Língua Portuguesa

“Indianos acham que português é língua que cria boas oportunidades de carreira”

Almoço com Shiv Kumar Singh, professor de Estudos Indianos na Universidade de Lisboa e autor do Dicionário Hindi-Português-Hindi

Estou já sentado no Natraj, restaurante indiano na lisboeta rua do Sol ao Rato, quando chega Shiv Kumar Singh, que, sabedor, foi quem escolheu o local. Não está atrasado o professor de Estudos Indianos e de Hindi na Faculdade de Letras, fui sim eu que cheguei um pouco antes, minutos suficientes para perceber pela ementa que se trata de um restaurante de comida do Norte da Índia, tão diferente da do Sul do país. Recebo logo um presente: o Dicionário de Hindi-Português-Hindi que Singh publicou em 2017 (o ano da visita do primeiro-ministro António Costa à Índia e de Narendra Modi a Portugal) e que é o primeiro por cá editado dedicado à mais falada das línguas indianas. No passado, pela ligação histórica à costa do Malabar e a Goa, foi dada primazia aos dicionários de Malaiala-Português e de Konkani-Português, explica o meu convidado, num português fluente. Continue lendo

Crianças imigrantes aprendem a nova língua

Fredye Chrisostome, 6 anos, diz que o português não é uma língua fácil: 'Mas eu já sei a letra G, a letra do cachorro e da tartaruga também'

Fredye Chrisostome, 6 anos, diz que o português não é uma língua fácil: “Mas eu já sei a letra G, a letra do cachorro e da tartaruga também”

Alunos haitianos do 1º ao 5º ano do fundamental são atendidos com aulas de português no contraturno, através do projeto da UEL em parceria com a Secretaria de Educação de Cambé

Na Escola Municipal Professora Lourdes Gobi Rodrigues, em Cambé (região metropolitana de Londrina), cerca de 15 crianças haitianas, do 1º ao 5º ano, estão sendo acompanhadas de perto na aprendizagem da língua portuguesa.
A cada aula, eles vão se familiarizando com a nova língua e, por enquanto, o conteúdo é direcionado com base nas necessidades apontadas por eles. Nesta semana, por exemplo, eles vão aprender as formas de apresentação, os dias da semana e as cores.

A ideia do projeto nasceu após relatos das equipes pedagógicas sobre a dificuldade das crianças em aprender e se comunicar na Língua Portuguesa, pois elas estão matriculadas nas turmas regulares da escola, no período vespertino. E a proposta só foi possível pela parceria entre a Secretaria de Educação de Cambé e a UEL (Universidade Estadual de Londrina), por meio do projeto de extensão Be UEL.

A coordenadora do Be UEL, Viviane Bagio Furtoso, explica que o projeto é do curso de Letras Estrangeiras Modernas e tem o objetivo de implementar ações para internacionalização da universidade. Para ministrar as aulas, que tiveram início há duas semanas, uma aluna do curso foi selecionada como estagiária.  Continue lendo

Festival de Artes Sino-Lusófonas em Macau exibe diversidade cultural do Brasil

Da Redação

A imensidão da diversidade cultural brasileira foi o tema de palestra em Macau, na China. A presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Kátia Bogéa, representou o Brasil no Festival de Artes e Cultura Sino-Lusófonas, dias 7 a 8 de julho. Especialista em historiografia brasileira, ela apresentou, em língua portuguesa, a cultura brasileira.

Na plateia, representantes da China, Portugal, Moçambique, Angola, Cabo Verde, Timor Leste, Guiné Bissau e São Tomé e Príncipe. Na programação, esteve prevista uma visita ao centro histórico de Macau, reconhecido como Patrimônio Mundial da Unesco, onde se destacam edifícios de arquitetura jesuítica. 5% da população de Macau fala Português. Continue lendo

EF abre primeira escola de português

EF abre primeira escola de português

A EF – Education First está à procura de professores de português, directores de estudos, responsáveis de alojamento e responsáveis de actividades comerciais. Tudo porque decidiu avançar com a sua primeira escola de português em Lisboa.

A estreia da multinacional sueca no ensino da língua portuguesa está marcada para Novembro deste ano. A EF irá ocupar o Palacete Castilho, na zona do Príncipe Real, mas primeiro precisa de recrutar todos os profissionais necessários para a implementação de um novo programa. Continue lendo

Porque razão Timor-Leste optou pelas línguas oficiais tétum e português

A Constituição da República Democrática de Timor-Leste (CRDTL), no seu Artigo 13.° (Línguas oficiais e línguas nacionais), é referido que «O tétum e o português são as línguas oficiais da República Democrática de Timor-Leste» (ponto 1) e que «o tétum e as outras línguas nacionais são valorizadas e desenvolvidas pelo Estado» (ponto 2).

Em 1974, quando Timor-Leste procurava transitar para a independência, não precisou de procurar uma identidade nacional porque estava unificado pelo uso de duas línguas complementares, o tétum praça (essencialmente falado), como língua franca urbana, e uma língua essencialmente escrita, o português, utilizado como língua de ensino, desde a abertura das primeiras escolas primárias pelos dominicanos, no século XVII (Fonseca, 2015). De notar que o português começou a ser utilizado como língua da administração desde o início do século XVIII. Continue lendo

Duarte Azinheira, diretor editorial da Imprensa Nacional. ‘Nós, portugueses, sofremos de hiperidentidade’

O SOL falou com o homem que dirige a editora do Estado, na altura em que se comemora os 250  anos da sua criação. Na Imprensa Nacional desde 2010, Duarte Azinheira tem sido responsável por retomar o papel mais interventivo, à imagem do que fez Vasco Graça Moura, nos anos 1980.

A concentração editorial marcou os primeiros anos do século XXI no sector do livro em Portugal, com o Estado a assistir passivamente. Nesses anos a Imprensa Nacional não se desviou um milímetro do que vinha fazendo. E parecia ter virado as costas ao seu período de ouro, nos anos 1980. Até há uns anos, esta ruminava no prado académico, restringindo a sua ação difusora aos textos canónicos, tendo feito muito pouco para assegurar espaço para a criação, particularmente nos géneros minoritários – Ensaio, Ficção, Poesia e Teatro -, marginalizados nos catálogos dos grandes grupos editoriais. Em 2010, Duarte Azinheira assumiu a direção editorial da instituição e, hoje, a Imprensa Nacional está a dar sinais entusiasmantes de que pretende reafirmar o seu papel na defesa de áreas essenciais da cultura quando os privados já não a asseguram.

Continue lendo

Receba o Boletim

Facebook

Revista Platô

Revistas – SIPLE

Revista Njinga & Sepé

REVISTA NJINGA & SEPÉ

Visite nossos blogs

Forlibi

Forlibi - Fórum Permanente das Línguas Brasileiras de Imigração

Forlibi – Fórum Permanente das Línguas Brasileiras de Imigração

GELF

I Seminário de Gestão em Educação Linguística da Fronteira do MERCOSUL

I Seminário de Gestão em Educação Linguística da Fronteira do MERCOSUL

Clique na imagem

Arquivo

Visitantes