Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)

Formação internacional em Compostela reforça ensino do português na Galiza

11/07/2026

 

Conclui em Santiago o curso internacional para a criação de materiais didáticos de português, adaptados ao contexto galego. Ensino galego de português passou a ganhar projeção mundial com os novos materiais disponibilizados para mais de 25.000 docentes inscritos na plataforma.

 

Entre os dias 6 e 10 de julho, nas instalações da Escola Galega de Administração Pública (EGAP), aconteceu a XVI edição do Curso de Capacitação para a Elaboração de Materiais Didáticos de Português, uma iniciativa do Instituto Internacional da Língua Portuguesa.

A formação foi orientada pelas especialistas Edleise Mendes e Viviane Furtoso, referências internacionais na área da didática do português como língua estrangeira e língua não materna.

A importância do curso reside, em parte, por ser esta a primeira vez que decorre na Galiza, reconhecendo o crescente dinamismo do ensino do português no território e a relevância do contexto linguístico galego para o desenvolvimento de recursos pedagógicos específicos. O curso já tinha acontecido em países como Brasil, Cabo Verde, Angola, Moçambique, Timor-Leste, Argentina ou Hungria.

Na formação, com uma duração de 35 horas, uma equipa de docentes de português trabalhou de maneira colaborativa para a elaboração de unidades didáticas que serão agora disponibilizadas de forma gratuita no Portal do Professor de Português Língua Estrangeira. Nesse site existem já milhares de unidades didáticas, que incidem em conteúdos e aspetos linguísticos e socioculturais, das comunidades vinculadas com a língua portuguesa.

António Gil presidente da AGLP, Marta Coutinho subdiretora da Secretaria Geral da Língua, João Neves diretor-executivo do Instituto Internacional da Língua Portuguesa, Xosé Lago subdiretor geral da Direção de Exteriores, Carme Saborido presidenta DPG

 

Os organizadores destacaram a visão global e pluricêntrica da língua que as formadoras do PPPLE promovem nos cursos de capacitação, tentando construir pontos de partilha e entendimento entre as múltiplas variedades e culturas que compõem hoje o mundo de língua portuguesa. Assim, os três graus de conhecimento prévio do aprendente estabelecidos para os materiais no Portal foram adaptados nestas unidades didáticas à realidade galega.

Fruto do trabalho realizado nestes cinco dias, as 36 novas unidades didáticas criadas com o foco na Galiza farão parte, pela primeira vez desde a inauguração do Portal, das propostas didáticas disponíveis para mais de 25.000 docentes de português inscritos na plataforma. Segundo os organizadores estas unidades corresponder-se-iam com mais de 70 sessões completas para a sala de aulas que agora poderão ser utilizadas de maneira gratuita pelos inscritos no Portal.

 

Formadora Edleise Mendes

Momento duma sessão de trabalho conduzida da equipa docente pela professora Edleise Mendes

Para a Associação de Docentes de Português da Galiza (DPG), a realização desta iniciativa “representa um importante reconhecimento do trabalho desenvolvido ao longo das últimas décadas” na promoção do ensino do português e “reforça a cooperação entre instituições galegas e organismos internacionais” dedicados à difusão da língua portuguesa. Em opinião da DPG a formação constituiu uma oportunidade para consolidar a comunidade especializada e para uma oferta educativa cada vez mais “ajustada à realidade sociolinguística galega“.

O evento foi organizado localmente pela Associação de Docentes de Português na Galiza (DPG) e a Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP), com a colaboração do governo galego e o apoio do Observatório do Ensino da Língua Portuguesa. A XVI edição do Curso, uma ação ao abrigo do Instituto Internacional da Língua Portuguesa, integra ainda as comemorações dos 30 anos da CPLP.

 


Confira a matéria no original: https://denorteasul.eu/2026/07/11/formacao-internacional-em-compostela-reforca-ensino-do-portugues-na-galiza/

Cabo Verde: Parlamento aprova português como patrimônio

Em 15/04/233

CULTURA – CABO VERDE

Parlamento cabo-verdiano aprova proposta de uma deputada do Movimento para a Democracia (MpD, maioria) para classificar língua portuguesa como património imaterial, num processo envolto em várias divergências.

