Política Linguística

“Inventário da Língua Pomerana (ILP)” está disponível em formato e-book.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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O projeto Inventário da Língua Pomerana (ILP), uma pesquisa coordenada pelo IPOL para conhecer a situação atual da língua pomerana presente em alguns estados do Brasil,   concluído em 2022, após distribuir exemplares pelos estados onde foi realizada a pesquisa, disponibiliza agora a publicação em formato e-book o livro Inventário da Língua Pomerana (língua brasileira de imigração) para alcançar maior número de falantes da língua,  interessados e pesquisadores.

Rosângela Morello, coordenadora do IPOL e organizadora do livro juntamente com Mariela Silveira,  destaca que a ideia de realizar o Inventário da Língua Pomerana: língua brasileira de imigração (ILP) surgiu muito antes da publicação do Decreto 7.387 de 2010, que instituiu a política do Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL). Relembra que já em 2006, durante o Seminário de Criação do Livro de Registro das Línguas, promovido pelo IPHAN e IPOL, na Câmara dos Deputados, em Brasília, entre os depoimentos emocionados de falantes e representantes de várias comunidades linguísticas brasileiras estavam representantes do povo pomerano do Espírito Santo como Sintia Bausen. Foi a partir dali que se iniciou uma parceria muito produtiva entre o IPOL e as comunidades pomeranas capixabas, gerando condições para a realização conjunta de várias políticas linguísticas, entre as quais se destacam i) as audiências para a cooficialização da língua pomerana em Santa Maria de Jetibá, ii) a construção de um parecer jurídico para ampa- rar a legislação municipal sobre a cooficialização do Pomerano, uma língua de descendentes de imigrantes, de estatuto distinto daquela das indígenas cooficializadas em São Gabriel da Cachoeira, cuja autonomia se amparava também na Constituição Federal de 1988, e iii) o primeiro censo linguístico municipal no mesmo município de Santa Maria de Jetibá.

O próximo passo foi possível através Conselho Gestor do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (CFDD) que abriu em 2015 um edital para fomento de inventários e a imediata a articulação para construir uma proposta para a língua pomerana, finalmente contratada em 2017.

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O Inventário da Língua Pomerana, língua brasileira de imigração (ILP) foi então concebido e realizado como uma ação para o reconhecimento dessa língua como Referência Cultural Brasileira para resguardar e promover as comunidades linguísticas e suas referências culturais e identitárias de acordo com a linha instituída pelo IPHAN e a Política do Inventário Nacional da Diversidade Linguística do Brasil, instituída pelo Decreto Federal n. 7.387, de 9/12/2010.

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O projeto foi realizado com os moldes do  Guia INDL (IPHAN, 2015),  abrangendo a sistematização de conhecimentos sobre a denominação e classificação da língua, sua situação sócio-histórica, âmbitos de usos e circulação, registro audiovisual, dados demolinguísticos e sua situação nas práticas de ensino e pesquisa. O resultado Inventário oferece uma visão abrangente e articulada dos usos e vitalidade dessa língua nas comunidades de referência abordadas na pesquisa.

 

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Com esta publicação os resultados da pesquisa ficam disponíveis para acesso gratuito, como prevê a Política do INDL, garantindo a continuidade de ações para a promoção dessa língua na educação, nas artes, na cultura, na ciência e tecnologia e nos direitos dos cidadãos. Agradecemos a colaboração de Sintia Bausen, Carmo Thum, Edineia Koeler, Erineu Foerste, Giales Rutz, Jandira Dettmann, Lilia Stein, entre muitos outros que tornaram possível e desejamos que o povo pomerano usufrua desta conquista.

 

 

 

 

 

 

 

Acesse o novo link para a publicação: Inventário da Língua Pomerana

Inteligência artificial e a preservação das línguas indígenas

IA ajudará a preservar línguas indígenas, em projeto de USP e IBM

IA ajudará a preservar línguas indígenas, em projeto de USP e IBM

Um projeto conjunto da USP, por meio do Centro de Inteligência Artificial (C4AI) e da IBM Research, está sendo desenvolvido com o uso da inteligência artificial (IA) para preservar e fortalecer as línguas indígenas brasileiras. Ainda em fase inicial, o objetivo é criar e desenvolver ferramentas com suporte da tecnologia que auxiliem a documentação, a preservação e o uso desses idiomas, em parceria com as comunidades de povos indígenas.

