Primeira edição dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas inicia em Palmas-TO dia 23
Evento acontece em meio a denúncias de genocídio de indígenas no estado do Mato Grosso do Sul, manifestações de indígenas no Congresso Nacional contra o descaso das autoridades e as atrocidades cometidas contra as populações indígenas, além das críticas à política do governo sobre a demarcação de terras e a presença da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, no processo de organização do evento, o que acarretou a recusa das etnias Kraô, Apinajé e Guarani-Kaiowá em participar dos jogos.
Palmas está em fase final de preparação para receber Jogos Mundiais Indígenas
Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil
A cidade de Palmas, no Tocantins, está em fase final de preparação para receber os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (JMPI). A competição foi lançada em junho pela presidenta Dilma Rousseff, em Brasília, e está em fase final de montagem das estruturas para receber os atletas. O evento ocorre entre os dias 23 de outubro e 1º de novembro e vai reunir 23 povos nacionais e grupos indígenas de 22 países.
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A festa não esquece a luta na abertura do III Encontro Nacional de Estudantes Indígenas

Foto: Henrique Almeida/Agecom/Diretoria-Geral de Comunicação/UFSC
A festa não esquece a luta na abertura do III Encontro Nacional de Estudantes Indígenas
A cerimônia de abertura do III Encontro Nacional de Estudantes Indígenas (Enei) terminou com dança em roda na noite dessa segunda-feira, 28 de setembro, no auditório Garapuvu, antes do convite para a confraternização logo em seguida, no Centro de Convivência. O clima era festivo, com diversas apresentações e manifestações culturais, mas, em nenhum momento, alguém esqueceu que a ocasião também representa parte de uma luta que prossegue.
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Dissertação investiga cooficialização das línguas indígenas como mecanismo jurídico de proteção do patrimônio cultural e instrumentalização da descolonialidade do saber

São Gabriel da Cachoeira-AM cooficializou as línguas nheengatu, baniwa e tukano à língua portuguesa.
Línguas indígenas e descolonização do saber
Ozorio Fonseca
Neste artigo, Ozorio Fonseca ainda fala sobre conhecimento tradicional, desenvolvimento, economia e miséria socializada
Nessa segunda-feira, 21 de setembro, fui membro da Banca de Avaliação da Dissertação de Mestrado em Direito Ambiental (Universidade do Estado do Amazonas-UEA) escrita por Brenda Reis dos Anjos cujo título é: “A cooficialização das línguas indígenas como mecanismo jurídico de proteção do patrimônio cultural e instrumentalização da descolonialidade do saber”. O orientador é o Prof. Dr. Edson Damas da Silveira e o co-orientador o Prof. Dr. Alfredo Wagner Berno de Almeida.
Pesquisadora narra o esforço no resgate de uma língua indígena
Pesquisadora narra o esforço no resgate de uma língua indígena
A doutora em linguística, professora da UFMT, Áurea Cavalcante Santana, lança livro com o objetivo de documentar e preservar a língua Chiquitano.
Simone Alves
Diversos estudos que apontam que as línguas indígenas estão em extinção. No caso do povo Chiquitano, um grupo que habita o oeste de Mato Grosso no Brasil e o leste da Bolívia, antes da chegada da linguista, Áurea Cavalcante Santana, a língua mãe estava restrita aos anciões das comunidades visitadas por ela. Este foi apenas um dos desafios enfrentados pela pesquisadora, autora do livro “Línguas Cruzadas, Histórias que se Mesclam: Ações de documentação, valorização e fortalecimento da língua Chiquitano no Brasil”.
Inicia nesta quarta o 1º Encontro Nacional de Municípios Plurilíngues (1ºENMP)
Inicia nesta quarta o 1º Encontro Nacional de Municípios Plurilíngues (1ºENMP)
Inicia nesta quarta, 23 de setembro, e vai até sexta, 25, o 1º Encontro Nacional de Municípios Plurilíngues (1ºENMP), que será realizado no Centro de Comunicação e Expressão (CCE – térreo do Bloco B) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis-SC.
Acesse a programação completa do 1ºENMP.
Material de preservação de línguas indígenas será distribuído para as aldeias

O cacique Akiaboro Kayapó diz que os índios fizeram a pesquisa e os jovens vão aprender as tradições culturais nas aldeias – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil.
Material de preservação de línguas indígenas será distribuído para as aldeias
Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil
Lideranças indígenas receberam hoje (21) os kits do Programa de Documentação de Línguas e Culturas Indígenas, uma parceria entre a Fundação Nacional do Índio (Funai), o Museu do Índio e a Unesco no Brasil, com o objetivo de formar pesquisadores indígenas e não indígenas, além de criar arquivos digitais e centros de documentação nas aldeias e no museu.
O material será distribuído para as comunidades e escolas indígenas, como fonte de pesquisa e aprendizagem. O trabalho de registro e salvaguarda do patrimônio cultural indígena durou sete anos e envolveu 30 mil indígenas de 35 etnias e 14 estados. Trabalharam no projeto 200 pesquisadores, que fizeram 331 oficinas e produziram 70 mil fotografias digitais, 1,6 mil horas de filmagem e 425 horas de gravações em áudio. O produto final rendeu 32 filmes, 42 publicações, 14 dossiês linguísticos, 30 galerias virtuais e 25 exposições temporárias.


