Patrimônio Imaterial

Monolinguismo – o analfabetismo do Século XXI?

Das cerca de sete mil línguas e dialetos que o mundo tem, duas mil e quinhentas estão em risco de extinção. E, para além destas, existem muitas mais ameaçadas e outras em situação muito vulnerável

A saída do Reino Unido da União Europeia veio levantar problemas de diversa ordem, um dos quais é a política das línguas à escala europeia e mundial.Trata-se de uma matéria que, sendo demasiado séria, tem estado afastada da ribalta mediática e da prioridade de muitos países, a começar por Portugal. O multilinguismo – no contexto da globalização vigente e da diversidade cultural e linguística num mundo aberto e cosmopolita – deve implicar políticas públicas que valorizem não só as línguas maternas mas também duas línguas estrangeiras por cada cidadão, independentemente da sua origem territorial, idade ou condição social. Continue lendo

Mirandês: Miranda do Douro assina protocolo para cumprir Carta de Línguas Minoritárias

O município de Miranda do Douro vai avançar com a assinatura de um protocolo com a Associação de Língua Mirandesa para cumprir os 35 princípios da Carta Europeia das Línguas Minoritárias, disponibilizando 25 mil euros para tal.

“A partir do momento em que o protocolo seja assinado, pretendemos que Portugal fique com todas as garantias formais para proceder à ratificação da Carta Europeia das Línguas Regionais ou Minoritárias (CELM) e assim dar um novo impulso ao mirandês”, disse à Lusa o presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Artur Nunes. O autarca salientou que com a assinatura deste protocolo serão elaborados um conjunto de documentos para endereçar aos diferentes ministérios ligados ao processo, como é caso dos Negócios Estrangeiros, da Educação e da Justiça. Continue lendo

Programa abre inscrições para concurso de curtas sobre línguas indígenas

Iniciativa busca chamar atenção para a importância cultural da preservação dos idiomas

Reprodução/CNM

A resolução da Organização das Nações Unidas (ONU), que definiu 2019 como o Ano Internacional das Línguas Indígenas, inspirou um concurso de curtas-metragens sobre línguas indígenas. O concurso “Comunidades Linguísticas: identidade e salvaguarda”  busca chamar atenção para a importância cultural da preservação desses idiomas, revitalizá-los e promovê-los junto com as comunidades linguísticas. Os interessados podem inscrever seus projetos até 21 de fevereiro, neste link. Continue lendo

Mirandês: Ensino em Lisboa tem “bastante” procura apesar da falta de apoios

Vinte anos após o reconhecimento do mirandês como segunda língua oficial em Portugal, em Lisboa tem “bastante” procura, apesar da falta de apoios de que se queixam os seus divulgadores.

Numa pequena sala da Casa de Trás-os-Montes em Lisboa, funciona à segunda-feira e em horário pós-laboral uma aula de língua mirandesa, onde até um aluno francês de Erasmus já se inscreveu para aprender esta língua falada no nordeste transmontano.

Antes de dar início a mais uma aula, António Cangueiro, professor de mirandês, falou à Lusa sobre este seu percurso, que começou ainda com o escritor, professor universitário, estudioso e divulgador da língua mirandesa Amadeu Ferreira, que instituiu o curso em Lisboa há dez anos. Continue lendo

O povo indígena warao: um caso de imigração para o Brasil

Já é fato conhecido dos brasileiros o drama do crescente fluxo migratório da população venezuelana para o Brasil, fugindo de um estado de caos, miséria, escassez de alimentos e remédios, inflação de muitos dígitos, insegurança absoluta etc.

Entretanto, na imigração venezuelana há um grupo étnico peculiar, de indígenas destacados no ambiente urbano, com grandes habilidades de artesanato e mulheres com roupas coloridas: o povo indígena warao.

São índios oriundos da região norte da Venezuela, que habitam há séculos o delta do rio Orinoco, no estado Delta Amacuro e regiões adjacentes dos estados Bolívar e Sucre, naquele país[1]. Warao, na língua nativa, significa “povo da canoa”, pois a relação deste grupo com a água é íntima: são, tradicionalmente, pescadores e coletores, há cerca de 70 anos convertidos em horticultores, e vivem em comunidades de palafitas localizadas nas zonas ribeirinhas fluviais e marítimas, além de pântanos e bosques inundáveis da região de origem[2]. Continue lendo

Escola Carlos Moreira pode ser a única do Estado a incluir aulas de Língua Pomerana no currículo

A iniciativa busca fortalecer a fala e promover a escrita da língua pomerana em meio aos mais jovens

Em meio à uma época de intensa propagação de informação e significativa modernização de costumes, dado o progresso tecnológico,  um projeto ambicioso desenvolvido há cerca de 5 anos no município de Canguçu, se preocupa em conservar o que não deve se perder no tempo: a cultura. Continue lendo

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