A partir de um contato pessoal que o vice-diretor do C4AI, Claudio Pinhanez, tinha com a comunidade indígena da Terra Indígena Tenonde Porã, no sul da cidade de São Paulo, a ideia do projeto foi iniciada há cerca de um ano, dentro da IBM Research. O professor, um dos líderes do projeto junto com a professora Luciana Storto, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, conta que viram na comunidade um lugar interessante para terem esse diálogo com a tecnologia.

“Como é que a gente mantém vivas essas línguas? No Brasil, a gente tem em torno de 200 línguas faladas hoje, e metade tem chance de desaparecer nos próximos 20 a 50 anos. Cada língua que se perde é como se tratorasse um sítio arqueológico. É a imagem que tem que fazer. Imagina que você tem um sítio arqueológico onde existe uma cultura e alguém passa o trator lá em cima. Isso é perder uma língua, é perder um jeito de pensar, um jeito de ver o mundo, o conhecimento sobre o mundo etc”, questiona Pinhanez.

Ele afirma que a língua morre quando os jovens param de falá-la. Esse projeto consegue ajudar, juntamente com a tecnologia, as línguas indígenas a se fortalecerem, a serem mais faladas, e pode ajudar linguistas a documentar aquelas que já estão em um processo mais avançado de extinção de uma maneira mais eficiente.

 

Siga a leitura na fonte: https://www.mobiletime.com.br/noticias/13/07/2023/projeto-da-usp-e-ibm-usa-ia-para-fortalecer-linguas-indigenas/

 

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Saiba mais sobre IA puxando a Rede:

Inteligência Artificial nas Ondas do Rádio: IA e a preservação de Línguas Indígenas

Ouça o Prof. Marcelo Finger, um dos principais nomes em IA no País, discorrendo sobre o tema da preservaç˜åo das línguas indígenas

 

Marcelo Finger fala sobre IA para um público curioso e interessado

https://www.conib.org.br/noticias-conib/38063-marcelo-finger-fala-sobre-ia-para-um-publico-curioso-e-interessado.html

Marcelo Finger fala sobre IA para um público curioso e interessado

https://www.conib.org.br/noticias-conib/38063-marcelo-finger-fala-sobre-ia-para-um-publico-curioso-e-interessado.html

A preservação de línguas indígenas através da tecnologia

https://www.mobiletime.com.br/noticias/18/08/2023/a-preservacao-de-linguas-indigenas-atraves-da-tecnologia/

USP desenvolve projetos em linguística e alfabetização baseados em IA

https://www.mobiletime.com.br/noticias/02/08/2023/usp-desenvolve-projetos-baseados-em-ia/

 

 

“The Listener Nagaland” – Festival de Oralidade em Nagaland, Índia

 

 


“The Listener Nagaland” – O Festival de Oralidade,  foi realizado na cidade de Dimapur,  no estado de Nagaland, na Índia, no início de novembro. O prof. Gilvan Muller de Oliveira, UFSC e Cátedra UNESCO para o Multilinguismo fez o lançamento do projeto NEIIPA (Arquivo dos Povos Indígenas do Nordeste da Índia), um repositório digital para o acolhimento de materiais culturais e linguísticos da região.

Lançamento do NEIIPA pela Diretora Dra. Hewasa L. Khing e palestrante principal Dr. Gilvan Müller de Oliveira. (NP)

