já o embaixador da Missão Permanente de Portugal junto as Nações Unidas, Álvaro Mendonça e Moura, falou à ONU News sobre a importância do português.

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Países de língua portuguesa buscam livre circulação de cidadãos

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Portugal: ministérios envolvidos trabalharão para concretizar esse objetivo até a próxima cúpula (Jamie McDonald/Getty Images/)

A proposta, apresentada por Portugal, foi acolhida por todos os demais integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)

Por Estadão Conteúdo

Brasília – Os países de língua portuguesa vão trabalhar para concretizar, num prazo de até dois anos, um acordo que permita a seus cidadãos residirem, trabalharem e terem portabilidade de direitos sociais. Ou seja, será possível a um brasileiro morar e trabalhar em Portugal, por exemplo.

 “A ideia é permitir não apenas a estudante, mas a todo cidadão, circular no espaço da comunidade de países de língua portuguesa”, disse nesta terça-feira, 1º de novembro, o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa. Ele explicou que será possível residir e trabalhar, mas será necessário discutir situações específicas, e ver a equivalência de títulos acadêmicos e profissionais.

A medida se estende a direitos sociais, como, por exemplo, a previdência. Desta forma, um brasileiro que trabalha em Portugal poderia contar com os anos de trabalho (em qualquer dos países) para a sua aposentadoria global, explicou.

A proposta, apresentada por Portugal, foi acolhida por todos os demais integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) na reunião que se encerrou nesta terça no Palácio do Itamaraty. O documento da declaração final do encontro diz que os ministérios envolvidos trabalharão para concretizar esse objetivo até a próxima cúpula, daqui a dois anos, em Cabo Verde.

A CPLP é formada por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

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