Língua e Tecnologia

Google Tradutor ganha 24 novas línguas, incluindo o guarani!

O Google anunciou, nesta quarta-feira (11) durante o Google I/O 2022, que a ferramenta Tradutor terá acesso a novos 24 línguas. Um dos novos idiomas é o Guarani, que é originalmente da população indígena da América do Sul e ainda falado pela etnia tupi-guarani em países como o Brasil.

O recurso de tradução também poderá identificar palavras e frases em bambara (Mali), concani (Índia), Sepedi (África do Sul) e Twi (Gana).

O CEO da gigante da tecnologia, Sundar Pichai, explicou que o serviço online consegue ter acesso a novas línguas por causa dos avanços em modelos neurais de inteligência artificial. Confira, abaixo, os idiomas que foram adicionados ao serviço:

Google Tradutor

De acordo com o Google, os 24 novos idiomas são falados por mais de 300 milhões de pessoas ao redor do mundo. A empresa cita o Mizo, falado por cerca de 800 mil pessoas no extremo nordeste da Índia e o Lingala, usado por mais de 45 milhões de pessoas na África Central.

Em relação aos indígenas das Américas, também foram contempladas as línguas Quechua e Ayamara. No dialeto inglês está o Krio, falado por habitantes da Serra Leoa.

Por Carlos Palmeira no Tecmundo

Site da Câmara Municipal de Florianópolis agora oferece audiodescrição e a interpretação em Libras

Recentemente o site da Câmara Municipal de Florianópolis mudou. Além de ter tornado o acesso às atividades legislativas mais dinâmico e fácil com o novo layout, o portal agora oferece audiodescrição e a interpretação em LIBRAS dos conteúdos no formato mobile e para desktop. Dessa forma, pessoas com qualquer tipo de deficiência auditiva e/ou visual poderão navegar pelo site da CMF com autonomia.

Infelizmente, a maioria das desenvolvedoras de sites não fazem o exercício de imaginar como as pessoas com algum tipo de deficiência acessam a internet, e o resultado disso são páginas sem qualquer tipo de acessibilidade.

O jornalista Josué Leandro, que perdeu a visão por causa de um glaucoma, recebe com apreço a iniciativa. “Eu acompanho isso, como cidadão, com muita honra, porque é um direito da pessoa com deficiência que mora em Florianópolis ter acesso a essas informações, e saber exatamente aquilo que os vereadores estão debatendo, podendo acompanhar isso em tempo real não só pelo computador, mas também pelo celular.”

Para o presidente da Câmara, além de servir como inclusão social, o novo site vai oferecer mais transparência política, já que mais pessoas terão acesso às informações públicas e oficiais. “A Câmara avançou e muito em termo de acessibilidade. Hoje já temos todo o elevador acessível, banheiros acessíveis e agora também estamos lançando um site que é totalmente acessível. Esse é mais um avanço da Câmara  garantindo a igualdade de direitos e acima de tudo cidadania, dando a essas pessoas a inclusão social imprescindíveis para a democracia.”

FONTE: Floripa News 

Jogo digital para crianças conta como menino indígena supera desafios

(Imagem: Reprodução)

Crédito de Imagens: Divulgação

História foi adaptada de mito bororo analisado pelo antropólogo Claude Lévi-Strauss

A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) lançou neste mês de fevereiro um jogo digital baseado na narrativa mítica do povo indígena bororo “As araras e seu ninho”. O jogo, gratuito e destinado a crianças de 5 a 9 anos, pode ser acessado  e conta, ainda, com um tutorial  especialmente elaborado para possível utilização em salas de aula de Educação Infantil e do Ensino Fundamental I.

O jogo, intitulado “Jeriguigui e o Jaguar na terra dos bororos”, foi criado pelo Grupo de Pesquisa Leetra – Linguagens em Tradução da UFSCar, que desenvolve projetos relacionados à questão indígena. O grupo é vinculado ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e coordenado por Maria Sílvia Cintra Martins, professora sênior do Departamento de Letras (DL) da Universidade.

