Língua e Tecnologia

Estudantes de escola técnica desenvolvem conversor de Libras em texto

Software faz reconhecimento de imagem e traduz automaticamente

5% da população brasileira tem deficiência auditiva, de acordo com o IBGE. Essa porcentagem corresponde a cerca de 10 milhões de pessoas. E, desse total, pelo menos 2,7 milhões têm surdez total. São eles os que mais precisam da Língua Brasileira de Sinais. Mas pouca gente domina essa língua, mesmo sendo oficial no país.

Para promover a inclusão, estudantes da Escola Técnica Estadual Lauro Gomes, de São Bernardo do Campo, no estado de São Paulo, desenvolveram um conversor de Libras, como explica um dos integrantes do grupo, Vinícius Navarrete.

O software de reconhecimento já tem mais de 100 sinais programados que podem ser convertidos em texto, e alcançou uma precisão de 96% durante os testes. Para desenvolver essa nova tecnologia, Vinicius Navarrete conta que o grupo usou códigos abertos.

Além de Vinícius Navarrete, também participaram do desenvolvimento desse conversor os estudantes Fabrício Almeida e Luciano Oliveira. O grupo continua empenhado em aprimorar a nova tecnologia para que possa fazer a conversão em tempo real.

Edição: Sheily Noleto/ Sumaia Villela

Por Beatriz Evaristo – Repórter da Rádio Nacional – Brasília

 

 

Podcast da ANBA 09: A língua árabe e seus dialetos

#Podcast da ANBA 09: A língua árabe e seus dialetos

Acompanhe no ANBA Cast uma conversa com o doutor em Letras Felipe Benjamin sobre as diferentes formas de falar o idioma nos países árabes.

Da Redação
anba@anba.com.br

São Paulo – A língua árabe conecta os 22 países da Liga Árabe, mas também carrega a diversidade de cada um deles. Será que alguém do Marrocos compreende um diálogo informal de duas pessoas do Omã? A pluralidade do idioma foi tema de um bate-papo no ANBA Cast da jornalista Thais Sousa com Felipe Benjamin, doutor em Letras na área de Estudos Árabes pela USP e professor na UFRJ. Benjamin contou sobre a diferença entre o árabe clássico e a oralidade cotidiana nos diferentes países árabes. De quebra, saiba algumas palavras do árabe usadas no Brasil e como elas chegaram ao país. Ouça no site da ANBA ou nas plataformas!

Google Meet anuncia legendas automáticas em português a partir de 2021

Após lançar legendas automáticas em inglês no ano passado, o Google Meet anunciou nesta terça-feira (15) a expansão do recurso para mais quatro idiomas: português brasileiro, espanhol, francês e alemão. A funcionalidade nas novas línguas estará disponível a partir de 2021, junto do suporte aos aplicativos para Android e iOS.

Com ajuda da tecnologia baseada em inteligência artificial (IA) Speech-to-Text, o Google Meet identifica o que está sendo dito e traduz em formato de texto em tempo real, detectando até mesmo expressões de outros participantes.

Após lançar legendas automáticas em inglês no ano passado, o Google Meet anunciou nesta terça-feira (15) a expansão do recurso para mais quatro idiomas: português brasileiro, espanhol, francês e alemão. A funcionalidade nas novas línguas estará disponível a partir de 2021, junto do suporte aos aplicativos para Android e iOS.

Com ajuda da tecnologia baseada em inteligência artificial (IA) Speech-to-Text, o Google Meet identifica o que está sendo dito e traduz em formato de texto em tempo real, detectando até mesmo expressões de outros participantes.

O recurso, criado no ano passado — apenas em inglês — para promover maior inclusão na plataforma, tem demonstrado papel importante durante a pandemia do coronavírus (Sars-Cov-2).

Novo recurso de legendas do Google Meet
Ampliação das legendas em tempo real para os quatro idiomas passa a valer a partir de 2021. Imagem: Google/Divulgação

Com o distanciamento social da quarentena e o crescimento das videoconferências, pessoas surdas ou com dificuldades auditivas encontraram maiores adversidades nas ligações online.

Agora, com a expansão do recurso para mais quatro línguas, as legendas podem servir de suporte, principalmente, nas aulas à distância.

A funcionalidade ainda pode “salvar” ligações em ambientes barulhentos ou chamadas em outros idiomas, e estará disponível nas contas gratuitas e pagas da plataforma.

Outras ferramentas recentes do Google Meet

A ampliação do recurso se une a outras novidades lançadas recentemente para o Google Meet. No início deste ano, o relatório de frequência foi lançado para auxiliar os educadores a administrarem suas turmas remotamente. A aplicação também foi disponibilizada em novembro para empresas.

Outro recurso adotado recentemente foi a ferramenta de “levantar a mão“, possibilitando o andamento no fluxo da conversa sem maiores interrupções.

Até o dia 31 de março, serão permitidas chamadas de até 24 horas na plataforma para todos os usuários — basta ter uma conta Gmail gratuita.

