Ciclo de encontros “Línguas da USP, Línguas na USP”
Crioulo haitiano, havaiano, polonês, esperanto, guarani, eslavo eclesiástico
Ementa:
Com a perspectiva de trabalhar com as línguas que estão presentes no cotidiano nacional, o nosso projeto visa sensibilizar e criar um espaço de divulgação para essas línguas e culturas, que são menos tratadas no âmbito acadêmico e invisibilizadas no cenário brasileiro, com o objetivo de ampliar a democratização e diversidade do ensino de línguas no Brasil. Os encontros sobre línguas e culturas serão realizados no âmbito do projeto PUB “Línguas na USP, Línguas da USP” sob a coordenação do professor Milan Puh e, portanto, serão realizadas com os bolsistas e os participantes do projeto. Os encontros seguirão a proposta de ensino desenvolvida no projeto, que foi adaptada para cada língua ensinada, com materiais específicos para os tópicos trabalhados em cada sessão. O ciclo de encontros culturais consiste em duas sessões semanais, dedicadas para cada língua específica e um último encontro geral, entre os ministrantes e os integrantes do projeto, para discutir os resultados e a aprendizagem de se propor a falar sobre o ensino mais plural de línguas no Brasil. Os encontros começarão dia 18/05/2021 e acontecerão 2 vezes por semana (sempre às terças e sextas) com duração de 1h30 por encontro das 17h45 às 19h15, totalizando 12 encontros + o último encontro reservado somente para os ministrantes dos cursos.
Objetivos:
O evento será realizado remotamente de modo síncrono, uma vez que as condições epidêmicas não permitem presencialidade. Trata-se de encontros compartilhados de ensino-aprendizagem sobre línguas-culturas, partindo das seguintes necessidades identificadas no âmbito do projeto: a) abordar a língua alvo de forma transversal, priorizando a intersecção entre língua-cultura, elaborando atividades que evidenciem a necessidade de não dissociá-los; b) aproveitar as experiências múltiplas de trabalho com línguas-culturas pelos ministrantes, visando despertar o interesse do público para o aprendizado de línguas de modo geral; c) estimular os ministrantes e seus coletivos a tomarem as suas línguas como viáveis para o serem ensinadas em outros espaços; d) atuar em prol da viabilidade da presença de novas línguas no âmbito acadêmico, reforçando a necessidade de maiores investimentos e apoio para o ensino de línguas na Universidade de São Paulo e no Brasil.
Número de participantes: 100 (50 público interno e 50 público externo)
Frequência: 75% para ganhar certificado
Plataforma: Google Sala de Aula com materiais de estudo para cada língua
Google Meet para inscritos
Canal no Youtube para púbico geral:
https://www.youtube.com/channel/UC-ECnshXnGkiC3wHluvGl3g
Programação:
Semana 1 – 18/05/2021 e 21/05/2021: Diego (Eslavo Eclesiástico)
Semana 2 – 25/05/2021 e 28/05/2021: Habi (Crioulo Haitiano)
Semana 3 – 01/06/2021 e 04/06/2021: Ivan e Lígia (Esperanto)
Semana 4 – 08/06/2021 e 11/06/2021: Marcos (Havaiano)
Semana 5 – 15/06/2021 e 18/06/2021: Luiz e Cláudia (Polonês)
Semana 6 – 22/06/2021 e 25/06/2021: Lucino e Patrícia (Guarani)
Semana 7 – 29/06/2021: Encontro do projeto com os ministrantes
Organização da semana:
Primeiro encontro (terça) – Introdução geral ao projeto, da língua em questão
– apresentação do projeto “Línguas da USP, Línguas na USP” através de algum dos seus aspectos/ideias;
– introdução à língua pelos bolsistas do projeto;
– atividade introdutória dos ministrantes;
– encerramento do encontro com a apresentação da tarefa coletiva
Segundo encontro (sexta) – Atividade comentada e continuidade da apresentação da língua
– retomada das discussões e do conteúdo trabalhado no encontro anterior pelo coordenador do projeto
– discussão sobre a tarefa coletiva
– atividade a partir da tarefa realizada pelos ministrantes
– conclusão do encontro
– tempo para perguntas e comentários
Último encontro geral (sétima semana)
– Devolutiva e conversa sobre as seis semanas de encontros
Texto sobre o projeto:
Extensão universitária enquanto democratização do ensino de línguas menos divulgadas: projeto “Línguas na USP/Línguas da USP” (link)
Ajustamento, Risco Psicossocial e Fatores Protetores nos cidadãos da CPLP
Ajustamento, Risco Psicossocial e Fatores Protetores nos cidadãos da CPLP
A pedido do Prof. Doutor Henrique Pereira divulgamos o convite para participação em uma investigação, cujo objetivo é avaliar os aspetos psicológicos associados ao bem-estar, ajustamento, risco psicossocial e fatores protetores em cidadão da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
Este inquérito está dirigido a pessoas com 18 anos de idade e que vivam ou sejam nacionais de um dos países da CPLP: Portugal, Brasil, Cabo Verde, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Macau, Timor-Leste.
Para participar, só tem que clicar aqui e seguir todas as indicações.
Curso 8 Séculos da Língua Portuguesa” – Disponível no youtube!
Ciclo de conferências. História e políticas linguísticas na sua formação, expansão e consolidação. Prof. Dr. Gilvan Müller de Oliveira, Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil, Cátedra UNESCO Políticas Linguísticas para o Multilinguismo
Ciclo de Seminários “Cidade e Cidadania Indígena: territórios, direitos e bem viver”
Português é hoje uma língua de cumplicidade e solidariedade – presidente do Camões