O Tetso College anuncia o lançamento de um arquivo inovador de Linguagem Digital chamado Arquivo dos Povos Indígenas do Nordeste da Índia (NEIIPA). Este novo arquivo foi lançado hoje no dia 2 de novembro de 2023 durante o programa inaugural de O Ouvinte Nagaland – Um Festival de Oralidade que se realiza no Tetso College de 2 a 4 de novembro de 2023.
O site digital foi lançado oficialmente pelo Prof Dr. Gilvan Muller D Oliviera, Chefe da Cadeira da UNESCO em Políticas Linguísticas para o Multilinguismo, Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil, Dr. Hewasa L Khing, Diretor, Colégio Tetso e Dr. Wichamdinbo Mataina, Asst. Professor, Colégio Tetso e Convenor do projeto NEIIPA.
Falando durante o lançamento, o Dr. Hewasa declarou que NEIIPA surgiu da visível falta de disponibilidade de material e conhecimento prontamente disponível para pesquisadores, estudiosos ou qualquer pessoa que queira saber ou ver mais sobre as tribais do Nordeste da Índia. “É uma tentativa sincera e genuína de fornecer conteúdo cultural e histórico confiável do nordeste da Índia para o público global através de uma comunidade sustentável de pensadores engajados. Essa é a visão de NEIIPA”, destacou. Hewasa também manifestou esperança de que seja capaz de ajudar os estudiosos de pesquisa no seu trabalho e promover mais estudos de investigação a partir dos dados disponíveis no site.
Como orador principal o Dr. Gilvan M. de Oliveira esclareceu o profundo papel da oralidade na autocompreensão e na transmissão de valores literários com foco no folclore, na antropologia e na cultura imaterial. Ele enfatizou a importância do discurso científico no contexto da mudança da cultura imaterial. O festival, segundo ele, representa um esforço inovador para homenagear e celebrar as tradições que constituem a base da identidade cultural e sublinhou a importância de compreender cada língua como herança e de se adaptar à evolução de conceitos e discussões.Destacou o significado universal do Património Cultural Imaterial (PIC) como uma lição para toda a humanidade, defendendo o seu papel na promoção da paz através da preservação de diversas culturas e discutiu os desafios no reconhecimento do PCI, com foco na monumentalização de obras-primas versus a valorização da produção.
Uma iniciativa do Colégio Tetso, NEIIPA é um repositório digital abrangente dedicado ao acolhimento de materiais culturais e linguísticos da região e é um dos primeiros deste tipo na região. A iniciativa enfatiza o nosso compromisso e o amor por preservar e promover os nossos conhecimentos indígenas e património cultural que estão inseridos na nossa língua e que correm o risco de serem perdidos lentamente devido à extrema influência da globalização sobre línguas e cultura menos conhecidas.
Os materiais no NEIIPA serão um recurso valioso para linguistas, pesquisadores, entusiastas de línguas, oferecendo uma vasta coleção de gravações audiovisuais, recursos escritos e multimédia de diversas comunidades linguísticas.
O Colégio Tetso convida o público, a comunidade acadêmica e os entusiastas da cultura a explorar o nosso arquivo digital e a engajar-se na exoneração destes incríveis tesouros linguísticos. Também damos as boas-vindas a investigadores e estudiosos e ativistas de línguas nativas para submeterem quaisquer materiais linguísticos a serem arquivados no NEIIPA que podem ser acedidos em www.neiipa.in.
> Leia a matéria na fonte

https://nagalandpost.com/index.php/tetso-college-hosts-2nd-the-listener-nagaland/

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Saiba mais puxando a rede:

 

 

Visite o site do projeto NEIIPA: https://neiipa.in/

 

 

Site da fundação IMASI – The Maharaj Kumari Binodini Devi Foundation : http://imasi.org/listenerfestival/

Conheça Nagaland 

Assista ao vídeo da abertura do evento: https://www.youtube.com/watch?v=CIDP1rT6gPU

 

 

Línguas e políticas linguísticas no atendimento à saúde: um curso para compartilhar desafios e soluções.

O encontro de terça-feira, 31 de outubro, encerrou nosso curso Línguas e políticas linguísticas no atendimento à saúde que tematizou a urgência de políticas para uma saúde multilíngue. 

 

Contanto com a participação, como alunos, de pesquisadores e profissionais da área da saúde e de acolhimento aos que não falam ou falam pouco a língua portuguesa, o curso  trouxe para o debate as demandas do multilinguismo em face das práticas monolíngues do Estado brasileiro, os cenários históricos e políticos envolvendo as centenas de línguas brasileiras históricas, as recentes imigrações e a condição de refugiado no Brasil, os desafios da comunicação multilíngue em saúde envolvendo intérpretes e os fundamentos dos Direitos Humanos e do Direito Linguístico no Sistema Público de Saúde.

