Crianças aprendem Português no Salão do Livro de Genebra
Professoras da rede de ensino do português no estrangeiro (EPE) iniciam este fim de semana as crianças suíças à língua portuguesa no Salão do Livro de Genebra, em colaboração com as autoridades educativas locais.
13:41 – 02 de Maio de 2014 | Por Lusa
Intercâmbio das línguas portuguesa e francesa na fronteira do Amapá
Amapá confirma participação em intercâmbio transfronteiriço de língua portuguesa e francesa.
A Secretária de Estado da Educação do Amapá, Brasil, reuniu-se com representantes da Reitoria Francesa nas Guianas, professores Aline Malacarnet e Stéphane Granger. O encontro tratou da importância em manter o intercâmbio entre a Guiana Francesa e o Amapá, que será realizado no mês de junho em Macapá.
Nesse intercâmbio transfronteiriço com a Guiana Francesa, foi pactuado oficialmente para a versão 2014 um quantitativo de 34 alunos de língua portuguesa na faixa etária de 15 a 19 anos, acompanhados de 5 professores, que lecionam o idioma brasileiro e outras disciplinas com o uso da língua portuguesa. Durante o encontro, os jovens franceses irão fazer visitas nas escolas públicas estaduais, participar de debates, palestras, oficinas e city-tour. A ideia é intensificar o contato com os estudantes brasileiros para aprofundar seus domínios com o idioma local.
Para a secretária de Estado da Educação, Elda Araújo, o intercâmbio é de extrema importância para a formação dos jovens estudantes. “O maior objetivo do intercâmbio para estudantes é o aprendizado, praticar a troca de experiências entre culturas diversificadas, além de vivenciar outra realidade que agregará mais responsabilidade, autonomia e conhecimentos em sua vida profissional”, enfatizou. .
Atualmente, o mercado de trabalho tem valorizado muito os profissionais que tiveram experiências fora do país, principalmente empresas multinacionais ou que importam e/ou exportam mercadorias, até mesmo nos programas de seleção para “trainees”; a experiência do intercâmbio é um grande diferencial no currículo do estudante.
Intercâmbio
As ações de intercâmbio transfronteiriço já é uma realidade deste de 2012 e possui duas grandes áreas de abrangência, professores e estudantes da rede pública de ensino. O encontro acontece no Amapá com a recepção de estudantes de língua portuguesa e professores que lecionam o idioma brasileiro como estrangeiro na Guiana Francesa, também estarão presentes os docentes amapaenses de língua francesa e seus alunos para o mesmo objetivo, criar um vínculo com a língua portuguesa brasileira aos estrangeiros guianenses e proporcionar esta mesma experiência aos brasileiros que se deslocam a cidade de Caiena.
Na reunião, ficou estabelecido a criação de um Comitê para tratar de assuntos transfronteiriços com a Guiana Francesa e manter parcerias diversas, bem como, cuidar da apresentação de professores da rede pública estadual das Escolas Estaduais José de Anchieta, Coaraci Nunes, Tiradentes e Helenize Walmira, além dessas instituições.
Fonte: Amazônia Brasil Rádo WebComunicação global sem barreiras linguísticas
Portugal lidera um projecto europeu
de comunicação global sem barreiras linguísticas
António Branco, da FCUL, é o coordenador
A tradução automática é um procedimento computacional que procura fornecer a tradução de enunciados de uma língua para outra. Os resultados da investigação científica em torno deste grande desafio já permitem soluções práticas de grande utilidade. Permitem obter pelo menos um esboço do conteúdo daquilo que está a ser traduzido, ou até mesmo resultados bastante bons para alguns pares de línguas e domínios de discursos mais favorecidos, desta forma ajudando a reduzir custos e a melhorar a produtividade em negócios de âmbito internacional.É neste enquadramento que foi concebido e se encontra em execução o QTleap, “um dos projectos de investigação científica mais ambiciosos dos últimos anos na área da tradução automática e da tecnologia da linguagem”, nas palavras do seu coordenador científico, António Branco, professor do Departamento de Informática da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Tem como objectivo investigar e desenvolver uma metodologia inovadora para a tradução automática que tire partido de abordagens baseadas no processamento linguístico profundo das línguas. Segundo António Branco, “este projecto explora formas inovadoras de se alcançar traduções de maior qualidade, tornadas possíveis por uma nova geração de bases de dados semânticos cada vez mais sofisticadas e por avanços recentes na área do processamento semântico da linguagem natural”.
Com uma dotação de três milhões de euros, o QTLeap vem juntar-se à lista crescente dos projectos de investigação realizados por consórcios europeus com liderança portuguesa. É coordenado pelo Departamento de Informática da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que lidera um grupo de oito parceiros, da Alemanha, Bulgária, Espanha, Holanda e República Checa.
