Na França tem índios? Os Occitanos
Na França tem índios? Os Occitanos
José Ribamar Bessa Freire
“Preservar a tradição não é conservar as cinzas, mas soprar a brasa
para garantir que o fogo continue iluminando” (Jean Jaurés).
A primeira vez que ouvi falar na língua occitana foi em 1972 quando estava exilado em Paris. Uma amiga francesa, Paulette Delpont, me contou que era nessa língua que seu avô ensinava os mais jovens a fabricar aqueles foles antigos que servem para reavivar o fogo na lareira. O vovô morreu no Roussillon, sul da França, onde exercia seu oficio de artesão. Mas a língua d´oc resiste e ainda hoje há quem arrisque a vida por ela. Para defendê-la, o fundador do jornal occitano La Setmana, David Grosclaude, iniciou no final de maio greve de fome contra a política do estado francês que discrimina uma língua tão próxima ao português.
Rumo a um projeto de lei constitucional francês para ratificar a Carta das Línguas Regionais
Rumo a um projeto de lei constitucional francês para ratificar a Carta das Línguas Regionais
Em uma carta destinada a vários deputados nesta quinta-feira, 4 junho, o presidente francês, François Hollande, anunciou a apresentação de um projeto de lei constitucional para a ratificação da Carta Europeia das Línguas Regionais ou Minoritárias (saiba mais aqui).
A Carta, assinada em 1992 pelos Estados membros do Conselho da Europa, obriga os Estados signatários a reconhecer línguas regionais e minoritárias como expressão da riqueza cultural.
Ernesto Samper, secretário-geral da Unasul: ‘As diferenças ideológicas não afetam a integração regional’

Foto: Agencia de Noticias ANDES
Ernesto Samper: ‘As diferenças ideológicas não afetam a integração regional’
Samper detalha os objetivos de sua gestão e assegura que uma de suas principais aspirações é a criação de uma cidadania comum aos sul-americanos.
Aram Aharonian, Pedro Brieger, Cecilia Escudero
Secretário-geral da União de Nações Sul-americanas (Unasul), o ex-presidente da Colômbia, Ernesto Samper, examina, nesta entrevista, os principais desafios que a região enfrenta. Em visita a Buenos Aires, para participar de homenagem realizada a Néstor Kirchner, pelo quinto aniversário de sua chegada à Unasul (o ex-presidente argentino foi o primeiro secretário-geral da entidade), Samper detalha os objetivos de sua gestão e assegura que uma de suas principais aspirações é a criação de uma cidadania comum para os mais de 400 milhões de sul-americanos. Afirma que os segredos para o desenvolvimento econômico regional está na geração de cadeias de valor, a complementariedade econômica e o incremento do comércio intrarregional. Continue lendo
O português e a barreira linguística digital

Fonte: Internet World Stats. http://www.internetworldstats.com/stats7.htm
O português no espaço digital
Continuamente se apresenta o inglês como a língua franca da atualidade, mas o ciberespaço tem maior diversidade linguística do que poderia calcular-se e são muitas as línguas que aí se afirmam, entre elas, o português.
Com efeito, um artigo – intitulado The digital language divide, ou seja, a A barreira linguística digital – do jornal inglês The Guardian revela que, no conjunto das línguas mais utilizadas no universo digital, a língua portuguesa ocupa o quinto lugar, com mais de 121 milhões de utilizadores.
Ministro da Cultura, Juca Ferreira, defende política cultural para as fronteiras

Ministros Juca Ferreira e Maria Julia Muñoz ressaltaram importância de políticas culturais para a fronteira – Foto: Lia de Paula.
Juca Ferreira defende política cultural para as fronteiras
Uma política cultural para as fronteiras e avanços para lançar um edital específico para Pontos de Cultura de fronteira. Estas foram algumas propostas anunciadas no último sábado, dia 30, pelo ministro Juca Ferreira, em Jaguarão (RS), na divisa do Brasil com o Uruguai, onde participou de uma roda de conversa chamada Diálogo da Fronteira.
O evento, promovido pelo Ministério da Cultura em parceria com o Comitê de Fronteira Brasil-Uruguai, contou com a presença de artistas, gestores, produtores e fazedores de cultura locais. A ministra da Educação e Cultura do Uruguai, Maria Julia Muñoz, também participou do debate, parte de uma extensa agenda que Juca Ferreira cumpriu em Jaguarão.
Política Linguística e Educação no Campo

Foto: Peter Lorenzo
Política Linguística e Educação no Campo
Políticas linguísticas de valorização e promoção de línguas brasileiras faladas por muitos moradores de pequenos municípios brasileiros podem impulsionar mudanças positivas para a Educação no Campo?
Que estratégias podemos definir para alavancar essa discussão?
Com essas questões provocadoras, a coordenadora do IPOL, Profª Drª Rosângela Morello, concluiu sua intervenção na Jornada Temática Educação do Campo na Região Sul, realizada entre os dias 25 e 28 de maio, em Florianópolis, pela CONTAG.
Leia também: Jornada Temática Educação do Campo na Região Sul


