Casa José Saramago abre em Óbidos para difundir escritores e culturas do mundo
“Música, teatro, exposições” são algumas das expressões culturais que, de acordo com Pilar Del Rio, vão passar pela Casa José Saramago, espaço que abriu portas em Óbidos numa parceria entre a Fundação a que preside e a Câmara de Óbidos.
Parte das exposições rotativas da Fundação, sobre a obra de Saramago, passarão pela casa onde a presidente admite que possam também ser apresentadas “peças de teatro com um ou dois actores”, eventos musicais e outras iniciativas que façam “a palavra circular”.
Continue lendo
Faça Parte: Cartunista surdo é protagonista no mundo dos quadrinhos
Conheça a história do jovem que enfrentou inúmeras barreiras de comunicação para se destacar nos HQs
Show de Fanta Konatê une ritmos africano e brasileiro
Ancestralidade e contemporaneidade africana e brasileira se misturam em ritmos, cantos e danças, no show que a cantora, compositora e bailarina Fanta Konatê fez no teatro do Sesc Sorocaba.

A cantora, compositora e bailarina fará show ao lado de percussionistas sorocabanos – DIVULGAÇÃO
O espetáculo faz parte da programação especial do projeto “Iorubrá Quilombo: Cultura, Território e Resistência”, que acontece no mês em que se comemora o Dia da Consciência Negra. O show reúne músicas autorais, em malinkê e sussú, línguas faladas na Guiné Conacri, que tratam de temas sociais atuais, baseados na realidade da África Ocidental e do Brasil, e sobre reflexões para o ser humano, como a valorização dos laços familiares, o exercício da solidariedade, o respeito à natureza e o desapego a bens materiais. “São músicas com mensagens universais, sobre valores que merecem serem compartilhados com todo mundo”, afirma a cantora.
Já a sonoridade das faixas mescla instrumentos como guitarra, violão, saxofone e bateria com djembê, tambor originário de Guiné Conacri, que alcança uma grande gama de sons diferentes.
Fanta, aliás, é filha de Djembefolá Famoudou Konatê, considerado o maior mestre vivo do instrumento em todo o mundo.
As músicas, inéditas, farão parte do primeiro DVD de Fanta Konatê e a Troupe Djembedon, banda que entre seus integrantes tem os percussionistas sorocabanos Barba Marques, Manu Batista e Fábio Serra. O álbum gravado ao vivo, ainda sem título, será lançado em março e está disponível para pré-venda pelo site www.embolacha.com.br.
Além de ocorrer na data em que é comemorado o Dia da Consciência Negra, Fanta Konatê, nascida em Guiné Conacri, na África, destaca que o show também é especial porque celebra seus 15 anos de carreira no Brasil. “Depois que eu cheguei ao Brasil, o primeiro show que fiz foi no Sesc Sorocaba [antes da inauguração do prédio, em 2012, o palco da unidade ficava em uma tenda provisória]. É a realização de um sonho e uma alegria enorme poder voltar”, comemora a artista, que veio morar no país depois de se casar com o percussionista brasileiro Luis Kinugawa, que também faz parte do grupo.
Além de cantora, compositora e bailarina, Fanta é fundadora do Instituto África Viva em São Paulo. Foi arte-educadora das ONGs Medecins Sans Frontiers e Enfants Refugiées du Monde, que assiste adolescentes que moram na rua e refugiados de guerra na Guiné.
Fanta também trabalhou em projetos sócio culturais no Brasil, como Fábricas de Cultura, Meninos do Morumbi, Quitutes e Batuques, e recebeu o Prêmio Luíza Mahin da Prefeitura de São Paulo em reconhecimento ao seu trabalho de difusão da cultura africana. Atualmente, a artista está construindo a ONG Instituto África Viva em Conacri, capital da Guiné, que visa promover a educação e ações de desenvolvimento humano sustentável, de acordo com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).
Fonte: Jornal Cruzeiro
Cientistas portugueses reescrevem a história genética da Índia
Um estudo internacional liderado por Pedro Soares, da Universidade do Minho, reabriu a discussão entre cientistas, e na Índia, ao provar que um grupo de falantes indo-europeus migrou para aquele país há 5 mil anos, influenciando a língua e a cultura locais. A Reitoria sublinha que, “este é dos temas mais delicados da história política indiana e tinha sido refutado por defensores da língua indígena, mas as novas evidências genéticas nas linhagens masculinas são claras”. O trabalho saiu na revista “BMC Evolutionary Biology” e está entre os 5% de artigos científicos com mais impacto social de sempre, segundo a Altmetric.
Pedro Soares, investigador no Centro de Biologia Molecular e Ambiental (CBMA) da UMinho, em Braga, nota que “a diversidade genética, linguística e cultural indiana é antiga. Remonta aos caçadores-recoletores que colonizaram a região há mais de 50 mil anos e, depois, aos imigrantes vindos do Próximo Oriente e Irão graças às melhorias climáticas há 20-10 mil anos”. Continue lendo
Em uma Kombi, venezuelanas levaram música e cinema à República de Emaús

República do Emaús no bairro do Jurunas em Belém (Foto: Reprodução/TV Liberal)
Conhecer gente de várias culturas, conversar com pessoas em diferentes idiomas, passar por diversos lugares do mundo usando uma Kombi como meio de transporte. Esse é o projeto “Buscando a mi gente”, das venezuelanas Cori Malvestuto e Verónica Otero.
Conhecer gente de várias culturas, conversar com pessoas em diferentes idiomas, passar por diversos lugares do mundo usando uma Kombi como meio de transporte. O Projeto “Buscando a mi gente”, das venezuelanas Cori Malvestuto e Verónica Otero, mostrou como viver essa realidade na sede do Movimento República de Emaús, no Bairro do Bengui, em Belém. Ali será estacionada a Kombi Vela Blue, do “Buscando a mi gente”, que em Belém recebe o apoio da Fundação Cultural do Pará (FCP).
O que o mundo perde quando morre uma língua
Quando Yang Huanyi faleceu, em 2004, morreu também o nushu, um sistema de escrita silábico conhecido apenas pelas mulheres de uma área remota da província chinesa de Hunan. Aos 98 anos, ela era a última detentora de um conhecimento passado de mãe para filha que, durante séculos, permitiu que as mulheres se comunicassem secretamente entre si e burlassem o controle dos homens, ainda que fossem proibidas de receber educação formal.
De acordo com o Atlas Interativo das Línguas em Perigo, da UNESCO, mais de 100 línguas desapareceram nos últimos 10 anos e outras 2.572 são consideradas vulneráveis ou em risco de extinção. Dessas, 519 estão em situação crítica e 51 são faladas por uma única pessoa. A organização afirma que uma língua morre a cada 14 dias. Nesse ritmo, metade dos 7.000 idiomas falados hoje no mundo desaparecerá até o final do século 21, alguns deles sem nunca terem sido gravados ou documentados. Continue lendo


