Estudantes de escola técnica desenvolvem conversor de Libras em texto
Software faz reconhecimento de imagem e traduz automaticamente
5% da população brasileira tem deficiência auditiva, de acordo com o IBGE. Essa porcentagem corresponde a cerca de 10 milhões de pessoas. E, desse total, pelo menos 2,7 milhões têm surdez total. São eles os que mais precisam da Língua Brasileira de Sinais. Mas pouca gente domina essa língua, mesmo sendo oficial no país.

Para promover a inclusão, estudantes da Escola Técnica Estadual Lauro Gomes, de São Bernardo do Campo, no estado de São Paulo, desenvolveram um conversor de Libras, como explica um dos integrantes do grupo, Vinícius Navarrete.
O software de reconhecimento já tem mais de 100 sinais programados que podem ser convertidos em texto, e alcançou uma precisão de 96% durante os testes. Para desenvolver essa nova tecnologia, Vinicius Navarrete conta que o grupo usou códigos abertos.
Além de Vinícius Navarrete, também participaram do desenvolvimento desse conversor os estudantes Fabrício Almeida e Luciano Oliveira. O grupo continua empenhado em aprimorar a nova tecnologia para que possa fazer a conversão em tempo real.
Edição: Sheily Noleto/ Sumaia Villela
Por Beatriz Evaristo – Repórter da Rádio Nacional – Brasília
Ciclo de encontros “Línguas da USP, Línguas na USP”
Crioulo haitiano, havaiano, polonês, esperanto, guarani, eslavo eclesiástico
Ementa:
Com a perspectiva de trabalhar com as línguas que estão presentes no cotidiano nacional, o nosso projeto visa sensibilizar e criar um espaço de divulgação para essas línguas e culturas, que são menos tratadas no âmbito acadêmico e invisibilizadas no cenário brasileiro, com o objetivo de ampliar a democratização e diversidade do ensino de línguas no Brasil. Os encontros sobre línguas e culturas serão realizados no âmbito do projeto PUB “Línguas na USP, Línguas da USP” sob a coordenação do professor Milan Puh e, portanto, serão realizadas com os bolsistas e os participantes do projeto. Os encontros seguirão a proposta de ensino desenvolvida no projeto, que foi adaptada para cada língua ensinada, com materiais específicos para os tópicos trabalhados em cada sessão. O ciclo de encontros culturais consiste em duas sessões semanais, dedicadas para cada língua específica e um último encontro geral, entre os ministrantes e os integrantes do projeto, para discutir os resultados e a aprendizagem de se propor a falar sobre o ensino mais plural de línguas no Brasil. Os encontros começarão dia 18/05/2021 e acontecerão 2 vezes por semana (sempre às terças e sextas) com duração de 1h30 por encontro das 17h45 às 19h15, totalizando 12 encontros + o último encontro reservado somente para os ministrantes dos cursos.
Objetivos:
O evento será realizado remotamente de modo síncrono, uma vez que as condições epidêmicas não permitem presencialidade. Trata-se de encontros compartilhados de ensino-aprendizagem sobre línguas-culturas, partindo das seguintes necessidades identificadas no âmbito do projeto: a) abordar a língua alvo de forma transversal, priorizando a intersecção entre língua-cultura, elaborando atividades que evidenciem a necessidade de não dissociá-los; b) aproveitar as experiências múltiplas de trabalho com línguas-culturas pelos ministrantes, visando despertar o interesse do público para o aprendizado de línguas de modo geral; c) estimular os ministrantes e seus coletivos a tomarem as suas línguas como viáveis para o serem ensinadas em outros espaços; d) atuar em prol da viabilidade da presença de novas línguas no âmbito acadêmico, reforçando a necessidade de maiores investimentos e apoio para o ensino de línguas na Universidade de São Paulo e no Brasil.