 

Para a abordagem e discussão dos temas selecionados, tivemos a honra de contar com Rosângela Morello (coordenadora do IPOL), Marco Aurélio Machado de Oliveira (Observatório Fronteiriço das Migrações Internacionais), Mylene Queiroz Franklin (Associação Brasileira de Tradutores e Intérpretes), Alexandra Mara Pereira (docente na UFGD e intérprete de LIBRAS), Andressa Santana Arce (Defensoria Pública da União) e Marcos Paulo Santa Rosa Matos (advogado e pesquisador na área do direito linguístico).  Em todos os encontros, o debate foi intenso! 

O curso se encerrou! Mas o diálogo e as trocas continuarão. 

Essa continuidade foi, de fato, uma demanda manifesta por todos os participantes. De acordo com os depoimentos, o curso não somente propôs discussões de problemáticas essenciais para que avancemos no direito a uma saúde multilíngue como funcionou como espaço para compartilhar os desafios enfrentados no trabalho e nas pesquisas e soluções que têm sido dadas nos vários contextos vividos pelos participantes.  

Assim, o grupo saúde multilíngue seguirá ativo, consolidando-se com uma rede de trabalho, de trocas de informações e soluções. Juntos somos mais fortes!  

 

Iepha e UFMG farão dossiê para salvaguardar língua do povo indígena Maxacali

Da Redação – portal@hojeemdia.com.br – Publicado em 02/10/2023 às 07:29.

O povo indígena se concentra em aldeias nas cidades de Santa Helena de Minas, Bertópolis, Ladainha e Teófilo Otoni. (Espaço do conhecimento/UFMG)

O povo indígena se concentra em aldeias nas cidades de Santa Helena de Minas, Bertópolis, Ladainha e Teófilo Otoni. (Espaço do conhecimento/UFMG)

Único povo indígena de Minas que mantém a língua materna, com vida dinâmica no Vale do Mucuri, os Maxacalis vão ganhar importante reconhecimento. Um dossiê para o plano de salvaguarda dos conhecimentos ancestrais será elaborado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas (Iepha), em parceria com a UFMG. O objetivo é fazer um inventário das referências culturais da etnia para que posteriormente sejam declaradas Patrimônio Cultural Imaterial do Estado.

Os trabalhos de pesquisa, sensibilização em cidades próximas das aldeias, produção de peças e um filme, devem durar três anos. Os recursos para a realização do projeto – único contemplado no Brasil e um dos cinco na América Latina – são provenientes do Fundo dos Embaixadores dos EUA para a Preservação Cultural. Uma das estruturas fundamentais no projeto, a Escola de Música da UFMG recebeu aporte de R$ 915 mil.

Além da preservação da língua nativa, o trabalho visa valorizar as músicas das cerimônias, o artesanato e as técnicas de agricultura, pescaria e caça. O primeiro passo será o desenvolvimento de estudos e ações de proteção dos costumes, por meio da identificação e documentação dos sistemas de conhecimentos ancestrais da comunidade, o que deverá ser organizado de forma colaborativa.

Onde

O povo indígena se concentra em quatro principais áreas do território mineiro: nas aldeias de Água Boa, no município de Santa Helena de Minas; em Pradinho e Cachoeira, no município de Bertópolis; em Aldeia Verde, no município de Ladainha, e no distrito de Topázio, em Teófilo Otoni.

Representantes das aldeias de Água Boa e Pradinho celebraram. Sueli Maxakali ressaltou a importância da preservação dos conhecimentos ancestrais de seu povo. “Estou muito feliz. É meu sonho preservar a ‘memória viva’ dos nossos antepassados e transmiti-la às nossas crianças”, disse.