O roteiro do jogo foi desenvolvido pela professora com base principalmente no mito M1 bororo: “O xibae e iari” (“As araras e seu ninho”), que se encontra nas páginas 57 a 59 do volume “Mitológicas 1: O cru e o cozido”, de autoria do antropólogo francês Claude Lévi-Strauss, que desenvolveu pesquisa no Brasil na década de 1930. “Essa narrativa mítica trata da vingança empreendida pelo pai de um jovem indígena, que teria cerca de onze anos estando prestes a participar de um ritual de iniciação. O pai faz com que o jovem passe por vários desafios, até largá-lo no alto de uma encosta onde poderia ter se submetido à morte, seja por inanição, seja atacado por animais selvagens, mas o jovem supera todos os desafios e consegue voltar para a aldeia”, conta Maria Sílvia Martins.

Ao avançar nas fases, o jogador se depara com elementos da narrativa bororo e vivencia os desafios enfrentados pelo protagonista Jeriguigi. “A história de Jeriguigui envolve o comportamento punitivo de seu pai, que o obriga a passar por três desafios que poderiam ter sido mortais, se não fosse a interferência de sua avó materna. Não satisfeito, o pai exige que Jeriguigui vá capturar ararinhas na encosta de uma montanha, e puxa a escada deixando o menino indefeso e sujeito a dois grandes problemas: o encontro com os gaviões-de-cabeça-vermelha, que lhe dão muitas bicadas, e o encontro com o jaguar, a onça-pintada, com quem faz um tipo de barganha”, detalha a docente da UFSCar.

Nome do jogo

O título do jogo “Jeriguigui e o Jaguar na terra dos bororos” enfoca dois termos específicos da linguagem indígena. A professora da UFSCar explica que o nome Jeriguigui aparece no mito com a referência ao grupo ou clã ao qual o menino indígena pertencia, o clã do jabuti. “No mito M7 ‘Kayapó-Gorotire: origem do fogo’, que utilizei de forma complementar, a onça ou jaguar possui o papel de ser quem fornece o fogo para os indígenas. As narrativas míticas dos povos indígenas brasileiros funcionam muitas vezes de forma complementar, de modo que podemos encontrar num mito elementos que completam o outro e que também fazem parte dessa outra cultura”, explica.

“Escolhido o mito, transformei-o em roteiro rico em diálogos em que inseri vários animais – alguns em extinção – que vão fornecendo diversas informações sobre os indígenas brasileiros, suas línguas e suas culturas. Juntamente com seis pesquisadores do Grupo de Pesquisa Leetra, gravamos as falas dos personagens que depois foram legendadas. O próximo passo foi o trabalho do desenhista Hugo Cestari e de uma empresa especializada em jogos, que transformaram meu roteiro em belas imagens, em que os diálogos são acompanhados de jogos e desafios envolventes para crianças de cinco a nove anos, para quem o jogo foi idealizado”, complementa a docente. Toda a montagem do jogo contou com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp – Projeto 2019-07879-4).

Escolas

O jogo está disponível na versão do Windows – para computadores, notebooks e tablets – no site. Há a previsão, para os próximos seis meses, do lançamento das versões iOS e Android. “Na hora de baixar o jogo, sugerimos que professores da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I baixem também um texto de 40 páginas elaborado por mim, que se encontra no mesmo espaço e traz orientações e sugestões para sua utilização em sala de aula em projetos de letramento interdisciplinares”, orienta Maria Sílvia Martins.

A docente da UFSCar tem realizado um trabalho junto a escolas para divulgar e implantar o jogo: “Venho me propondo a conversar e orientar professores de Educação Infantil e de Ensino Fundamental I que, após lerem o tutorial, se interessem de fato na implementação do jogo com seus alunos”.

Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail:  grupo.leetra@gmail.com.

Sobre o povo indígena bororo

Segundo Maria Sílvia Martins, que pesquisa a cultura e a língua de povos indígenas no Brasil, os bororos detêm, hoje em dia, seis Terras Indígenas (TIs) demarcadas no estado do Mato Grosso, num território descontínuo que corresponde a uma área 300 vezes menor do que o seu território tradicional, que antes atingia a Bolívia, parte do estado de Goiás e do Mato Grosso do Sul.

Na década de 1970, o alto grau de insatisfação dos bororo fez surgir um movimento pela recuperação de suas terras tradicionais e pela melhoria dos serviços de saúde e educação. Houve, em 1976, a luta pela terra do Meruri, que culminou no famoso massacre levado a cabo pelos fazendeiros do general Carneiro. Atualmente, a Língua Bororo, que pertence ao tronco linguístico Macro-Jê, é falada por quase toda sua população.

