I Congresso Internacional de Línguas Pluricêntricas (I PLURI) – Programação de 21 de outubro 2021

Acompanhe a Programação de 21 de outubro 2021

Mais informações AQUI

I Congresso Internacional de Línguas Pluricêntricas (I PLURI) – Programação de 20 de outubro 2021

Acompanhe a Programação de 20 de outubro 2021

Mais informações AQUI

 

 

 

I Congresso Internacional de Línguas Pluricêntricas (I PLURI)

Políticas linguísticas e multilinguismo

20 a 22 de outubro de 2021

A realização do I PLURI, em versão totalmente on-line, parte de uma parceria institucional entre a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Universidade Federal da Bahia (UFBA), a Universidade Federal Fluminense (UFF), a Universidade de Brasília (UnB), a UNOESTE, a Universidade Federal de Roraima (UFRR) e o Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística (IPOL), instituições que conformam a seção brasileira da Cátedra UNESCO em Políticas Linguísticas para o Multilinguismo, com sede na UFSC, e que tem por objetivo aprofundar o conhecimento sobre as Línguas Pluricêntricas, abrindo o conceito para uma série de novas relações.

Acompanhe todas as informações e a programação AQUI

 

 

 

 

II Jornada Saramago Vive! Literatura, Marxismo e História

II Jornada Saramago Vive! Literatura, Marxismo e História, será promovida pelo grupo de pesquisa “Saramago, leitor de Marx”, do Programa de Pós-graduação em Letras da PUC Minas, com o apoio do Centro de Estudos Luso-afro-brasileiros, e se realizará no decorrer dos dias 25 e 26 de novembro de 2021.

O evento se propõe a homenagear Saramago, refletindo sobre suas obras a partir de uma perspectiva marxista e em diálogo com a História.

Estarão presentes palestrantes nacionais e internacionais, cujo traço comum com o grupo de pesquisa é a paixão pelas obras do autor português.

 

Mais informações e inscrições AQUI

Para o povo Krenak, justiça chega meio século depois

Em 13 de setembro, a juíza Anna Cristina Rocha Gonçalves condenou o Governo Federal, o governo do estado de Minas Gerais e a Fundação Nacional do Índio (Funai) pelos crimes cometidos contra o povo Krenak no sudeste de Minas Gerais durante a ditadura militar (1964 a 1985). Ela ordenou que o Governo Federal organize uma cerimônia de desculpas públicas com cobertura nacional.

“A justiça, embora lenta, está sendo feita”, disse o líder indígena Geovani Krenak, neto de Jacó Krenak, à Mongabay. “O espírito de nossos guerreiros assassinados, como meu avô, [agradece] essa decisão.”

Integrantes do povo Krenak protestam contra projeto de lei anti-indígena em Brasília este ano. Foto: Geovani Krenak.

Falar na língua Krenak, beber álcool, manter relações sexuais, ficar ocioso (“vadiagem”), desrespeitar o toque de recolher, deixar o local sem permissão prévia e resistir à ocupação de suas terras por fazendeiros eram atitudes proibidas pelos militares da época, de acordo com relatórios e depoimentos de testemunhas. Confinamento arbitrário, tortura e espancamento eram punições comuns. Muitos Krenaks morreram nos campos, embora os números exatos ainda sejam desconhecidos.

A decisão, tomada em 13 de setembro, também ordenou que a Funai conclua o processo de demarcação da Terra Indígena Sete Salões, além de uma série de medidas para reabilitar a língua e a cultura Krenak.

A Advocacia Geral da União (AGU), que representa o governo federal e a Funai no caso, confirmou que recebeu a decisão, mas recusou-se a comentar. “Qualquer eventual manifestação ocorrerá no âmbito do caso”, escreveu o gabinete da AGU à Mongabay em um e-mail. A Advocacia Geral do Estado de Minas Gerais não respondeu aos pedidos de comentário da reportagem.

Pelo menos 8.350 indígenas foram mortos durante a ditadura militar, e muitos mais perderam suas terras ou foram torturados, de acordo com o relatório da Comissão Nacional da Verdade de 2014.

Minas Gerais foi palco de algumas das medidas mais cruéis. Em 1969, o militar Manoel dos Santos Pinheiro criou os campos de concentração indígenas conhecidos como Reformatório Krenak e Fazenda Guarani, que abrigaram um total de 121 indivíduos de 17 etnias diferentes nos municípios de Resplendor e Carmésia, de acordo com dados de uma pesquisa acadêmica compilados pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), ligado à Igreja Católica.

Famílias Krenak na Fazenda Guarani no começo dos anos 70 depois de serem retiradas à força de suas terras. Foto: Ligia Simonian, 1987 / Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

Os indígenas considerados rebeldes pelo regime militar eram enviados sem julgamento a esses dois campos de concentração, de acordo com provas constantes de um processo apresentado pelo Ministério Público Federal em 2015. “Os indígenas não eram submetidos a julgamento. Eles não tinham direito de praticar sua cultura e rituais, nem mesmo de falar sua própria língua”, diz o promotor federal Edmundo Antônio Dias, um dos coautores do processo.

O regime militar também criou a Guarda Rural Indígena, um grupo de indígenas treinados por oficiais militares para punir e torturar outros indígenas, o que causou uma ruptura nos modos de auto-organização e resistência entre as comunidades indígenas, dizem os promotores. Durante a cerimônia de graduação da primeira turma da Guarda Rural Indígena, um homem preso pelas mãos e pés num cabo de madeira – método de tortura chamado pau-de-arara – foi apresentado aos oficiais, que foram capturados em filme pelo antropólogo Jesco Von Puttmaker em 1970.

Indígena é exibido no instrumento de tortura conhecido como pau-de-arara em Belo Horizonte em 1970, durante a cerimônia de graduação da primeira turma da Guarda Rural Indígena. Foto: Jesco von Puttkamer.

Num testemunho que fez parte do processo, Douglas Krenak, outro dos netos de Jacó Krenak, contou as violações que seu avô sofreu nas mãos do regime: “Ele chegou em casa e dois militares o aguardavam. Pediram que ele ajoelhasse e assoprasse, dizendo que estava embriagado. Ele então teve as mãos amarradas com uma corda presa à sela de um cavalo e foi arrastado pela aldeia até a prisão, onde foi detido.”

Continue lendo

Mesa-Redonda Políticas Linguísticas e Cidadania

É hoje, 14/10, às 16h, acontecerá a Mesa-Redonda Políticas Linguísticas e Cidadania, com a participação de Daniele Osório, Ivo Cípio Aureliano e Gilvan Müller de Oliveira e moderação de Sabine Gorovitz. A mesa acontece como parte do webnário promovido pela ENDPU e IPOL para discutir a proposição de políticas públicas em prol dos direitos linguísticos no Brasil. Participe! O divulgue o evento!

Receba o Boletim

Facebook

Revista Platô

Revistas – SIPLE

Revista Njinga & Sepé

REVISTA NJINGA & SEPÉ

Visite nossos blogs

Forlibi

Forlibi - Fórum Permanente das Línguas Brasileiras de Imigração

Forlibi – Fórum Permanente das Línguas Brasileiras de Imigração

GELF

I Seminário de Gestão em Educação Linguística da Fronteira do MERCOSUL

I Seminário de Gestão em Educação Linguística da Fronteira do MERCOSUL

Clique na imagem

Arquivo

Visitantes