Instituto de Letras da UFF promove: III Colóquio do LABPEC “Dinâmicas etnolinguísticas em debate”

No dia 8 de julho de 2016 acontece no Instituto de Letras, da Universidade Federal Fluminense/UFF, o III Colóquio do LABPEC ” Dinâmicas etnolinguísticas em debate”.

Neste ano, Rosângela Morello participa de mesa redonda às 16:00, que debaterá Políticas Linguística e diversidade cultural.  

Com a proposta“Escrever na língua que falo? Desafios para o registro das Receitas de Imigração”, a pesquisadora vai compartilhar reflexões geradas durante o processo de produção do livro Receitas de Imigração, lançado nesse ano, com a participação de moradores e falantes das línguas de imigração, da região do Vale do Itajaí, em Santa Catarina.

O evento tem início na manhã do dia 8 e segue até às 19:00, com lançamentos de publicações.

Segue abaixo programação completa:

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BRICS ainda é prioridade estratégica para o Brasil

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Por: Oliver Stuenkel

Serra faria bem em enviar um sinal inequívoco de que país está disposto a fortalecer a cooperação

Há quase dez anos, em 2007, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva era um dos palestrantes mais esperados no Fórum Econômico Mundial de Davos. Um enorme fluxo de investimentos transbordava um dos mercados emergentes mais empolgantes do mundo, e o chanceler Celso Amorim — que mais tarde seria considerado “o melhor ministro das relações exteriores do mundo” pela revista norte-americana Foreign Policy — estava começando a expandir a presença econômica e diplomática do Brasil ao redor do mundo.

Era a primeira vez que um país da América do Sul estabelecia uma rede tão ampla de embaixadas, a ponto de rivalizar com as de grandes potências. Um ano mais cedo, Amorim começara a se encontrar regularmente com seus pares na Rússia, Índia e China para discutir como os países BRIC poderiam fortalecer seus laços de cooperação e articular posições para lidar com desafios globais de forma conjunta. O grupo BRICS (que desde 2010 passou a incluir a África do Sul) se tornou rapidamente uma das inovações mais importantes da política mundial desde a virada do século, e foi capaz de chamar a atenção de potências tradicionais para a necessidade de adaptar estruturas globais a novas realidades. Continue lendo

As línguas na Europa: o que mudará com o “Brexit”?

O que faz falta à Europa é uma abordagem de política linguística que vá além da opção “por defeito” da simples submissão à hegemonia e ao domínio do inglês.

Em segundo lugar,  se o papel do inglês não for questionado, o Reino Unido (tal como os anglófonos de outros países) continuará a beneficiar de transferências sem compensação, uma vez que a utilização do inglês no seio da União Europeia (UE) exigirá sempre um investimento muito significativo para aprender esta língua. Tal confere aos falantes nativos, sem qualquer contrapartida, uma vantagem considerável em mercados lucrativos: professores e cursos de línguas, venda de material pedagógico, certificação, etc.

Em terceiro lugar – e sobretudo – o inglês domina em vários outros contextos para além das questões internas da União. Uma vez que a UE tem menos anglófonos nativos, o inglês deveria, no seio interior, ser menos injusto mas os desequilíbrios manter-se-iam fora da UE. A UE não é, nem será nunca, uma ilha distante do resto do mundo, ainda pós-Brexit apenas tenha 6% da população mundial. A globalização só acentua este contraste. Nos planos económico, político e científico, o que conta não é a UE mas o mundo. Mesmo na UE, áreas não relacionadas com o seu funcionamento institucional, como o turismo, a edição científica ou os negócios, manter-se-ão sob uma forte atracção do inglês. Assim sendo, em todo o mundo, os anglófonos continuarão a beneficiar das mesmas vantagens materiais, culturais e simbólicas. Continue lendo

E se o inglês deixar de ser língua oficial da União Europeia?

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Danuta Hubner, em 2009, durante um encontro com o primeiro-ministro italiano ANDREAS SOLARO/ GETTY IMAGES

A ideia surgiu pela voz da presidente da Comissão dos Assuntos Constitucionais do Parlamento Europeu, Danuta Hubner. E explicou: “Se não temos Reino Unido, não temos inglês”

O inglês é a língua mais falada na Europa (segunda no mundo) e, por isso mesmo, é o idioma principal das instituições europeias. No entanto, poderá deixar de ser uma das línguas oficiais. Com a saída do Reino Unido da UE, a presidente da Comissão dos Assuntos Constitucionais do Parlamento Europeu, Danuta Hubner, lembrou que o Brexit pode ser sinónimo de fim do inglês em Bruxelas.

 “O inglês é a nossa língua oficial porque foi declarada pelo Reino Unido. Se não temos Reino Unido, não temos inglês”, disse em conferência de imprensa, esta segunda-feira, citada pela agência Reuters.

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IBGE lança Atlas Digital com Caderno Temático especial sobre indígenas

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Palmas – Roraima é o estado brasileiro que detém o maior percentual de indígenas em terras demarcadas (83,2%)Marcelo Camargo/Agência Brasil

Edição: Denise Griesinger

O Censo de 2010 constatou que, de uma população de 899,9 mil indígenas existentes em todo o país, 517,4 mil (57,8%) viviam em Terras Indígenas oficialmente reconhecidas na época da realização da pesquisa, outros 298,871 mil (33,3%) viviam em áreas urbanas, principalmente nos grandes centros; e outros 80,663 mil (8,9%) habitavam áreas rurais, aí incluídas terras indígenas não reconhecidas pela Fundação Nacional do Índio (Funai).

Os dados fazem parte do primeiro Caderno Temático sobre a população indígena e constam do Atlas Digital do Brasil 2016, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está lançando hoje (27), com mapas interativos com o aprimoramento do Censo Demográfico 2010, sobre a distribuição da população indígena no território nacional.

De acordo com os dados, a maioria destes 57,7% se concentra nas regiões Norte e Centro-Oeste. Na Região Norte, este percentual chega a 73,5% e no Centro-Oeste 73,5% dos indígenas estão em território demarcado. Roraima é o estado brasileiro que detém o maior percentual de indígenas em terras demarcadas (83,2%) e o Rio de Janeiro, o menor, com apenas 2,8% do total.

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Xu Yingzhen é a nova secretária-geral do Fórum Macau

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Foto: Ponto Final Macau

O Governo da República Popular da China escolheu Xu Yingzhen, actual conselheira comercial para a América Latina do Ministério do Comércio, para suceder a Chang Hexi no cargo de secretário-geral do Fórum de Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa. A informação foi avançada na sexta-feira pelo semanário “O Clarim” e confirmada pela agência Lusa.

Licenciada em língua espanhola pela Universidade de Economia e Negócios Internacionais (UIBE, na sigla em chinês), em Pequim, Xu entrou em 1989 para o Ministério do Comércio da República Popular da China.

O curriculum de Xu Yingzhen inclui ainda o cargo de directora-geral adjunta do Gabinete para os Assuntos das Américas e Oceania e uma passagem pela Câmara do Comércio da China no Chile. Continue lendo

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