Tradição linguística on-line
País plurilíngue, Angola investe na preservação dos idiomas com plataformas eletrônicas
“Em média, a cada quinze dias desaparece uma língua, e África é o continente mais ameaçado”, apontou o escritor José Eduardo Agualusa num artigo de 2011 sobre a evolução das línguas em Angola. Mas ao longo do último ano foram criadas várias plataformas on-line em favor da salvaguarda das línguas nacionais do país.
Angola é um país plurilíngue, com seis línguas africanas reconhecidas como nacionais a par do português enquanto língua oficial. Para além disso, estima-se que existam 37 línguas e 50 dialetos em uso no país. O blog Círculo Angolano Intelectual reportou, no final de outubro de 2013, que 30% da população (cerca de 8,5 milhões de angolanos) “só fala as línguas nacionais que não fazem parte de nenhum programa educacional, social”, acrescentando ser isto mais um dos fatores que gera exclusão social.
Num artigo de Agualusa, publicado pelo Instituto Cultural de Formação e de Estudo sobre Sociedades Africanas em São Paulo, Casa das Áfricas, o escritor premiado versa sobre “uma proposta de paz” para a coexistência das línguas nacionais e da língua portuguesa (“língua materna versus língua madrasta”), e questiona: “Porque é que em Angola, país de muitas línguas, os escritores apenas utilizam o português?”
Projeto Evalina
Procurando contrariar o fenômeno, ao longo do ano de 2013 surgiram várias iniciativas on-line, criadas por jovens que olham para as tecnologias como um desafio para a promoção e salvaguarda das línguas nacionais.
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Confederação Ibero-americana de Comunicação reúne 700 investigadores em Braga
A afirmação do português e do espanhol como línguas do pensamento, criação, conhecimento e cultura vai juntar mais de 700 investigadores, na Universidade do Minho, no 2º congresso da Confederação Ibero-americana de Associações Cientificas e Acadêmicas de Comunicação (Confirbercom).
Sob o tema “Os desafios da Internacionalização”, investigadores de 20 países vão “partilhar conhecimento” com o intuito de “contrariar” a construção de um mundo global “hegemonicamente” de língua inglesa, adianta a academia minhota, em comunicado enviado hoje à agência Lusa. Assim, segundo o presidente da Confirbercom, Moisés de Lemos Martins, as Ciências da Comunicação têm a “responsabilidade política e cívica” de construir uma comunidade científica ibero-americana. 
“Uma língua que não se esforce para dizer os avanços do nosso tempo e também as contradições e inquietações, assim como os seus bloqueios e os seus impasses, uma língua que não tenha pensamento, não cria conhecimento, torna-se arcaica, estiola e morre”, salienta o responsável. Para Moisés de Lemos Martins, “o fortalecimento de uma comunidade ibero-americana contraria a ideia única de um mundo globalizado monocolor, hegemonicamente falado em inglês”.
Por isso, o responsável deixa um alerta. “As Ciências da Comunicação têm a responsabilidade de concorrer para a construção da comunidade científica ibero-americana sólida, interrogando em português e espanhol os modos como nos distintos países deste espaço transcontinental interagimos uns com os outros e neles fazemos comunidade”, referiu.
Durante os quatro dias de congresso vão ser apresentadas mais de 900 comunicações em 160 sessões de grupos temáticos. Brasil, Portugal, Espanha e México lideram o número de inscrições registando-se ainda uma “presença substancial” de investigadores da Venezuela, Colômbia, Argentina, Peru e Equador.
Fonte: RTP.
Carlos Faraco assume a coordenação da Comissão Nacional do Instituto Internacional da Língua Portuguesa.
O Professor e ex-Reitor da UFPR, Carlos Alberto Faraco, assumiu a coordenação da Comissão Nacional Brasileira do Instituto Internacional da Língua Portuguesa, órgão da CPLP-Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, por indicação do Ministério das Relações Exteriores.
O Ministério das Relações Exteriores tinha a prerrogativa de indicação do nome para assumir a coordenação desta Comissão Nacional, que tem entre seus membros seis especialistas da área, indicados pelos Ministérios da Educação, da Cultura e das Relações Exteriores, pois cada Ministério poderia indicar dois integrantes.
Faraco salienta que ao assumir esta coordenação leva consigo e com orgulho o nome de nossa instituição Universidade Federal do Paraná. O Gabinete do Reitor da UFPR se pronunciou dizendo que o histórico acadêmico de Faraco, o coloca merecidamente nesta posição de destaque e que a história a acadêmica de Faraco está intimamente ligada a UFPR.
Ele possui graduação em Letras Português/Inglês pela PUC-PR (1972), mestrado em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas (1978), doutorado em Linguística – University of Salford (1982), pós-doutorado em Linguística na University of California (1995-96) e é Professor Titular (aposentado) da Universidade Federal do Paraná. Tem experiência na área de Linguística, com ênfase em Linguística Aplicada, atuando principalmente nos seguintes temas: Bakhtin, discurso, dialogismo, ensino de português e linguística.
Fonte: IILP.



