Quase metade das escolas indígenas não tem material didático específico

Censo Escolar de 2015, do Ministério da Educação, mostra que pouco mais da metade, 53,5%, das escolas indígenas têm material didático específico para o grupo étnicoDivulgação Prefeitura de Maricá/Fernando Silva
Edição: Graça Adjuto
Ir para a escola e assistir aulas em outro idioma, não conhecer a própria história, aprender a história de outro povo e ter exemplos estranhos à realidade em que se vive é uma situação que parece irreal. No entanto, é assim que são educadas muitas crianças e jovens indígenas. Os últimos dados do Censo Escolar de 2015, do Ministério da Educação (MEC), mostram que pouco mais da metade, 53,5%, das escolas indígenas têm material didático específico para o grupo étnico.
Mesa-redonda “A Diversidade Linguística dos Espaços da Língua Portuguesa”
Acontece no dia 26 de maio de 2016, na Fundação Calouste Gulbenkian, Paris, mesa-redonda “A Diversidade Linguística dos Espaços da Língua Portuguesa”. A mesa terá participação de Ana Josefa Cardoso, Edleise Mendes, Gláucia Silva, Isabelle Simões Marques, Jaine Beswick e Michèle Koven. O encontro internacional é organizado em colaboração com a Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) e o Instituto Internacional de Língua Portuguesa (ILLP / CPLP).64º Seminário do GEL, em julho, na UNESP de Assis
Acontece de 5 a 8 de julho, na UNESP de Assis, o 64º Seminário do GEL – Grupo de Estudos Linguísticos do Estado de São Paulo.
III CIPLOM e III EAPLOM na UFSC, entre 6 e 10 de junho de 2016
O Professor e pesquisador Gilvan Müller de Oliveira esclarece os objetivos e a importância do evento no âmbito da Integração Regional e da gestão das línguas no MERCOSUL.
Acesse a entrevista realizada pelo IELA – Instituto de Estudos Latino-americanos:
Mais informações sobre o evento em: http://iiiciplomeaplom.webnode.com/
Email: iiiciplom.iiieaplom@gmail.com
Fonte: IPOL Comunicação
Português terá grande crescimento de falantes no final do século

Foto: Lusa
Até ao final do século XXI, o português será uma das cinco línguas com grande crescimento e projeção no mundo, com 400 milhões de falantes, disse hoje Guilherme d´Oliveira Martins, administrador da Fundação Calouste Gulbenkian.
“A língua portuguesa vai até ao final do século XXI ser uma das cinco línguas do mundo que vai registar não apenas um grande crescimento, mas também uma projeção global, em todos os continentes”, disse.
Oficinas “Línguas de imigração como patrimônio”, em Blumenau

Pesquisadoras Mariela Silveira e Ana Paula Seiffert Foto: IPOL
Aconteceu no dia 09 de abril, na Sede da AMMVI – Associação dos Municípios do Médio Vale do Itajaí, em Blumenau, oficina do Projeto “Línguas de imigração como patrimônio: (re)conhecendo a diversidade linguística no sabor da herança culinária”, contemplado pelo edital Edital Elisabete Anderle, da Fundação Catarinense de Cultura.
Na oportunidade, os pesquisadores do IPOL, Gilvan Müller de Oliveira, Rosângela Morello, Ana Paula Seiffert e Mariela Silveira participaram de debates acerca da imigração no Brasil e do deslocamento necessário para uma compreensão das línguas de imigração não mais como um “problema”, e sim, como direito e como recurso linguísticos. Compreensão essa que tem apoiado a construção de políticas que visam garantir o futuro dessas línguas, tais quais o Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL) e as cooficializações de línguas em âmbito municipal, ambas debatidas nas oficinas.

Professora Maristela Pereira Fritzen Foto: IPOL
A participação da Professora Maristela Pereira Fritzen, da FURB, enriqueceu a oficina trazendo o panorama das atividades que envolvem as línguas de imigração, sobretudo as de origem alemã, no Vale do Itajaí. A professora e pesquisadora situou o público presente sobre as pesquisas que vem sendo desenvolvidas, trazendo muitos exemplos que contextualizam vários fenômenos linguísticos e identitários que influenciam na manutenção e/ou perda dessas línguas na região.
No início da tarde, Rosângela Morello apresentou um panorama das cooficializações de línguas em nível municipal no Brasil, discutindo as potencialidades dessa política que vem se disseminando e que já alcança 11 línguas (4 de descentes de imigrantes e 7 de indígenas) em 19 municípios brasileiros.
A rodada de conversa do segundo dia de oficinas foi finalizada com um trabalho em grupo para a elaboração de proposições para a promoção das línguas de imigração na região e os grupos presentes socializaram suas reflexões e propostas.
Em breve o IPOL divulgará novas notícias, programação e um fechamento especial do ciclo de ações realizadas na região, contemplando o lançamento de documentário produzido pelo IPOL e que busca valorizar os saberes, memórias e fazeres culinários dos povos envolvidos “das doçuras às amarguras”, como se referiu a pesquisadora Rosângela Morello, no prefácio do livro Receitas de Imigração, também produzido no âmbito das atividades recentes realizadas no Vale do Itajaí.
Fonte: IPOL Comunicação


