Especialistas têm de conhecer melhor as línguas nacionais
O docente universitário Vatomene Kukanda defendeu a inclusão da disciplina de Linguística nos cursos de licenciatura em Antropologia e História por forma facilitar o trabalho dos profissionais das respectivas áreas.

Vatomene Kukanda defende inclusão da cadeira de Linguística Fotografia: Vigas da Purificação | Edições Novembro
A tese foi defendida pelo docente universitário quando dissertou sobre “Linguística Africana”, no último dia de conferências sobre Antropologia, que durou dois dias no Centro Cultural Brasil-Angola.
Vatomene Kukanda, que também é linguista, fez saber que a referida cadeira dota os profissionais de conhecimentos que os auxiliam na compreensão de fenómenos sociais e de artefactos característicos de regiões, comunidades e povos.
Segundo o académico, a língua permite desmistificar as origens e os significados dos nomes, testar a veracidade dos arquivos e informações, que de acordo com o docente “há necessidade de cruzamento de fontes.” Continue lendo
História de grupo de rap indígena vira inspiração para o filme “A Pele Morta”, com filmagem em Dourados
Oitenta pessoas, entre atores, diretores e técnicos estão, desde o início de outubro, em Dourados (MS) gravando o filme “A Pele Morta”, uma produção da Araçá Filmes. O roadmovie tem direção de Denise Moraes e Bruno Torres e roteiro de Daniel Tavares.
Integram o elenco principal os atores: César Troncoso, Luan Rodrigues e Ivana Gomez. César Troncoso é um ator uruguaio com uma filmografia extensa com filmes no Brasil, Uruguai, Argentina e Espanha, e possui vários prêmios. Entre os filmes que já participou estão “O Banheiro do Papa” e “Faroeste Caboclo”. Luan Rodrigues foi um dos atores escolhidos nas seleções de elenco realizada na cidade. A equipe está realizando filmagens na área central, bairro e aldeias indígenas do município. Continue lendo
Apenas 19 escolas de Minas promovem valores da Unesco
Colégios com certificado ensinam, entre outras coisas, questões culturais e direitos fundamentais
Trabalho. No Colégio Magnum Cidade Nova, na capital, alunos fazem trabalho sobre coleta seletiva PUBLICADO EM 21/10/18 – 02h00
Promoção de idiomas africanos e a língua portuguesa
Pelo carácter identitário e de soberania, as questões linguísticas e culturais são vistas, em todo o mundo, como prioridades nacionais. Há decisões tomadas pelos chefes de Estado africanos e pelos seus ministros da Educação e da Cultura, direccionadas para a promoção e difusão das línguas e das culturas autóctones dos seus respectivos países. Mas a operacionalização dessas políticas têm sido pouco relevantes, sobretudo, por falta de vontade política e pelo baixo orçamento atribuído aos sectores governamentais que as têm de implementar.
Língua e cultura nunca foram uma prioridade em nenhum plano africano quinquenal e segundo Bangbose e Vic Webb “parece haver uma forte oposição de importantes agências internacionais, como o Banco Mundial, à ‘excessiva’ promoção das línguas e culturas autóctones”. Concomitantemente, numa lógica de exclusão e não de complementaridade, existem grandes forças a favor da assimilação linguística e cultural como justificação dos efeitos da urbanização, da industrialização, da comunicação internacional e do medo da etnicidade como uma eventual fonte motivadora de conflitos. Basil Davidson, em o “Fardo do Homem Negro” também se opôs a este argumento e considerou que o verdadeiro tribalismo era a corrupção e o clientelismo. Continue lendo
“Deixar de tornar a música acessível é limitar o acesso à arte”

GABRIELLA STARNECK
ESPECIAL PARA O HOJE
Tornar a arte acessível: essa é a principal proposta do novo trabalho de Luiza Caspary. Para isso, a cantora traz para cada canção do álbum Mergulho, um videoclipe com Libras (Língua Brasileira de Sinais) e Legenda para Surdos e Ensurdecidos (LSE) em tela cheia simultaneamente à interpretação musical. Além do fato de produzir música acessível a surdos e ensurdecidos, outra novidade do trabalho da artista é lançar as nove canções autorais e inéditas que compõem o trabalho uma por vez, mês a mês. Continue lendo

Filmagens estão sendo feitas na aldeia Jaguapiru e cidade de Dourados (Fotos: Biel Gomes)