Mais detalhes, imagens e informações sobre esse povo podem ser encontrados no site

Sobre o Leetra

O grupo Leetra/UFSCar, responsável pela iniciativa, conta com três linhas que se relacionam com a questão indígena: Línguas Indígenas; Letramento e comunicação intercultural; e Estudos de Tradução e Poética, que aborda a tradução de cantos e narrativas indígenas.

 Escrito ou enviado por  Denise Britto via www.segs.com.br

 

Ativista indígena Márcia Kambeba estreou programa ‘Amazoniando’

Ativista indígena Márcia Kambeba estreia programa ‘Amazoniando’

A série de entrevistas em live começou a ser exibida nesta última quinta-feira, 20.

João Ramid- Divulgação

A ativista indígena e militante ambiental Márcia Kambeba estreou nesta quinta-feira (20), o programa de entrevistas “Amazoniando”. A primeira temporada, com cinco episódios semanais em formato de live, vai homenagear os 406 anos de Belém com temas relacionados à cultura e a história dos índios do Pará e aos povos que habitam a Amazônia. O programa será transmitido ao vivo, no canal próprio da atração no Youtube.

No episódio de estreia, a professora Ivânia dos Santos Neves, da Universidade Federal do Pará (UFPA), doutora em Linguística, antropóloga e pós-doutora em linguagens e governamentalidade vai falar sobre a chamada “Belém Mairi”, também conhecida como Belém original. “Mairi” – palavra originada de Maíra, deus do fogo – era o nome dado pelos povos indígenas ao território ocupado por eles, principalmente os Tupinambá, que se estendia do Pará ao Amapá e até parte do Amazonas, conforme explica Márcia Kambeba.

“Mairi era um grande território tupinambá onde se falava vários troncos linguísticos, imperando o tupi. A gente vai refletir (na entrevista) como é essa Belém, hoje, onde está essa ancestralidade da Belém Mairi, que vivencia o extermínio da memória indígena, o que chamo de memoricídio, pois essa memória não foi toda apagada, mas fica adormecida. Ao remexer na memória, vamos desvelar essa história”, acrescenta.

“Belém tem uma ancestralidade presente em vários espaços, como no Forte do Presépio, que foi ocupado pelo povo Tupinambá, a Praça da República, que tem um cemitério afro e também indígena”, exemplifica a apresentadora. “Vou perguntar para a professora Ivânia Neves sobre a ‘etnicidade amazônica’, conceito criado por ela que significa a identidade étnica múltipla da Amazônia. Ela vem trazer para nós essa reflexão”.

Márcia Kambeba é escritora, poeta, Ouvidora do município de Belém, mestre em Geografia, doutoranda em estudos linguísticos pela UFPA e trabalha com multiarte e educação. Nesse projeto, ela será a entrevistadora, buscando o olhar da aldeia e não das grandes metrópoles. Nessa etapa, “Amazoniando” será exclusivamente apresentado na internet com espaço para interação com o público espectador.

O cantor, compositor e instrumentista Allan Carvalho também participa do programa. Ele vai apresentar a canção feita por ele especialmente sobre a Belém Mairi. Enquanto Márcia vai fazer a leitura de um poema autoral voltado ao mesmo tema.

A estreia de “Amazoniando” terá transmissão simultânea por universidades e outras instituições de vários países interessados na causa indígena, como a França, Alemanha, Itália e Inglaterra, conta Kambeba.

Os episódios da temporada serão exibidos sempre ao vivo, a cada quinta-feira, sempre a partir das 20h. Os próximos episódios terão como tema a pesquisa sobre as línguas indígenas e o mapa linguístico do estado do Pará; e o significado e a importância cultural dos adereços de plumagens usados por vários povos indígenas, como cocares e o manto Tupinambá.

Lançamento da TV FNEEI – Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena

No dia 9, quinta-feira, às 21horas será o lançamento da TV FNEEI (Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena ). Falaremos sobre Marco Temporal e Educação Escolar Indígena. Sua audiência é muito importante. Divulguem em suas redes.

Ative o lembrete no link  abaixo!

Three-day Online Internacional Conference: Emerging Technologies and changing dynamics of information (ETCDI)

 

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