Guarani

História de grupo de rap indígena vira inspiração para o filme “A Pele Morta”, com filmagem em Dourados

Oitenta pessoas, entre atores, diretores e técnicos estão, desde o início de outubro, em Dourados (MS) gravando o filme “A Pele Morta”, uma produção da Araçá Filmes. O roadmovie tem direção de Denise Moraes e Bruno Torres e roteiro de Daniel Tavares.

Integram o elenco principal os atores: César Troncoso, Luan Rodrigues e Ivana Gomez. César Troncoso é um ator uruguaio com uma filmografia extensa com filmes no Brasil, Uruguai, Argentina e Espanha, e possui vários prêmios. Entre os filmes que já participou estão “O Banheiro do Papa” e “Faroeste Caboclo”. Luan Rodrigues foi um dos atores escolhidos nas seleções de elenco realizada na cidade. A equipe está realizando filmagens na área central, bairro e aldeias indígenas do município.  Continue lendo

O Paraguai redescobre o guarani

Assunção, Paraguai – Quando era estudante, no Paraguai, os professores a faziam ajoelhar no sal grosso e no milho, às vezes a manhã inteira, como castigo por falar sua língua-mãe, o guarani, em sala de aula.

“E tinha que ser na frente dos meus amigos, para eles verem, no preto e no branco, o que acontecia com quem se atrevesse a falar”, diz a ativista Porfiria Orrego Invernizzi, hoje com 67 anos.

Outros eram forçados a ficar sem comer e beber o dia inteiro, tinham que usar fralda como forma de humilhação ou simplesmente apanhavam por usar a língua indígena. Esse tipo de tratamento existiu nas escolas paraguaias durante praticamente toda a história do país – ou melhor, até a queda do ditador Alfredo Stroessner, cujo governo de 35 anos caiu em 1989.

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Personagem Mafalda ‘aprende’ sua primeira língua indígena: guarani

Este é o 27º idioma que a personagem de Quino “aprende”

Fonte: Mídia Max

A personagem Mafalda, do argentino Quino, apresentou-se no dia 30/05, em Assunção, no Paraguai, falando guarani, língua oficial do país, junto ao espanhol. Com isso, a personagem aprende seu 27º idioma.

É a primeira vez que Mafalda fala uma língua indígena desde que foi criada, em 1964, segundo explicou sua tradutora, María Gloria Pereira, durante ato oficial no qual a personagem e seu novo idioma foi apresentado, na embaixada Argentina no Paraguai.

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Comissão discute políticas de acesso e permanência dos indígenas nas universidades

Integrantes da Comissão da Universidade para Índios (Cuia) se reuniram para discutir as políticas atuais de acesso e permanência dos povos indígenas no ensino superior. O encontro aconteceu na Universidade Estadual de Maringá (UEM) e contou com representantes das sete instituições públicas de ensino superior do Paraná, mais a Universidade Federal do Paraná (UFPR), todos membros da Cuia. 

Os integrantes da Comissão se reúnem pelo menos cinco vezes por ano. Entres os assuntos debatidos estão as propostas de melhorias para o acesso dos povos indígenas às universidades. Além disso, são discutidas as deliberações de recursos oriundos da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, a fim de contribuir com a permanência indígena nas universidades públicas presentes no Estado. De acordo com a vice-presidente da Cuia, Isabel Cristina Rodrigues, tal auxílio se torna essencial para a continuidade da graduação.

A cada ano, uma universidade pública do Paraná fica responsável pela organização do Vestibular dos Povos Indígenas. Em 2017, a instituição organizadora é a UEM. Na reunião foram definidas as datas das provas, que estão previstas outubro, no distrito de Faxinal do Céu, localizado no município de Pinhão, na região Centro-Sul do Paraná.

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Diálogo com sistemas de Justiça indígenas como forma de resolução de conflitos

O Brasil tem hoje quase 1 milhão de indígenas, distribuídos em 305 etnias. Segundo o último censo do IBGE, há povos indígenas em rigorosamente todos os estados brasileiros[1]. O censo de 2010 apontou um total 896.917 índios no país, então não é desarrazoado concluir que, passados sete anos, esse número esteja ao redor de um milhão. Cerca de 13% do território brasileiro são terras indígenas já demarcadas e homologadas. Alguns estados, como Roraima, por exemplo, têm quase 50% de seu território destinado como terra indígena. Muitos desconhecem, por outro lado, que a cidade de São Paulo tem 12.977 indígenas, um número bastante expressivo.

Há uma enorme diversidade cultural entre os povos indígenas, de modo que é inapropriado referir-se à “cultura indígena” como se fosse uma só. Apesar de vários pontos de contato culturais, são povos diversos, com línguas, religiões e cosmologias diferentes. Um guaraní de São Paulo não tem a mesma cultura que um macuxi de Roraima, assim como um fulni-ô de Pernambuco não tem exatamente a mesma cosmologia que um yanomami da Amazônia ou um kaingang do Rio Grande do Sul.

Uma dimensão da estrutura social dos povos indígenas insistentemente invisibilizada são seus sistemas de Justiça. Sim, eles os têm, e temos muito o que aprender observando seus modos de resolução de conflitos. A despeito de boa parte dos povos indígenas terem perdido muito de sua estrutura social de origem, em virtude do contato prolongado com a comunidade nacional, muitos deles ainda mantém seus sistemas jurídicos próprios e outros se esforçam por resgatá-los. São centenas, milhares de anos desenvolvendo leis e mecanismos de aplicação delas para que invasores cheguem, e, simplesmente, desconsiderem tudo e queiram impor um sistema que, para eles, não faz o menor sentido. A tentativa de fazer valer as regras que criamos, segundo a nossa cultura e nosso sistema político, para comunidades que tem seus próprios meios de regulação, pode se mostrar desastrosa.

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IV ENCUENTRO DE LENGUAS INDÍGENAS AMERICANAS (IV ELIA)

2017_03_09
Entre el 20 y el 22 de septiembre, en Santa Rosa de La Pampa (Argentina) se realizará el IV Encuentro de Lenguas Indígenas Americanas ELIA. Adjunto la 2da. circular invitándoles a acompañarnos en este nuevo ELIA. Como en el anterior Encuentro, Bariloche 2013, además de las Comisiones estamos organizando un Simposio sobre “Lenguas indígenas y educación”. Lxs interesadxs en participar en las Comisiones de Ponencias y los Simposios deberán completar la Ficha de inscripción, en la cual se incluye el Resumen de su trabajo, hasta el 30 de abril de 2017.
El correo para mayor información y consultas es: elia4.santarosa@gmail.com
Baixe a Segunda Circular aqui.

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