 

Sueli e Isael são curadores indígenas, na exposição, e mostram um pouco do povo Maxakali

Coordenador geral do projeto e professor da Escola de Música, Eduardo Pires Rosse ressaltou que a iniciativa enfrentará o “processo de ‘desertificação’ do povo Maxakali, desde a colonização do nosso país”. Ele acrescentou que, apesar do contexto histórico, “os povos Maxakalis resistem com seu vasto patrimônio. Nós temos muito a aprender com eles nesse diálogo”.

Entrega
A expectativa é que, até 2026, o estudo seja apresentado ao Conselho Estadual de Patrimônio Cultural (Conep), do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha/MG), para o registro como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado.

* Com informações do Iepha, Agência Minas e UFMG

 

Leia diretamente na fonte:

https://www.hojeemdia.com.br/minas/ufmg-fara-dossie-para-salvaguarda-da-lingua-do-povo-indigena-maxacalis-1.982052

Saiba mais puxando a rede!

A tradição e cultura do povo indígena Maxakali na Rede Minas

https://www.revistamuseu.com.br/site/br/o-escriba/12807-25-11-2021-a-tradicao-e-cultura-do-povo-indigena-maxakali-na-rede-minas-nesta-sexta.html

MINAS GERAIS, Belo Horizonte – Desde o século XVI o povo indígena Maxakali tem contato com os brancos e apesar dos longos anos de convivência, a cultura e a tradição indígena da etnia foram preservadas


Faixa de cinema exibe “quando os yãmiy vêm dançar conosco” (Crédito: Isael Maxakali)

A Faixa de Cinema, da Rede Minas, exibe o documentário “Quando os Yãmiy vêm dançar conosco”, dirigido por Isael e Sueli Maxakali e Renata Otto. A obra fala sobre a importância de conhecer os povos nativos e respeitar seus rituais e antigas tradições. Desde o século XVI o povo indígena Maxakali tem contato com os brancos e apesar dos longos anos de convivência, a cultura e a tradição indígena da etnia foram preservadas. A Faixa de Cinema, da Rede Minas, exibe o documentário “Quando os Yãmiy vêm dançar conosco”, dirigido por Isael e Sueli Maxakali e Renata Otto. A obra fala sobre a importância de conhecer os povos nativos e respeitar seus rituais e antigas tradições.

O filme é registrado na língua da etnia Maxakali e as filmagens iniciam com o amanhecer e a chegada dos Yãmĩyxop na comunidade Aldeia Verde, em Ladainha (MG). Os pajés e as mulheres se mobilizam para receber os povos-espíritos. Para a recepção preparam comidas e realizam cantos e danças no pátio da aldeia, ao redor do poste dos Yãmĩyxop e à casa-de-religião. Nesses dias, vários povos-espíritos visitam o lugar, dentre eles o Tangarazinho-espírito que caça na floresta a pedido do gavião-espírito, entidade que é uma espécie de governo dos Yãmĩyxop.

O casal de diretores, Sueli e Isael Maxakali integram o povo indígena Tikmũ’ũn (Maxakali), habitantes do Vale do Mucuri, em Minas Gerais. Nos últimos anos eles têm se dedicado ao registro fílmico da história e dos rituais do seu povo. A diretora Renata Otto é graduada em Ciências Sociais pela UFMG e já trabalhou na produção e direção de outros filmes documentários

A Faixa de Cinema com o filme “Quando os Yãmiy vêm dançar conosco” vai ao ar nesta sexta (26), às 23h, pela Rede Minas. Os filmes também podem ser vistos, nesse mesmo horário, no site da emissora: redeminas.tv.

Assista o documentário “Quando os Yãmiy vem dançar conosco”O cineasta Isael Maxakali filma o amanhecer e a chegada dos Yãmĩyxop na Aldeia Verde (Ladainha/MG).

