Diversidade Linguística e Cultural

Confira o artigo: Violências, expulsões e subjugação jurídica: no STF o destino dos Kaiowá de Guyraroká

Confira o artigo “Violências, expulsões e subjugação jurídica: no STF o destino dos Kaiowá de Guyraroká”, por Luiz Eloy Terena, Coordenador jurídico da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib). Nesta semana, estará na pauta do Supremo Tribunal Federal (STF) o caso da comunidade indígena Guyraroká, do povo Guarani Kaiowá, localizado no estado de Mato Grosso do Sul. O processo é paradigmático, pois retrata, de forma inusitada, a história de um povo que foi expulso de sua terra ancestral, impactado pelo colonialismo interno e pela frente de expansão agropastoril. Em 2014, a comunidade indígena foi surpreendida pela decisão da 2º Turma do STF, que acatou um recurso judicial do fazendeiro, e declarou nulo o processo demarcatório. Este é um caso clássico de processo que tramitou na justiça sem a participação da comunidade indígena.

LEIA O ARTIGO NO SITE DA  APIB: https://bit.ly/3m9PCpe

#EmergênciaIndígena #VidasIndígenasImportam #SomosTodosGuaraniKaiowá

Russo e português são as línguas mais lucrativas no mundo dos negócios

Você fala inglês fluente? Isso é bom, mas não é suficiente … Fluência em inglês não é realmente um componente distintivo de um currículo! Hoje, os recrutas têm requisitos adicionais além de falar a língua de Shakespeare (que ainda é a mais usada no mundo profissional, à frente do espanhol e do alemão em terceiro lugar). Isso revela um estudo sobre CEOs franceses e línguas estrangeiras nos negócios, publicado pela Babbel e OpinionWay em 17 de setembro. 501 executivos do setor privado foram entrevistados em agosto passado.

Forma de opinião / Babilônia

Este estudo confirma que o domínio do Nível Dois é uma vantagem. A grande surpresa deste ano são os italianos, os portugueses e sobretudo … os russos são os que marcam a diferença junto dos recrutadores.

De acordo com o estudo, 89% dos executivos que falavam russo disseram que conseguiram emprego graças ao domínio desse idioma, 74% para o português, 70% para o italiano e … 41% para o inglês.

Original para negociação salarial

A mesma história para quem já está no cargo. 82% dos entrevistados que falavam russo acham que têm mais responsabilidades graças a essa habilidade, 70% para o português, 60% para o italiano e 37% para os que falavam inglês.

Mas por que tanto entusiasmo pelas línguas faladas por tão poucas pessoas na França? “Esses perfis são relativamente poucos, essa habilidade rara se torna um ativo que aumenta a empregabilidade dos candidatos”, explica Kathleen Dacey, gerente de parceiros da Babbel. E acrescentando: “Menos de 8% dos franceses falam italiano, mas a Itália é Terceiro parceiro de negócios Da França (depois da Alemanha e da Bélgica). Existem mais de 1.000 subsidiárias italianas localizadas na França, portanto, há oportunidades a serem aproveitadas. “

Principais parceiros comerciais da França Ministério das Relações Exteriores

Esse domínio de línguas estrangeiras é um trunfo a ser defendido na hora de negociar um salário: 33% dos entrevistados afirmam que ganham um aumento ao avaliar essa habilidade. Mas os falantes de russo foram os que mais ganharam (73%), seguidos dos falantes de português (71%) e dos falantes de italiano (48%). O inglês foi avaliado apenas em 24% dos casos.

CPLP é “invisível” na imprensa brasileira: investigador defende que elite brasileira tenta apagar vínculo do Brasil com África

CADU GOMES/EFE

Os primeiros 20 anos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) no Brasil foram invisibilizados pelos principais jornais do país, à imagem da elite brasileira “que sempre tentou apagar o vínculo com África”, disse à Lusa um investigador.

Sob o argumento de que a CPLP foi “apagada” dos noticiários brasileiros, o jornalista Cristian Góes desenvolveu a sua tese de doutoramento, que deu origem ao livro “A comunidade invisível: jornalismo, identidades e a rejeição dos povos de língua portuguesa no Brasil”, editado pela Ponte Editora, e cujo lançamento foi marcado para esta sexta-feira em Portugal e no Brasil.

Através de uma extensa análise jornalística, o autor encontrou relação entre o racismo na sociedade brasileira e a rejeição a vínculos com os países africanos.

Ao longo de quatro anos, Góes analisou ao pormenor todo o acervo de dois dos maiores jornais brasileiros impressos – Folha de S.Paulo e O Globo -, em busca de notícias ou referências sobre a CPLP, desde a sua criação, em 1996, até 2016, quando completou duas décadas da sua fundação.

Após mais de 7.000 edições analisadas, o investigador brasileiro concluiu que a CPLP, e os assuntos envolvendo a lusofonia, “simplesmente não estavam presentes nesses jornais”: “em 20 anos de CPLP, a Folha de S.Paulo publicou 80 e O Globo 81 pequenas notícias sobre a comunidade, o que dá uma média de cerca de quatro raros textos por ano nessas duas décadas”, frisou.

Na sua tese, Cristian Góes identificou que os jornais aplicaram duas formas de “apagamento”, sendo que a primeira foi a “invisibilidade por ausência”, que é quando existe um assunto, facto ou acontecimento, mas não é feita a sua divulgação propositadamente.

