cenários de Língua Portuguesa

Morre por coronavírus Aldir Blanc, um dos maiores letristas da MPB

Autor de “O Bêbado e o Equilibrista”, imortalizada na voz de Elis Regina, entre dezenas de outras composições, Blanc, de 73 anos, foi diagnosticado com Covid-19 no dia 23 de abril

 

Aldir Blanc reforça coro pela saída de Marin

247 –  Um dos maior compositores da música popular brasileira, Aldir Blanc, morreu na madrugada desta segunda-feira (4) no Hospital Pedro Ernesto, em Vila Isabel, no Rio de Janeiro, onde estava internado com coronavírus. A informação foi divulgada pela Rádio Tupi.

Com infecção generalizada em decorrência do novo coronavírus, Aldir Blanc estava internado no CTI do Hospital Universitário Pedro Ernesto, em Vila Isabel, desde o dia 15 de abril.  Autor de “O Bêbado e o Equilibrista”, imortalizada na voz de Elis Regina, entre dezenas de outras composições, Blanc, de 73 anos, foi diagnosticado com Covid-19 no dia 23 de abril.

No dia 10 de abril, o compositor deu entrada na CER do Leblon com infecção urinária e pneumonia, que evoluíram para um quadro de infecção generalizada.

 

 

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Brasil perde dicionarista para o Covid-19

O Brasil, que não sabe como vai escrever sua nova história após a pandemia do novo coronavírus, acaba de perder uma grande referência da Língua Portuguesa. Faleceu nesta quarta-feira (29) o dicionarista Roberto Côrtes de Lacerda, aos 78 anos, co-autor do Dicionário Houaiss, e que atuou como coordenador do Dicionário Aurélio Buarque de Holanda da Língua Portuguesa. ‘A Odisseia’, uma edição para jovens, e o ‘Dicionário de Provérbios’ também estão entre suas obras mais importantes. Ele estava internado no Hospital Quinta D’Or desde 23 de março, com o Covid-19, vinha reagindo, mas não resistiu a uma parada cardíaca. Deixa Helena, com quem viveu por quase 60 anos, três filhos e seis netos.

Embora tenha se formado em Direito, para agradar ao pai, formou-se também em Línguas, com especialização em Latim e Grego, bases que direcionaram toda sua vida para as Letras. Roberto Côrtes de Lacerda trabalhou nas editoras Hachette e Nova Fronteira e na Enciclopédia Britânica. Destacou-se como filólogo e dicionarista. Foi co-autor do ‘Grande Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa’ iniciado em 1985, e cuja primeira edição foi lançada em 2001. Contribuiu também ativamente com a equipe de Aurélio Buarque de Holanda na construção e atualização do conhecido ‘Dicionário da Língua Portuguesa’.

Incentivado pelo amigo Paulo Rónai, a quem muito admirava, tornou-se também tradutor de francês, língua que dominava com profundidade. Em 1994 publicou ‘A Odisseia’, uma concisa adaptação para crianças e adolescentes do texto grego, adotada em muitas escolas.

Uma obra de maior fôlego, que contou com a valiosa colaboração da sua esposa Helena, foi o ‘Dicionário de Provérbios’ em português, francês e inglês, cuja segunda edição foi publicada em 2004. Outro dicionário de provérbios em português e inglês também foi posteriormente publicado.

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O dicionarista Roberto Côrtes de Lacerda (Foto: Reprodução)
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Dicionário de Provérbios (Foto: Reprodução)

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Colóquio VI: Aspectos da Lusofonia Macau e a Língua Portuguesa na China

logo_neu_204x107A Universidade de Heidelberg na Alemanha dedicou em junho uma conferência completa a Macau e à Língua Portuguesa na China. A conferência insere-se no Colóquio anual “Aspectos da Lusofonia”, lançado em 2011 pelo Departamento de Português no Instituto de Tradução e Interpretação (IÜD) de Heidelberg em parceria com o Instituto Camões. Trata-se de um evento que junta anualmente especialistas de diferentes países lusófonos e lusitanistas de língua alemã com o propósito de focar e discutir aspectos à volta da Lusofonia e analisar cenários em que a Língua Portuguesa desempenha um papel de relevo.

No Colóquio de 2016 sobre Macau, realizado no dia 22 de junho, estiveram presentes, como professoras que ensinam e investigam o Português na China e em Macau, a Doutora Maria José Grosso da Universidade de Macau, que proferiu uma comunicação sobre o Português na paisagem linguística de Macau, e a Doutora Maria Poço Lopes do Instituto Politécnico de Macau com uma intervenção sobre os factos e desafios do ensino de Português na China. A antropóloga Doutora Marisa Gaspar, investigadora integrada no Instituto do Oriente da Universidade de Lisboa, apresentou a comunidade macaense e a sua reinvenção cultural depois da transição de Macau para a China. Entre os oradores estiveram também o prestigiado investigador da história da cultura de Macau, Professor Doutor Roderich Ptak da Universidade de Munique, a ex-aluna Mestre Jannika Otte, cuja tese de mestrado teve como tema a Identidade de Macau, e Dorothea Slevogt do Instituto de Estudos Asiáticos de Heidelberg, que – de perspetiva inversa – dedicou a sua intervenção à didática do ensino de chinês.

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Entrada do Instituto de Tradução e Interpretação da Universidade de Heidelberg. Da esquerda para a direita: Professor Doutor Thomas Sträter (Diretor do Departamento de Português), Doutora Isabel Poço Lopes (Instituto Politécnico de Macau), Professor Doutora Maria José Grosso (Universidade de Macau), Dra. Marisa Gaspar (Instituto do Oriente, Universidade de Lisboa), M.A. Rosa Rodrigues (Camões IP)

O Colóquio atraiu mais de 50 participantes e evidenciou claramente a situação dinâmica da Língua Portuguesa na China, que é o país onde mais se aprende Português hoje em dia. O número de instituições universitárias chinesas a ensinar Português tem vindo a aumentar significativamente devido a uma procura crescente da parte de jovens chineses e à importância das relações comerciais que a China tem vindo a desenvolver com o Brasil e Angola. Neste cenário, Macau desempenha um papel especial e funciona como centro ou plataforma para o ensino do português na China e na Ásia em geral.

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