7.000 idiomas para 7.000 milhões de pessoas. O mundo é um complexo xadrez linguístico

A Sociedade Linguística dos Estados Unidos contabiliza quase 7.000 línguas diferentes nos cinco continentes da Terra. 18 desses idiomas só não foram dados como extintos, porque têm apenas um falante.

“Olá”, “Bom dia”, “Boa tarde”, “Boa noite” ou “Obrigado”.

São expressões que utiliza todos os dias. E que se tornaram tão naturais que, provavelmente, nem repara.

Mas já alguma vez pensou quantas formas diferentes há no mundo para dizer tudo isto?

A Sociedade Linguística norte-americana elaborou um levantamento global e não chegou a um número exatamente definitivo.

Porque, apesar de toda a evolução humana e da tecnologia avançada que temos ao nosso dispor, a verdade é que os investigadores do mundo dito civilizado ainda não conseguem chegar a todo o lado. Continue lendo →

Conversatorio Nuevas Tecnologías y Lenguas Indígenas

Fecha: Jueves 22 de febrero de 2018 | Hora: 3:30 p.m.
Lugar: Hall principal del Ministerio de Cultura | Dirección: Av. Javier Prado Este 2465, San Borja

 

Programação em PDF

 

A luta para salvar os dialetos europeus no Brasil

A luta para salvar os dialetos europeus no Brasil

Os defensores do Talian temem que a influência do português esteja se tornando dominante (Foto: Pixabay)

Aproximadamente 3,2 milhões de pessoas falam o Talian e o Hunrisqueano riograndense

Os idosos que jogam cartas no salão paroquial de Serafina Corrêa, uma pequena cidade no Rio Grande do Sul, parecem irrelevantes até que você preste atenção no que eles estão falando. Eles brincam não em português, mas em Talian, um dialeto que mistura palavras de dialetos venezianos e outros italianos, bem como portugueses. Ele é falado por cerca de 2 milhões de descendentes de imigrantes que vieram para o Brasil há 150 anos. Um sinal em uma faixa de pedestre na cidade pergunta: “Parché Corer Cossi? Va Pianpian “(“Por que você está correndo? Desacelere”).

Serafina Corrêa se autointitula a “capital” de Talian, uma das cerca de 30 línguas não indígenas utilizadas no Brasil, especialmente no sul. Eles incluem polonês, russo e holandês, mas também dialetos raros como Trentino, outra importação do norte da Itália, e Hunsriqueano riograndense e Pomerânia Oriental, ambas formas de alemão. Seus falantes dizem que o avanço do português os levará à extinção. Marli Zanella, que trabalha em uma boutique em Serafina Corrêa, reclama que quando ela fala com sua filha de 23 anos em Talian, “ela só responde em português”. Continue lendo →

Professora conta histórias infantis com linguagem de sinais no YouTube – Brasil

A professora Carolina Hessel, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, criou um projeto para contar histórias infantis para crianças com a Libras (Língua Brasileira de Sinais) em um canal no YouTube.

O canal se chama “Mãos Aventureiras”, foi lançado há três meses e conta com mais de mil inscritos. Carolina já contou histórias clássica no canal, como “A Centopeia e Seus Sapatinhos” e “O Sanduíche da Maricota”.

Revista LínguaTec: chamada para artigos

A LínguaTec, revista especializada em publicações referentes ao ensino-aprendizagem de línguas e literatura em instituições de ensino tecnológicas, está recebendo submissões de artigos científicos, relatos de experiência e narrativas de ensino para o seu quinto  número.

O prazo para submissão dos textos é o dia 1 de abril de 2018. Os textos publicados podem ser redigidos em português, espanhol ou inglês e devem seguir as Diretrizes para Autores. A avaliação é feita por pares, às cegas, e conta com pareceristas especializados nas áreas dos trabalhos submetidos.

Visite os números já publicados. Aguardamos sua contribuição!
https://periodicos.ifrs.edu.br/index.php/LinguaTec

Língua indígena começa a ser ensinada no Centro de Línguas do Acre

Joaquim Mana ministrou a oficina para cerca de 30 professores do CEL (Foto: Cedida)

Como parte do planejamento para as aulas de línguas indígenas no estado, o Centro de Estudo de Línguas (CEL) realizou nesta segunda-feira, 26, uma oficina sobre a Hãtxa kui, língua matriz do povo Huni Kui. Cerca de 30 professores do CEL participaram da aula, ministrada pelo professor-doutor em linguística Joaquim Mana Kaxinawa.

Mana explica que serão ofertadas ao público cinco oficinas de 20 horas, mostrando a cultura e a língua de cinco povos acreanos: Huni Kui, Jaminawa, Madija, Ashaninka e Manchineri. Na oficina de ontem, foi apresentada a estrutura do idioma Hãtxa kui, que Mana estuda e está ajudando na elaboração de livros.

Para o professor e pesquisador, “a escrita surge para fixar todo o conhecimento da convivência de um povo”, por isso é tão importante a organização e propagação de sua língua. Entusiasta da ideia de fortalecer a educação e cultura indígena do Acre, o governador Tião Viana está garantindo todo o apoio para a produção dos livros didáticos e para o ensino da língua, como está ocorrendo no CEL. Continue lendo →

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