Política Linguística

Ensino na língua materna é um benefício para todos

As línguas expressam quem as pessoas são e estruturam as suas identidades e pensamentos, declarou na terça-feira a chefe da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

Fotografia: Vigas da Purificação|Edições Novembro

Fotografia: Vigas da Purificação|Edições Novembro

Numa mensagem, por ocasião do Dia Internacional da Língua Materna, assinalado na terça-feira, Irina Bokova defendeu que a “educação e a informação na língua materna são essenciais para melhorar a aprendizagem e desenvolver a confiança e a auto-estima”.

Para Irina Bokova, estes são alguns dos “motores” mais poderosos para o desenvolvimento.
O pesquisador brasileiro Diogo Almeida, que estuda neurociência da linguagem, disse à Rádio ONU, a partir dos Emirados Árabes Unidos, onde é professor, que todo o ser humano, que é exposto dentro de uma comunidade linguística, vai aprender a língua da comunidade, sendo uma constante na experiência humana.
Esse processo de aprendizagem, de acordo com os últimos estudos sobre a linguagem, citados por Diogo Almeida, “é diferente da aprendizagem de outras habilidades que nós temos, outras faculdades cognitivas, como, por exemplo, aprender matemática na escola”. No seu entender, a aprendizagem da linguagem é bastante particular. Diogo Almeida afirmou que o multilinguismo é anterior ao processo de globalização e mencionou as diferenças entre a aprendizagem da língua materna e de outras numa época diferente da vida.
“Uma coisa que sabemos do desenvolvimento linguístico é que aprender a primeira língua é diferente do que aprender uma segunda língua mais tarde na vida”, acentuou o professor universitário.
A comemoração este ano do Dia Internacional da Língua Materna é dedicada à educação em várias línguas.  Segundo a Unesco, também é uma oportunidade para a mobilização em prol dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, especialmente o objectivo que defende a educação de qualidade para todos.

Fonte: Jornal de Angola

IV ENCUENTRO DE LENGUAS INDÍGENAS AMERICANAS (IV ELIA)

2017_03_09
Entre el 20 y el 22 de septiembre, en Santa Rosa de La Pampa (Argentina) se realizará el IV Encuentro de Lenguas Indígenas Americanas ELIA. Adjunto la 2da. circular invitándoles a acompañarnos en este nuevo ELIA. Como en el anterior Encuentro, Bariloche 2013, además de las Comisiones estamos organizando un Simposio sobre “Lenguas indígenas y educación”. Lxs interesadxs en participar en las Comisiones de Ponencias y los Simposios deberán completar la Ficha de inscripción, en la cual se incluye el Resumen de su trabajo, hasta el 30 de abril de 2017.
El correo para mayor información y consultas es: elia4.santarosa@gmail.com
Baixe a Segunda Circular aqui.

Sputnik é condecorada pela UNESCO por multilinguismo

A agência de notícias e rádio Sputnik participou do evento do Dia Mundial da Rádio da UNESCO no dia 13 de fevereiro. Nove cidades por todo o mundo participaram de uma maratona de rádio de 24 horas onde especialistas da Rádio Sputnik discutiram as vias de desenvolvimento da rádio na era das redes sociais.

No projeto participaram especialistas do Reino Unido, Estados Unidos, Uruguai, Síria, Iraque, Rússia, China, Líbano e França.

Léa Nakache, coordenadora dos projetos de desenvolvimento de mídia da UNESCO, disse em transmissão da rádio Sputnik França:

“A sua rede desenvolvida é realmente muito interessante bem como seu multilinguismo. Quanto às vantagens para a humanidade, trata-se da expansão de acesso à informação, ao multilinguismo, ao acesso de informação sobre sociedades fechadas. Ao mesmo tempo, sendo consideradas e respeitadas as particularidades de cada região”, disse ela.