A proposta da deputada Mircéa Delgado foi aprovada ontem (14.04) por 27 votos a favor e 26 contra, mas só depois de a mesa reconsiderar e não contar as nove abstenções, tendo em conta o entendimento anterior de aprovação da proposta carecer pela maioria dos deputados presentes (incluindo as abstenções), decisão que levou alguns deputados a considerarem recorrer ao Tribunal Constitucional.

A proposta mereceu votos a favor de deputados dos três partidos representados no parlamento, mas também críticas que alegavam tratar-se de uma “sobrevalorização do português”, face à língua crioula cabo-verdiana, ou posições totalmente a favor de outros deputados, o que dividiu o parlamento ao longo de várias horas de debate e constantes interrupções.

“Fadiga”

“Este percurso de séculos da língua portuguesa no chão de Cabo Verde e a sua importância como elemento identitário de primeira grandeza, a par da língua cabo-verdiana, não nos permite ficar indiferentes a alguns sinais de fadiga com origem diversa, visíveis na utilização da língua portuguesa no nosso país, em contramão com a tendência mundial da sua valorização como meio de comunicação e também de cooperação e de troca nas múltiplas dimensões”, alegou a deputada, ao apresentar a proposta.

As dúvidas dos deputados colocaram-se igualmente por se tratar de um processo de classificação por via legislativa e não técnica, como é determinado por resoluções nacionais e internacionais. Este foi de resto o primeiro entendimento no parecer anterior da Comissão Especializada de Educação, Cultura, Saúde, Juventude, Desporto e Questões Sociais da Assembleia Nacional, que devolveu o projeto de lei à deputada proponente.

A comissão entendeu primeiro não emitir parecer favorável ao projeto, face ao parecer negativo do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, através da Direção do Património Imaterial, e “na ausência de um parecer externo solicitado ao instituto Camões para fundamentar e fornecer mais elementos de análise”, mas a proposta acabaria por ser agendada para votação nesta sessão plenária.

Siga lendo em: https://www.dw.com/pt-002/cabo-verde-parlamento-aprova-classificação-de-português-como-património-imaterial/a-65334361

CPLP reitera compromisso com o multilinguismo

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) reiterou, na última quinta-feira, 20, em Nova Iorque, o compromisso com o multilinguismo e o princípio da paridade entre as seis línguas das Nações Unidas.

De acordo com uma nota de imprensa citada pelo Jornal de Angola, a representante permanente de Angola junto das Nações Unidas, a embaixadora Maria de Jesus Ferreira, que discursava na 12.ª reunião plenária da quarta comissão, em nome da CPLP, “saudou os esforços do Departamento de Comunicação Global em priorizar o multilinguismo em todo o seu trabalho” e enalteceu “o papel fundamental desempenhado pelo Departamento de Comunicação Global no apoio à implementação dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030”.
A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa constatou que os novos meios de comunicação digital e plataformas dos média tradicionais são essenciais para facilitar a prestação dos serviços de forma mais eficaz, regozijando-se pelo uso das redes sociais como um veículo vital para alcançar uma audiência global, especialmente, os jovens, reiterando o seu apoio às acções do Departamento de Comunicação Global na liderança de respostas à comunicação de crise nos níveis nacional e global, incluindo o combate à desinformação.A CPLP elogiou, igualmente, os esforços do Departamento de Comunicação Global em apoiar a agenda das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável, paz e segurança, direitos humanos e outros desafios enfrentados pela ONU, voltando a afirmar o seu compromisso na prossecução dos seus objectivos de divulgar informação sobre as actividades da ONU em língua portuguesa.

FONTE: Notícias de Moçambique

Cabo Verde altera lei de estrangeiros para aplicar acordo da CPLP

Cabo Verde altera lei de estrangeiros para aplicar acordo da CPLP
Cabo Verde altera lei de estrangeiros para aplicar acordo da CPLP LUSA – AMPE ROGÉRIO

O Governo de Cabo Verde alterou a lei de estrangeiros para aplicar o acordo de mobilidade da CPLP. A alteração na legislação nacional cabo-verdiana para poder acomodar as normas do acordo de mobilidade dentro da Comunidade de Países de Língua Portuguesa foi feita em conselho de ministros e agora segue para o parlamento.

Um ano depois da assinatura do acordo de mobilidade da Comunidade de Países de Língua Portuguesa  e no momento em que oito dos nove Estados-membros da CPLP concluíram o processo de ratificação do acordo, aprovando a estrutura e os princípios essenciais propostos por Cabo Verde, agora é a vez de o arquipélago alterar a sua lei de estrangeiros, com objectivo de incorporar na lei interna o acordo de mobilidade da CPLP.