“Não é um lapso ou esquecimento, não é isso. Mesmo quando o Brasil comandou a secretaria executiva da CPLP, e as cimeiras foram realizadas em Brasília, com a presença de Presidentes da África lusófona e de Portugal, nem isso fez com que os dois jornais publicassem informações sobre esses factos”, indicou o jornalista, após concluir que “não foi escrita nenhuma linha” sobre o tema.

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Accelerating Actions and Promoting Digital Wellness (DW) in the context of Artificial Intelligence(AI)

Two Day Online International Conference
on

Accelerating Actions and Promoting Digital Wellness (DW) in the context of Artificial Intelligence(AI)

organized by

India Centre of Excellence for Information Ethics (ICEIE),
Centre for Digital Learning, Training and Resources (CDLTR), University of Hyderabad (India)
Information Ethics Network @ Future Africa, University of Pretoria (South Africa)
Russian National IFAP Committee, Interregional Library Cooperation Centre (Russian Federation)
International Center for Information Ethics (ICIE)
UNESCO Chair on Language Policies for Multilingualism, Federal University of Santa Catarina (Brazil)
Indian National Commission for Cooperation with UNESCO, Dept. of Education (New Delhi)

under the Auspices of
UNESCO Intergovernmental Information for All Programme (IFAP)

supported by


Federation of Indian Chambers of Commerce and Industry (FICCI)

March 24-25, 2021

Nasceu uma Biblioteca Pública do Médio Oriente em Arroios

Biblioteca, Biblioteca de São Lázaro, Livros

©Joana Freitas Biblioteca de São Lázaro

Árabe, persa, hebraico, turco e urdu. São estas as línguas dos livros da nova Biblioteca Pública do Médio Oriente, instalada na mais antiga biblioteca municipal de Lisboa.

Foi na bonita Biblioteca Municipal de São Lázaro que se instalou a primeira Biblioteca Pública do Médio Oriente, com livros escritos em árabe, persa, hebraico, turco e urdu. Além de encontrar “grandes vultos da cultura do Médio Oriente”, a biblioteca também disponibiliza traduções de autores portugueses para essas línguas.

Acolhido pela Junta de Freguesia de Arroios, o projecto tem por objectivo dar a conhecer a cultura dos países do Médio Oriente, além de promover a interculturalidade na cidade de Lisboa, especialmente no território de Arroios, a freguesia mais multicultural de Lisboa.

A Biblioteca Pública do Médio Oriente tem como parceiro o Instituto Camões e tem recebido diversas doações de entidades que representam países do Médio Oriente, como a Embaixada dos Emirados Árabes Unidos em Portugal. Todas as instituições, universidades e particulares que queiram participar também podem fazer as suas doações e enriquecer o catálogo da nova biblioteca.

Apesar de já estar aberta ao público desde 15 de Março, em Maio haverá uma inauguração oficial da biblioteca e nessa altura será apresentado um programa cultural, que irá incluir colóquios, conferências ou cursos de línguas e culinária do Médio Oriente.

Por Renata Lima Lobo 

 

Como 23 judeus expulsos de Recife ajudaram a fundar Nova York

Mapa do Brasil mostra capitanias em 1630

Mapa do Brasil mostra capitanias em 1630. CRÉDITO,BIBLIOTECA DO CONGRESSO DOS EUA

A bordo do navio Valk, cerca de 600 judeus deixaram Recife, em Pernambuco, expulsos pelos portugueses. Era o fim da ocupação holandesa no Brasil e também da liberdade de praticar sua religião.

Eles queriam voltar à terra natal — a Holanda, onde o culto do judaísmo era permitido devido ao calvinismo. De lá haviam chegado mais de duas décadas antes, quando os holandeses conquistaram parte do Nordeste brasileiro — de olho na produção e comércio do açúcar.

Mas uma tempestade desviou-os do caminho e o navio foi saqueado por piratas.

O grupo foi resgatado por uma fragata francesa e levado à Jamaica, então colônia espanhola, e acabou preso por causa da Inquisição espanhola.

Mas, graças à intervenção do governo holandês, foram libertados e, por motivos financeiros, parte deles seguiu para um destino mais próximo do que a Europa: a colônia holandesa de Nova Amsterdã, atual Nova York, então um mero entreposto comercial.

Ali formaram a primeira comunidade judaica da América do Norte e contribuíram para o desenvolvimento da cidade. Atualmente, Nova York é a segunda cidade com o maior número de judeus no mundo, atrás apenas de Tel Aviv, em Israel.

Vista de Mauritsstad (Recife) em 1645

Vista de Mauritsstad (Recife) em 1645. CRÉDITO,WIKICOMMONS

Mas essa história rocambolesca não começa em 1654, ano em que Portugal derrotou os holandeses e retomou o controle do Nordeste, provocando, por consequência, a expulsão dos judeus, temerosos com a Inquisição.

Cerco holandês a Olinda e ao Recife

Cerco holandês a Olinda e ao Recife. CRÉDITO,WIKICOMMONS

Imigração judaica

A imigração judaica ao Brasil remonta à época do descobrimento, com os chamados “cristãos novos”, judeus que foram obrigados a se converter ao cristianismo na Península Ibérica devido à perseguição pela Igreja Católica.

Na então maior colônia portuguesa, alguns deles abdicaram das práticas judaicas. Outros as mantinham às escondidas.

Capa do livro de Daniela Levy. CRÉDITO,DANIELA LEVY

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