Há uma InFusão a acontecer no caldeirão cultural de Arroios

Nesta freguesia do centro de Lisboa, há um programa a decorrer que quer servir de exemplo para futuras políticas públicas de integração de imigrantes em Portugal. A saúde, a educação, o emprego, a cultura e a informação são as grandes prioridades.

Nigéria, Afeganistão, Nepal, China, Senegal, Síria, Paquistão, Bangladesh, Camarões. “Nós sabemos que aqui se falam quase 100 línguas. Até Tigrínia, a língua que se fala na Eritreia e que só é falada por cerca de cinco mil pessoas no mundo”, diz Sérgio Oliveira, técnico da Fundação Aga Khan que trabalha na Junta de Freguesia de Arroios.

Nesta freguesia do centro de Lisboa, dizem os últimos Censos, residem mais de 45% dos estrangeiros que moram na cidade, mas nem todas comunicam ou interagem facilmente. Por isso, um conjunto de associações quis criar um programa para “facilitar” a participação e integração de imigrantes na cidade.  Continue lendo

Censos nacionais e perspectivas políticas para as línguas brasileiras

A investigação sobre a língua falada ou usada nos domicílios pela população indígena do Brasil no Censo Demográfico de 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), rompe um silêncio de 60 anos do Estado brasileiro sobre a diversidade linguística que o compõe, e ocorre em um momento histórico em que duas outras importantes políticas linguísticas de conhecimento, reconhecimento e promoção das línguas
brasileiras estão em andamento: a cooficialização de línguas, executada por decretos e leis municipais; e o Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL), conduzido pelo governo federal, por meio do Departamento do Patrimônio Imaterial (DPI), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Contrariamente à repressão e ao genocídio linguísticos sobre os quais se erigiu, no Brasil, uma concepção de cidadania baseada em uma única língua, a portuguesa, estas políticas reconhecem e fomentam as línguas brasileiras, em seu conjunto, como um direito de todo cidadão e pilar de uma sociedade plurilíngue.

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Países lusófonos em prol das políticas de gênero

No final de outubro (2017), estiveram reunidos em Brasília autoridades de diversas nações lusófonas, que compõem a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), para debater políticas nacionais voltadas para promoção da igualdade de gênero. O evento se deu na V Reunião de Ministras e Altas Autoridades para Igualdade de Gênero da CPLP, sob a coordenação da secretária de Políticas para as Mulheres do Brasil (SPM/SEGOV), Fátima Pelaes.

V Reunião de Ministras e Altas Autoridades para Igualdade de Gênero da CPLP

Na ocasião, foi celebrado Acordo de Cooperação Mútua, em forma de Memorando de Entendimento, entre a Organização das Nações Unidas para Mulheres (ONU Mulheres) e os países da CPLP. Tal ato formaliza a participação conjunta da coalizão nos debates em cúpulas internacionais.

Além disso, as autoridades acordaram no estabelecimento de eixos prioritários para ações, quais sejam: empoderamento econômico das mulheres; enfrentamento à violência; saúde sexual e reprodutiva; fortalecimento da participação política; e harmonização da legislação nacional. Continue lendo

IX Colóquio Internacional “As Amazônias, as Áfricas e as Áfricas na Pan-Amazônia

As Amazônias e as Áfricas ensejam uma visão panorâmica de mundos marcados por uma grande heterogeneidade étnica, linguística e cultural. O desafio de transitar pelas temáticas que envolvem essas macro-regiões vem sendo assumido em diferentes edições do Colóquio Internacional que ora apresentamos. O evento tem se constituído em um fórum de discussões para inquietações acadêmicas, para o desafio de lidar com os conteúdos de Amazônia e África em sala de aula, mas também para os embates cotidianos sobre a questão do uso e posse da terra nessas regiões, bem como para a luta contra todo tipo de preconceito e pelo reconhecimento da diferença como elemento chave para a construção dos direitos à coisa pública e ao espaço público em condições dignas de cidadania.

Ao longo de quase uma década, o evento tem buscado não apenas o fortalecimento dos grupos de pesquisa existentes e o surgimento de redes interinstitucionais de pesquisas sobre as Áfricas e as Amazônias, mas também a ampliação dos debates e ações sobre a aplicação dos dispositivos constantes das leis 10.639, de 9 de janeiro de 2003 e 11.645, de 10 de março de 2008, que tornam obrigatório o ensino de Arte e História da África, dos afrodescendentes e dos povos indígenas nos diferentes níveis de ensino. Continue lendo

Educadores criam app que resgata alfabeto angolano

Serviço Lançamento do app Alfabantu
Crédito: divulgação

Projeto desenvolvido por professores negros mostra novas práticas educacionais por meio da tecnologia

Para resgatar e exaltar a ancestralidade de povos africanos, os educadores Odara Dèlé, de 29 anos e Edson Pereira, de 31 anos, lançam, no próximo dia 21 de novembro, o aplicativo Alfabantu, voltado ao público infantil, para auxiliar na alfabetização por meio de jogos digitais através da língua falada pelo povo kimbundu. O aplicativo estará disponível, inicialmente, para sistema Android e o download é gratuito.

A cerimônia de lançamento acontece Ação Educativa, com uma mesa sobre “Tecnologias e Línguas Africanas” com participação dos criadores do projeto e de Carlos Machado e Mwalala Kalele. A entrada é gratuita. Continue lendo

Professora indígena de Rondônia ganha prêmio de educadora do ano

PROFESSORA ELISÂNGELA DELL-ARMELINA SURUÍ É A EDUCADORA DO ANO DE 2017 (FOTO: RENATO PIZZUTTO/FVC))

As crianças da comunidade indígena Paiter, na cidade de Cacoal, a 400 quilômetros de Porto Velho (RO) estavam com dificuldades de aprender a ler e escrever. O povo, que teve o primeiro contato com o homem branco em 1968, mantém preservada boa parte de suas tradições, inclusive a língua, que ainda é a mais falada por lá.

O problema é que não existe muito material didático na linguagem dos Paiter, e os escritos em português eram muito difícil de ser assimilado pelas crianças. A professora Elisângela Dell-Armelina Suruí não viu outra alternativa e decidiu preparar o próprio material didático. Nasceu assim o projeto “MamugKoeIxoTig”.    Continue lendo

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