Número de participantes: 100 (50 público interno e 50 público externo)
Frequência: 75% para ganhar certificado
Plataforma: Google Sala de Aula com materiais de estudo para cada língua
Google Meet para inscritos
Canal no Youtube para púbico geral:
https://www.youtube.com/channel/UC-ECnshXnGkiC3wHluvGl3g
Programação:
Semana 1 – 18/05/2021 e 21/05/2021: Diego (Eslavo Eclesiástico)
Semana 2 – 25/05/2021 e 28/05/2021: Habi (Crioulo Haitiano)
Semana 3 – 01/06/2021 e 04/06/2021: Ivan e Lígia (Esperanto)
Semana 4 – 08/06/2021 e 11/06/2021: Marcos (Havaiano)
Semana 5 – 15/06/2021 e 18/06/2021: Luiz e Cláudia (Polonês)
Semana 6 – 22/06/2021 e 25/06/2021: Lucino e Patrícia (Guarani)
Semana 7 – 29/06/2021: Encontro do projeto com os ministrantes
Organização da semana:
Primeiro encontro (terça) – Introdução geral ao projeto, da língua em questão
– apresentação do projeto “Línguas da USP, Línguas na USP” através de algum dos seus aspectos/ideias;
– introdução à língua pelos bolsistas do projeto;
– atividade introdutória dos ministrantes;
– encerramento do encontro com a apresentação da tarefa coletiva
Segundo encontro (sexta) – Atividade comentada e continuidade da apresentação da língua
– retomada das discussões e do conteúdo trabalhado no encontro anterior pelo coordenador do projeto
– discussão sobre a tarefa coletiva
– atividade a partir da tarefa realizada pelos ministrantes
– conclusão do encontro
– tempo para perguntas e comentários
Último encontro geral (sétima semana)
– Devolutiva e conversa sobre as seis semanas de encontros
Texto sobre o projeto:
Extensão universitária enquanto democratização do ensino de línguas menos divulgadas: projeto “Línguas na USP/Línguas da USP” (link)
Ajustamento, Risco Psicossocial e Fatores Protetores nos cidadãos da CPLP
Ajustamento, Risco Psicossocial e Fatores Protetores nos cidadãos da CPLP
A pedido do Prof. Doutor Henrique Pereira divulgamos o convite para participação em uma investigação, cujo objetivo é avaliar os aspetos psicológicos associados ao bem-estar, ajustamento, risco psicossocial e fatores protetores em cidadão da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
Este inquérito está dirigido a pessoas com 18 anos de idade e que vivam ou sejam nacionais de um dos países da CPLP: Portugal, Brasil, Cabo Verde, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Macau, Timor-Leste.
Para participar, só tem que clicar aqui e seguir todas as indicações.
Curso 8 Séculos da Língua Portuguesa” – Disponível no youtube!
Ciclo de conferências. História e políticas linguísticas na sua formação, expansão e consolidação. Prof. Dr. Gilvan Müller de Oliveira, Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil, Cátedra UNESCO Políticas Linguísticas para o Multilinguismo
Ciclo de Seminários “Cidade e Cidadania Indígena: territórios, direitos e bem viver”
Português é hoje uma língua de cumplicidade e solidariedade – presidente do Camões

O presidente do instituto Camões, João Ribeiro de Almeida, declarou que a língua portuguesa, que já foi de colonização e de resistência, é hoje um idioma de “cumplicidade” e de “solidariedade” entre os países lusófonos.
“A nossa língua foi e é uma língua de pontes. Historicamente foi o que foi, como outras línguas de países que colonizaram, mas hoje é sobretudo uma língua de cumplicidade, de amizade e solidariedade”, disse João Ribeiro de Almeida.
O presidente do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua (IC) falava, em entrevista à agência Lusa, em antecipação ao Dia Mundial da Língua Portuguesa, que se assinala em 05 de maio, por decisão da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
Para João Ribeiro de Almeida, que há cinco meses assumiu a liderança da agência pública para a língua e cooperação, esta segunda celebração do Dia Mundial da Língua Portuguesa “será mais uma oportunidade” de todos os países que falam português estarem “ligados em rede”.
O presidente do Camões classificou a distinção da UNESCO à língua portuguesa, a primeira não oficial das Nações Unidas (ONU) a ter um dia mundial, como “altamente inspiradora e motivadora”.
“Temos este ‘bombom’, motivador e altamente inspirador, que é o facto de a UNESCO, que não deixa de ser uma agência da ONU, ter declarado um dia mundial de uma língua que não é a língua oficial das Nações Unidas”, disse, sublinhando “o prestígio” que esta decisão dá ao português.
“Não somos uma língua qualquer, somos uma língua à qual é dado um especial tratamento, se bem que ainda não tenha aquele tratamento que nós gostaríamos”, disse, aludindo ao objetivo de ter o português como idioma oficial das Nações Unidas.