 

A chegada dos povos-espírito mobilizam os pajés e as mulheres na sua recepção com comidas, cantos e danças no pátio da aldeia junto ao poste dos Yãmĩyxop e à casa-de-religião. Por várias noites as mulheres-espírito Yãmĩyhex virão dançar, conta o pajé Mamey. Vários povos-espíritos visitam a aldeia nesses dias, dentre eles o Tangarazinho-espírito que caça na floresta a pedido do gavião-espírito – o ‘governo’ dos Yãmĩyxop, o último a partir da Aldeia Verde para as longínquas alturas da floresta. Direção: Isael Maxakali, Suely Maxakali e Renata Otto Fotografia: Isael Maxakali Montagem: Carolina Canguçu Produção: Milene Migliano Finalização de imagem: Bernard Belisário

 

 

Série documental trata sobre os idiomas falados no Brasil

‘Línguas da nossa língua’, de Estevão Ciavatta, que apresenta 11 línguas e sete falares, chega ao streaming no dia 14 de novembro

Correio do Povo
A série apresenta 11 línguas, como portuguesa, galega, guarani, baniwa, tukano, e sete falares, como caipira, tapuia, bahianês, carioquês, mineirês e linguagem neutra

A série apresenta 11 línguas, como portuguesa, galega, guarani, baniwa, tukano, e sete falares, como caipira, tapuia, bahianês, carioquês, mineirês e linguagem neutra

HBO e a HBO Max acabam de anunciar para 14 de novembro a estreia da nova série documental de quatro episódios, ‘Línguas da nossa língua’, na plataforma de streaming e no canal HBO, a partir das 20h, com estreias semanais em ambos. Com criação, roteiro e direção de Estevão Ciavatta, a produção da Pindorama Filmes terá pré-estreia em exibições especiais durante o Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro e na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, ambas em outubro.

‘Línguas da nossa língua’ aborda questões fundamentais sobre a construção do nosso idioma, como a variedade de 270 línguas nativas e africanas faladas no Brasil e como isso impacta a identidade cultural da nação. A série apresenta 11 línguas: portuguesa, galega, guarani, baniwa, tukano, patxohã, Iorubá, quimbundo, língua da Tabatinga, nhengatu, librase pajubá, língua de resistência das travestis, que terá sua primeira documentação e registro. Além de sete falares: português caipira, português tapuia, bahianês, carioquês, sergipanês, mineirês e linguagem neutra.

Com música de abertura original composta por Arnaldo Antunes e leitura exclusiva de autores clássicos da literatura brasileira por Maria Bethânia, a série documental traz um encontro emocionante entre Caetano Veloso e Yeda Pessoa de Castro, referência em estudos de línguas africanas no Brasil, que são parentes e não se viam há mais de 30 anos.

Além disso, tem participações de membros da Academia Brasileira de Letras, inclusive Nélida Piñon, em sua última entrevista antes de seu falecimento em dezembro passado; filmagens na Universidade do Minho, em Portugal, onde “nasceu” a língua portuguesa; registros da língua Baniwa em regiões remotas da Amazônia, e filmagem no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, com poetas surdos e ouvintes.

“É uma oportunidade para pensarmos o Brasil e nossa identidade a partir da enorme diversidade de línguas aqui faladas. Os brasileiros ainda falam português ou já temos uma língua brasileira?”, questiona Ciavatta.

‘Línguas da nossa língua’ é uma coprodução da Warner Bros. Discovery com a Pindorama Filmes. Do lado da Pindorama, a série conta com consultoria e seleção de textos de Eucanaã Ferraz e criação, produção executiva de Renata Carpenter e roteiro e direção de Estevão Ciavatta. Pela WBD supervisionam a produção Anouk Aaron, Adriana Cechetti e Marina Pedral.

Em um país tão diverso como o nosso, tem espaço pra mais de 150 idiomas! #LinguasDaNossaLingua estreia no dia 14 de novembro, com participações de Caetano Veloso, Maria Bethânia e Arnaldo Antunes.

 

 

Saiba mais lendo na fonte: https://www.correiodopovo.com.br/arteagenda/série-documental-trata-sobre-os-idiomas-falados-no-brasil-1.1399450

 

LÍNGUAS DA NOSSA LÍNGUA

Documentário/Documentary
Cor & P&B/Color & B&W 118′
Brasil – 2023

Direção/Direction:
ESTêVãO CIAVATTA
Roteiro/Screenplay:
ESTêVãO CIAVATTA
Empresa Produtora/Production Company:
PINDORAMA FILMES

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