O presidente do instituto Camões, João Ribeiro de Almeida, declarou que a língua portuguesa, que já foi de colonização e de resistência, é hoje um idioma de “cumplicidade” e de “solidariedade” entre os países lusófonos.
“A nossa língua foi e é uma língua de pontes. Historicamente foi o que foi, como outras línguas de países que colonizaram, mas hoje é sobretudo uma língua de cumplicidade, de amizade e solidariedade”, disse João Ribeiro de Almeida.
O presidente do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua (IC) falava, em entrevista à agência Lusa, em antecipação ao Dia Mundial da Língua Portuguesa, que se assinala em 05 de maio, por decisão da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
Para João Ribeiro de Almeida, que há cinco meses assumiu a liderança da agência pública para a língua e cooperação, esta segunda celebração do Dia Mundial da Língua Portuguesa “será mais uma oportunidade” de todos os países que falam português estarem “ligados em rede”.
O presidente do Camões classificou a distinção da UNESCO à língua portuguesa, a primeira não oficial das Nações Unidas (ONU) a ter um dia mundial, como “altamente inspiradora e motivadora”.
“Temos este ‘bombom’, motivador e altamente inspirador, que é o facto de a UNESCO, que não deixa de ser uma agência da ONU, ter declarado um dia mundial de uma língua que não é a língua oficial das Nações Unidas”, disse, sublinhando “o prestígio” que esta decisão dá ao português.
“Não somos uma língua qualquer, somos uma língua à qual é dado um especial tratamento, se bem que ainda não tenha aquele tratamento que nós gostaríamos”, disse, aludindo ao objetivo de ter o português como idioma oficial das Nações Unidas.
Google anuncia Woolaroo, app para preservar línguas indígenas

O Google anunciou, nesta quarta-feira (05), o Woolaroo, uma ferramenta de tradução e preservação de línguas indígenas. A ferramenta é gratuita e utiliza o Cloud Vision API, permitindo que as pessoas apontem a câmera para um objeto e recebam a informação de como aquilo se chama em uma língua nativa.
O yugambeh foi a primeira língua do aplicativo. Falada por um povo aborígene da Austrália, ela corre o risco de desaparecer. Além disso, a criação de novos produtos tecnológicos não foi refletida no vocabulário do yugambeh, fazendo com que termos naturais para nós não existam para eles.
A palavra “geladeira”, por exemplo, é chamada por eles por algo como “lugar gelado”. Os “telefones” são chamados de “lançadores de voz” e os sapatos são chamados de “coisas do pé”.

“A tecnologia de hoje pode ajudar a fornecer uma forma educacional e interativa de promover o aprendizado e a preservação de línguas. Estou particularmente orgulhoso por yugambeh ser a primeira língua aborígine australiana a ser apresentada no Woolaroo”, disse Rory O’Connor, CEO do Museu Yugambeh.
A ferramenta
De acordo com o Google, os historiadores e pessoas que preservam as culturas indígenas ao redor do mundo podem adicionar listas de palavras e gravação de áudio (para ajudar na pronúncia) no Woolaroo.
Atualmente, a ferramenta suporta 10 idiomas globais: o crioulo da Louisiana; o grego da Calábria; o maori; o nawat (pipil); o tamazight; o siciliano; o yang zhuang; o rapa nui e o iídiche, além do yugambeh.
“Qualquer uma dessas línguas é um aspecto importante da herança cultural de uma comunidade. Crucial para as comunidades indígenas é que Woolaroo coloca o poder de adicionar, editar e deletar entradas completamente em suas mãos”, afirmou O’Connor.

O aplicativo foi desenvolvido para celulares pelo Google Arts & Culture, um braço da gigante de tecnologia que cuida da divulgação e preservação de peças artísticas e culturais do mundo todo. Por enquanto, as línguas indígenas só estão disponíveis para ser traduzidas para o inglês, francês e espanhol.




