Exposição em Recife expõe os significados da palavra Cariri

Esta é a primeira exposição de Carlos Mélo na cidade após quatro anos. Crédito: Maíra Martions/Divulgação
Artista visual Carlos Mélo estreia nesta quarta a exposição Cariri: a palavra vista por dentro
Por: Larissa Lins – Diário de Pernambuco
Cariri significa calado, silencioso, taciturno. Germinada do tupi-guarani kiri’ri, a palavra designa a principal família de línguas indígenas do Sertão do Nordeste do Brasil, cuja ascendência é reivindicada por tribos contemporâneas como as pernambucanas truká, atikum e pankará. Cariri remete, ainda, à região marcada pela presença do povo cariri e pela Guerra dos Bárbaros (série de confrontos entre colonizadores portugueses e etnias indígenas nas capitanias do Nordeste brasileiro no século 17), imortalizada em canções como Pau-de-arara (Luiz Gonzaga e Guio de Morais), Cariri (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira) e Meu cariri (Dilú Mello e Rosil Cavalcanti)
Publicação do IPHAN aborda Diversidade Linguística no espaço Ibero-Americano
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) acaba de lançar os Anais do Seminário Ibero-Americano da Diversidade Linguística, evento ocorrido no ano de 2014, em Foz do Iguaçu, Paraná. Disponibilizado em meio digital para acesso livre, a publicação apresenta contribuições de pesquisadores, gestores públicos e de representantes das comunidades linguísticas, estando subdividida em três eixos principais.
Deputado denuncia Índio que quis depor em idioma natural

Wagner Guimarães-ALMS
Paulino Terena terá de prestar esclarecimentos à justiça
Por Clayton Neves
Sessão da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Cimi desta terça-feira (31) acabou sendo suspensa e virando caso de polícia, depois que Paulino Silva, liderança indígena da Aldeia Moreira no município de Miranda, informou aos integrantes da comissão o desejo de prestar depoimento em seu idioma materno já que, segundo ele, não dominava a língua portuguesa.
O deputado João Grandão (PT), membro da CPI do Cimi, conta que diante da afirmação, integrantes da mesa se manifestaram contrários a afirmativa do terena e asseguraram que Paulino sabia falar em português. O deputado lembra que um vídeo onde a liderança podia ser vista falando em português foi exibido à comissão pelo deputado Paulo Corrêa (PR).
Depois da exibição das imagens, o depoimento foi suspenso e um Boletim de Ocorrência foi registrado. Paulino Terena terá de prestar esclarecimentos à justiça e em seguida caso vai ser encaminhado ao juizado especial criminal.
No Facebook, o advogado dos índios, Luiz Henrique Heloy afirmou que o fato de os deputados Mara Caseiro (PSDB) e Paulo Corrêa (PR) “não permitirem o Terena de depor em seu idioma materno sob o argumento de que ele entende português” configura ação de “vergonha e extrema ignorância”.
O advogado alega que é prerrogativa do depoente indígena falar no seu idioma materno e que “a liderança que é vítima de vários atentados, saiu da Assembleia Legislativa como réu”.
Fonte: Mídia Max
Entrevista com Gilvan Müller de Oliveira na ReVeL

“Políticas linguísticas são uma faceta das políticas públicas dos países, das organizações internacionais, das corporações e instituições, e nesse sentido são um fazer permanente do homem, sempre adaptadas à sua época, aos interesses geopolíticos, econômicos e culturais em jogo numa determinada fase histórica. Não se esgotam, mudam de foco; não se completam, estão sempre em construção.”
A entrevista foi publicada no volume 14, número 26, da Revista Virtual de Estudos da Linguagem – ReVEL, dedicado ao tema Política Linguística.
A Revista Virtual de Estudos da Linguagem – ReVEL é uma publicação eletrônica, com periodicidade semestral. Idealizada por dois jovens estudantes de Linguística, a ReVEL lançou seu primeiro volume em 2003 e desde então vem contribuindo com a formulação de um pensar e divulgar os estudos da linguagem no Brasil. A atual edição apresenta 11 artigos inéditos, 3 resenhas, 1 artigo traduzido e na seção ReVEL na Escola conta com mais dois artigos.
O número apresenta ainda duas entrevistas inéditas sobre o tema, com os linguistas Bernard Spolsky, da Universidade Bar-Ilan de Israel, e Gilvan Müller de Oliveira, professor da Universidade Federal de Santa Catarina e pesquisador do IPOL.
Em sua entrevista, Gilvan Müller de Oliveira responde a dúvidas conceituais, cita ações importantes que vem desenvolvendo nas diversas instituições em que atua, coordenando e assessorando projetos e pesquisas sobre as diferentes línguas do Brasil e sobre as políticas públicas que elas demandam. Também discute as questões linguísticas da era digital.
Leia a entrevista completa na edição atual da Revista ReVEL em http://www.revel.inf.br/files/e92f933a3b0ca404b70a1698852e4ebd.pdf
Fonte: IPOL Comunicação
Relatora especial da ONU sobre povos indígenas divulga comunicado final após visita ao Brasil

Relatora especial das Nações Unidas sobre os direitos dos povos indígenas, Victoria Tauli-Corpuz, durante reunião em Genebra em março deste ano. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré
“Em minha capacidade de Relatora Especial das Nações Unidas sobre os direitos dos povos indígenas realizei uma visita ao Brasil, de 7 a 17 de março de 2016, para identificar e avaliar as principais questões atualmente enfrentadas pelos povos indígenas do país e para fazer um seguimento das importantes recomendações apresentadas, em 2008, por meu antecessor James Anaya.
Ao longo dos últimos dez dias, estive em Brasília e percorri os estados de Mato Grosso do Sul, Bahia e Pará. Na capital, encontrei-me com representantes dos três Poderes do Governo, e participei de reuniões nos escritórios nacionais e locais do Ministério Público Federal, da FUNAI e do Vice-Governador do Mato Grosso do Sul.
Índios urbanos no Brasil: Considerações demográficas, educacionais e político-linguísticas
A abordagem problematiza e sinaliza uma questão identitária importante para o Brasil e permanece no tempo como fonte para pesquisadores e interessados no tema.
Fonte para citação:
OLIVEIRA, Gilvan Müller de. “Indiens urbains au Brésil. Considérations démographiques, éducatives et politico-linguistiques”. In CALVET, Louis-Jean et MOURRISOU-MOUYAMA, Auguste. Le Plurilinguisme Urbain. Paris, Institut de la Francophonie / Diffusion Didier Erudition, 2000, p. 183-98.