Segundo o ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, o acordo que estabelece as modalidades de mobilidade na comunidade com as estadias de curta duração, a estada temporária com duração de um ano e residência CPLP põe a Comunidade de Países de Língua Portuguesa a ganhar maior relevância

Na perspectiva de Cabo Verde, a CPLP ganha cada vez maior relevância se funcionar como efectiva instância de estreitamento das relações entre pessoas, empresas e instituições da sociedade civil dos diferentes países que compõem a comunidade, se as restrições ao fluxo de entrada e permanência em territórios de povos que se consideram amigos e irmãos, forem progressivamente simplificadas e reduzidas”, disse o ministro da Administração Interna, Paulo Rocha.

A proposta de Lei que procede à terceira alteração à lei que define o regime jurídico de entrada, permanência, saída e a expulsão de estrangeiros do território cabo-verdiano, bem como a sua situação jurídica segue agora ao parlamento para aprovação.

Texto por: Odair Santos VIA RFI 

 

Chamada do Caderno Seminal: “CPLP, 25 anos: questões de língua”

A revista Caderno Seminal (e-ISSN 1806-9142) comunica a prorrogação da chamada para o dossiê “CPLP, 25 anos: questões de língua”, organizado por André Nemi Conforte (UERJ, BR), Isabel Margarida Duarte (UPorto, PT) e Sónia Valente Rodrigues (UPorto, PT). As submissões de artigos poderão ser feitas até 16 de janeiro de 2022, e a publicação do número temático está prevista para o primeiro semestre de 2022. A ementa do dossiê encontra-se disponível em www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/cadernoseminal/announcement/view/1331.

 

Chamada para publicação 2022 – Caderno Seminal – Estudos de Língua

Dossiê: CPLP, 25 anos: questões de língua

Organização:
André Nemi Conforte (UERJ, BR)
Isabel Margarida Duarte (UPorto, PT)
Sónia Valente Rodrigues (UPorto, PT)

Submissões de artigos até: 7 de novembro de 2021

Ementa:
Com 25 anos de existência, a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) saiu da cimeira de Luanda, em julho de 2021, mais fortalecida e pronta para novos desafios. Da mobilidade entre os diferentes países até ao desenvolvimento sustentável, de questões de defesa às políticas de língua, a CPLP propõe-se entrar numa nova fase.
No que respeita à língua portuguesa, foi adotado pela XIII Conferência de Chefes de Estado e de Governo o Plano de Ação da Praia (2021), que teve como principais tópicos:

  • as políticas públicas para a promoção da leitura;
  • a diversidade na escrita literária em língua portuguesa;
  • o ensino da língua portuguesa em contexto de mobilidade;
  • ciência, investigação e inovação em língua portuguesa;
  • tecnologia e economias criativas – cenários emergentes em língua portuguesa.

Sabemos que, na CPLP, “a língua portuguesa não está sozinha” (Agualusa, 2019). A tônica do encontro foi o reconhecimento de que é necessário haver uma gestão pluricêntrica do português, com ênfase na importância do papel das Comissões Nacionais de todos os Estados-Membros para apoiar o IILP (Instituto Internacional da Língua Portuguesa) na promoção e na difusão da língua.
Neste número do Caderno Seminal, gostaríamos, portanto, de fazer um balanço em relação à situação linguística e às políticas linguísticas dos países-membros da CPLP, onde o português convive com muitas outras línguas, tendo como pano de fundo a efeméride comemorada e as propostas para o futuro.

Ajustamento, Risco Psicossocial e Fatores Protetores nos cidadãos da CPLP

 

Ajustamento, Risco Psicossocial e Fatores Protetores nos cidadãos da CPLP

A pedido do Prof. Doutor Henrique Pereira divulgamos o convite para participação em uma investigação, cujo objetivo é avaliar os aspetos psicológicos associados ao bem-estar, ajustamento, risco psicossocial e fatores protetores em cidadão da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Este inquérito está dirigido a pessoas com 18 anos de idade e que vivam ou sejam nacionais de um dos países da CPLP: Portugal, Brasil, Cabo Verde, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Macau, Timor-Leste.

Para participar, só tem que clicar aqui  e seguir todas as indicações.

 

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