[Palmas | TO] MPE lançará curso de Libras para atendimento às pessoas surdas
Capacitação é composta de dez unidades didáticas,
subdivididas em quatro módulos
Da Redação
O Ministério Público Estadual (MPE), por meio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Cesaf), lançará nesta sexta-feira, 3, o curso de Capacitação em Língua Brasileira de Sinais (Libras). O curso tem o objetivo de qualificar membros e servidores da própria instituição e das instituições parceiras para a melhoria do atendimento às pessoas surdas. O lançamento será às 10 horas, no auditório do MPE, em Palmas.
O curso de capacitação é composto de dez unidades didáticas, subdivididas em quatro módulos. As atividades são ofertadas na modalidade de educação a distância, com carga horária total de 60 horas. Cada unidade conta com material complementar, atividades práticas para autoestudo, exercícios a distância em ambiente virtual próprio do MPE e acompanhamento tutorial por meio de fórum.
O material foi produzido por uma equipe multiprofissional, formada por educadores, intérprete de Libras, fotógrafos, jornalistas, programadores e cinegrafistas que atuam no Ministério Público do Tocantins.
O projeto foi construído utilizando boas práticas e teorias desenvolvidas no Brasil. A partir da análise das demandas e do perfil dos usuários dos serviços do MPE, foi elaborado um vocabulário das expressões mais usuais, que serviu de base para 705 tomadas fotográficas que integram um banco de imagens e ilustram o manual e os demais materiais do curso.
O curso de capacitação em Libras será disponibilizado virtualmente a todos os interessados. De acordo com o coordenador do Cesaf, Procurador de Justiça José Maria da Silva Júnior, a iniciativa é expressão de cidadania. “A Língua Brasileira de Sinais é oficial da comunidade surda do Brasil. Por isso, enquanto fiscal da lei, o Ministério Público deve estar preparado para melhor atender as comunidades de surdos e as pessoas usuárias da Libras”, considerou o coordenador.
Convidados
Entre os convidados para o lançamento do curso estão representantes do Poder Judiciário, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Tocantins, Defensoria Pública do Estado, Tribunal de Contas do Estado (TCE), Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Secretarias Estadual e Municipal de Educação, União Nacional dos Dirigentes Municipais da Educação (Undime) e Conselho Estadual da Educação e representações das comunidades e associações de pessoas surdas. (Com informações da ascom do MPE)
Fonte: CT
Indígenas poderão ter intérprete de sua língua nativa durante processos criminais
Um projeto de lei na Câmara dos Deputados busca incluir o direito de indígenas – acusados, vítimas ou testemunhas em processos criminais – de serem acompanhados por intérprete de sua língua nativa.
A proposta, da deputada Érika Kokay, já foi aprovada em dezembro na Comissão de Direitos Humanos e Minorias e está na Comissão de Constituição e Justiça.
Para a linguista e professora da UnB, Ana Suelly Cabral, o projeto é um avanço que pode evitar injustiças.
De acordo com o parecer do relator, deputado Luiz Couto, seria de extrema gravidade se por má compreensão da língua portuguesa, e por falta de considerar as diferentes formas de expressão, o julgador acabasse sendo induzido a erros.
A professora Ana Suelly reforçou ainda a necessidade de as instituições pensarem na comunicação de surdos e deficientes visuais, que também se expressam de forma diferente.
De acordo com informações do Museu do Índio, atualmente quase 200 línguas e dialetos indígenas são falados no país. Mas estima-se que nos últimos 500 anos, já foram extintas quase 80% das línguas indígenas faladas no continente americano antes da chegada dos europeus.
Fonte: Rádio Agência Nacional EBC
II Seminário de Educação, Conhecimento e Processos Educativos na UNESC
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Mensagem da UNESCO para o Dia dos Direitos Humanos 2016
Mensagem de Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO, por ocasião do Dia dos Direitos Humanos, 10 de dezembro de 2016
Todos os anos, o Dia dos Direitos Humanos oferece uma oportunidade para que todos se renovem com o espírito da longa luta da humanidade por direitos e dignidade, assim como para se mobilizar contra desafios antigos e novos, na forma de pobreza e desigualdade, violência, exclusão e discriminação.
Hoje, em todo o mundo, milhões de mulheres e homens abandonam seus lares e arriscam suas vidas e as de suas famílias na busca por um futuro melhor. Em todas as regiões, as sociedades são afetadas por movimentos de pessoas sem precedentes. Em todas as partes, as pessoas mais pobres e mais marginalizadas continuam sendo as que mais sofrem.