Os ouvintes da Sputnik, em sua maioria, segundo a pesquisa de opinião, utilizam a rádio on-line ao invés de ouvi-la através de aparelhos de rádio (59% e 41% respectivamente). As novas plataformas on-line (para celular, para tablet, ou em forma de podcast) são usadas pelos leitores da Sputnik da Ásia Central e do Sudeste Asiático, do Oriente Médio e da América Latina, incluindo a China, o Irã e o Brasil. Já os ouvintes dos países da Europa Central – da Alemanha, da República Tcheca e da Itália – usam aparelhos de rádio tradicionais.

Fonte: Sputnik Brasil

Línguas do mundo: Unesco estima que 2,5 mil idiomas podem desaparecer no futuro

Unesco estima que 2,5 mil idiomas podem desaparecer; solução para questão pode estar na internet

Línguas do mundo: Unesco estima que 2,5 mil idiomas podem desaparecer no futuro  |  Fonte: Shutterstock

Línguas do mundo: Unesco estima que 2,5 mil idiomas podem desaparecer no futuro | Fonte: Shutterstock

Se você acredita que um idioma nunca morre, é hora de repensar. Segundo a Organizações das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), dos 6 mil idiomas existentes na Terra, aproximadamente 2,5 mil correm risco de desaparecer. Curiosamente, apesar de a globalização ser a principal razão desse fenômeno, é justamente um fruto dela que pode salvar essas línguas: a internet!

Entre os principais idiomas em risco estão, na maioria das vezes, dialetos indígenas como o andoa equatoriano que, atualmente, conta com apenas um falante ou o zapara, que tem apenas seis idosos que o compreendem fluentemente. Isso se dá ao fato de as comunidades precisarem se integrar à cultura dominante, o que resulta no abandono da sua própria e também de seu idioma.

A principal questão envolvendo essas línguas é que elas não são registradas por escrito, logo, são, em muitos casos, idiomas que existem apenas no contexto oral. O desafio atual dos linguistas é recuperar ao menos uma parte dos idiomas e tentar documentá-los. Uma tarefa difícil, porém, não impossível. E tudo graças à internet.

Ao serem gravadas em áudio ou em vídeo e disponibilizadas na web, essas línguas chegam a mais pessoas e, dessa forma, mais interessados aparecem. Há com isso um despertar para a cultura do outro, o que faz com que pessoas que nem haviam ouvido falar de determinado idioma sintam vontade de conhecer e protegê-lo.

Fonte: Universia Brasil

A utilização do crioulo nas redes sociais valoriza a nossa língua materna?

Constata-se com alguma preocupação que cada vez menos pessoas leem jornais livros e revistas e a forte adesão dos jovens às redes sociais onde se comunicam preferencialmente em crioulo. 21 de Fevereiro, por ocasião do Dia Internacional da Língua Materna, assinalado um pouco por todo o país com várias actividades promovidas pela Presidência da República e pelos ministérios da Cultura e da Educação, a questão da oficialização da Língua Cabo-verdiana (LCV) voltou a estar no centro das atenções. Hoje é reconhecido o papel das redes sociais na divulgação e valorização da LCV, mas coloca-se a questão se é feita da melhor forma. Foi essa justamente a pergunta que colocamos às linguistas Amália Lopes e Adelaide Monteiro, ao antropólogo João Lopes Filho, ao investigador Corsino Tolentino e ao economista Marciano Moreira.

Em relação à primeira questão todos os entrevistados são unânimes em reconhecer o papel das redes sociais, através da escrita, na dignificação e valorização da língua cabo-verdiana. Apenas João Lopes Filho discorda, alegando entretanto tratar-se da opinião de um não-linguista e portanto pouco versado na matéria. No entender do antropólogo as redes sociais pouco ou nada contribuem para o enriquecimento da nossa língua materna, na medida em que cada utilizador escreve como quer e sem se preocupar com as regras gramaticais, justamente por muitos as desconhecerem. Ou seja, o mesmo utilizador poderá escrever a mesma frase de diferentes maneiras, conforme lhe aprouver “ao correr da pena”.

Continue lendo

O fenômeno do desaparecimento de idiomas e suas explicações

Das 6 mil línguas existentes no mundo, em breve quase metade poderá estar extinta, estima Unesco. Embora globalização seja um dos fatores negativos, internet pode ajudar na preservação.

