Google investe US$ 45 milhões no aplicativo de idiomas Duolingo

Luis von Ahn, um dos criadores do Duolingo. Ele chamou a atenção do Google – três vezes – Foto: Divulgação/Duolingo.
Google investe US$ 45 milhões no aplicativo de idiomas Duolingo
O Google Capital se uniu a outros investidores para apoiar o aplicativo. O criador do app já vendeu duas invenções à empresa
Rafael Ciscati
Quando o Duolingo foi fundado em 2012, analistas da indústria de tecnologia se perguntavam quanto tempo levaria até ele ser comprado pelo Google. O Duolingo é uma plataforma digital dedicada a ensinar idiomas por meio de jogos e atividades. Gratuito, o aplicativo está disponível para qualquer smartphone com acesso a internet (o app tem versões para iOS , Android e Windows Phone). Seu o objetivo, segundo o criador – o guatemalteco Luis von Ahn – é democratizar o acesso ao ensino de línguas. Ao longo dos últimos três anos, amealhou cerca de 100 milhões de usuários em todo o mundo, ultrapassando a marca de concorrentes como a Rosetta Stone. Quando lançado, já era considerado promissor. Parecia natural que o Google se interessasse pela empresa.
Infográfico mostra as línguas mais faladas no mundo
Infográfico: Um mundo de línguas – e quantos as falam
Alberto López Lucas
Nós representamos cada língua dentro de limites pretos e, em seguida, fornecemos o número de falantes nativos (em milhões) por país. A cor desses países mostra como línguas criaram raízes em muitas regiões diferentes.
Clique aqui para ver o infográfico em alta resolução.
Há pelo menos 7.102 línguas vivas conhecidas no mundo hoje. Vinte e três destas línguas são língua materna para mais de 50 milhões de pessoas. As 23 línguas compõem a língua nativa de 4,1 bilhões de pessoas,
Fonte: South China Morning Post
1º Encontro Nacional de Municípios Plurilíngues (1ºENMP)

1º Encontro Nacional de Municípios Plurilíngues (1ºENMP)
O IPOL, em parceria com o Observatório de Políticas Linguísticas (GP CNPq/UFSC) e com o Macroprojeto ALMA-H (UFRGS), realizará nos dias 23, 24 e 25 de setembro de 2015, em Florianópolis-SC, no Bloco B do Centro de Comunicação e Expressão (CCE) na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o 1º Encontro Nacional de Municípios Plurilíngues (1ºENMP). Esse Encontro pretende ser um espaço de troca de experiências, discussão e formação para gestores, professores e agentes culturais, entre outros, de Municípios brasileiros que cooficializaram línguas ou que potencialmente desejam ou podem fazê-lo.
Acesse aqui o blog do 1ºENMP.
Curta-metragem estreia na internet e retrata lenda da fronteira
Curta-metragem estreia na internet e retrata lenda da fronteira
O curta é inspirado no imaginário da fronteira sul-mato-grossense e retrata a busca de dois amigos por um lendário tesouro enterrado
Melissa Schmidt
Estreou nesta segunda-feira (8) o curta-metragem Enterros, que está sendo transmitido via internet pelo canal do youtube. O filme é estrelado por Edson Galvão e Márcio Higo e é inspirado no imaginário da fronteira sul-mato-grossense, retratando a busca de dois amigos por um lendário tesouro enterrado. No trajeto, entretanto, os companheiros passam a suspeitar um do outro, e o esperado final feliz parece cada vez mais distante.
O curta-metragem pode ser visto abaixo ou no YouTube.
Refugiados ensinam idiomas a partir de experiências
Refugiados ensinam idiomas a partir de experiências
Cursos de francês, inglês, espanhol e árabe valorizam histórias e práticas que vão além dos livros
Vinícius de Oliveira
“Cara, hoje em dia a gente está vendo a importância de aprender de um jeito diferente. Se você percebe que tem pessoas demorando muito para aprender e falar uma língua, significa que tem alguma coisa errada”. É com um português na ponta da língua que Alphonse Nyembo Wanyembo, congolês de 29 anos, se entusiasma ao falar do Abraço Cultural, iniciativa baseada em São Paulo que coloca professores refugiados em contato com brasileiros que buscam aprender um novo idioma.
Para mais informações, viste o site www.abracocultural.com.br e o grupo no Facebook.
Na França tem índios? Os Occitanos
Na França tem índios? Os Occitanos
José Ribamar Bessa Freire
“Preservar a tradição não é conservar as cinzas, mas soprar a brasa
para garantir que o fogo continue iluminando” (Jean Jaurés).
A primeira vez que ouvi falar na língua occitana foi em 1972 quando estava exilado em Paris. Uma amiga francesa, Paulette Delpont, me contou que era nessa língua que seu avô ensinava os mais jovens a fabricar aqueles foles antigos que servem para reavivar o fogo na lareira. O vovô morreu no Roussillon, sul da França, onde exercia seu oficio de artesão. Mas a língua d´oc resiste e ainda hoje há quem arrisque a vida por ela. Para defendê-la, o fundador do jornal occitano La Setmana, David Grosclaude, iniciou no final de maio greve de fome contra a política do estado francês que discrimina uma língua tão próxima ao português.