Museu ativado por voz é inaugurado em Washington

Para combinar a arte com exposições interativas da influência das palavras na sociedade, foi inaugurado na cidade de Washington o museu Planet Word, o primeiro “museu ativado por voz” do mundo.

O espaço combina histórias com tecnologia de voz em dez galerias de aprendizagem. Entre as atividades, o museu traz uma conversa interativa com uma parede de palavras, que narra o desenvolvimento da língua inglesa até os dias de hoje.

Os visitantes também vão poder usar a tecnologia para conversas virtuais com línguas pouco faladas no mundo e, até mesmo, cantar em um karaokê enquanto aprendem sobre o processo de composição.

Para aqueles que não pretendem ir ao museu, mas querem ter algum tipo de contato com as atividades, é possível instalar a skill da Alexa “Audio Museum of Art”, disponível somente nos EUA.

A funcionalidade transforma a assistente de voz em um guia virtual do museu, que explica o contexto das exposições, além de tocar comerciais da década de 1940, para trazer uma imersão ao usuário.

Por conta da pandemia do coronavírus, a cerimônia de abertura do Planet Word foi feita de maneira online. Durante o período de distanciamento social, a capacidade do museu é limitada e o uso de máscara é obrigatório. Além disso, são fornecidas canetas eletrônicas de cortesia para interagir com as telas sem tocá-las.

Fonte: Voicebot

Lançamento do projeto “Aplicativo Guarani Ayvu” tradutor trilíngue guarani-espanhol-inglês

La innovadora iniciativa de desarrollar una aplicación gratuita para celular y tablet con sistema Android denominada Guarani Ayvu se trata de un traductor trilingüe (guaraní, castellano e inglés) que inicialmente alojará unas 3.200 entradas con el registro en audio de cada una de las palabras en guaraní.

El importante proyecto será presentado este jueves 29 de octubre, a las 10:00, de manera virtual vía Zoom y Facebook Live de la Secretaría de Políticas Lingüísticas (SPL) y contará con la presencia de autoridades nacionales y extranjeras, representantes de las entidades involucradas en el proyecto.

El desarrollo de la app Guarani Ayvu, con un avance del 60%, es posible gracias a la alianza interinstitucional entre la SPL, la Academia de la Lengua Guaraní, el Instituto Superior de Lenguas de la FF-UNA, la ONG de Estados Unidos PopulisTech, con el apoyo del Grupo de Grabaciones en Guaraní.

Además del traductor trilingüe, guaraní-castellano-inglés, más el audio de todos los términos guaraníes, la aplicación Guarani Ayvu también alojará una serie de temas adicionales para el aprendizaje de la lengua guaraní, tales como el alfabeto, gramática y ortografía, además de contenidos didácticos del guaraní para uso médico, entre otros importantes temas sobre la lengua.

Facebook poderá traduzir até 100 idiomas sem usar inglês

O Facebook desenvolveu o primeiro modelo de tradução automática multilíngue, capaz de traduzir até 100 idiomas sem utilizar o inglês como intermediário. O sistema, batizado de M2M-100, utiliza inteligência artificial.

Segundo a assistente de pesquisa do Facebook, Angela Fan, isso é um importante passo em direção a um modelo universal que compreenda todos os idiomas em diferentes tarefas. A empresa ainda não divulgou informações de quando o modelo será implementado. Até o momento, a tecnologia é apenas um projeto de pesquisa.

Como o estudo foi realizado

Fonte:  Facebook/Divulgação 

Inicialmente, a equipe de pesquisadores coletou da internet 7,5 bilhões de pares de frases em 100 línguas diferentes, dando prioridade às traduções mais solicitadas pelos internautas.

Em seguida, os idiomas foram separados em 14 grupos, com base em semelhanças linguísticas, geográficas e culturais. Um desses grupos, por exemplo, inclui línguas comuns da Índia, como hindi, bengali e marata. Para facilitar o entendimento das pessoas, a equipe decidiu criar pontes de tradução.

No caso das línguas indianas, o hindi, bengali e tâmil serviram como intermediárias para as indo-arianas. Com essa técnica, a empresa diz que superou os sistemas centrados em inglês em 10 pontos na métrica BLEU, que avalia traduções automáticas, alcançado a marca de 20,1. 

Comparação entre o novo modelo de tradução, com 20,1 pontos na métrica BLEU; e o modelo atual, com apenas 16,7 pontos. Fonte:  Facebook/Divulgação 

“Ao traduzir, digamos, de chinês para francês, a maioria dos modelos multilíngues centrados em inglês treinam de chinês para inglês e de inglês para francês, porque os dados de treinamento em inglês estão amplamente disponíveis”, explicou Angela Fan. “Nosso modelo treina diretamente em dados chineses para franceses para preservar melhor o significado.”

Apesar de ainda não ter sido incorporado ao Facebook, onde usuários postam conteúdo em mais de 160 línguas, testes realizados pela equipe indicam que o modelo pode suportar uma grande variedade de traduções.

 

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