Isso é inaceitável – tal resposta pede a ação dos governos e da comunidade internacional. Acima de tudo, pede que cada um de nós se mobilize para defender os direitos de outras pessoas. Isso é essencial para fazer avançar a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, para realizar a promessa de não deixar ninguém para trás.
A UNESCO trabalha em todos os setores para empoderar mulheres e homens, para que se mobilizem por seus direitos e pelos direitos dos outros. A plena realização dos direitos humanos exige o acesso de todos à educação – essa é a nossa força mais poderosa para o desenvolvimento humano, o respeito e a tolerância. Isso inclui as nossas ações para defender a liberdade de expressão e de informação, assim como para reforçar a segurança de jornalistas. Essa é a importância de se assegurar o direito de cada mulher e de cada homem a participar da vida cultural, assim como de utilizar outras culturas para aprender a melhor viver juntos. Isso também inclui o nosso compromisso de compartilhar o progresso da pesquisa científica para o benefício de todos.
Nas palavras do grande Nelson Mandela: “Ser livre não significa simplesmente livrar-se das próprias correntes, mas viver de uma forma que respeite e aumente a liberdade dos outros”.
Mobilizar-se pelos direitos de outras pessoas significa mobilizar-se pela humanidade que nós compartilhamos. Em um mundo turbulento, essa solidariedade nunca foi tão importante, para celebrar a diversidade que enriquece nossas vidas e defender os valores que nos unem. Isso deve ser alimentado, isso deve ser ensinado, isso deve ser defendido, por cada um de nós em nossas próprias vidas, por meio do respeito mútuo, da compreensão e do diálogo. É assim que, juntos, vamos fortalecer as bases para sociedades mais inclusivas, pacíficas e tolerantes.
Fonte: Portal Unesco/Brasil
Chamada para artigos: capítulo de livro sobre Cinema Latino-Americano
Os doutores Antonio Marcio da Silva (University of Kent, Reino Unido) e Mariana Cunha (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Brasil) convidam os investigadores interessados a enviar trabalhos para o livro Direitos Humanos, Movimentos Sociais e Ativismo no Cinema Latino-Americano Contemporâneo. O prazo final é o 10 de dezembro.
Eixo temático
O cinema pode desempenhar um papel ativo na denúncia do abuso dos direitos humanos e na visibilidade de diferentes movimentos sociais? Cada uma, à sua maneira, as sociedades latino-americana têm experimentado diferentes ciclos na implementação e aplicação de políticas de direitos humanos, ainda que muitas vezes esses direitos sejam fortemente violados.
Movimentos sociais e ativistas tem aumentado o uso de filmes, vídeos e mídias digitais como meio de fazer campanha em nome da justiça e proteção dos cidadãos vulneráveis. Dessa forma, questionam em que medida o cinema pode impactar a transformação social e abrir novos caminhos para a compreensão dos filmes sobre direitos humanos, sejam eles a partir da perspectiva dos oprimidos ou dos violadores. Continue lendo
Migraciones, Argentina: “Es un retroceso muy significativo”
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La ministra de Seguridad, Patricia Bullrich, estuvo ayer en Santa Fe. Imagen: Télam.
El gobierno porteño cedió a la Nación un edificio para alojar a migrantes que tengan documentación irregular hasta que la Justicia revise su eventual expulsión.
El Colectivo para la Diversidad (COPADI), el Movimiento de Profesionales para los Pueblos y el legislador José Cruz Campagnoli, presidente de la Comisión de Derechos Humanos de la Legislatura porteña, presentarán hoy un amparo ante la justicia de la Ciudad cuestionando la cesión de un inmueble a la Nación para que funcione como cárcel de migrantes. El pedido apunta a la anulación del convenio firmado el mes pasado por la ministra de Seguridad, Patricia Bullrich, el ministro de Justicia porteño, Martín Ocampo, y el director nacional de Migraciones, Horacio García, por el cual el gobierno de Horacio Rodríguez Larreta le cedió al del presidente Mauricio Macri un edificio del barrio de Pompeya para alojar a migrantes que tengan documentación irregular, de modo previo y hasta que la justicia revise la eventual expulsión dictada por Migraciones. Los firmantes del amparo advierten que la cesión vulnera derechos constitucionales como el acceso a la justicia y la igualdad ante la ley, y que de concretarse la iniciativa, Buenos Aires tendría el triste privilegio de albergar la primera cárcel para migrantes de América Latina. Continue lendo