Aula de sórbio em Cottbus, no leste da Alemanha. Fonte: DW

Aula de sórbio em Cottbus, no leste da Alemanha. Fonte: DW

 Por todo o mundo há idiomas ameaçados de extinção. Seja na Alemanha, onde o baixo-sórbio só é falado por 7 mil pessoas; ou na América do Norte, onde só 250 nativos ainda utilizam o cayuga, sua língua materna. Na Austrália, o dalabon é preservado por apenas 11 pessoas – ou talvez menos, já que o último censo data de mais de dez anos.

Com o Dia Internacional da Língua Materna, a ONU procura ressaltar todos os anos a importância da diversidade linguística. A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) calcula que existam cerca de 6 mil idiomas no mundo, dos quais 2.500 têm sua existência ameaçada.

“Um sinal bem óbvio de perigo é quando os pais não falam mais a própria língua com os filhos”, explica Katharina Haude, pesquisadora do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), em Paris, e vice-presidente honorária da Sociedade Alemã de Idiomas Ameaçados.

Haude observou esse fenômeno na América Latina. Ao longo de dez anos, ela viajou regularmente para Santa Ana del Yacuma, no norte da Bolívia. Na cidade de 12 mil habitantes vivem os últimos 1.500 falantes da língua indígena movima, a maioria deles acima dos 70 anos de idade.

Idiomas nativos como esse, não documentados por escrito, estão especialmente ameaçados. Segundo Haude, o desaparecimento das línguas faladas por pequenos grupos na Bolívia, como o movima, está também relacionado à ampliação do sistema escolar.

“Nos anos 50 anos, foram construídas escolas na Bolívia em que só se ensinava espanhol”, o que levou os genitores a deixarem de praticar a própria língua com os filhos. Só com a reforma do ensino, as 30 línguas indígenas do país retornaram às escolas, em 1994, recuperando em parte seu prestígio.

Internet como esperança

Os linguistas têm diferentes explicações para o declínio de certos idiomas. “Um fator é, seguramente, a globalização”, afirma Paul Trilsbeek, diretor do Arquivo Multimídia de Idiomas Ameaçados do Instituto Max Planck de Psicolinguística, em Nimwegen, Holanda.

“As pessoas pensam que terão melhores chances na vida se falarem línguas mais difundidas”, aponta. Outro fator é a migração continuada das zonas rurais para as grandes cidades.

Segundo a Unesco, mais de 200 idiomas foram extintos desde os anos 1950. E, de acordo com Trilsbeek, “nas últimas décadas o número das línguas desaparecidas parece ter aumentado”.

Para reunir os registros em áudio e vídeo que compõem o arquivo digital dirigido por ele, pesquisadores viajaram durante dez anos aos locais mais distantes do mundo, a fim de contatar os habitantes cuja língua materna estava sob risco de extinção.

“A meta do projeto era documentar para pesquisa os idiomas ameaçados, mas o arquivo também pode ser importante para as comunidades linguísticas”, explica Trilsbeek. Contudo, isso não basta para reavivar um idioma em extinção.

“Em primeiro lugar, é preciso criar uma nova motivação para que se transmita a língua às gerações subsequentes”, diz o diretor do arquivo.

O fato de cada vez mais pessoas terem smartphones e acesso à internet se tornou um aliado nessa luta, aponta. “Desse modo, há também cada vez mais línguas indígenas online, por exemplo no YouTube. Isso também poderá ajudar a preservar as diferentes línguas.”

Fonte: DW

Receba o Boletim

Facebook

Revista Platô

Revistas – SIPLE

Revista Njinga & Sepé

REVISTA NJINGA & SEPÉ

Visite nossos blogs

Forlibi

Forlibi - Fórum Permanente das Línguas Brasileiras de Imigração

Forlibi – Fórum Permanente das Línguas Brasileiras de Imigração

GELF

I Seminário de Gestão em Educação Linguística da Fronteira do MERCOSUL

I Seminário de Gestão em Educação Linguística da Fronteira do MERCOSUL

Clique na imagem

Arquivo

Visitantes