“Se Cabo Verde não é capaz de organizar um discurso histórico, alguém será capaz”

Professor da Universidade da Universidade de Évora, Portugal, investigador na área de património, com passagens frequentes por Cabo Verde, onde já deu aulas, Filipe Themudo Barata é um crítico da forma como o mundo anda a tratar a história. De passagem pelo Campus África, na Universidade de La Laguna, conversou com o Expresso das Ilhas e a Rádio Morabeza sobre a importância de preservar a memória.

Estamos a pôr a história de lado?

Estamos a pôr a história de lado. Aquilo que se chama ‘perda de memória’ tem a ver com uma obra que saiu há pouco tempo, de dois autores americanos, “O Manifesto da História”, e que está relacionada com as razões pelos quais a história se foi afastando, pouco a pouco, do espaço publico e as pessoas que a produziam, ou foram afastadas, ou não se importaram. Nos territórios onde a história tem por base a escrita, a bacia do mediterrâneo, onde a história se escrevia, as fontes estão disponíveis, mas nos países onde a história é construída através da oralidade, isto é mais complicado. Continue lendo

Rio Grande do Sul cria Colegiado da Diversidade Linguística do RS

por Katiane de Carvalho Coêlho (PPG Letras/UFRGS)

Foi criado, em Assembleia Temática realizada no dia 24 de março de 2018, na Biblioteca Pública do Estado do RS, em Porto Alegre, o “Colegiado Setorial da Diversidade Linguística do RS”. No dia 07 de junho, realizou-se a primeira Plenária, na Secretaria de Estado da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer do Rio Grande do Sul (SEDACTEL). Nela, foi aprovado o Regimento Interno e escolhida a Coordenação do Colegiado, para os próximos dois anos. Foi eleito como Coordenador o Prof. Cléo V. Altenhofen, pesquisador do Instituto de Letras, da UFRGS, além de Marley Pertile, como Coordenadora Adjunta, e João Wianey Tonus, para a Secretaria Executiva. Continue lendo

Mok Ian Ian: “Macau é o centro de mestiçagem entre a China e os países de língua portuguesa”

A primeira edição do “Encontro em Macau – Festival de Artes e Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa” concentra em Julho uma boa parte da programação que inclui exposições de artes, cinema, serão e fórum cultural, com música, dança e palestras. O evento deverá passar a incluir uma secção dedicada à literatura nas próximas edições, anunciou a presidente do Instituto Cultural, Mok Ian Ian.

Cláudia Aranda

A exposição “Chapas Sínicas – Histórias de Macau na Torre de Tombo”, com inauguração marcada para 6 de Julho, é um dos destaques da primeira edição do “Encontro em Macau – Festival de Artes entre a China e os Países de Língua Portuguesa”, cuja programação foi ontem anunciada na íntegra em conferência de imprensa. A presidente do Instituto Cultural (IC), Mok Ian Ian, adiantou que o Festival de Artes e Cultura, que conta com um orçamento de 28 milhões de patacas, surge em resposta “às políticas nacionais e às directivas do Primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, anunciadas em 2016”, que propunham a criação em Macau de um “Centro de Intercâmbio Cultural entre a China e os Países de Língua Portuguesa”. O plano é “organizar este evento anualmente”, acrescentou Mok Ian Ian, que considerou incluir a literatura nas próximas edições, adiantando que a intenção do IC é continuar a “enriquecer o festival com mais actividades culturais”. Continue lendo

Porque razão Timor-Leste optou pelas línguas oficiais tétum e português

A Constituição da República Democrática de Timor-Leste (CRDTL), no seu Artigo 13.° (Línguas oficiais e línguas nacionais), é referido que «O tétum e o português são as línguas oficiais da República Democrática de Timor-Leste» (ponto 1) e que «o tétum e as outras línguas nacionais são valorizadas e desenvolvidas pelo Estado» (ponto 2).

Em 1974, quando Timor-Leste procurava transitar para a independência, não precisou de procurar uma identidade nacional porque estava unificado pelo uso de duas línguas complementares, o tétum praça (essencialmente falado), como língua franca urbana, e uma língua essencialmente escrita, o português, utilizado como língua de ensino, desde a abertura das primeiras escolas primárias pelos dominicanos, no século XVII (Fonseca, 2015). De notar que o português começou a ser utilizado como língua da administração desde o início do século XVIII. Continue lendo

Programação I Seminário do Movimento #FICAESPANHOL do Estado de Santa Catarina

I SEMINÁRIO DO MOVIMENTO #FICAESPANHOL DO ESTADO DE SANTA CATARINA

Auditório Henrique Fontes

Centro de Comunicação e Expressão

Universidade Federal de Santa Catarina

03 de agosto de 2018 (sexta-feira), 10h

10h – 10h10

O lugar da língua espanhola em políticas nacionais recentes no âmbito do Ensino: breve contextualização

Professora Leandra Cristina de Oliveira (UFSC)

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Escola Carlos Moreira pode ser a única do Estado a incluir aulas de Língua Pomerana no currículo

A iniciativa busca fortalecer a fala e promover a escrita da língua pomerana em meio aos mais jovens
Escola Carlos Moreira

Em meio à uma época de intensa propagação de informação e significativa modernização de costumes, dado o progresso tecnológico,  um projeto ambicioso desenvolvido há cerca de 5 anos no município de Canguçu, se preocupa em conservar o que não deve se perder no tempo: a cultura.

Enquanto a maior parte dos alunos opta pelo inglês ou pelo espanhol, tanto no ensino fundamental, quanto no médio, para 60 alunos do sexto ao nono ano da Escola Municipal Carlos Moreira, a opção preferida passou bem distante das línguas mais tradicionais. Desde o início deste ano letivo, a escola passou a oferecer uma disciplina inédita na rede municipal e, segundo a professora Tanise Stumpf, provavelmente, no Estado: a Língua Pomerana.

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