diversidade cultural

Indígenas no espaço urbano: não foi a aldeia que chegou na cidade mas a cidade que chegou na aldeia

Quando se fala em indígenas sempre parece algo longe de nós, que não nos pertence, que está lá longe, na mata, na história etc. Para essa parcela da população, é reservado somente preconceitos e estereótipos. Até mesmo o termo “cultura indígena” costuma ser usado de forma romântica por quem se diz do meio, por desconhecimento, falta de acesso a informações mais coerentes ou preguiça. Mas o fato é: sempre tivemos indígenas entre nós.

Já nos séculos XIV e XVIII, há registros de cidades indígenas brasileiras, latino-americanas e dos povos polinésios. Somente no Brasil temos mais de 10 mil anos de presença humana. No estado de São Paulo, no mínimo 1700 anos levando em consideração exemplos de vestígios de cerâmica Guarani achados no interior do estado ao longo do Caminho do Peabiru, antiga e gigante trilha indígena que começava em Cuzco no Peru e terminava entre São Paulo e Rio de Janeiro, ou registros arqueológicos em cidades que até hoje mantém seu nome indígena, como por exemplo Indaiatuba. Também é sabido que na Amazônia brasileira tivemos cidades indígenas, assim como no nordeste.

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Povo Jamamadi Deni – Caderno da Semana dos Povos Indígenas 2020

Povo Jamamadi Deni – Festa e resistência na Amazônia brasileira

A Amazônia brasileira vem sofrendo em decorrência do desmatamento, das queimadas, dos avanços agropecuários, da grilagem de terra e das mudanças climáticas. Esses impactos são também sentidos diretamente pelas comunidades indígenas que ali vivem.

Em um momento em que, cada vez mais, essas questões estão em pauta, o COMIN dá visibilidade a um importante povo indígena amazônico, que nos mostra como fazer resistência mantendo-se em seu território: o povo Jamamadi Deni.

No Caderno da Semana dos Povos Indígenas 2020, elaborado junto às pessoas indígenas, você tem a oportunidade de conhecer a comunidade do Tocimão, localizada na Terra Indígena Inauiní Teuiní (AM), e aprender com esse povo que fazer festa é resistir!

Se você tiver interesse em receber o material a partir do próximo ano, contate-nos pelo e-mail  cominprofordi@est.edu.br.

Acesse a publicação: http://comin.org.br/publicacoes/interna/id/116.

Inscrições abertas para o 1º Seminário Língua de Lutas na Amazônia

Direcionado para discussões sobre o ano internacional das línguas indígenas, o evento acontece no período de 5 a 8 de maio, na Ufam

FOTOS: Joelma Sanmelo/UEA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para fortalecer a pesquisa em Línguas e em Educação Indígenas no Estado do Amazonas, assim como fomentar projetos de vitalização, a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), realizam o 1º Seminário Língua de Lutas na Amazônia (Lilua) de 5 a 8 de maio. As inscrições para submissões de trabalhos e ouvintes já estão abertas, e os prazos e valores podem ser conferidos por meio do site https://www.even3.com.br/lilua/.

Inscrições – Todas as inscrições devem ser realizadas pelo site do evento, independentemente de o participante apresentar ou não trabalho. A inscrição é necessária para a emissão de certificados.

A inscrição deve ser efetuada segundo a categoria específica do participante (aluno de graduação, aluno de pós-graduação, profissional, entre outros.) e será confirmada no momento do credenciamento, mediante apresentação de comprovação.

A inscrição como ouvinte pode ser realizada até o dia do evento na mesa de credenciamento, mediante comprovação da categoria do participante. Vale ressaltar que pessoas que queiram apenas assistir o evento não necessitam inscrição, mas também não serão certificadas.

O evento não distingue modalidades de apresentação segundo o nível do participante. Todos os participantes podem submeter trabalhos para serem apresentados nas mesas temáticas.

Programação – A agenda está dividida em dois simpósios de educação e de Linguística, e contará com apresentações orais, mesa-redonda, sessão de pôsteres e de trabalhos. Os conferencistas convidados são: Wilson de Lima Silva, da University of Arizona; Pilar Valenzuela Bismarck, da Chapman University; e Anderbio Marcio Silva Martins, da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).

Além da apresentação de trabalhos, propriamente, o evento contará ainda com grupos que visam discutir e sistematizar resultados sobre os seguintes temas, com foco especial no Amazonas: Descrição, documentação e análise de línguas indígenas; Estudos históricos sobre línguas indígenas; Novos contextos de uso das línguas indígenas; Políticas linguísticas de línguas indígenas; Ensino de línguas indígenas; O lugar ocupado pelas línguas indígenas na Educação Escolar Indígena; Letramento e alfabetização na formação de professores indígenas; Línguas e culturas indígenas e o português indígena no processo de escolarização dos povos indígenas.

O evento é organizado pelo Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação Escolar Indígena e Etnografia da UEA, Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Estado do Amazonas (PPGE/UEA), em parceria com o Grupo de Pesquisa sobre Línguas e Culturas Amazônicas (LCA/Ufam) e o Programa de Pós Graduação em Letras da Universidade Federal do Amazonas (PPGL/Ufam).

 

http://www.amazonas.am.gov.br/

Em sua língua nativa, Nory Kaiapo mostra o funk das aldeias indígenas

Fotos por: Reprodução // Redes Sociais

O funk quebrou todas as barreiras e ultrapassou as fronteiras linguísticas com músicas estouradas em vários países. Além de todos os hits que bombaram lá fora, o funk chegou nas aldeias indígenas e funkeiros como Nory Kaiapo, de uma aldeia no Pará, norte do Brasil, canta funk com sua língua nativa pra todo mundo poder embrasar. Chega mais pra conhecer ele.

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YBY Festival reúne muita cultura indígena contemporânea em SP

música na área aberta da unibes cultural vai acontecer no yby festival

Crédito: DivulgaçãoShows promovem a música indígena no YBY Festival

O YBY é o primeiro festival de música indígena contemporânea da história do Brasil!

A cultura indígena nada tem de passado. Ela é presente, viva e pulsante! E você vai ver toda essa potência de pertinho no YBY Festival, que acontece na Unibes Cultural, grudada na estação Sumaré do Metrô! Continue lendo

A língua portuguesa deixando de ser coadjuvante para se tornar protagonista na música internacional

A língua portuguesa deixando de ser coadjuvante para se tornar protagonista na música internacionalMadonna, Drake e Ciara não lançaram nenhuma parceria musical entre si em 2019, todavia eles estão conectados pela música, ainda que eles tenham estilos diferentes. A música tem o poder de conectar pessoas em todo o mundo mesmo que um não entenda o que outro está dizendo. Continue lendo

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